{"id":80097,"date":"2026-04-16T13:51:31","date_gmt":"2026-04-16T16:51:31","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=80097"},"modified":"2026-04-16T13:51:40","modified_gmt":"2026-04-16T16:51:40","slug":"veridiana-horacio-e-cassiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=80097","title":{"rendered":"Veridiana, Hor\u00e1cio e Cassiana"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F80097&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F80097&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Eduardo Cesario-Mart\u00ednez<br><br> Conto &#8216;Veridiana, Hor\u00e1cio e Cassiana&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/7EB822FD-90B1-44D4-A567-7E7490FD3E6E-1-2-scaled-1.jpg\" alt=\"Eduardo Cesario-Mart\u00ednez. Foto por Irene Oliveira\" class=\"wp-image-77180\" style=\"aspect-ratio:0.562896571943124;width:194px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Eduardo Cesario-Mart\u00ednez <br> Foto por Irene Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1266\" height=\"768\" data-attachment-id=\"80098\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=80098\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/9545efdf-bfcb-4de5-9aa2-653c63d47664.jpg\" data-orig-size=\"1266,768\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"9545efdf-bfcb-4de5-9aa2-653c63d47664\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/9545efdf-bfcb-4de5-9aa2-653c63d47664.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/9545efdf-bfcb-4de5-9aa2-653c63d47664.jpg\" alt=\"Imagem gerada pela IA do Gemini\" class=\"wp-image-80098\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/9545efdf-bfcb-4de5-9aa2-653c63d47664.jpg 1266w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/9545efdf-bfcb-4de5-9aa2-653c63d47664-1200x728.jpg 1200w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/9545efdf-bfcb-4de5-9aa2-653c63d47664-768x466.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1266px) 100vw, 1266px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem gerada pela IA do Gemini<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap wp-block-paragraph\">Era not\u00f3ria, naqueles cantos, a paci\u00eancia dos urubus, por mais ansiosos que estivessem, em esperar por mais uma criatura faminta ou, ent\u00e3o, acometida de alguma mol\u00e9stia finalmente sucumbisse.&nbsp;Ajoelhada e sem vontade de rezar, Veridiana olhou aquelas aves e teve a certeza de que os sonhos de inf\u00e2ncia n\u00e3o passaram de devaneios de algu\u00e9m que n\u00e3o conseguia enxergar a pr\u00f3pria sina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Com as palmas das m\u00e3os sobre o solo rachado da caatinga, a mulher soltou um arre! e conseguiu erguer o corpo. Nunca fora boa com n\u00fameros, mas sabia que havia um povoado a duas l\u00e9guas. Que fossem sete ou oito, ela estava decidida a n\u00e3o virar repasto de urubu. N\u00e3o naquele dia. Que fossem procurar por outra carca\u00e7a com menos vontade de prosseguir nessa sobrevida ingrata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Aos 38 anos, passara por momentos de pen\u00faria e raros confortos. Desde sempre fora explorada, seja pelo pai, seja pelos irm\u00e3os, seja pelo homem que se fez seu marido. Seca nas carnes e por dentro, nunca engravidou, apesar das indesejadas investidas do macho que a cobria sem lhe dar sossego.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Hor\u00e1cio n\u00e3o se conformava por escolha t\u00e3o despropositada. Para que servia mulher estragada, se n\u00e3o era capaz de lhe dar os filhos que tanto queria? Pois tratou de arrumar uma mais nova e de proced\u00eancia garantida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; Cassiana, a vizinha, era vi\u00fava e sustentava dois meninos gra\u00fados. O homem foi ter um dedo de prosa e a coisa ficou acertada. Divorciou de Veridiana e desposou a outra. N\u00e3o tardou, constatou que a escolha havia sido acertada, pois a nova esposa logo apresentou os primeiros enjoos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;Quanto \u00e0 Veridiana, foi colocada de lado para os afazeres dom\u00e9sticos. Perdera o posto de esposa, mas Hor\u00e1cio necessitava de algu\u00e9m para ajudar a nova mulher na lida com a casa. Vez ou outra, dependendo da falta de disposi\u00e7\u00e3o da Cassiana, deitava-se com a ex-consorte. Rosto virado para o lado ou fixo no teto, Veridiana