Entrevista com o escritor Kosovar Vilson Culaj

Magna Aspásia Fontenelle

‘Entrevista com o escritor Kosovar Vilson Culaj’

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Kosovar Vilson Culaj
Kosovar Vilson Culaj – Arquivo pessoal

Entre memória e esperança, a literatura ergue sua voz como ponte entre povos e tempos. Vilson Culaj, escritor kosovar, constrói sua obra a partir das brasas da experiência humana, tecendo narrativas que dialogam com a história, a identidade do seu povo.

Em “A Fornalha de Nabucodonosor”, o autor transforma o fogo em metáfora do sofrimento, da purificação e da reinvenção, convidando o leitor a uma travessia sensível pelos caminhos da palavra, da resistência e da esperança.

A literatura tornou-se elo entre fronteiras, unindo passado, presente e futuro numa linguagem universal que o escritor kosovar Vilson Culaj se posiciona por meio de seus escritos, evidenciando seu estilo singular entre história, seu país e suas experiências pessoais.Mantendo suas obras atuais e atemporais, respeitando a história inserida na sua vivência pessoal e laboral.

1 – Conte-nos sobre sua trajetória de vida. Família, labor, sonhos.

VC – Eu nasci em 06 agosto de 1973 em uma cidade chamada Klinë, localizada no noroeste do Kosovo. Sou casado com Liza Radi Culaj, a mulher que completa minha vida em todas as dimensões espirituais, intelectuais e meu espaço literário e de socialização. 

Do fruto do nosso amor, temos três filhos Beatrice, Eliente e Nikolla, todos os três concluíram os estudos e trabalham em Pristina em suas respectivas profissões. Beatrice – jornalista de TV, Elienta designer profissional e Nikolla trabalha em uma empresa americana de Ciência da Computação. 

Atualmente trabalho como secretário em uma escola primária com 1.500 alunos e 75 professores, exigindo um trabalho administrativo dedicado e um tato e cortesia sublimes. 

Quanto aos sonhos, tenho apenas um sonho: acordar do sonho e realizar minha vida profissional, literária, familiar, e ser uma luz para as gerações mais jovens graças às capacidades que possuo.

Vilson Culaj – Në Parajsën (PO)etike të Zejnulla Halilit

2 – Como surgiu sua vocação literária e quais influências marcaram sua trajetória?

VC – Certa vez, em um verso meu, expressei risos, a vida é um chamado como um sino. Nesta disputa, quero dizer que as crianças que crescem com um dos pais longe, mas não separados, têm uma sede mística pela causa da vida e dos vazios emocionais (o meu pai permaneceu na Alemanha por razões econômicas durante 35 anos). 

A partir daí iniciei a busca pela minha vida espiritual, indagando o “porque existencial” num mergulho em dimensões espirituais, por vezes místicas.

Quando acrescentamos essas coisas à cultura maratonista da leitura, acredito estar no caminho correto para cumprir minha missão literária na construção e realização de minha história pessoal.

Meu chamado literário não tem a gênese do romantismo, do Eros ou do Thanatos, mas do Biofil, da harmonia, da paz (amor, existência e filantropia), contudo nas travessias das provações para que o homem visionário, conhecedor e valioso possa ser posto em ação como guia e se tornar o guardião das orientações do novo para as nações e para o mundo.

 A vida me ensinou que, o ignorante é o travesseiro do diabo. 

Então vamos pedir um outro tipo de homem no mundo iluminado que não ande nas trevas.

3 – O que o inspirou a escrever A Fornalha de Nabucodonosor?

VC – Na vida, o evento deve acontecer, caso contrário, como poderíamos entender a lei da quebra no mar ‘’ Certa vez refleti em um versículo meu. E como a vida é paz e tempestade, aos 25 anos, vivi a última guerra no Kosovo, tal como os meus antepassados viveram. 

Na vida, o acontecimento precisa ocorrer; caso contrário, como poderíamos compreender a lei da ruptura no mar, refletida outrora em um de meus versos. Observei   que a vida é feita de paz e tempestade, aos 25 anos vivi a última guerra no Kosovo, assim como a viveram meus antepassados diante do mesmo inimigo antigo.

Negar a um povo 2.000 anos de história, existência e direito natural e expulsar o povo de Israel para além das suas fronteiras naturais, tal como fez outrora o Rei Nabucodonosor, não havia outra forma de acontecer nem outra maneira para que eu começasse um romance e colocasse esses dramas coletivos e nacionais no papel.

 É o fogo e o forno que queimam, mas não extinguem o ser descrito neste romance, como Ester de época, aqui se realiza o sacrifício da mulher albanesa, que a partir da tragédia se transformou em uma mensagem histórica da sobrevivência de um povo esquecido pelos mapas antigos.  

Capa do livro Furra e Nakukodonozorit

4 – Por que escolheu Nabucodonosor como símbolo central da obra?

VC – Deve haver um tirano para falar sobre os dramas de uma nação inocente como o povo albanês. Nabucodonosor foi a metáfora literária e o protótipo do líder sérvio Milosevic, que, alimentado pelo ódio nacional e ideológico e pela síndrome do colapso, negou tudo o que era albanês, até atos genocidas, homicídio cultural, religioso, étnico e existência. 

A última mensagem deste romance é a metáfora de que, se um povo não repetir sua trágica história, ele deve primeiro estar ciente de sua origem, da liberdade conquistada, do sacrifício ao longo dos séculos e do sangramento para se integrar aos povos livres do mundo. 

E a mensagem aos tiranos é que na história do mundo eles não o ditam, mas sim, o plano Divino de Deus e o direito natural de existir.  

5 – Conte-nos sobre suas obras literárias, poética.

VC – Como qualquer jovem, comecei com poesia ou com a primeira obra, “Sons Inéditos” que foi extremamente bem recebida pelos leitores. Foi um bom sinal de que eu tinha um sistema organizado de ideias e grandes inspirações para continuar a maratona literária após essa publicação. 

Os acontecimentos recentes da guerra me impulsionaram para novas inspirações e publiquei o romance, “Forno de Nabucodonosor”, para chegar ao livro de poemas, DAHO & VE ‘’ que na quebra simbólica da mensagem expõe o amor horizontal e pessoal. 

Portanto, o amor a Deus e ao homem, onde ambos juntos dão o sinal de salvação e felicidade interpessoal. O quarto livro é uma antologia poética, “Partida Desfeita”, dedicada ao conhecido escritor infantil Rifat Kukaj, que foi extremamente bem recebida pelos leitores. 

