{"id":80783,"date":"2026-05-13T14:46:38","date_gmt":"2026-05-13T17:46:38","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=80783"},"modified":"2026-05-13T14:46:50","modified_gmt":"2026-05-13T17:46:50","slug":"felix-nicolau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=80783","title":{"rendered":"F\u00e9lix Nicolau"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F80783&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F80783&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Entrevista com o escritor e professor universit\u00e1rio romeno <br>F\u00e9lix Nicolau<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1175\" height=\"1305\" data-attachment-id=\"80784\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=80784\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Entrevistas-Rol-3-1.jpg\" data-orig-size=\"1175,1305\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1684312287&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Entrevistas-Rol-3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Entrevistas-Rol-3-1.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Entrevistas-Rol-3-1.jpg\" alt=\"Logo da se\u00e7\u00e3o Entrevistas ROLianas\" class=\"wp-image-80784\" style=\"aspect-ratio:0.9003969383824342;width:308px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Entrevistas-Rol-3-1.jpg 1175w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Entrevistas-Rol-3-1-1080x1200.jpg 1080w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Entrevistas-Rol-3-1-768x853.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1175px) 100vw, 1175px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Logo da se\u00e7\u00e3o Entrevistas ROLianas<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">\u201cUm intelectual est\u00e1 aberto a um debate totalmente livre e pronuncia-se<br> contra a censura\u201d.<strong> (<\/strong>F\u00e9lix Nicolau)<\/h3>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"391\" height=\"321\" data-attachment-id=\"80785\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=80785\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/05f3ae9d-94d3-4d26-bb5b-22725e414dd5.jpg\" data-orig-size=\"391,321\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"05f3ae9d-94d3-4d26-bb5b-22725e414dd5\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/05f3ae9d-94d3-4d26-bb5b-22725e414dd5.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/05f3ae9d-94d3-4d26-bb5b-22725e414dd5.jpg\" alt=\"Professor Felix Nicolau - Arquivo pessoal\" class=\"wp-image-80785\" style=\"aspect-ratio:1.2180791510490192;width:515px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Professor Felix Nicolau &#8211; Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Caros amigos do Jornal Cultural ROL, e\u00b4 com grande prazer que vos apresento <strong>F\u00e9lix Nicolau<\/strong>, um erudito e uma das personalidades da literatura romena contempor\u00e2nea, com uma carreira complexa e multifacetada que combina, com naturalidade, a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, a reflex\u00e3o cr\u00edtica e a atividade acad\u00e9mica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Licenciado em Filologia e Filosofia, obteve o t\u00edtulo de Doutor em Filologia em 2003, com uma tese de literatura comparada. A sua estreia editorial ocorreu em 1996 com o livro de poesia <em>Ascult\u00e2nd cerurile<\/em>, publicado na revista <em>Arca<\/em> de Arad, marcando o in\u00edcio de uma atividade liter\u00e1ria prol\u00edfica e diversificada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 membro da Uni\u00e3o dos Escritores da Rom\u00eania e colabora com numerosas revistas liter\u00e1rias e cient\u00edficas, tanto nacionais como estrangeiras.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do tempo, Felix Nicolau publicou uma obra rica que inclui poesia (quatro volumes), prosa (dois romances) e ensaios e cr\u00edtica liter\u00e1ria (nove livros).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No dom\u00ednio da poesia, obras como <em>Kamceatka, Time is Honey<\/em> (2014), <em>Bach, manele &amp; kostel<\/em> (2003), <em>Salonul de inven\u021bii<\/em> (2002) e <em>Cucerirea r\u00e2sului<\/em> (1996) revelam um poeta preocupado com o jogo sem\u00e2ntico, a ironia cultural e a express\u00e3o l\u00fadica.