O livro

José Antonio Torres: Poema ‘O livro’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem gerada por IA da Meta. Gerada em 01 de abril ,
às 07:23

Ao despertar, abro o livro da vida.
É como se abrisse a janela da alma
e deixasse fluir de mim os melhores sentimentos.

Muitas páginas já foram escritas…
Algumas ainda por escrever.
Há muitas flores, alguns espinhos,
mas procuro sempre ressaltar
o que vale a pena se ver.

Não escrevo sobre mágoas,
pois elas em mim não residem.
Prefiro enaltecer e dar cores
aos momentos de felicidade e de amor.

Nos jardins, aromas que inebriam.
Nas estradas, novos amigos surgem. 
Mares, montanhas e luzes
nos maravilham todos os dias.

Minha pena desliza pelas folhas deste livro,
registrando cada momento.
Só desejo que, ao fim da minha jornada, não haja dor e nem lamentos.

Que eu possa transmitir a quem o ler,
que a vida, apesar das tristezas,
deve ser vivida intensamente.
Sem medos, fraquezas ou dúvidas
e atento às belezas e oportunidades de ser feliz imensamente.

José Antonio Torres

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Sensação de impotência

José Antonio Torres: Crônica ‘Sensação de impotência’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por IA do bing.com/create, em 16 de março de 2026.
Imagem criada por IA do bing.com/create, em 16 de março de 2026.

Caminhando pela praia, sentindo a areia fina como a sutileza do amor. A sensação de que algo desliza e se esvai impressiona pela percepção de impotência. A mesma de quando te perdi. Tão perto, tangível e, ao mesmo tempo, se esvaindo, te perdendo.

Dor e angústia por assistir ao teu sofrimento e nada poder fazer para minorá-lo. Tudo fazendo, como um ator, representando para não demonstrar a minha dor e não te preocupar. Sim, eu sabia. Mesmo você sofrendo e partindo um pouco a cada dia, ainda se preocupava para que eu ficasse bem.

Assistir à vida se esvaindo de alguém sem poder contê-la é um sofrimento atroz. Não temos como reter a vida em um corpo quando é chegada a hora. Como um vaso que se quebra e perde o seu conteúdo, assim a vida se esvai quando o corpo está consumido e alquebrado pela terrível doença.

Não sofre apenas quem sente as dores físicas, a fraqueza e as limitações do corpo, mas também os que convivem com o ser amado e que, em pouco tempo, não o terão mais em seus braços…

Conscientemente sabemos que é inevitável, mas, ainda assim, a percepção da perda definitiva machuca, consome e dilacera nossa alma. Não mais a presença, a voz, o riso, o abraço, o beijo…. nada!
Tudo em um único instante ficou no passado e na lembrança.

Uns partem em tenra idade, outros jovens, outros ainda, maduros e outros mais, idosos. São ciclos mais ou menos longos que serviram para cumprir uma etapa que havia ficado pendente.

O tempo vai passando, a dor se acalmando e a compreensão se faz. As lembranças dos momentos de alegria vividos juntos se sobrepõem aos momentos ruins. O entendimento de que o ser amado partiu para a verdadeira morada, livre do sofrimento terreno e onde vai se recuperar para alcançar novas conquistas, nos conforta.

A mensagem que fica é a de que precisamos amar, valorizar e desfrutar de cada momento junto de quem se ama. Agindo assim, não haverá espaço para culpas e arrependimentos, que são fardos extremamente pesados para se carregar ao longo da vida.

José Antonio Torres




A transformação

José Antonio Torres: ‘A transformação’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
imagem gerada por IA do Bing04 de março de 2016,
às 08:25

Quando menos se espera, a oportunidade surge. Um amigo em dificuldades… Ou quem sabe, alguém que não compartilha do nosso círculo de amizades, mas que, por algum motivo, chega até nós.

Geralmente, não entendemos como e nem por que. Mas esse alguém vê em nós um refúgio, uma salvação.
Precisa de um amparo, uma palavra amiga de orientação e de conforto. Pode estar necessitando simplesmente de ser ouvido, receber atenção ou uma injeção de ânimo.

Normalmente, não temos a noção de que somos observados. Por isso, que possamos estar sempre com o coração aberto a essas oportunidades de servir ao nosso semelhante. Não estamos livres de um dia sermos o necessitado.

Que de nossa boca saiam apenas palavras de amor e de esperança. Que a compreensão seja o nosso cartão de visitas. Um ombro amigo, até mesmo em silêncio, mas essa presença, no momento preciso, pode confortar e reerguer quem estava prestes a cair no precipício da desesperança.

Que tenhamos o olhar atento e o coração pronto para o acolhimento. Um abraço fraterno pode ser mais eficiente do que muito remédio. Ou melhor, pode ser o remédio.

As nossas atitudes e palavras devem ser usadas de forma a melhorar o mundo ao nosso redor. Cada um de nós fazendo o seu melhor, desencadeará uma conexão de fraternidade que transformará este nosso planeta em um lugar infinitamente melhor e pleno de luz.

Se ainda não começamos, que iniciemos,  quanto antes, essa jornada de reformar a nós mesmos intimamente, para assim transformarmos o mundo. Não é uma utopia.

Só depende da nossa vontade e da nossa ação.

José Antonio Torres

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O crítico

José Antonio Torres: Crônica ‘O crítico’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por IA do Bing – 18 de fevereiro de 2026, às 08?05 PM

O ser humano tem o péssimo hábito de ser um crítico mordaz de seus semelhantes. Julga como se fosse infalível, como se fosse onisciente.

Na maioria das vezes, esse crítico implacável é aquele que tem contra si grandes falhas em seu comportamento e atitudes, mas é incapaz de reconhecê-las. Falta-lhe humildade.