O quinto livro é uma curta prosa psicológica, “Tempestade Adormecida”, sobre a qual dezenas de críticas e análises literárias foram escritas. 

Estou convencido de que o romance, “Os Excluídos”’, no qual trabalhei por  14 anos, é meu auge literário porque cerca de 25 críticas literárias foram escritas sobre ele e grandes promoções foram feitas, incluindo Pristina, Shkodra e Tirana, onde este romance ganhou em 2015 o prêmio literário de romance do ano. 

O livro poético, “Duas Vezes” segundo a crítica literária é um hino literário e poético e ainda circulam opiniões e debates sobre os valores artísticos deste livro.

 Depois publiquei o romance, “Amor Intocável”, ganhador de dois prêmios literários, incluindo um prestigioso prêmio, “Dom Ndre Mjeda” em Tirana, compartilhado pela Academia Literária em Mirdita, publiquei o livro poético “O Muro da Memória”, que foi comtemplado com muitas avaliações e críticas literárias. 

Minha maratona literária foi precedida pela antologia e livro de estudos,” No Reino Poético de ´ ZEJNULLAH  HALIL ‘’, livro que conquistou a opinião e a mídia por seus valores literários, seguido por dois livros com críticas literárias: volume 1- A Luz do Conhecimento”, que inclui 63 análises literárias de minha parte para nomes eminentes da literatura albanesa, volume 2: A Luz do conhecimento composto de 50 críticas literárias de outros críticos e da minha literatura pessoal. 

Em 10 de janeiro de 2026 foi publicado o romance histórico, 7 DIAS À MESA COM MONSENHOR. MARK SOPIN ‘’ uma figura clerical emblemática, abordagem humana e diplomática. 

Amigo próximo do presidente Ibrahim Rugova e filantropo sem excelência. Este romance foi promovido no salão cultural Pogdani Polis, localizado no edifício da Catedral de Madre Teresa, em Pristina, na presença de um número extremamente grande de participantes e intelectuais proeminentes do Kosovo e da Albânia.  

Capa do livro Muri I Kujtësës

6 – Como a história e a identidade kosovar atravessam sua narrativa?

VC – Penso, logo, existo, segundo Descartes, mas não pretendo atingir as alturas literárias apenas mediante emoções, experiências pessoais e sociais, racionalismo etc., mas por meio de um espiritismo expresso e de uma intuição sociológica e histórica que me chama de segunda voz no deserto. 

O universal e o local para mim são duas faces da moeda, sem a qual um talento ou valor monetário não pode chegar ao seu mercado, ou missão. O universal torna você livre, enquanto o local às vezes endurece suas visões. 

Entretanto, compartilho da opinião de que a troca de culturas e realidades históricas é a riqueza e a necessidade da humanidade. Você não pode simplesmente terminar de fumar um cigarro e nem morrer, disse uma vez um ganhador do Nobel russo. 

Quanto à minha identidade literária e albanesa nacional, está se tornou uma tradição literária e uma consciência elevada, mas na verdade gosto de ser um “peixe’’ do mar e não do pântano, não de nenhum superego expresso e sinto que a luz quando é chamada assim, não deve interromper a jornada em direção àqueles espaços celestiais. 

O sacrifício pelo gueto às vezes alimenta apenas mitos e sombras de valores, enquanto servir significa reinar em outros espaços espirituais, culturais e literários…

Não estou dizendo que sou um detector de eventos e histórias dentro da minha nação, mas meus escritos se assemelham a uma grande verdade, onde revelam realidades históricas vivenciadas pelos olhos e corações de muitas pessoas e do mundo exterior. Não há glorificações de “melodias enganosas”, mas drama e emoção no início do novo milênio.  

7- Qual a simbologia da “fornalha” no contexto humano e social?

VC-Esse simbolismo literário tem muitas visões, mas a mensagem principal é o fogo catártico para uma nação desprezada há séculos. É a guerra de Davi com Golias e o espírito, assim como, os altos ideais de uma pequena nação que nunca se rende ao mal.

 O forno é o estado em que o fogo queima e tenta sem poder extinguir o ser e as visões de uma nação e do indivíduo. 

Este forno de martírio babilônico e bíblico, é um sino para os ouvidos dos outros de que as nações não devem ser pisoteadas, mas devem ter uma grande chance de liberdade e integração.

Nenhuma dança mortal serve ao mundo sem a melodia da paz. Se voltarmos ao passado em nossa memória, entenderemos que o mundo inteiro é irmão e irmã no Jardim do Éden. 

Nós, como criaturas, não devemos nos tornar uma fornalha do Holocausto que destrói, mas, um caminho que se abre para a liberdade e a humanidade, como os rios que unem as margens. Quem tem coração pode experimentar ambos…    

Capa do livro Stuhi E Fjetur

8 – Qual é, hoje, o papel da literatura kosovar diante das crises do mundo?

VC – Na minha opinião, a literatura do Kosovo é substancial porque nasce de dramas, eventos dolorosos, grandes inspirações e do desejo de uma vida integrada, bem como da sede de transcender sua cultura ancestral, ou melhor, europeia. 

A literatura albanesa do Kosovo precisa de abertura, de contato com a literatura mundial como uma espécie de catapulta cultural, para projetar novos valores além das fronteiras nacionais.

A guetização da literatura é inimiga dos escritores. Os apelos poéticos e literários não devem ser limitados, assim como o espírito e a liberdade. 

A grande oportunidade de abertura literária e a influência dessa literatura no mundo estão batendo à nossa porta. Traduzir essa literatura para outros idiomas abriria novos caminhos para uma parceria literária.

A barreira linguística deve ser eliminada por outros meios para que se alcancem os prazeres da ascensão, como diria Márquez.

9 – Que impacto espera causar nos leitores?

VC- O bom semeador não reclama nem na terra nem no céu. Seu objetivo é plantar sementes literárias. Quanto ao nível nacional, acredito que criei um nome na literatura, mas ficaria feliz se a literatura brasileira e a de outras nações me acolhessem como um filho perdido no tempo. 

Somente a alma que sente e a luz não pedem permissão para suas viagens. Eles não têm começo nem fim. Tal catapulta me ajudaria a expressar meus valores literários que ficam sentados e esperam sedentos no portão do céu.   

10 – Deixe uma mensagem para os escritores brasileiro.