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere \u00e0 prosa, os romances <em>Tandru \u0219i rece<\/em> (2007) e <em>Pe m\u00e2na femeilor<\/em> (2011) s\u00e3o exemplos do seu interesse pela explora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es interpessoais e dos paradigmas socioculturais do espa\u00e7o p\u00f3s-moderno romeno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No dom\u00ednio da cr\u00edtica liter\u00e1ria e da teoria cultural, Nicolau publicou v\u00e1rios volumes de ensaios e estudos que refletem profundas preocupa\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas. Entre as suas obras de refer\u00eancia, destacam-se: <em>Homo Imprudens<\/em> (2006), <em>Anticanonice<\/em> (2009), <em>Codul lui Eminescu<\/em> (2010), <em>Estetica uman\u0103: de la postmodernism la Facebook<\/em> (2013) e os volumes de 2014: <em>Cultural Communication: Approaches to Modernity and Postmodernity<\/em> e <em>Comunicare \u0219i creativitate. Interpretarea textului contemporan<\/em> e <em>Take the Floor. Professional Communication: Theoretical Contextualization.<\/em> Mais recentemente, Nicolau publicou <em>Istoria nuclear\u0103 a culturii. Cuante hermeneutice<\/em> (2021) e <em>\u0218tiin\u021ba minciunii responsabile. Tratat de embolii culturale<\/em> (2024), no qual aborda temas atuais relacionados com a hermen\u00eautica, a identidade e o discurso cultural na era digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da paix\u00e3o pela escrita e pela cr\u00edtica, Felix Nicolau \u00e9 um professor universit\u00e1rio dedicado e respeitado. Leciona literatura, comunica\u00e7\u00e3o e estudos culturais em diversas institui\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas, nomeadamente como professor convidado do Instituto da L\u00edngua Romena (ILR) na Universidade Complutense de Madrid e na Universidade de Granada, como professor na Universidade T\u00e9cnica de Constru\u00e7\u00f5es Civis de Bucareste, na Rom\u00e9nia, e como professor convidado na Universidade de Lund, na Su\u00e9cia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 afiliado \u00e0 Escola de Doutoramento em Filologia da Universidade &#8220;1 de Dezembro de 1918&#8221; de Alba Iulia, na Rom\u00e9nia, onde contribui para a forma\u00e7\u00e3o de investigadores nas \u00e1reas da literatura e da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra e a atividade de Felix Nicolau inserem-se nos debates contempor\u00e2neos sobre literatura e cultura, dado que o autor participa ativamente na vida jornal\u00edstica e acad\u00e9mica, tanto romena como internacional, colaborando com publica\u00e7\u00f5es como o <em>Swedish Journal of Romanian Studies<\/em>, a <em>Littera Nova<\/em> ou a <em>Bucovina literar\u0103<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s das suas abordagens te\u00f3ricas, ensa\u00edsticas e criativas, Felix Nicolau procura conferir clareza e profundidade ao discurso liter\u00e1rio, explorando simultaneamente as dimens\u00f5es hermen\u00eauticas, culturais e comunicativas da arte e da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rhea Cristina: Conhece e fala sete l\u00ednguas estrangeiras: ingl\u00eas, italiano, franc\u00eas, espanhol, alem\u00e3o, portugu\u00eas e sueco. O que o levou a estudar portugu\u00eas? O que representam para si o Brasil e a Am\u00e9rica do Sul em geral?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Felix Nicolau:<\/strong> H\u00e1 muitos anos, frequentei cursos de l\u00edngua e cultura portuguesas na embaixada do Brasil em Bucareste. Com certeza irei frequentar um novo curso num instituto para atualizar os meus conhecimentos da l\u00edngua. Por isso, conhe\u00e7o melhor o portugu\u00eas do Brasil, que, ali\u00e1s, tem uma pron\u00fancia mais clara.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre me interessei pela cultura de express\u00e3o portuguesa, devido \u00e0 sua vastid\u00e3o temporal e espacial. O Brasil e a Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o um caldeir\u00e3o de culturas que n\u00e3o se pode deixar de conhecer. E como n\u00f3s, romenos, tamb\u00e9m usamos uma l\u00edngua neolatina, seria uma pena n\u00e3o aceder ao original do que as culturas de express\u00e3o portuguesa t\u00eam para oferecer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rhea Cristina: O que significam para si as palavras \u00abhist\u00f3ria\u00bb, \u00abidentidade\u00bb e \u00abmem\u00f3ria individual e coletiva\u00bb?