{"id":7959,"date":"2017-02-01T13:05:45","date_gmt":"2017-02-01T15:05:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=7959"},"modified":"2017-02-01T13:05:45","modified_gmt":"2017-02-01T15:05:45","slug":"dolores-tucunduva-a-servidao-voluntaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=7959","title":{"rendered":"Dolores Tucunduva: &#039;A Servid\u00e3o Volunt\u00e1ria&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F7959&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F7959&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h2><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/artigo-de-maria-dolores-tucunduva-porque-einstein-foi-um-genio\/foto-facebook-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5802\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5802 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Foto-Facebook.jpg\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"160\" \/><\/a><\/h2>\n<h2 class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: center;\"><strong>Maria Dolores Tucunduva: &#8216;A Servid\u00e3o Volunt\u00e1ria&#8217;<\/strong><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\"><\/div>\n<div id=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body-478628367479353604\" class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<em><strong>\u201cAqueles que desistiriam da liberdade essencial para comprar um pouco de <\/strong><\/em><\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em><strong>seguran\u00e7a tempor\u00e1ria n\u00e3o merecem liberdade, nem seguran\u00e7a.\u201d (Benjamin Franklin)<\/strong><\/em><\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Em 1548, com apenas 18 anos de idade, o franc\u00eas \u00c9tienne de La Bo\u00e9tie escreveu seu\u00a0<em>Discurso Sobre a Servid\u00e3o Volunt\u00e1ria<\/em>, um texto instigante e corajoso, no qual sustenta a tese de que os escravos s\u00e3o servos por op\u00e7\u00e3o. La Bo\u00e9tie, que foi amigo de Montaigne, foi um dos primeiros a perceber que os governados eram sempre maioria em rela\u00e7\u00e3o aos governantes, e que, por conta disso, algum grau de consentimento deveria existir para manter a situa\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o. <span style=\"color: #000000;\">O seu texto pode ser entendido como um ataque \u00e0 monarquia, devido ao contexto de sua \u00e9poca, mas n\u00e3o somente isso. O pr\u00f3prio autor reconhece que o tirano pode ser eleito tamb\u00e9m, mudando apenas a forma de se chegar ao poder, e n\u00e3o seu abuso. O livro, portanto, \u00e9 uma leitura essencial nos dias atuais tamb\u00e9m, onde governos democr\u00e1ticos avan\u00e7am sobre as liberdades mais b\u00e1sicas dos indiv\u00edduos.\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000;\">Para La Bo\u00e9tie, \u201c\u00e9 o povo que se sujeita, que se corta a garganta, que, podendo escolher entre ser subjugado ou ser livre, abandona a liberdade e toma o jugo, que consente no mal, ou antes, o persegue\u201d. <\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O pensador Edmund Burke diria algo semelhante depois, ao constatar que \u201ctudo aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio para o triunfo do mal \u00e9 que os homens bons nada fa\u00e7am\u201d. La Bo\u00e9tie via no direito natural do homem aquilo que ele tem de mais caro, e compreendia que \u201cn\u00e3o nascemos apenas na posse de nossa liberdade, mas com a incumb\u00eancia de defend\u00ea-la\u201d. No entanto, ele constatou que o povo estava quase sempre inclinado a abandonar esse direito, em troca de alguma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. O tirano, ent\u00e3o, chega ao poder, seja pela conquista ou pelos votos. Mas La Bo\u00e9tie questiona: \u201cComo tem algum poder sobre v\u00f3s, sen\u00e3o por v\u00f3s? Como ousaria atacar-vos, se n\u00e3o estivesse em conluio convosco?\u201d Bastaria que o pr\u00f3prio povo fosse resoluto em n\u00e3o servir mais, para ter sua liberdade. A escravid\u00e3o acaba exigindo a san\u00e7\u00e3o da v\u00edtima.