Há algo ainda pior em alguns desses indivíduos: são pessoas falsas. Criticam, julgam mal o seu semelhante, mas quando estão em sua companhia, se mostram muito amigáveis.

Ninguém é melhor do que ninguém.

Nas mais diversas atividades, uns as desempenharão com mais competência e eficiência do que outros. Em outras mais, as cumprirão de forma apenas satisfatória, nada além disso. Em outras, ainda, irão se superar, agigantando-se diante das adversidades.

Assim é a vida. Ninguém está pronto e nem é perfeito em tudo. Todos nós evoluímos diariamente em conhecimentos, capacidade e em comportamentos éticos e morais. Portanto, não veja o seu semelhante como um inferior, um incapaz ou incompetente. Ele poderá surpreender em muitas oportunidades.
Respeite. Seja verdadeiro e não um falso em suas relações, sejam elas sociais, profissionais ou sentimentais.

Estamos aqui neste planeta para aprender. Seu bom exemplo de vida e de conduta diante da mesma pode servir de estímulo e exemplo para aqueles que convivem com você. Da mesma forma que uma atitude, uma postura negativa ou falsa mostrará que você é uma pessoa que não se deve ter ao lado. Você será visto como não confiável.

Como podem perceber, isso também é uma crítica. Precisamos trabalhar em nós esse comportamento.
O seu comportamento e o seu exemplo determinarão se você é um aglutinador ou alguém que deve ser evitado. Vamos entender isso não como uma crítica, mas como sendo apenas uma questão de afinidade e bem-estar. Vamos procurar ser sempre amáveis com nossos semelhantes. E se ainda assim, não conseguirmos dominar esse nosso senso crítico, que sejamos críticos, não dos nossos semelhantes, mas de nós mesmos.

José Antonio Torres

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Escolhas

José Antonio Torres: Crônica ‘Escolhas’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem gerada por IA do Bing04 de fevereiro de 2026
às 08:45 PM

Os amores vêm e vão. Nada parece definitivo.

Alegrias e tristezas repartem momentos.

Felicidade e dor se apresentam constantemente em nossa vida.

Tudo contribui para forjar nossa personalidade.

Não existe o castigo divino como pregam alguns. Nossa vida é consequência dos nossos atos passados e presentes. Desses sim, não conseguiremos nos esquivar.

Há duas forças dentro de nós. Uma que é criadora de boas ações, de grandes feitos e evolução edificante.
A outra é destruidora de emoções, de sonhos. É perversa, vingativa e que, em síntese, destrói, principalmente, quem a alimenta. A escolha de qual irá predominar é nossa. Não procuremos nos fazer de vítimas diante das adversidades, tentando nos eximir de nossos erros, inconsequências ou indolência. A responsabilidade das escolhas é nossa. Por elas responderemos ou nos regozijaremos.

Que tenhamos a sensibilidade de desenvolver e fortalecer dentro de nós a força do bem e do amor.
Que a determinação seja constante em nós. Amemos sempre, independentemente da reciprocidade.
Os maiores beneficiados seremos nós mesmos.

Vamos nos doar, amar sem reservas e procurar criar, ao nosso redor, um ambiente de luz e paz.
Agindo assim, seremos fontes de boas energias. Iremos expandir a nossa luz em uma corrente fraterna que irá contagiar todos os corações que tocarmos.

José Antonio Torres

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Corpo e espírito

José Antonio Torres: ‘Corpo e espírito’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
‘Minha força vem da luz que me conduz’.
Imagem gerada por IA do bin – 20 de janeiro de 2026, às 08:25 PM

Sigo em minha estrada superando desafios.

Os obstáculos são imensos, mas não superam a determinação que possuo.

As lutas são ferrenhas neste campo de batalha que é a vida.

Rasgam as minhas entranhas e dilaceram o meu corpo.

Ainda assim, não conseguem abater meu espírito.

A minha determinação suplanta meus ferimentos.

Minha força vem da luz maior que me conduz, iluminando e fortalecendo a minha fé.

Embora meu corpo sofra as consequências das batalhas, meu espírito segue radiante e revigorado para novas disputas.

Meu corpo sente o cansaço e o peso do tempo.

Sinto minhas energias esvaindo-se lentamente…

Processa-se um efeito contrário em meu espírito.

Quanto mais me aproximo do fim, mais se expande a consciência de que estou indo ao encontro da verdadeira VIDA!

José Antonio Torres

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Para onde?

José Antonio Torres: Poema ‘Para onde?’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA da Meta - 6 de janeiro de 2026, às 8:24 PM
Imagem criada pela IA da Meta – 6 de janeiro de 2026, às 8:24 PM

Ouço sussurrarem meu nome…
Intrigado, indago: Quem és?
O que ou a quem procuras?
Por que sussurras o meu nome?
Não te conheço!
Sinto o teu perfume adocicado e suave.
Não te vejo, mas sinto a tua presença.
Por que não te vejo?
A tua respiração soprando em meu ouvido…
De onde vens?
Não tenho medo.
Mas essa sensação é estranha e angustiante.
Vais me levar para algum lugar?
Responde!
Para onde?

Sinto que estou prestes a atravessar portais.
A calma se faz.
Não sinto mais angústia.
Parece que flutuo…
Percebo luzes dos mais belos matizes.
As mais belas melodias se sucedem…
Sinto presenças de quem não vejo.
Murmúrios e aromas deliciosos me acalmam…
Uma sensação de acolhimento me envolve.
Começo a ter a verdadeira consciência de mim.
Me percebo em outro plano.
Estou em meu verdadeiro lar.
Sinto-me sereno e em plena paz.

José Antonio Torres