VC-O Brasil é uma grande nação e possui herança literária ao nível mundial. Seu modelo literário tem em si espiritismo, drama, valor e progresso. Este grande atlas da cultura mundial servir-nos-ia como pequenos povos para nos elevar a dimensões superiores. 

O universal é o meu sangramento cultural, embora o nacional muitas vezes saiba como nos endurecer. 

Desejo que esta minha entrevista seja uma janela para mim e uma ponte literária entre estes dois povos. Um sorriso cheio de graça da alma pode mudar a vida de uma pessoa, disse Madre Teresa certa vez.   

 Muito obrigada pela sua participação!

Abraços poéticos!

Sobre o entrevistado

Kosovar Vilson Culaj – Arquivo pessoal

Vilson Culaj nasceu em 6 de agosto de 1973, em Klinë, Kosovo. Concluiu o ensino fundamental e médio em sua cidade natal e graduou-se em Direito pela Universidade de Pristina, onde também realizou estudos de pós-graduação em Relações Internacionais e Diplomacia.

Iniciou sua trajetória literária ainda no ensino médio, colaborando com diversos jornais e revistas culturais e literárias do Kosovo, do Montenegro e da Albânia. Atua nos gêneros de ensaio, poesia, prosa e crítica literária, destacando-se pela profundidade filosófica e psicológica de seus textos.

Desde a década de 1990, participa ativamente da vida cultural e literária em Kosovo e em outros países, integrando inúmeros encontros, festivais e manifestações literárias, nos quais recebeu importantes prêmios e reconhecimentos, incluindo distinções por prosa e poesia. Entre os principais prêmios, destacam-se: Prozador do Ano (2016), Prêmio de Carreira (2019), 1º Prêmio de Poesia do Albanian Talent Show (2021), 1º lugar no concurso “Ora e Tahir Deskut” (2021) pelo romance Amor Intocado, e o Prêmio NDRE MJEDA (2023), em Tirana, pela melhor prosa.

Profissionalmente, atuou como jornalista no Tribunal Municipal de Klinë, foi professor do ensino fundamental e atualmente exerce a função de secretário escolar. É colaborador ativo da revista literária Mirdita e suas obras constam em antologias e diversas publicações. Seus livros têm sido amplamente estudados e analisados por críticos literários de renome.

Até o momento, ele publicou os seguintes livros:

  1. “Tinguj të padëgjueshëm” (Sons Inaudíveis), poesia, Clube dos Escritores “Vorea Ukjo”, Klinë, 1998.
  2. “Furëza e Nebukadnetsarit” (A Fornalha de Nabucodonosor), romance, Clube dos Escritores “Vorea Ujko”, Klinë, 2001.
  3. “DAHO & VE”, poesia, Editoras “Shpresa” e “Faik Konica”, Pristina, 2003.
  4. Organizador da coletânea antológica “Zhbërja e Ikjes” (Partida Desfeita)), poesias dedicatórias de 101 poetas ao escritor Rifat Kukaj, publicada pela SHKK “Anton Pashku”, Pristina, 2006.
  5. “Sleeping Storm” (Tempestade Adormecida), prosa, SHKK “Anton Pashku”, Pristina, 2009.
  6. “Dy herë” (Duas Vezes), poesia, SHKK “Anton Pashku”, Pristina, 2013.

             É membro da Liga dos Escritores do Kosovo desde 2002.

  1. “Të Dëbuarit” (Os Exilados), romance, 2015 — seu sétimo livro consecutivo, ultrapassando fronteiras nacionais pelo valor artístico, ideológico e pela força de sua mensagem.
  2. “Dashuri e Paprekur” (Amor Intocável), romance, Editora Jakup Ceraja, Pristina, 2021.
  3. “Muri i Kujtesës” (O Muro da Memória), poesia, Editora Jakup Ceraja, Pristina, 2021 — seu nono livro consecutivo.
  4. “Në Parajsë (po) Etika nga Zejnullah Halil” (No Paraíso, a (po)ética, de Zejnullah Halil) — seu décimo primeiro livro consecutivo.
  5. “Në dritën e dijes 1” (À Luz do Saber 1), crítica literária — décimo primeiro livro.
  6. “Në dritën e dijes 2” (À Luz do Saber 2), crítica literária — décimo segundo livro consecutivo.
  7. “Shtatë ditë në tryezë me Imzot Mark Sopi” (Sete Dias à Mesa com Dom Mark Sopi), romance — obra subsequente.

Magna Aspásia Fontenelle

Esta entrevista é parte da parceria entre ALB/ Uberaba- AAP-BRASIL e AAP-Albania

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Solenidade da AAP-Brasil

Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana

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Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana - Foto por Flávio Salge
Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasianaFoto por Flávio Salge

Uberaba, 28 de novembro de 2025.
Em uma noite marcada pela celebração da cultura, da diplomacia literária e da integração entre nações, a Akademia Alternativa Pegasiane Brasil (AAP-Brasil) realizou, no dia 28 de novembro de 2025 ás 19h, uma de suas mais significativas e concorridas solenidades desde sua fundação.

O evento aconteceu no auditório da FIEMG, localizado na Praça Frei Eugênio, 365, em Uberaba-MG, reunindo escritores, autoridades culturais, representantes internacionais e familiares dos homenageados. Mais de uma centena de pessoas estiveram presentes, reafirmando a força institucional da AAP-Brasil no cenário literário contemporâneo.

Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana
Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasianaFoto por Flávio Salge

Presenças Internacionais e Diplomacia Cultural

A solenidade contou com participações que simbolizam a estreita relação entre o Brasil e os países balcânicos, especialmente Albânia, Kosovo e Macedônia do Norte. Compareceram:

  • Prof. Dr. Mhill Velaj (República do Kosovo/EUA) – escritor, poeta
  • Prof. Dr. Bexhet Asani (Macedônia do Norte/EUA) – escritor, pesquisador, representante oficial do presidente da AAP-Albânia-Prof. Dr. Kristaq F. Shabani -Gjirokastra -Albânia,
  • Prof. Prend Qettar (República do Kosovo/EUA) – crítico, escritor,
  • Jornalista Nazim “Noli” Salihu República do Kosovo/EUA– reconhecido internacionalmente por sua atuação na imprensa cultural

As presenças reafirmaram a união entre as academias Pegasianas e a projeção internacional do movimento literário que há décadas transcende fronteiras, promovendo a paz, a educação e o diálogo entre culturas.

Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana
Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana Foto por Flávio Salge

Diplomação Juvenil: A Nova Geração da Literatura Pegasiana

A AAP-Brasil oficializou a nomeação de oito jovens talentos para a Coordenação Juvenil, em um gesto simbólico que representa a continuidade do compromisso com a formação humanística e literária das novas gerações.

Foram diplomados como Acadêmicos Fundadores Juvenis:

  • Sendo o orador- acadêmico Juvenil- Estevão Gosuen de Freitas Vidigal Rodrigues

  • Arthur Guilhelmelli de Melo
  • Davi de Oliveira Silva Braga
  • Estevão Gosuen de Freitas Vidigal Rodrigues
  • Lucas de Souza Costa
  • Luis Felipe Costa Felisbino
  • Luisa Tinoco Correa Carvalho
  • Luiza Fernanda Jardim Silveira
  • Manuela Vieira Abreu

Os jovens receberam seus diplomas em um momento de forte emoção, sob aplausos do público e manifestações de incentivo dos escritores estrangeiros presentes, que destacaram o valor da juventude na preservação das letras.

Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana - Foto por Flávio Salge
Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana Foto por Flávio Salge

Acadêmicos Correspondentes Seniores: Expansão Intelectual Internacional

A cerimônia também marcou a nomeação de novos Acadêmicos Correspondentes Seniores, que passam a representar a instituição em diferentes regiões do Brasil e do mundo. Foram diplomados:

  • Aleksandra Shabani – Gjirokastra, Albânia
  • Vjollca Aliaj – Vlorë, Albânia
  • Flutura Maçi – Tirana, Albânia
  • Hasan Selimi – Tropoja/Tirana, Albânia
  • Vera Çato – Durrës, Albânia
  • Gjergj Rrustaj – República do Kosovo / Áustria
  • Enkeleida Fejzo – Tirana, Albânia
  • Fábio César Ferreira – Belo Horizonte, MG
  • Cel. Emanuel da Paixão Kappel – Uberaba, MG
  • Profa. Selma Maria da Silva Kappel – Uberaba, MG

A diversidade geográfica evidencia a posição da AAP-Brasil como ponte entre culturas, idiomas e tradições literárias.

Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana - Foto por Flávio Salge
Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana Foto por Flávio Salge

Títulos Honoríficos e Comendas: Reconhecimento à Excelência

A noite foi igualmente marcada pela outorga de títulos, medalhas e comendas que reconhecem trajetórias acadêmicas, artísticas e humanitárias de grande relevância.

Título de Doutor Honoris Causa

           Escritora Aleksandra Shabani-Gjirokastra-Albânia.

  • Prof. Dr. Mhill Velaj – Literatura-República do Kosovo
  • Prof. Dr. Bexhet Asani – Literatura-Macedônia do Norte
  • Prof. Dr. Anisio da Silva Lima –literatura – Campo Grande-MS
  • Prof. Dr. Rodolfo Medeiros Cunha Fortes – Educação, Brasília-DF
  • Cel. Emanuel da Paixão Kappel – Segurança Pública_Uberaba-MG
  • Profa. Ms. Sirlene de Castro Oliveira – Educação-Uberaba-MG
  • Profa. Selma Maria da Silva Kappel – Geografia-Uberaba-MG

Cada homenageado recebeu o título acompanhado de discursos de admiração por suas contribuições nas áreas de educação, cultura, literatura e serviço social.

Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana
Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana Foto por Flávio Salge

Comendas e Medalhas Outorgadas

  • Comenda William Shakespeare de Belas Artes e Literatura – Prof. Dr. Kristaq F. Shabani, Prof. Prend Qettar, Jornalista Nazim “Noli” Salihu, Anisio da Silva Lima,

  • Medalha Comemorativa do Bicentenário de Bernardo Guimarães

    • Prof. Wilson Vicente da Costa
    • Prof. Maurício Ferreira

  • Comenda Mérito Científico Galileu Galilei – Profa. Magna Aspásia Fontenelle
  • Medalha Comemorativa do Bicentenário do Nascimento do Imperador Dom Pedro II – entregues a personalidades brasileiras e internacionais

Prof. Dr. Bexhet Asani , Prof.Dr.Mhill Velaj, ,Prof.Wilson Vicente da Costa, Prof Dr.Kristaq F.Shabani.

Causas Imortais

  • José Flávio Zago, presidente da FIEMG
  • Prof. Prend Qettar
  • Jornalista Nazim “Noli” Salihu

As distinções foram concedidas pela FEBACLA e pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos.

Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana - Flávio Salge
Solenidade da AAP-Brasil celebra diplomação juvenil, honrarias internacionais e expansão cultural pegasiana – Foto por Flávio Salge

Trecho Poético para Encerramento da solenidade

Soneto Epopeia ao dia da Bandeira,

lido pela acadêmica juvenil Manuela Vieira Abreu em português e pelo acadêmico Imortal prof Dr Mhill Velaj em albanês.

Epopeia ao Dia da Bandeira Albanesa

Em vinte e oito de novembro se ergue, altiva,

A chama rubra que atravessa séculos e céu;

De Vlorë ao mundo, a pátria viva,

Liberta do jugo antigo, rompe o véu.

Ismail Qemali acende o brado eterno,

Rasgando sombras que o Império impôs;

A águia negra, em voo soberano e moderno,

Riscando horizontes, à liberdade conduz.

Antes, em Krujë, ergueu-se a mesma chama,

Convocando um povo ao sonho que germinou;

Hoje, no Brasil, a diáspora inflama.

*****************************

Epika e Ditës së Flamurit Shqiptar

Më 28 nëntor ngrihet krenar, flakë e gjallë,

Flamuri i kuq që përshkon shekuj dhe qiell;

Nga Vlorë për botën, atdheu rreh në ballë,

I çliruar nga hije të vjetra, shkel çdo prapësim e zjell.

Ismail Qemali ndez thirrjen e përjetshme,

Shpërndan hijet që Perandoria imponoi;

Shqiponja e zezë, e lartë dhe e pavarur,

Fluturon mbi horizont, lirisë rrugën ia gdhend.

Më parë, në Krujë, u ngrit e njëjta flakë,

Thirr një popull drejt ëndrrës që u mboll;

Sot, në Brazil, diaspora ndez zjarrin pa shuar:

Merril Velaj, Bexher Asani, Prend Qettar,

Dhe Nazim Salihu, në kujtesën që nuk shuhet;

Në Akademinë Pegasiane, e ardhmja shkëlqen si diell.

