Inventário – Poema de Marli F. Freitas

Descubra a surpreendente herança que uma alma poética escolheu deixar para o mundo

Marli Freitas
Marli F. Freitas
Jardim florido ao pôr do sol, com vegetação exuberante banhada por tons quentes de dourado e laranja, criando uma atmosfera serena, acolhedora e contemplativa.
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Deixarei como herança…

Simplicidade,
Coisas do amor
E cheiro de flor.

Amizades verdadeiras,
Muita estripulia,
Compromisso e ousadia.

O apego às palavras,
O respeito à natureza
E o gosto por café e filosofia.

Deixarei também
Todos os sorrisos que roubei
E todo brilho nos olhos que testemunhei.

Os filhos que Deus me deu,
As flores que plantei
E o direito de ser feliz.

Meu único clamor:
Um mundo com menos dor.

Marli F. Freitas

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A lealdade da nova roupagem – Poema de Marli F. Freitas

Um canto de transição e esperança que veste a alma com as cores, flores e a força da nova estação

Marli Freitas
Marli Freitas
Uma mulher de chapéu de palha e vestido branco está de braços abertos num jardim florido, a contemplar o pôr do sol sobre colinas suaves e as quatro estações representadas na mesma paisagem.
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Que adormeça o inverno
E desperte a primavera
Em tons de vários sóis
Realçando os girassóis.

Que se despeça o medo
E se achegue a esperança
Em tons de vigorosos brotos
Anunciando a fertilidade.

Fulguremos a nova estação
Com gratidão ao aprendizado
Em tons de orquídeas e jacintos,
Acolhendo a serenidade.

Embarquemos numa nova aventura
Na certeza de dar valor ao tempo
Em tons de tulipas e amores-perfeitos,
Confiantes e bem-humorados.

Respeitemos a nudez dos arbustos
E saudemos a lealdade da nova roupagem
Em tons de ipês e pingos de ouro,
Recebendo o estímulo que clama felicidade.

Cantemos o amor e efetivemos a vida,
Com o olhar elevado ao que é sagrado,
Em tons de vermelho cor de sangue
Pulsando com coragem o fogo da paixão.

Que venha, sem demora, a paz,
Com a clareza dos inocentes,
Em tons de azaleias, crisântemos e jasmins,
À luz da verdade e da honestidade.

Que os desvarios da vida
Não nos roubem o coração
E que venham os tons de terra cuidada,
Trazendo aconchego e dignidade.

Que brilhem no céu as estrelas
E aqui na terra reine a força da fé
Em tons de geranium e cranesbill,
Consagrando os gestos de proteção.

Marli F. Freitas

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O mistério das flores

Marli Freitas:
Entre jardins e mistérios, a alquimia das flores revela a essência do amor

Marli Freitas
Marli Freitas
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Entre jardins transita o meu espírito.

Curiosa, segui tentando entender

O mistério das flores.

Mostravam-se hortênsias, margaridas,

Jasmins, azaleias, begônias,

Calêndulas, rosas e antúrios.

Junto com elas vinham palavras

Robustas, seguras, gentis,

Solares e cheias de cuidado.

Havia um mundo profundo sendo

Revelado na simplicidade da linguagem

Metafórica das formas e cores.

Com movimentos, quase imperceptíveis,

Acontecia a alquimia perfeita

Entre os sentidos, a alma e o espírito.

Era a lei natural da vida

Desabrochando em flor e exalando

No mundo a essência do amor.

Marli F Freitas

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Uai! Tchê!

Entre o Uai mineiro e o Tchê gaúcho, a liberdade ganha sotaque, sabor e poesia com Marli Freitas

Marli Freitas
Marli Freitas
Cena ao entardecer com cavaleiros e família reunidos em torno de uma mesa com churrasco e chimarrão, tendo paisagem rural, igreja e montanhas ao fundo.
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Rio Grande do Sul guardou a soberania na flâmula e no coração,
“Liberdade, Igualdade e Humanidade”!
Exaltado na literatura, o rio-grandense-do-sul,
Sentiu o vento suave da própria república.

Minas Gerais, com jeito de quem não quer nada,
Tremula ao vento o orgulho de sonhar a liberdade!
“Libertas Quae Sera Tamen”,
Liberdade Ainda Que Tardia!

O gaúcho confraterniza nas praças e charla tomando chimarrão.
Seu grito de guerra “De a cavalo indiada”!
Bah!!! Coisa de homem valente que doma animal xucro
E acarinha prenda bonita!

O mineiro prepara o café, reúne os compadres,
Enquanto desenvolve uma prosa mansa, onde um começa
Pausadamente, o outro segue devagar
E a mulher coloca água no feijão!

O gaúcho quando pego de surpresa invoca o BAH! TCHÊ!
Liberta-se do espanto, salva o orgulho e se entrega à festança.
O mineiro dengoso carrega o UAI sabendo que cabe em qualquer lugar,
Mas traz um orgulho escondido de quem conjurou a favor da liberdade.

