José Antonio TorresImagem criada pela IA da Meta. 28 de maio de 2026 às 11:28h
Sempre que por aqui caminho, te vejo na janela. Ela significa um portal que nos separa, em vez de nos conectar. Me frustro, pois você não percebe a minha presença. Meu coração grita por ti. Sou completamente ignorado. Enquanto te admiro, encantado por tua beleza, você sequer percebe a minha sombra. Sigo o meu caminho, triste e desolado. Tudo eu faria por um simples olhar. O mundo eu daria por um sorriso teu. Mas nada, nada acontece. Apenas a atmosfera gélida do vazio da tua frieza. Estou ausente do teu horizonte. Não entendo por que a imensidão do meu amor não consegue chamar a tua atenção. Olhe para mim! Me perceba! Eu imploro! Silêncio e abstração são o que recebo em resposta. Sigo na esperança de, um dia, o teu olhar se desviar e me encontrar. E assim, extasiado, ver um sorriso teu dirigido a mim. Nesse dia, sentirei todo o esplendor da vida me envolver. Só então, exatamente nesse momento, me sentirei vivo e a vida fará sentido.
José Antonio TorresImagem criada pela IA em 13 de maio de 2026, às 8h50
Por quatro continentes o idioma se espalhou. Povos diferentes e culturas tão diversas. A língua portuguesa que os uniu e abraçou, Trouxe harmonia a situações controversas.
A lusofonia uniu países e culturas distintas Através da beleza da língua melodiosa. As diferenças pelo idioma ficaram extintas, No Brasil, é exclamado em verso e prosa.
Corações irmanados pela beleza de gala, De entoar e se expressar cheio de ardor. Diante daquele que o português fala, Impossível viver sem alegria e amor.
Quantas tradições de música e dança, Esperam em harmonia o raiar da aurora. Trazem na alma a alegria e a esperança, Amores e a história do povo de outrora
José Antonio TorresImagem criada pela IA da Meta. Gerada em 29 de abril, às 08:16h
Ah, linguagem melodiosa do acalanto! Idioma de Camões e Fernando Pessoa. Quem ouve te adora, entoando o canto. Sua beleza na força da alma ressoa.
Idioma de Castro Alves, quem nunca leu e amou? Espalhou-se por continentes, levado por Caravela. Faz-me flutuar, pois que a tristeza da alma arrancou, Desbravadores valentes falando uma linguagem tão bela.
Derivou-se do latim e aprimorou-se em nobreza. Sílabas de um jardim que encantam a Natureza. Portugal, pátria de origem da língua portuguesa, Onde os poetas criam poemas de grande beleza.
Ao raiar no horizonte um dia de esplendor, O idioma inspira o olor da maresia. A língua portuguesa de som encantador, Mostra a beleza da terra e inspira poesia.
José Antonio TorresImagem gerada por IA da Meta. Gerada em 01 de abril , às 07:23
Ao despertar, abro o livro da vida. É como se abrisse a janela da alma e deixasse fluir de mim os melhores sentimentos.
Muitas páginas já foram escritas… Algumas ainda por escrever. Há muitas flores, alguns espinhos, mas procuro sempre ressaltar o que vale a pena se ver.
Não escrevo sobre mágoas, pois elas em mim não residem. Prefiro enaltecer e dar cores aos momentos de felicidade e de amor.
Nos jardins, aromas que inebriam. Nas estradas, novos amigos surgem. Mares, montanhas e luzes nos maravilham todos os dias.
Minha pena desliza pelas folhas deste livro, registrando cada momento. Só desejo que, ao fim da minha jornada, não haja dor e nem lamentos.
Que eu possa transmitir a quem o ler, que a vida, apesar das tristezas, deve ser vivida intensamente. Sem medos, fraquezas ou dúvidas e atento às belezas e oportunidades de ser feliz imensamente.