Magna Aspásia Fontenelle

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Recital Poético

ENTRE VOZES E VERSOS

Magna Aspásia Fontenelle

Recital Poético ‘Lauro Moreira – Canto ao Homem do Povo: Carlos Drummond de Andrade’ emociona Uberaba

Magna Aspásia Fontenelle
Magna Aspásia Fontenelle
Embaixador Lauro Moreira e poetisa Magna Aspásia Fontenelle
Embaixador Lauro Moreira e poetisa
Magna Aspásia Fontenelle

Uberaba-MG, 23 de setembro de 2025 – O Centro Cultural Cecília Palmério (CCCP) recebeu uma noite inesquecível de poesia, arte e reflexão durante o recital ‘Lauro Moreira – Canto ao Homem do Povo: Carlos Drummond de Andrade’, organizado pela ALB/Uberaba e pela AAP/Brasil-Albânia. O evento reuniu estudantes, acadêmicos, autoridades literárias, familiares e convidados.

O Poder da Poesia

Embaixador Lauro Moreira

O recital homenageou o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) pelo aniversário de 122 anos de seu nascimento, cuja obra atravessa gerações e reflete sobre a vida do povo, a solidariedade e os desafios humanos. 

A condução do recital esteve a cargo do Embaixador Lauro Moreira, renomado diplomata e intelectual, cuja trajetória alia a experiência diplomática a uma profunda ligação com a literatura e as artes. Moreira interpretou os versos de Drummond com emoção e expressividade, envolvendo o público no poder transformador da poesia, ao recitar 46 poemas, incluindo trechos do emblemático ‘Canto ao Homem do Povo’ transcritos abaixo.

“Canto ao homem do povo,
Ao trabalhador da terra e da cidade,
Que ergue com as mãos, com a coragem,
O mundo que nos sustenta e nos sonha…”

Sua interpretação revelou a força da poesia como voz do povo, capaz de unir gerações e inspirar reflexão sobre justiça e humanidade.

Acadêmico Cel. Emanuel da Paixão Kappel- Vice-presidente da ALB/ Uberaba, Embaixador Lauro Moreira e Magna Aspásia Fontenelle, presidente da ALB/Uberaba e da Akademia Alternativa Pegasiane Brasil-Albânia
Acadêmico Cel. Emanuel da Paixão Kappel – vice-presidente da ALB/ Uberaba, Embaixador Lauro Moreira e Magna Aspásia Fontenelle, presidente da ALB/Uberaba e da Akademia Alternativa Pegasiane Brasil-Albânia

Cinema e Interdisciplinaridade

O recital destacou a interdisciplinaridade entre literatura, poesia e cinema, trazendo referências a filmes de Charlie Chaplin, especialmente O Grande Ditador. Trechos do célebre discurso da paz foram lembrados:

“Não odeiem, não odeiem! A guerra acabou! A tirania acabou! Os homens são melhores do que isso! Nós queremos dar ao mundo toda a riqueza da bondade humana…”

Essa integração reforçou a mensagem de Drummond, mostrando que diferentes linguagens artísticas convergem na promoção de valores universais: paz, liberdade e empatia.

Participação dos Estudantes

Estudantes das escolas estaduais Minas Gerais e Frei Leopoldo de Castelnuovo assistiram atentamente ao recital, absorvendo cada verso e cada mensagem de esperança, fortalecendo o vínculo entre educação, literatura e cidadania

Agradecimentos

A organização agradeceu especialmente à Sra. Thais Cólus, diretora do CCCP, pelo acolhimento e pelo espaço disponibilizado, permitindo a realização de um recital memorável. Familiares, acadêmicos, autoridades literárias, estudantes e convidados testemunharam uma experiência que uniu poesia, literatura e cinema, mostrando que a arte educa, sensibiliza e inspira.

Agradecemos a Akademia Alternative Pegasiane Albânia, na pessoa do  fundador prof. Dr. Kristaq F.Shabani o apoio. 

Impacto Cultural

O recital ‘Lauro Moreira – Canto ao Homem do Povo: Carlos Drummond de Andrade’ consolidou-se como um marco cultural, reafirmando o compromisso da ALB/Uberaba e da AAP/Brasil-Albânia com a valorização da literatura, da arte e da cultura, demonstrando que poesia e cinema têm o poder de unir pessoas, atravessar gerações e promover reflexão sobre os caminhos da humanidade.

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Direitos autorais

ENTRE VOZES E VERSOS

Magna Aspásia Fontenelle

‘Direitos Autorais: Proteção à Criatividade e Consequências da Violação’

Magna Aspásia Fontenelle
Magna Aspásia Fontenelle
Imagem criada por IA da Meta – 15 de setembro de 2025,
às 13:04 PM

Você já parou para pensar que aquela música que toca no rádio, o livro na sua estante, a fotografia em uma rede social ou até a revista que lê no café da manhã são frutos da criatividade de alguém? Toda criação intelectual tem um dono: o autor. Para garantir que esse trabalho seja respeitado e não usado de forma indevida, existem os direitos autorais, que funcionam como uma espécie de ‘certidão de nascimento’ da obra, assegurando reconhecimento e proteção.

No Brasil, essas normas estão definidas pela Lei nº 9.610/1998, conhecida como Lei de Direitos Autorais, e pela Constituição Federal de 1988 (artigo 5º, incisos XXVII e XXVIII), que reconhece e protege a produção artística, literária e científica.

Uma breve história dos direitos autorais

Os direitos autorais surgiram muito antes da era digital. O marco inicial é o Estatuto da Rainha Ana (1710), na Inglaterra, considerado a primeira lei moderna de copyright. Ele protegia autores de livros e textos literários contra reproduções não autorizadas, garantindo direitos de publicação e reprodução.

Com o tempo, o conceito evoluiu para proteger obras literárias, artísticas e científicas, incluindo músicas, fotografias, filmes, peças de teatro, softwares e projetos arquitetônicos. A evolução tecnológica, sobretudo a internet, ampliou os desafios para o cumprimento e a fiscalização desses direitos.

Segundo Denis Borges Barbosa (2003), “os direitos autorais não protegem apenas o ganho financeiro do autor, mas principalmente o vínculo de identidade entre ele e sua obra”.

O que são Direitos Autorais?

Os direitos autorais são o conjunto de normas que protegem as criações intelectuais. Essas obras podem ser de natureza literária, artística ou científica, abrangendo desde livros, músicas, filmes, pinturas e esculturas, até revistas, fotografias, softwares e produções audiovisuais.

No Brasil, esses direitos são regulados pela Lei nº 9.610/1998, que estabelece as diretrizes para a proteção das obras intelectuais.