O gaúcho escolhe bem a carne (nem magra e nem gorda) no ponto.
No coletivo é um deleite: atento ao fogo, à organização, tempera com sal grosso,
Capricha nos acompanhamentos e prepara a bebida,
Enquanto em Minas Gerais o olho do dono engorda o porco, reúne os amigos,
Prepara a fornalha, sapeca, salga a pele e brinda com aguardente…
É arroz com suã, feijoada, feijão tropeiro, torresmo, morcilha e carne na lata.

Tem gaúcho que vive na beira do mar, mas tenho uma dúvida:
Será que sobra mar e falta mistério ou sobra mistério e falta mar?
Dizem que Minas perdeu o mar, mas até hoje não sei
Quem é mineiro e quem é espírito-santense na beira do mar.

Marli F. Freitas

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Nascidos para o dom da liberdade: Brasil – pátria mãe gentil

Em um canto lírico de exaltação à Pátria Mãe Gentil, Marli F. Freitas resgata a nossa natureza original e clama pela preservação da paz, da esperança e dos nossos valores mais nobres

Marli Freitas
Marli Freitas
Ilustração digital poética da Pátria Mãe Gentil representada por uma mulher com coroa de flores abraçando crianças de diversas etnias sob a bandeira do Brasil. Ao redor, elementos da fauna e flora brasileiras como uma onça-pintada, uma arara, uma pomba branca e o Pão de Açúcar ao fundo sob o sol poente.
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Céu que inspira sonhos e asas,
O ontem nos interpreta
Nascidos para o dom da liberdade.
Tênue é a linha entre o orgulho e a humildade. Ofuscante é o
Reflexo de origem litigiosa. Duvidoso é o
Amor que não é capaz de olhar nos olhos.

A história se desenha por linhas…

Sinuosas de querelas, que nos deixam
Acabrunhados e nus da
Beleza dos versos e rimas. Sem
Esperança não se vive, sobrevive a
Discursos monótonos e nostálgicos.
(Omnia vincit Amor); cedamo-nos a
Riqueza inigualável da fonte do amor.
Idílica é a rendição
Ao que tem valor intangível…

Oriundo das sementes do bem, do belo e…

Magistral, que ousa deixar um legado destinado
A acender as estrelas e iluminar o caminho. No
Limiar dos dias, que tremule em nossos corações a…

Natureza original daqueles que lutaram com fervor,
Altruísmo e o desejo de preservar
O verde que nos abençoa, as riquezas da nossa…

Pátria Mãe Gentil, o céu e os rios com
Requinte de anil
E o desejo de chancelar a paz.
Valores devem ser preservados com
Afável zelo,
Lucidez e
Esperança, consistência
Condizente com a exuberância de uma terra destinada a ser
Exemplo de liberdade, igualdade e fraternidade.

Marli F. Freitas

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Mãe de todas as mães

Uma tocante prece de Marli F. Freitas em versos que clama pelo despertar da consciência humana e pela preservação da vida

Marli Freitas
Marli Freitas
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Ó, mãe de todas as mães
(Natureza bendita e santa),
Clame aos ouvidos surdos
Que ferem sem piedade, que
Façam jus às leis da integridade!

Ó, estrela majestosa
(Que ilumina e aquece).
Clame aos olhos cegos
Que abraçam a escuridão,
Que se abram à luz da gratidão!

Ó, movimento que semeia
(Sabiamente em cada estação),
Clame às mãos que agridem
E provocam o medo, que
Recobrem a memória da missão!

Ó, beleza mensageira
(Que flui imanente regando o tempo),
Clame ao exalar inconsequente
De ações contrárias, que faça
Inquestionável a preservação da vida!

Ó, prazer inigualável
(Que abençoa o fruto),
Clame à proliferação do egoísmo
Que acumula sem piedade, que
Faça justiça ao olhar necessitado!

Ó, bendita intuição
(Que consola os aflitos),
Clame à falta de atenção
Que negligencia a dor, que
Faça ser ouvida a voz do coração!

Marli F Freitas

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Choram as minhas utopias

Marli F. Freitas reflete sobre a sensibilidade e o direito de esperançar em seu novo poema.

Marli Freitas
Marli Freitas
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Chora o meu mundo passarinho,
Pois apesar do vento e da fé
Em suas asas, ele teima em
Manter suave o pouso de ficar.

Choram as rosas debaixo da
Janela, pois me lembram o quão
Belos foram todos os dias em que
Vigorou a insistência de acreditar.

Choram todos os ocasos, onde
Dormem lembranças de tempos
Idos e, no baile das ondas, ia
A inocência e vinha a felicidade.

Choram, sem arrependimento,
As minhas utopias, pois mantêm
Intacta a minha sede de nunca
Perder o desejo de esperançar.

Chora o meu silêncio, enfim,
Pois no céu do meu olhar moram
Todas as chegadas e partidas
E a beleza do laço de amar.

Marli F. Freitas

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