{"id":9995,"date":"2017-05-04T01:41:55","date_gmt":"2017-05-04T04:41:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=9995"},"modified":"2017-05-04T01:41:55","modified_gmt":"2017-05-04T04:41:55","slug":"novo-e-importante-colunista-do-rol-manoel-perea-sobrinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=9995","title":{"rendered":"Novo e importante colunista do ROL: Manoel Peres Sobrinho"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F9995&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F9995&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h2 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/novo-e-importante-colunista-do-rol-manoel-perea-sobrinho\/foto-close-11\/\" rel=\"attachment wp-att-9996\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9996\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/foto-close.jpg\" alt=\"\" width=\"135\" height=\"135\" \/><\/a><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>MAIS UM MESTRE COLABORANDO COM O ROL COMO COLUNISTA!<\/strong><\/h2>\n<p>O novo craque no time do ROL \u00a0chama-se Manoel Peres Sobrinho. Tem 66 anos e \u00e9 mestre em Educa\u00e7\u00e3o, Arte e Hist\u00f3ria da Cultura, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Como profiss\u00e3o, \u00e9 um pastor evang\u00e9lico da Igreja Presbiteriana do Brasil h\u00e1 37 anos. Tem um livro publicado (&#8216;Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3&#8217;); dezenas de artigos publicados em jornais da cidade onde morou e\u00a0atualmente declara-se um &#8220;amante da literatura universal,&#8221;. 73 contos seus j\u00e1 foram publicados pelo jornal &#8216;Folha de Votorantim&#8217; e algumas poesias no Blog &#8216;Fragmentos&#8217;. Manoel Peres Sobrinho j\u00e1 escreveu para o <strong>ROL<\/strong> como leitor e agora, gra\u00e7as ao convite que lhe foi formulado pelo editor Sergio Diniz da Costa, inicia, com o texto abaixo, sua coluna no nosso jornal. Que seja bem vindo e gratos pelo apoio cultural que n\u00f3s d\u00e1! (Helio Rubens, editor)<!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>JO\u00c3O KRUGUER para Iniciantes em Literatura<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Manoel Peres Sobrinho*<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>Certo dia, pegando um caco velho de gesso escrevi tr\u00eas vezes o nome da minha namorada no pared\u00e3o da pedreira. Os marroeiros, ent\u00e3o, me perguntaram porque eu fizera assim, porque escrevera aquele nome. \u201cPorque \u00e9 euf\u00f4nico\u201d, respondi-lhes. Os rudes marroeiros, rostos tisnados, suarentos, se entreolharam por uns instantes e voltaram \u00e0 lida&#8230; \u2013<\/em> Jo\u00e3o Kruguer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para quem gosta de visitar museus, uma boa pedida seria dar uma passada pelo nosso, aquele que fica agora ao lado do Clube Atl\u00e9tico Votorantim, antigo Cinema, e se, al\u00e9m de rel\u00edquias hist\u00f3ricas, voc\u00ea ainda aprecia uma boa literatura, vai ter uma surpresa no m\u00ednimo agradabil\u00edssima.<\/p>\n<p>J\u00e1 na entrada, \u00e0 esquerda, h\u00e1 uma escrivaninha grande, que segundo dizem foi usada pelo nosso primeiro prefeito, Pedro Augusto Rangel. Num salto na Hist\u00f3ria, retrocedemos at\u00e9 topar com uma herma da gloriosa \u201chero\u00edna de dois mundos\u201d, Anita Garibaldi, que carinhosamente os imigrantes italianos, aqui residentes, constru\u00edram, l\u00e1 pelos idos de 1911. Mas, o mais importante, ainda est\u00e1 por vir.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s atravessar todo o grande edif\u00edcio que comp\u00f5e o Museu, chegando ao balc\u00e3o, olhando \u00e0 esquerda, ali est\u00e1: o nicho sagrado da literatura votorantinense. Ali est\u00e3o os pertences do nosso renomado escritor: JO\u00c3O KRUGUER.<\/p>\n<p>Fixado \u00e0 parede est\u00e1 seu Diploma de Taquigrafia, conquistado em 14 de novembro de 1956, no Instituto Brasileiro de Taquigrafia. Um pouco mais abaixo, e \u00e0 esquerda, est\u00e1 uma pequena mesa, onde podem ser encontrados v\u00e1rios objetos seus: uma fotografia, em que porta camisa xadrez, \u00f3culos de aro fino, o que acentua ainda mais o seu rosto longil\u00edneo ariano, barbas compridas brancas, e sua marca inconfund\u00edvel, seu chap\u00e9u. Seu rosto est\u00e1 calmo, evocando-nos uma ideia de tranquilidade interior, seus l\u00e1bios quase esbo\u00e7am um sorriso, como algu\u00e9m que est\u00e1 de bem com a vida. Ao centro da mesa pode ser encontrada uma m\u00e1quina de escrever port\u00e1til, da marca \u201cIris\u201d? (foi a \u00fanica inscri\u00e7\u00e3o que encontrei nela, salvo equ\u00edvoco). \u00c0 direita um texto memor\u00e1vel de sua lavra, um conto, com o sugestivo t\u00edtulo: \u201c<strong>O Lado<\/strong> <strong>Bom<\/strong> <strong>da<\/strong> <strong>Vida<\/strong>\u201d, que tratarei logo mais. Do lado esquerdo h\u00e1 um pequeno arm\u00e1rio com duas prateleiras, e os livros que foram seus. Na de cima h\u00e1 62 livros, na de baixo, 44, num total de 106.