Quais Obras Estão Protegidas?

A Lei nº 9.610/1998 protege uma ampla gama de obras, incluindo:

  • Livros, artigos, revistas e jornais;
  • Peças de teatro, roteiros e roteiros audiovisuais;
  • Músicas, letras e partituras;
  • Filmes, documentários, séries e produções audiovisuais;
  • Fotografias, pinturas, desenhos e esculturas;
  • Programas de computador e softwares;
  • Obras arquitetônicas e projetos técnicos.

Vale destacar que ideias em si não são protegidas, apenas a forma como são expressas. Ou seja, um conceito pode ser discutido por vários autores, mas o texto, a música ou o desenho que o materializa pertence ao criador original.

Tipos de Direitos Autorais

A Lei nº 9.610/1998 divide os direitos autorais em duas categorias:

  • Direitos Morais: ligados à personalidade do autor. Incluem o direito de ser reconhecido como criador, de impedir alterações que prejudiquem a obra ou sua reputação, e de decidir sobre publicação e divulgação. São inalienáveis e perpétuos.
  • Direitos Patrimoniais: permitem ao autor explorar economicamente a obra, seja por venda, licença, reprodução ou execução pública. Estes direitos têm prazo determinado, geralmente 70 anos após a morte do autor, após os quais a obra entra em domínio público.

Consequências da Violação dos Direitos Autorais

A violação dos direitos autorais ocorre quando uma obra é utilizada sem a devida autorização do autor ou sem respeitar os limites legais. Isso pode envolver:

  • Reprodução indevida de livros, revistas ou músicas (como a pirataria digital e física);
  • Uso de trechos sem citar a fonte;
  • Exibição pública não autorizada de filmes ou espetáculos;
  • Plágio em trabalhos acadêmicos ou literários.

As consequências podem ser:

  • Cíveis: indenizações por danos materiais e morais, além da obrigação de cessar o uso irregular.
  • Penais: detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa; se houver lucro, a pena pode chegar a 2 a 4 anos de prisão, mais multa.
  • Administrativas: apreensão de cópias ilegais, suspensão de atividades e interdição de estabelecimentos.

Casos Famosos de Violação de Direitos Autorais

  Música

  • Led Zeppelin x Spirit: A banda Led Zeppelin foi acusada de plagiar o riff da música “Taurus” da banda Spirit na composição de “Stairway to Heaven”. A disputa legal chegou à Suprema Corte dos EUA, que decidiu a favor do Led Zeppelin em 2020.
  • Sandy & Junior x Roberto Carlos: Em 2001, a dupla Sandy & Junior foi acusada de usar sem autorização trechos da música “O Leãozinho” de Caetano Veloso em sua canção “O Amor é o Segredo”. O caso foi resolvido por meio de acordo judicial.

     Literatura

  • J.K. Rowling x Adrian Jacobs: O autor britânico Adrian Jacobs alegou que a autora J.K. Rowling plagiou elementos de seu livro “The Adventures of Willy the Wizard” na criação do quarto livro da série Harry Potter, “Harry Potter and the Goblet of Fire”. O caso foi arquivado em 2011 após o tribunal considerar as alegações infundadas.
  • Monteiro Lobato: A obra “O Saci” de Monteiro Lobato gerou debates sobre domínio público e direitos autorais em 2019, quando a editora Companhia das Letras foi acusada de violar os direitos autorais ao publicar uma versão sem autorização dos herdeiros do autor.

   Artes Visuais

  • Shepard Fairey x Associated Press: O artista Shepard Fairey foi processado pela Associated Press por usar sem autorização uma fotografia do presidente Barack Obama em sua famosa arte “Hope”. O caso foi resolvido em 2011 com um acordo financeiro não divulgado.

A Importância da Proteção dos Direitos Autorais

A proteção dos direitos autorais é fundamental para incentivar a produção cultural, artística e científica. Sem esse amparo legal, a tendência seria a exploração indiscriminada de obras, o que desestimularia novos trabalhos criativos.

Além disso, a proteção dos direitos autorais garante que os autores recebam remuneração justa pelo uso de suas obras, promovendo o desenvolvimento da economia criativa e cultural.

Como Respeitar os Direitos Autorais

Para respeitar os direitos autorais, é importante:

  • Sempre citar a autoria ao utilizar trechos de obras.
  • Pedir autorização ao autor ou titular dos direitos antes de reproduzir ou adaptar uma obra.
  • Utilizar obras em domínio público ou sob licenças que permitam o uso, como as licenças Creative Commons.
  • Evitar o uso de cópias ilegais de livros, músicas, filmes e outros materiais protegidos.

Conclusão

Respeitar os direitos autorais é valorizar a criatividade e o esforço humano. Cada livro lido, cada música ouvida, cada revista folheada carrega consigo o trabalho intelectual de alguém que merece reconhecimento.

Walter Benjamin (1892–1940) enfatiza:

“O valor de uma obra de arte está intimamente ligado à sua autenticidade e à presença de seu autor”.

Theodor Adorno (1903–1969) completa:

“A cultura não se desenvolve apenas pelo consumo, mas pelo respeito às condições de produção e criação”.

Proteger os direitos autorais é, portanto, garantir que a cultura, a arte e o conhecimento continuem a florescer, enriquecendo a sociedade e inspirando novas gerações de criadores.

Fontes Consultadas

  • BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
  • BRASIL. Lei nº 9.610/1998 – Lei de Direitos Autorais.
  • BARBOSA, Denis Borges. Direito de Autor. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2003.
  • CRUZ, Gisela Sampaio da. Direito Autoral. São Paulo: Saraiva, 2009.
  • ASCENSÃO, José de Oliveira. Direito Autoral. 4. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2014.
  • SILVEIRA, Newton. Propriedade Intelectual. São Paulo: Manole, 2013.
  • COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. São Paulo: Saraiva, 2019.
  • CHINELLATO, Silmara Juny de Abreu. Direitos Autorais e Direitos da Personalidade. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002.
  • OMPI/WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.
  • BBC News, The Guardian, O Globo, Folha de S. Paulo – matérias sobre violação de direitos autorais.