<\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\nO que ent\u00e3o explicaria essa servid\u00e3o consentida? <\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Para La Bo\u00e9tie, \u201ctodos os homens, enquanto t\u00eam qualquer coisa de homem, antes de se deixarem sujeitar, \u00e9 preciso, de duas, uma: que sejam for\u00e7ados ou enganados\u201d. Ele parte ent\u00e3o para a tese de que, no in\u00edcio, o homem serve vencido pela for\u00e7a, mas que depois serve voluntariamente, enquanto seus antecessores haviam feito por opress\u00e3o. Sem terem experimentado a liberdade, esses homens acabam escravos pelo costume. La Bo\u00e9tie, antecipando David Hume e Franz Oppenheimer, conclui: \u201c\u00c9 assim que os homens nascidos sob o jugo, depois alimentados e educados na servid\u00e3o, sem olhar para a frente, contentam-se em viver como nasceram, sem pensar em ter outro bem, nem outro direito sen\u00e3o o que encontraram, tomando como natural sua condi\u00e7\u00e3o de nascen\u00e7a\u201d. Primeiro, o poder \u00e9 conquistado na for\u00e7a; depois, o costume permite um ar de legitimidade, mantido pela ignor\u00e2ncia e covardia dos escravos.\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\nA revolta contra essa tirania nem sempre \u00e9 amiga verdadeira da liberdade. Para La Bo\u00e9tie, os v\u00e1rios atentados realizados contra imperadores romanos, por exemplo, \u201cn\u00e3o passaram de conspira\u00e7\u00f5es de pessoas ambiciosas, cujos inconvenientes n\u00e3o se deve lamentar, pois se perceber que desejavam, n\u00e3o eliminar, mas remover a coroa, pretendendo banir o tirano e reter a tirania\u201d. N\u00e3o foram poucos os casos na hist\u00f3ria de luta contra uma tirania estabelecida por outra tirania, muitas vezes at\u00e9 mais cruel. Os bolcheviques s\u00e3o um claro exemplo disso, mas nem de perto o \u00fanico. At\u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa usou o nome da liberdade apenas para entregar Robespierre e seu Grande Terror em troca. No Brasil mesmo, tivemos comunistas lutando contra uma ditadura, mas desejando no fundo instaurar outra bem mais perversa, como aquela existente em Cuba.\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\nQuando se entende que o tirano precisa do consentimento do povo, descobre-se porque todo tirano usa o ardil de embrutecer os s\u00faditos e atacar os homens de valor. A doutrina\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para os tiranos nesse aspecto. O \u201cp\u00e3o e circo\u201d tamb\u00e9m s\u00e3o \u00fateis, para desviar as aten\u00e7\u00f5es. La Bo\u00e9tie diz: \u201cOs teatros, jogos, farsas, espet\u00e1culos, lutas de gladiadores, animais estranhos, medalhas, quadros e outros tipos de drogas, eram para os povos antigos os atrativos da servid\u00e3o, o pre\u00e7o da liberdade, as ferramentas da tirania\u201d. E convenhamos: como o povo se vende por pouco! Se antes era assim, nada mudou na ess\u00eancia, apenas na forma. O povo escravo vibra com o time campe\u00e3o do mundo, trocando liberdade por um tolo \u201corgulho nacional\u201d. O escravo esquece que o governo lhe toma metade dos frutos de seu trabalho, preferindo relaxar no carnaval. \u201cAssim, os povos, enlouquecidos, achavam belos esses passatempos, entretidos por um v\u00e3o prazer, que lhes passava diante dos olhos, e acostumavam-se a servir como tolos\u201d, lamenta o autor.\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\nAs migalhas oferecidas em troca da liberdade n\u00e3o eram apenas jogos e distra\u00e7\u00e3o, mas literalmente migalhas: \u201cOs tiranos distribu\u00edam um quarto de trigo&#8230; e ent\u00e3o dava pena ouvir gritar: Viva o rei!\u201d H\u00e1 tanta diferen\u00e7a assim para um Bolsa-Fam\u00edlia, programa assistencialista que, na verdade, s\u00e3o esmolas em troca de voto? La Bo\u00e9tie percebeu que o governo, sem produzir a riqueza, precisa tirar antes de dar: \u201cOs tolos n\u00e3o percebiam que nada mais faziam sen\u00e3o recobrar uma parte do que lhes pertencia, e que mesmo o que recobravam, o tirano n\u00e3o lhes podia ter dado, se antes n\u00e3o o tivesse tirado deles pr\u00f3prios\u201d. N\u00e3o obstante, o populismo sempre rendeu poder e devo\u00e7\u00e3o, sentimento que todos os tiranos buscam despertar em seus s\u00faditos. La Bo\u00e9tie lembra que mesmo tiranos que destru\u00edram totalmente a liberdade do povo foram homenageados pelas pr\u00f3prias v\u00edtimas, muitas vezes vistos como \u201cPai do Povo\u201d. Que tipo de covardia faz algu\u00e9m amar o pr\u00f3prio algoz?