<\/p>\n<p>Seu acervo de pequeno porte, mas denso de conte\u00fado, acusa um gosto ecl\u00e9tico de leitura. Ali encontramos livros da Biblioteca do Ex\u00e9rcito Editora, mas tamb\u00e9m cl\u00e1ssicos como \u201cExodus\u201d do escritor judeu L\u00e9on Uris, onde conta a saga do retorno dos judeus a Israel; \u201cM\u00e3e\u201d do grande russo M\u00e1ximo Gorki; o fant\u00e1stico romance do escritor ingl\u00eas Oscar Wilde com o t\u00edtulo \u201cO Retrato de Dorian Gray\u201d, como tamb\u00e9m obras do nosso querido romancista brasileiro Jorge Amado. Ali\u00e1s, obras estas que Kruguer recebeu como homenagem do prefeito Pedro Augusto Rangel. Como um leitor de sua \u00e9poca, Kruguer n\u00e3o deixou de ler os autores \u201cmalditos\u201d, por isso encontrei tamb\u00e9m um volume do controvertido Milan Kundera, com nada mais do que \u201cA Insustent\u00e1vel Leveza do Ser\u201d. Por outra, seu lado religioso tamb\u00e9m aparece em seu acervo, como num exemplar da B\u00edblia, um \u201cCatecismo Cat\u00f3lico\u201d data de 1958, al\u00e9m do discutido autor Neimar de Barros, com o seu intrigante \u201cDeus Negro\u201d.<\/p>\n<p>O texto que pode ser encontrado em cima da escrivaninha de Kruguer, no Museu de t\u00edtulo \u201cO lado bom da vida\u201d, me lembra bem um escritor espanhol Ju\u00e1n Ram\u00f3n Jim\u00e9nez, pr\u00eamio Nobel de Literatura 1956 e sua espetacular novela existencial \u201cPlatero y Yo\u201d. Uma reflex\u00e3o sobre a vida e o papel dos homens junto \u00e0s problem\u00e1ticas situa\u00e7\u00f5es sugeridas pela exist\u00eancia. Cada um responde conforme a sua capacidade de abstrair o problema. Os homens s\u00e3o mais ou menos felizes segundo o que entendem pelo que \u00e9 ser feliz e como conquistar a t\u00e3o sonhada felicidade.<\/p>\n<p>O texto de Kruguer tem tudo o que pede um bom conto e uma narrativa simples na tessitura, mas complexa e profunda na reflex\u00e3o. Primeiro uma sugest\u00e3o que n\u00e3o se resolve e nem se esgota nos primeiros par\u00e1grafos. Segundo a constata\u00e7\u00e3o perplexa da incompreens\u00e3o do pr\u00f3prio estado em que vive o ser humano, enclausurado em suas reais e animalescas situa\u00e7\u00f5es sem ponderar uma sa\u00edda inteligente e razo\u00e1vel; e tr\u00eas, a sugest\u00e3o de algo sublime que afastaria toda a dor, todo remorso pelo fracasso e toda pen\u00faria, j\u00e1 que a grandeza n\u00e3o est\u00e1 no que se tem e nem onde se est\u00e1, mas, essencialmente, no que se \u00e9.<\/p>\n<p>A eufonia do nome da namorada, bem pode ser uma met\u00e1fora, onde as palavras n\u00e3o assumem o ser enquanto ser, mas apontam para uma realidade que transcende o pr\u00f3prio existir. Por que ele no meio de uma pedreira rude e sinistra podia pensar em algo t\u00e3o sublime como o nome da namorada? Seu nome \u00e9 euf\u00f4nico porque soa bem ou porque lembra \u00a0um ser angelical, cujo odor perfumando pode ser captado pela mem\u00f3ria olfativa da paix\u00e3o? Podia olhar as estrelas e cativar o c\u00e9u?<\/p>\n<p>Mesmo em l\u00fagubres situa\u00e7\u00f5es, olhar para o alto \u00e9 uma oportunidade de evadir-se da estranha situa\u00e7\u00e3o, e al\u00e7ar voo ao inimagin\u00e1vel. Paradoxalmente, libertar-se mesmo continuando preso, ser outro mesmo que nunca mudando, ir al\u00e9m mesmo que n\u00e3o saindo do lugar.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Kruguer deixa isso tudo muito claro em seu texto. Isso \u00e9 Literatura!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(*O Autor \u00e9 Mestre em \u201c<em>Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, <em>Arte e Hist\u00f3ria<\/em> <em>da<\/em> <em>Cultura<\/em>\u201d pela Universidade Presbiteriana Mackenzie).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MAIS UM MESTRE COLABORANDO COM O ROL COMO COLUNISTA! O novo craque no time do ROL \u00a0chama-se Manoel Peres Sobrinho. Tem 66 anos e \u00e9 mestre em Educa\u00e7\u00e3o, Arte e Hist\u00f3ria da Cultura, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. 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