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Felix Nicolau:<\/strong> S\u00e3o conceitos essenciais para o ser humano. Por exemplo, n\u00e3o basta uma pessoa falar com um certo grau de corre\u00e7\u00e3o a l\u00edngua portuguesa ou a l\u00edngua romena para se poder dizer que \u00e9 brasileira ou romena. A identidade, que inclui os tipos de mem\u00f3ria, significa conhecer a hist\u00f3ria sem distor\u00e7\u00f5es, as tradi\u00e7\u00f5es e a cultura em causa. Sem isso, ningu\u00e9m pode assumir uma identidade espec\u00edfica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio, se um estrangeiro aprender bem essas coisas, ent\u00e3o torna-se mais nativo do que um habitante local que n\u00e3o se esfor\u00e7a para desenvolver a sua identidade. Portanto, a identidade conquista-se, n\u00e3o \u00e9 algo que se tenha por direito. \u00c9 em v\u00e3o que muitos se gabam de ter nascido num determinado lugar. Podiam ter nascido noutro qualquer lugar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de pensamento cr\u00edtico e os automatismos s\u00e3o pragas da humanidade que s\u00f3 podem ser curadas atrav\u00e9s da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura aut\u00eantica. No entanto, isso est\u00e1 a tornar-se cada vez mais dif\u00edcil, pois a educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais dilu\u00edda. Especialmente para se obter o ser humano globalizado, o homem de plasticina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rhea Cristina: Durante os 50 anos de totalitarismo, a Europa de Leste produziu apenas cultura de propaganda? A cultura da Europa de Leste submeteu-se totalmente aos c\u00e2nones da ideologia oficial? Que ensinamentos sobre os valores do ser humano nos legou essa cultura?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Felix Nicolau:<\/strong> &#8230;De modo algum. \u00c9 verdade, por\u00e9m, que apenas a cultura alinhada com o sistema comunista foi promovida. Al\u00e9m disso, era mesmo perigoso produzir cultura n\u00e3o alinhada. Muitos acabaram na pris\u00e3o, foram mortos ou perderam o estatuto social por causa disso. Em suma, apenas os fan\u00e1ticos, os idiotas e os oportunistas se submeteram aos c\u00e2nones da cultura oficial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A verdadeira cultura, a n\u00e3o alinhada, revelou o lado absurdo, ou mesmo feroz, do mundo. N\u00e3o existe uma cultura do Leste europeu, mas sim v\u00e1rias. Os romenos promovem cria\u00e7\u00f5es com um toque folcl\u00f3rico, mas tamb\u00e9m o absurdo e as vanguardas. Os checos t\u00eam um sentido de humor ing\u00eanuo-absurdo no cinema. Os h\u00fangaros t\u00eam uma inclina\u00e7\u00e3o para o absurdo sofisticado e para uma vis\u00e3o rom\u00e2ntica e misteriosa. E assim sucessivamente. S\u00e3o povos com matrizes culturais semelhantes, mas tamb\u00e9m diferentes.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed os frequentes conflitos e a incapacidade de estabelecer uma alian\u00e7a pol\u00edtico-militar-econ\u00f4mica em toda a regi\u00e3o. Isso diz muito sobre as diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rhea Cristina: Num mundo com grandes mudan\u00e7as geopol\u00edticas, como o atual, qual \u00e9 ou qual deveria ser o papel da cultura a n\u00edvel mundial? Que import\u00e2ncia tem a cultura europeia? E a literatura sul-americana?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Felix Nicolau:<\/strong> A cultura tem, como sempre, um papel duplo: preservar identidades e tradi\u00e7\u00f5es elevadas, n\u00e3o b\u00e1rbaras, e construir pontes interculturais. N\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil e, infelizmente, muitos promotores culturais t\u00eam um dom\u00ednio limitado da cultura, limitando-se a procurar um lugar confort\u00e1vel em diversas institui\u00e7\u00f5es e projetos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 muitos projetos supostamente culturais, mas centrados em aspectos da moda e ideologizados que, na verdade, n\u00e3o contribuem em nada para a vida cultural.