<br \/>\nAl\u00e9m das distra\u00e7\u00f5es e das migalhas, como o restaurante popular atualmente, os tiranos precisam oferecer uma rede de favores, criando cargos para sustentar a tirania com mais aliados. A lista de oportunistas batendo \u00e0 porta do governo para trocar liberdade por verbas seria infind\u00e1vel. Desde artistas engajados, intelectuais, funcion\u00e1rios p\u00fablicos, invasores de propriedade, at\u00e9 l\u00edderes do \u201cterceiro setor\u201d ou mesmo empres\u00e1rios, todos em busca de uma teta estatal para mamar. Os tiranos compram assim o apoio \u00e0 tirania. \u201cEm suma\u201d, conclui La Bo\u00e9tie, \u201cque se consigam, pelos favores ou sub-favores, que se encontrem, enfim, quase tantas pessoas \u00e0s quais a tirania pare\u00e7a lucrativa, como aqueles a quem a liberdade seria agrad\u00e1vel\u201d.\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\nEssa troca da liberdade por favores seria tr\u00e1gica por si s\u00f3, pelo valor intr\u00ednseco que tem a liberdade. Mas, n\u00e3o obstante, La Bo\u00e9tie questiona que tipo de vida esses \u201cescravos volunt\u00e1rios\u201d levam, concluindo que n\u00e3o pode ser uma vida feliz. Ele pergunta: \u201cQual condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais miser\u00e1vel do que viver assim, sem nada ter de seu, recebendo de outrem satisfa\u00e7\u00e3o, liberdade, corpo e vida?\u201d Al\u00e9m disso, La Bo\u00e9tie afirma que a amizade verdadeira \u00e9 imposs\u00edvel nesse contexto de tirania. Ela, afinal, \u201cs\u00f3 se encontra entre pessoas de bem e s\u00f3 existe por m\u00fatua estima; mant\u00e9m-se n\u00e3o tanto por benef\u00edcios, sen\u00e3o por uma vida boa\u201d. E acrescenta: \u201cO que torna um amigo seguro do outro \u00e9 o conhecimento que tem de sua integridade\u201d, lembrando que \u201centre os maus, quando se re\u00fanem, h\u00e1 uma conspira\u00e7\u00e3o, n\u00e3o mais uma companhia; n\u00e3o se amam mais uns aos outros, mas se temem; n\u00e3o s\u00e3o mais amigos, mas c\u00famplices\u201d. Algu\u00e9m poderia ter alguma d\u00favida da verdade dessas palavras observando o comportamento dos aliados do governo brasileiro atual? S\u00e3o todos c\u00famplices de um projeto de poder; n\u00e3o amigos.<\/span><\/div>\n<div class=\"m_7687456270347531307m_5443893537974450399post-body m_7687456270347531307m_5443893537974450399entry-content\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\nEm resumo, as palavras escritas por um jovem culto de 18 anos na Fran\u00e7a, h\u00e1 quase cinco s\u00e9culos atr\u00e1s, ainda ecoam como verdade nos dias atuais. O povo parece n\u00e3o aprender a li\u00e7\u00e3o, construindo sua pr\u00f3pria pris\u00e3o, vendendo a corda usada para seu enforcamento. Nasce escravo, vive na ignor\u00e2ncia, e n\u00e3o ousa desafiar seu senhor, questionando sua legitimidade. Aceita passivamente seus grilh\u00f5es, que at\u00e9 ajuda a colocar. Enquanto os animais na natureza lutam desesperadamente contra seu dom\u00ednio, o homem, justo o animal com maior capacidade de ser livre, acaba se submetendo passivamente \u00e0 servid\u00e3o. Enquanto uma grande quantidade de pessoas estiver disposta a sacrificar a liberdade em troca de algumas migalhas e uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, conviveremos com a escravid\u00e3o.&#8221;<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Dolores Tucunduva: &#8216;A Servid\u00e3o Volunt\u00e1ria&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[862,1462,3158,5413],"class_list":["post-7959","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-analise-politica","tag-brasil","tag-eleitores","tag-maria-dolores-tucunduva"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":13734,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=13734","url_meta":{"origin":7959,"position":0},"title":"Maria Dolores Tucunduva: &#039;Empatia&#039;","author":"Helio Rubens","date":"11 de outubro de 2017","format":false,"excerpt":"Maria Dolores Tucunduva: 'Empatia' \u00a0 Se eu fosse apontar uma \u00daNICA causa para os males do mundo, n\u00e3o hesitaria em apontar a falta generalizada de EMPATIA. 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