José Antonio Torres: Crônica ‘Sensação de impotência’
José Antonio TorresImagem criada por IA do bing.com/create, em 16 de março de 2026.
Caminhando pela praia, sentindo a areia fina como a sutileza do amor. A sensação de que algo desliza e se esvai impressiona pela percepção de impotência. A mesma de quando te perdi. Tão perto, tangível e, ao mesmo tempo, se esvaindo, te perdendo.
Dor e angústia por assistir ao teu sofrimento e nada poder fazer para minorá-lo. Tudo fazendo, como um ator, representando para não demonstrar a minha dor e não te preocupar. Sim, eu sabia. Mesmo você sofrendo e partindo um pouco a cada dia, ainda se preocupava para que eu ficasse bem.
Assistir à vida se esvaindo de alguém sem poder contê-la é um sofrimento atroz. Não temos como reter a vida em um corpo quando é chegada a hora. Como um vaso que se quebra e perde o seu conteúdo, assim a vida se esvai quando o corpo está consumido e alquebrado pela terrível doença.
Não sofre apenas quem sente as dores físicas, a fraqueza e as limitações do corpo, mas também os que convivem com o ser amado e que, em pouco tempo, não o terão mais em seus braços…
Conscientemente sabemos que é inevitável, mas, ainda assim, a percepção da perda definitiva machuca, consome e dilacera nossa alma. Não mais a presença, a voz, o riso, o abraço, o beijo…. nada! Tudo em um único instante ficou no passado e na lembrança.
Uns partem em tenra idade, outros jovens, outros ainda, maduros e outros mais, idosos. São ciclos mais ou menos longos que serviram para cumprir uma etapa que havia ficado pendente.
O tempo vai passando, a dor se acalmando e a compreensão se faz. As lembranças dos momentos de alegria vividos juntos se sobrepõem aos momentos ruins. O entendimento de que o ser amado partiu para a verdadeira morada, livre do sofrimento terreno e onde vai se recuperar para alcançar novas conquistas, nos conforta.
A mensagem que fica é a de que precisamos amar, valorizar e desfrutar de cada momento junto de quem se ama. Agindo assim, não haverá espaço para culpas e arrependimentos, que são fardos extremamente pesados para se carregar ao longo da vida.
José Antonio Torresimagem gerada por IA do Bing – 04 de março de 2016, às 08:25
Quando menos se espera, a oportunidade surge. Um amigo em dificuldades… Ou quem sabe, alguém que não compartilha do nosso círculo de amizades, mas que, por algum motivo, chega até nós.
Geralmente, não entendemos como e nem por que. Mas esse alguém vê em nós um refúgio, uma salvação. Precisa de um amparo, uma palavra amiga de orientação e de conforto. Pode estar necessitando simplesmente de ser ouvido, receber atenção ou uma injeção de ânimo.
Normalmente, não temos a noção de que somos observados. Por isso, que possamos estar sempre com o coração aberto a essas oportunidades de servir ao nosso semelhante. Não estamos livres de um dia sermos o necessitado.
Que de nossa boca saiam apenas palavras de amor e de esperança. Que a compreensão seja o nosso cartão de visitas. Um ombro amigo, até mesmo em silêncio, mas essa presença, no momento preciso, pode confortar e reerguer quem estava prestes a cair no precipício da desesperança.
Que tenhamos o olhar atento e o coração pronto para o acolhimento. Um abraço fraterno pode ser mais eficiente do que muito remédio. Ou melhor, pode ser o remédio.
As nossas atitudes e palavras devem ser usadas de forma a melhorar o mundo ao nosso redor. Cada um de nós fazendo o seu melhor, desencadeará uma conexão de fraternidade que transformará este nosso planeta em um lugar infinitamente melhor e pleno de luz.
Se ainda não começamos, que iniciemos, quanto antes, essa jornada de reformar a nós mesmos intimamente, para assim transformarmos o mundo. Não é uma utopia.