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A literatura sul-americana tem um papel especial precisamente devido \u00e0 cultura de onde prov\u00e9m. Como se sabe, esta literatura abordou, com meios estil\u00edsticos espetaculares, temas relacionados com a ditadura e o autoritarismo. Afinal, \u00e9 isso que a literatura deve fazer: propor novas formas narrativas e desenvolver a humanidade, expondo temas e situa\u00e7\u00f5es de forma desideologizada. N\u00e3o impor uma \u00fanica forma de leitura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rhea Cristina: Qual \u00e9, atualmente, o estatuto do escritor, fil\u00f3sofo e tradutor no espa\u00e7o cultural europeu e mundial?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Felix Nicolau:<\/strong> Existem diferen\u00e7as significativas entre estas tr\u00eas figuras. O escritor tornou-se um pilar da sociedade do espet\u00e1culo e um cr\u00edtico desta, apenas na medida em que n\u00e3o \u00e9 movido pelo desejo de receber pr\u00eamios. Refiro-me aos escritores representativos, aqueles que s\u00e3o apoiados pelos sistemas. No entanto, tamb\u00e9m existem escritores livres que n\u00e3o se deixam condicionar pelas rela\u00e7\u00f5es comerciais em busca do sucesso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ultimamente, os fil\u00f3sofos representativos t\u00eam recuperado a vantagem perdida face aos escritores. Surgem fil\u00f3sofos-influenciadores que d\u00e3o conselhos, sobretudo, sobre a felicidade. Quanto aos tradutores, tinham alcan\u00e7ado um certo n\u00edvel de respeitabilidade, sobretudo sob a press\u00e3o dos estudos de tradu\u00e7\u00e3o. No entanto, a explos\u00e3o de programas baseados em intelig\u00eancia artificial ir\u00e1 reduzir a sua contribui\u00e7\u00e3o. Ficar\u00e3o muito poucos tradutores, que se dedicar\u00e3o mais a aperfei\u00e7oar as tradu\u00e7\u00f5es feitas com IA.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, os escritores tamb\u00e9m come\u00e7aram a criar textos de forma p\u00f3s-algor\u00edtmica com a ajuda da IA, embora poucos o reconhe\u00e7am. De qualquer forma, um artista define-se pela liberdade na sua arte. Enquanto o artista se preocupar em incorporar a corre\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do momento no seu processo criativo, a sua arte estar\u00e1 morta a n\u00edvel ontol\u00f3gico. Por mais pr\u00eamios que receba.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rhea Christina: Que tipo de intelectual existe atualmente na Europa e na cultura sul-americana? Est\u00e3o presentes na cena cultural mundial?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Felix Nicolau:<\/strong> Na minha opini\u00e3o, um intelectual n\u00e3o \u00e9 apenas um especialista ou um homem de cultura pago pelo Sistema. O intelectual \u00e9 algu\u00e9m que est\u00e1 genuinamente em busca da verdade, com esp\u00edrito cr\u00edtico, e que se esfor\u00e7a por acumular informa\u00e7\u00e3o de tantos dom\u00ednios quanto poss\u00edvel. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 depois integrada no seu sistema cultural com base em crit\u00e9rios de valor, e n\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o de ofertas e oportunidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um intelectual est\u00e1 aberto a um debate totalmente livre e pronuncia-se contra a censura. Poderia dizer que uma pessoa amplamente aceite pelo Sistema e multipremiada n\u00e3o pode, de forma alguma, ser um intelectual. A fun\u00e7\u00e3o do intelectual consiste, acima de tudo, em lutar pela dec\u00eancia e pelos direitos, e n\u00e3o em alinhar com os diversos discursos do poder. Da mesma forma, um intelectual esfor\u00e7a-se por construir a sua cultura atrav\u00e9s de v\u00e1rias l\u00ednguas estrangeiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que esta condi\u00e7\u00e3o humana \u00e9 extremamente rara e, na maioria dos casos, \u00e9 marginalizada. A hist\u00f3ria mostra-nos que a esp\u00e9cie humana n\u00e3o gosta de jogos justos e baseados em regras. Desde sempre que os sistemas t\u00eam influenciado o resultado do jogo e da competi\u00e7\u00e3o. O mundo poderia ter sido um para\u00edso para todos, mas est\u00e1 longe disso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O mito do rob\u00f4 que libertar\u00e1 o homem do trabalho e lhe permitir\u00e1 dedicar-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o cultural n\u00e3o passa de um mito. A prolifera\u00e7\u00e3o dos rob\u00f4s empurra o homem verdadeiramente trabalhador, que n\u00e3o usufrui de diversos privil\u00e9gios imerecidos, para fora do panorama, tornando-o in\u00fatil e dispens\u00e1vel. \u00c9 uma perspetiva sombria, nada intelectual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rhea Cristina: Qual \u00e9 a sua mensagem para a comunidade romena no Brasil e para a comunidade cultural brasileira?