Magna Aspásia Fontenelle

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ALB-Uberaba-MG comemora sete anos de história

Academia de Letras do Brasil, Seccional Uberaba da ordem de Platão (ALB-Uberaba-MG), comemora sete anos de história com jantar festivo no Tamareiras Park Hotel

Magna Aspásia Fontenelle
Magna Aspásia Fontenelle
Logo da ALB-Uberaba-MG
Logo da ALB-Uberaba-MG

A atuação da ALB vai além das fronteiras brasileiras. Possui seccionais na União Europeia, como na Suíça e Portugal, além de projetos em andamento na África

Uberaba-MG, julho de 2025 — No próximo dia 19 de julho, Uberaba será palco de uma celebração muito especial: um jantar comemorativo pelos sete anos de fundação da Academia de Letras do Brasil – Seccional Uberaba/MG. A festiva acontecerá no elegante Tamareiras Park Hotel e reunirá acadêmicos, autoridades, artistas, escritores e convidados de diversas regiões do Brasil e até do exterior.

Fundada em 7 de julho de 2018, sob a presidência da professora Magna Aspásia Fontenelle e da Vice-presidência do coronel Emanuel da Paixão Kappel, a ALB Uberaba nasceu com a participação de 38 acadêmicos fundadores e correspondentes, todos dedicados à divulgação da literatura, da cultura e dos valores humanísticos.

Esse momento não marca só uma trajetória de conquistas; é também uma oportunidade para celebrar a união e reafirmar o compromisso da nossa academia com o pensamento livre, a valorização da arte e a cultura, além de fortalecer a identidade brasileira por meio da palavra escrita e das ações culturais que promovemos.

Uma instituição com alcance global

A ALB- Uberaba faz parte da Academia de Letras do Brasil (ALB) Da Ordem de Platão, entidade sem fins lucrativos, de caráter internacional com sede na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Fundada em 1º de janeiro de 2001, presidida pelo professor Dr. Mário Roberto Carabajal Lopes.

Está presente em vários municípios brasileiros. Fundada com base nos princípios filosóficos da Ordem de Platão, a ALB se destaca como uma das primeiras academias literárias a atuar politicamente no mundo todo. 

A atuação da ALB vai além das fronteiras brasileiras. Possui seccionais na União Europeia, como na Suíça e Portugal, além de projetos em andamento na África.

Essa abrangência reafirma o compromisso da academia com o diálogo intercultural e o protagonismo intelectual no cenário mundial.

Compromisso com a literatura e causas sociais

Além do seu papel na produção literária e cultural, a ALB é reconhecida por seu engajamento social e humanitário. A instituição recebeu reconhecimento da UNESCO e da ONU por seu projeto de combate à fome no mundo — uma iniciativa que reflete sua dedicação às transformações sociais e à dignidade humana.

A diversidade dos seus membros, o intercâmbio entre culturas diferentes e o protagonismo ético e literário colocam a ALB entre as principais academias literárias do planeta.

Celebração e esperança no futuro

Celebrar os sete anos da ALB/ Uberaba é mais do que comemorar conquistas passadas; é fortalecer uma rede cultural que nasceu em Minas Gerais e que agora alcança o mundo, levando literatura, cidadania e consciência social por onde passa.

A presidente fundadora, professora Magna Aspásia Fontenelle, resalta:

“Este momento é para agradecer, celebrar e renovar nossos compromissos com a literatura e os valores que deram origem a esta academia. Uberaba é um solo fértil para arte, pensamento e humanismo. Seguiremos firmes nessa jornada, com ética, coragem e sensibilidade.”

No dia 19, esperamos uma noite repleta de homenagens, discursos emocionados, música boa, reencontros especiais e novas esperanças — uma verdadeira homenagem à palavra, ao conhecimento e ao poder transformador da cultura.

Reportagem especial | Redação Jornal Cultural ROL – Sorocaba (SP).

Fotos e cobertura completa do evento serão divulgadas em nossas próximas edições.

Magna Aspásia Fontenelle

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Lúcio Borges e João Batista entrevistados pelo Jornal ROL

Uma entrevista com dois ícones da música sertaneja!

Logo da seção Entrevistas ROLianas!

MA-Conte nos como a música surgiu na vida de vocês e em que ano.

João Batista: desde os meus primeiros anos (1964) meu pai e familiares já faziam suas reuniões com interpretações de música da época. Participavam de folias de Reis o que me inseriu na música de forma natural. Mas o que me fez querer tocar e cantar foi um momento numa ocasião em que eu estava trabalhando perto de onde estava acontecendo uma cantoria e quando desocupei de minhas atividades, me aproximei dos cantores e pedi para cantar uma música. Um deles me respondeu que aquela música eles já tinham cantado e não iriam repetir. 

Assim eu tomei a decisão de comprar um violão e aprender a cantar e tocar com a promessa de que atenderia os pedidos mesmo que fossem repetidos e para nossa felicidade hoje podemos cantar músicas que fazem parte da nossa história, da nossa cultura e que agradam os amigos que nos dá o prazer de presenciar nossas apresentações.

Lúcio Borges: minha infância se inicia na fazenda, nos 1971, ao lado de meus avós e tios que sempre tiveram tino para música cantando, tocando violões e acordeom. Meu avô por parte de mãe brincava com a sanfona no entardecer no alpendre tendo no auditório os filhos e netos que um a um de um jeito diferente foi engajando nesse prazer que é ver o brilho nos olhos de quem canta e de quem ouve as canções.

João Batista e Lúcio Borges
Banner do show de João Batista & Lúcio Borges

MA- Conte-nos um pouco sobre a infância, adolescência e família de vocês. 

João Batista: minha infância foi de muita luta e junto com minha mãe e irmão para sustentar a família, o que realizamos unidos e perseverantes com fé e dedicação de quem fazia o melhor de cada um para colher os melhores resultados de nosso trabalho. Hoje colhemos os frutos de nossa luta o que nos enche de orgulho e felicidade ver todos bem e encaminhados seja cantando, tocando, ensinando e ouvindo, todos têm alguma ligação com a música.

Lúcio Borges: o inicio de minha infância foi na fazenda do meu avô materno que como já disse, ele era sanfoneiro, contador de causos e muita luta para sustentar a família. Isso faz parte de nossa cultura. Reunir a família e falarmos de nossas alegrias e tristezas, além das labutas da vida. 

