Diário de poeta

As confidências da alma e os registros sentimentais nos versos sensíveis de Marli F. Freitas

Marli Freitas
Marli Freitas
https://www.meta.ai/share/m/Kq5HuS0JAM?utm_source=android_meta_ai_sl&open_in_meta_ai=true

Ao amanhecer observo
O dourar do sol,
A andorinha no fio,
A voz que me guia.

Depois do café
Dou bom dia ao José, à Maria,
Abençoo a menina
E acredito na vida.

Ao pensar, agradeço
As lutas que venci,
O poder de sentir
E de nunca desistir.

Faço algo hoje
Diferente de ontem
Que, certamente,
Fará diferença amanhã.

O dia cresce,
Preciso crescer também.
Aguço a curiosidade
E sou pura animosidade.

Em busca do caminho
Troco sorrisos,
Puxo prosa,
É hora de beber o ocaso.

O homem sentado na calçada
Brinca (Vai chover!)
A cadela vem ao meu encontro
Para receber o carinho.

As crianças se exibem felizes.
Uns batem bola,
Outros andam de bicicletas
E alguns soltam pipas.

Debaixo da mangueira,
No vai e vem do balanço,
A avó e a neta se divertem
E meu coração está feliz.

O dia se despede,
Minh’alma está serena…
Aos poucos o sol se esconde
E a lua reina absoluta.

Marli F. Freitas

Voltar

Facebook




Onde o coração se aquieta

Marli F. Freitas: Poema ‘Onde o coração se aquieta’

Marli Freitas
Marli Freitas
https://chatgpt.com/s/m_6a7b5171872481918be775704b67ed8e

Lá onde as garças sobem o rio,
Enfeitando a alma e a paisagem,
Tudo debaixo do céu desperta
A imaginação a favor da poesia.

Lá onde as corujas guardam
A cidade, a brisa é suave, o coração
Se aquieta, o olhar serena
E o monte sugere uma prece.

Lá onde o tempo é medido em
Canto de passarinho e o aroma
É doce, dormem as dores e
Acordam floridas as alegrias.

Lá onde o campo é lindo,
O gado é manso, as lembranças
São ternas, a minha menina
Brinca e sorri a cada cortesia.

Lá onde Deus desenhou as vias
Do epílogo, o dia transcorre
Perspicaz aos encantos e assombros,
Manifestando a beleza da vida.

Marli F. Freitas

Voltar

Facebook




Palácio dos inocentes

Marli F. Freitas: Poema ‘Palácio dos inocentes’

Marli Freitas
Marli Freitas

Tico-tico, quero-quero
Esperançar a paz das garças, onde o
Monte beija festivo o céu das alegrias.
Palácio dos inocentes, sou seu
Espelho de simplicidades e excentricidades.
Rio que corre, às vezes suave, outras em
Águas de tempestades.
Nuances que me
Cobrem de surpresas e fazem refletir
Amor da menina dos olhos meus, a…

Fé guardiã das montanhas da minha terra. Tenho
Orgulho de pertencer a este céu de brancas nuvens.
Recebo o seu abraço, ó brisa que me acarinha!
Telúricas são as tardes em que
Acalento sonhos e guardo
Lembranças da minha infância!

Efêmeros, porém, eternos na memória são os instantes em que de olhar
Zeloso balbucio as minhas preces
Agradeço o dom da vida e me despeço serena,
com um sentir de derramar em ti a essência do meu bem-querer.

Marli F. Freitas

Voltar

Facebook




Céu de passarinho

Marli Freitas: Poema ‘Céu de passarinho’

Marli Freitas
Marli Freitas
https://www.meta.ai/share/m/l3oXW7qzuH?utm_source=android_meta_ai_sl&open_in_meta_ai=true

Entre o nascer o e o pôr

Bem-te-vi, pintassilgo e beija-flor.

Tem andorinha no fio,

Rouxinol no arrebol

E o canto do inhambu-chororó.

Entre a poeira e o caminho

Tico-tico, papa-capim e trinca-ferro.

Tem pica-pau na mangueira,

Pardal na goiabeira

E sabiá na laranjeira.

Entre a brisa e o gado

Quero-quero, garça-vaqueira e anu do campo.

Melhor companheiro é o suiriri-cavaleiro,

Melhor família é a da coruja-buraqueira

E a melhor zoeira faz a curicaca campeira.

Entre o céu e o riacho

Biguá, gaivotas e martim-pescador.

Vezeiro é o revoar das garças,

Elegante gorjeia o caboclinho

E eletrizante é o acasalamento do tangará.

Entre a planície e o monte

Salve o canto da seriema!

Salve a fidelidade do galo-de-campina!