&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Felix Nicolau:<\/strong> Uma mensagem de coragem e abertura cultural, ou seja, de esfor\u00e7o intelectual cont\u00ednuo, de acumula\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o nos limitemos \u00e0 superf\u00edcie das culturas; estudemos com energia durante toda a vida. S\u00f3 assim as culturas podem permanecer verdadeiramente vivas e n\u00e3o se transformar em mecanismos festivos para a promo\u00e7\u00e3o de diversos funcion\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lutem pela verdade e n\u00e3o se deixem levar apenas pelos influenciadores culturais. Procurem os verdadeiros s\u00e1bios. Pensem, portanto, na vit\u00f3ria e na alegria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma entrevista realizada por Rhea Cristina. Qualquer uso do conte\u00fado desta entrevista implica citar a fonte e requer o consentimento pr\u00e9vio por escrito de Rhea Cristina.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todos los derechos reservados \u00a9 Rhea Cristina,&nbsp;<\/strong><a href=\"http:\/\/www.cristinarhea.wordpress.com\/\"><strong>www.cristinarhea.wordpress.com<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>Rhea Cristina<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rhea.cristina7?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/cristinarhea.wordpress.com\/\" title=\"Blog\">Blog<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros amigos do Jornal Cultural ROL, e\u00b4 com grande prazer que vos apresento F\u00e9lix Nicolau, um erudito e uma das personalidades da literatura romena&#8230; <\/p>\n","protected":false},"author":149,"featured_media":80785,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[15034,9285],"tags":[10233,3392,16897,16898,7116,16828,16899],"class_list":["post-80783","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas-rolianas-literatura","category-literatura","tag-critica-literaria","tag-escritor","tag-felix-nicolau","tag-literatura-comparada","tag-professor","tag-romenia","tag-uniao-dos-escritores-da-romenia"],"aioseo_notices":[],"views":116,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/05f3ae9d-94d3-4d26-bb5b-22725e414dd5.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":79363,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=79363","url_meta":{"origin":80783,"position":0},"title":"Da Rom\u00eania para o ROL, Cristina Rhea!","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"20 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"Cristina Rhea, natural de G\u0103e\u0219ti, Rom\u00eania, conhecida como Rhea Cristina, \u00e9 membro da Uni\u00e3o de Escritores Romenos, com 10 livros publicados nas \u00e1reas de...","rel":"","context":"Em &quot;Apresenta\u00e7\u00e3o de colunista&quot;","block_context":{"text":"Apresenta\u00e7\u00e3o de colunista","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=10981"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ChatGPT-Image-18-mar.-2026-22_06_58.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ChatGPT-Image-18-mar.-2026-22_06_58.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ChatGPT-Image-18-mar.-2026-22_06_58.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ChatGPT-Image-18-mar.-2026-22_06_58.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":40840,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=40840","url_meta":{"origin":80783,"position":1},"title":"Neusa Bernado Coelho: &#039;Nicolau Nagib Nahas: Modernista Catarinense&#039;","author":"Neusa Maria Bernado Coelho","date":"21 de maio de 2021","format":false,"excerpt":"Nicolau Nagib Nahas: Modernista Catarinense Nicolau Nagib Nahas, nasceu em 1898, Rio Janeiro. 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