Logo na idade de iniciar na escola mudamos para cidade e ali convivendo no meio religioso em que a família foi formada, logo aos 7 anos comecei a tocar violão nas novenas e reuniões familiares. Já aos 15 anos recebi meu primeiro convite para cantar numa banda de nossa cidade de Uberaba-MG (Rudi Banda Show) onde nos apresentávamos numa casa de noturna e também em shows regionais interpretando músicas de sucessos passados e atuais daquele momento (1986). Nos anos 90, dedicado ao trabalho e estudos, tocava e cantava na igreja e outros estilos em reuniões da família e amigos, quando em 1994 foi convidado a tocar contrabaixo numa banda de pagode. Isso foi ótimo, uma grande evolução musical. Mas sempre envolvido com o sertanejo foi convidado a tocar contrabaixo para uma dupla de amigos, João Batista e Paulo Cesar o que também foi um grande aprendizado e prazer, pois interpretavam músicas sertanejas que contam histórias. 

Depois de 6 anos como contrabaixista dessa dupla eu foi me aventurar pelo mundo da sonorização de eventos. Outro aprendizado que agradeço a muito amigos que foram orientadores para o conhecimento naquela época.

Sempre participando de eventos de amigos cantores, fazia participações interpretando algumas músicas. E por fim foi convidado a formar dupla com o João Batista com muito prazer e com quem temos a parceria até hoje.

MA-A trajetória do trabalho de vocês é inspirada em algum cantor? Qual?

A música de uma forma geral nos ensina muito, mas sempre temos nossas preferencias.

Em todos os estilos existem exemplos que aprendemos um pouco, mas a história da boa música sertaneja se inicia em nossas vidas tendo como bons exemplos a dupla Tonico e Tinoco em sua lindas canções e interpretações, Milionário e José Rico com belas canções e vozes destacadas como algumas das melhores para nosso gosto entre tantos outros grandes nomes da música que são referência para nosso trabalho.

Muito obrigada!

Magna Aspásia Fontenelle

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Horizontes literários

Magna Aspásia Fontenelle: ‘Horizontes literários’

Card dos 25 anos da CPLP
Card dos 25 anos da CPLP

No dia 19 de novembro de 2024, São Luís, capital do Maranhão e conhecida como a ‘Atenas Brasileira’, reafirma sua importância como cenário de grandes eventos que celebram a língua portuguesa

A Academia Maranhense de Letras e a Academia Mineira de Letras unem-se, em São Luís, Maranhão, para celebrar a riqueza da Língua Portuguesa. O evento homenageia personalidades ilustres e marca o lançamento da obra ‘Nos Vinte e Cinco Anos da CPLP’, organizada pelo Embaixador Lauro Moreira e pelo escritor Dr. Rogério Faria Tavares, reafirmando o compromisso com a valorização cultural e linguística dos países lusófonos.

No dia 19 de novembro de 2024, São Luís, capital do Maranhão e conhecida como a ‘Atenas Brasileira’, reafirma sua importância como cenário de grandes eventos que celebram a língua portuguesa. Nesta ocasião histórica, a cidade presta tributos a figuras notáveis, como os presidentes José Sarney e Mário Soares, além do diplomata mineiro José Aparecido de Oliveira, reconhecidos e celebrados por suas contribuições inestimáveis à cultura e à valorização da língua lusófona.

A ocasião será enriquecida pelo lançamento do livro ‘Nos Vinte e Cinco Anos da CPLP, organizada   pelo Embaixador Lauro Moreira, presidente do Observatório da Língua Portuguesa, pelo escritor Dr. Rogério Faria Tavares. A obra reflete a trajetória e o impacto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), criada em 1996, destacando seu papel como elo cultural e linguístico que une e fortalece as nações lusófonas.

A Fundação da CPLP e o Primeiro Encontro Lusófono

A jornada para a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) teve início na década de 1980 e alcançou um marco histórico em 1989, quando São Luís, a ‘Atenas Brasileira’, recebeu o Primeiro Encontro de Chefes de Estado e de Governo dos Países de Língua Portuguesa. Inspirado pela grandiosidade dos versos de Gonçalves Dias: “Minha terra tem palmeiras onde cantam os sabiás; as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá, o evento destacou a capital maranhense como símbolo de união linguística e cultural entre as nações lusófonas. 

 Nesse cenário, as palavras de Fernando Pessoa, “Minha pátria é a língua portuguesa,” ecoaram como uma síntese perfeita do espírito de unidade e identidade que permeou os diálogos fundamentais para a criação da CPLP. Esses ideais se concretizaram em 17 de julho de 1996, com a oficialização da Comunidade na cidade de Lisboa, Portugal, consolidando a língua portuguesa como um poderoso elo cultural e linguístico entre os povos lusófonos. 

A Academia Maranhense de Letras e a Academia Mineira de Letras

Fundada em 10 de agosto de 1908, a Academia Maranhense de Letras (AML) é a instituição literária mais antiga do Maranhão. Com sede no imponente prédio inaugurado em 1874, a AML tem como missão preservar e difundir a riqueza da língua portuguesa. Entre seus fundadores destacam-se Antônio Lobo, Alfredo de Assis Castro e Barbosa de Godóis.

Já a Academia Mineira de Letras (AML-MG), criada em 25 de dezembro de 1909, também se destaca por sua sólida atuação em prol da cultura e da literatura. Fundada em Juiz de Fora, seus membros, como Guimarães Rosa, consolidaram a instituição como um pilar do pensamento literário brasileiro

Homenagens e Reflexões

O evento em São Luís será um tributo à contribuição de intelectuais e estadistas que elevaram a língua portuguesa à categoria de símbolo universal de diálogo e integração. Nas palavras de Luís de Camões, “Cantando espalharei por toda a parte, se a tanto me ajudar o engenho e a arte.” Assim, a celebração se torna a não apenas um marco histórico, mas uma reafirmação do compromisso com a preservação e a expansão do idioma e da cultura lusófona.

Sobre os Autores

Lauro Moreira, embaixador e escritor, é reconhecido por sua contribuição à diplomacia cultural e pela liderança no Observatório da Língua Portuguesa. Com uma vasta carreira, Moreira foi o primeiro embaixador do Brasil na CPLP e é autor de obras que exploram as raízes e conexões da língua portuguesa.

Rogério Faria Tavares, presidente da Academia Mineira de Letras, combina sua formação jurídica e literária em obras que dialogam entre o Direito e a Literatura. Com livros publicados e uma atuação cultural destacada, Tavares é um defensor da preservação da memória e do pensamento crítico.

Eventos como este, São Luís, o Maranhão, Academia Maranhense de Letras e a Academia Mineira de Letras, reafirmam seus papeis como guardiões do patrimônio linguístico e cultural, perpetuando a rica herança da língua portuguesa como símbolo de união, identidade e progresso.

Magna Aspásia Fontenelle

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