aguardava o arfar do sujeito se esvair num urro. Coisa de minutos, que pareciam uma eternidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; Enquanto caminhava, Veridiana se recordava da vida miser\u00e1vel que se acostumou a levar. N\u00e3o tinha raiva de Cassiana, muito menos das crian\u00e7as e do beb\u00ea a caminho. Eram todas v\u00edtimas da perversidade do inferno onde nasceram. E nada de indulg\u00eancias para os desprovidos de sorte. Que cumprissem as pr\u00f3prias agruras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; Hor\u00e1cio, todavia, n\u00e3o era visto com qualquer benevol\u00eancia. Tanto \u00e9 que Veridiana decidiu p\u00f4r um ponto final n\u00e3o apenas nas investidas do gajo, como tamb\u00e9m faz\u00ea-lo pagar por todos os pecados. Ela pensou numa maneira que n\u00e3o levantasse suspeitas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Ap\u00f3s quase dois meses, eis que Veridiana percebeu que o melhor era envenenar o traste. Que ele gostava de doces, todos sabiam. Que morresse empanturrado de&nbsp;quebra-queixo!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; Tentou ant\u00fario, mas n\u00e3o conseguiu provocar nada al\u00e9m do que diarreia e v\u00f4mito no homem. Abusou de \u00f3leo de mamona, mas tratou de jogar fora todo o tacho porque os meninos e a buchuda reclamaram seu quinh\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; \u2014 Estragou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; \u2014 E desde quando doce estraga?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; \u2014 Pois esse estragou. Fa\u00e7o outro amanh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A desculpa parece que n\u00e3o convenceu Cassiana, mas nada que provocasse intriga entre as duas. Quanto \u00e0s crian\u00e7as, foram ludibriadas por generosos nacos de rapadura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0 Os dias prosseguiram, at\u00e9 que, por algo t\u00e3o inesperado como picada de cobra, eis que Hor\u00e1cio, ao acordar depois de passar mais uma noite sobre Veridiana, foi cal\u00e7ar a botina. Pelo barulho do chocalho, parece que foi cascavel, que buscara ref\u00fagio no cal\u00e7ado do homem.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; Veridiana nunca sentiu tamanho regozijo ao encarar o desespero de Hor\u00e1cio, que gritava. N\u00e3o tardou, Cassiana surgiu e ainda pode ver a serpente se esgueirando para debaixo da cama. As duas mulheres, c\u00famplices nos desejos, viram o homem se esvair em pouco mais de duas horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; \u2014 V\u00e1 buscar ajuda!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; \u2014 Vou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; Cansada pela longa caminhada, Veridiana, finalmente, chegou ao povoado, onde sabia n\u00e3o existir m\u00e9dico. Tratou de comunicar o ocorrido ao padre, que acompanhou a mulher at\u00e9 o s\u00edtio da fam\u00edlia. Nem deu tempo de fazer a extrema un\u00e7\u00e3o. Hor\u00e1cio, tipo comum da regi\u00e3o, tinha um filete de sangue ressequido no canto dos l\u00e1bios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>Eduardo Cesario-Mart\u00ednez<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/eduardo.martinez.100302?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/escritoreduardomartinez\/\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era not\u00f3ria, naqueles cantos, a paci\u00eancia dos urubus, por mais ansiosos que estivessem, em esperar por mais uma criatura faminta ou, ent\u00e3o, acometida de&#8230; <\/p>\n","protected":false},"author":130,"featured_media":80098,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9607,9285],"tags":[16691,10712,16692],"class_list":["post-80097","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-contos","category-literatura","tag-caatinga","tag-desesperanca","tag-solo-rachado"],"aioseo_notices":[],"views":461,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/9545efdf-bfcb-4de5-9aa2-653c63d47664.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":77658,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=77658","url_meta":{"origin":80097,"position":0},"title":"Rel\u00f3gio de fam\u00edlia","author":"Eduardo Mart\u00ednez","date":"5 de janeiro de 2026","format":false,"excerpt":"Aquele homem era o que pode se dizer bem-nascido. 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