Salve o tiziu, o jacu e o curió!

Salve a beleza do cerrado!

Marli Freitas

Voltar




Eterno carmesim

Marli Freitas: Poema ‘Eterno Carmesim’

Marli Freitas
Marli Freitas
https://www.meta.ai/share/m/ftKcgZs6g7?utm_source=android_meta_ai_sl&open_in_meta_ai=true

Estive procurando por ti, meu desejo,
Por um tempo em que o fado
Resiste além do céu, além do mar,
Num vai e vem de poesia sem fim…

Onde teus são os olhos meus
Que atravessam dimensões e galáxias,
Brincam entre corpos celestes,
Até que adormeçam inocentes, enfim.

Aguardo enamorada, meu bem-amado,
Enquanto enfrento mil dragões que
Teimam em colocar obstáculos ao curso
Natural de um amor nunca, antes, visto assim…

Onde teu é o meu coração que,
Numa fração de olhar, foi arrebatado
Claridade do nascer ao pôr, despertando
Nossas almas num eterno carmesim.

Marli Freitas

Voltar




Entre o olhar e o beijo

Marli Freitas: Poema ‘Entre o olhar e o beijo’

Marli Freitas
Marli Freitas
https://www.meta.ai/share/c/dJQzRbIpeg?utm_source=android_meta_ai_sl&utm_campaign=wa_convo_share

Entre os ramos e o voo dos pássaros,
Há uma liberdade que clareia
O discorrer do milagre que traz poesia.

Entre o sonho e a realidade, posso sentir
Que tudo está como deveria – em
Movimento de renovação e expansão.

Entre as imponentes serras da minha
Terra e o céu, posso ver a beleza
Do mundo desenhando o infinito.

Entre o aqui e o agora, dançam
As mais ecléticas memórias que
Saúdam o instante – natureza notória.

Entre o ser ou não ser, a jornada
Acontece à sombra do pensamento, a
Gosto da vida, às respostas do tempo.

Entre a nudez e a flor, uma pausa
Faz refletir (tudo passa). Depois do medo
Vem a coragem; depois da dor, a alegria.

Entre o olhar e o beijo – vai-se o dia,
Vem a saudade – enquanto o sol
Deita-se em cálice sobre os arbustos.

Marli Freitas

Voltar




Entre flores e círios de prata

Marli Freitas: ‘Entre flores e círios de prata’

Marli Freitas
Marli Freitas
Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/deb5a3dbb8b8c66c?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Quando Machado de Assis disse que
“A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal”,
Meu mundo parou… bebi o mel do seu intelecto
E me entreguei ao êxtase de conhecer um gigante
Que nasceu humildemente humano, neto de escravos alforriados
Que trilhou suavemente o caminho do saber.

De mente brilhante, viu no Padre Silveira Sarmento,
Seu mentor de latim e melhor amigo.
Absorveu em detalhes os estímulos da Chácara do Livramento
E depois da morte prematura de sua mãe, já em São Cristóvão,
Apoiado pela madrasta, doceira em uma escola para meninas,
Não teve dúvidas de que acumularia nobres aprendizados.

Espírito aventureiro, estudou Língua Francesa com o padeiro,
No ‘Periódico dos Pobres’ publicou seu primeiro soneto
‘Senhora D. P. J. A.’,
Frequentou a livraria de Francisco de Paula Brito,
Que vendia remédios, chás e fumo,
Mas também servia de encontro para uma boa conversa.

Em tenra mocidade passou a tipógrafo na ‘Imprensa Nacional’
E Manuel de Almeida, ao contemplar o seu potencial, o incentivou
A seguir carreira literária, nesse contexto, passou a colaborar
Com o ‘Correio Mercantil’, ao chegar à maioridade,
Já era conhecido entre os intelectuais passando a repórter
E jornalista no ‘Diário do Rio de Janeiro’.

Dedicou ‘Crisálidas’ aos seus pais e estreitou contatos com os poetas.
Contribuiu com o hino ‘Cantada da Arcádia’ – Fluminense,
Escrevia crítica teatral, aprendeu grego para conhecer Sócrates e Platão.
Machado não era um homem bonito, mas era culto e elegante.
Entusiasmava a esposa portuguesa Carola com cartas românticas e dizia,
“Tu pertences ao pequeno grupo de mulheres que sabem amar, sentir e pensar”.

Primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras,
E criou a ‘Panelinha’ para festivos ágapes.
Ao perder sua amada revela, “Foi-se a melhor parte da minha vida
E aqui estou só no mundo”, e assim o poeta deixou este mundo
Com as palavras de Tavares Lira, “… cercava-se de flores, círios de prata
E lágrimas discretas”.

Marli Freitas

Voltar