Luciérnagas: uma proposta de Escola Literária

Alexander Anchía Vindas apresenta Luciérnagas, uma proposta costarriquenha de formação literária

Logotipo da seção Entrevistas ROLianas
Logotipo da seção Entrevistas ROLianas
Em primeiro plano, Cláudio Regidor; atrás, Andrés Cabrera - Foto cedida por Cláudio Regidor
Em primeiro plano, Cláudio Regidor; atrás, Andrés Cabrera – Foto cedida por Cláudio Regidor

Na Costa Rica não existe um curso de Criação Literária, mas já existiram Oficinas, escolas informais, como a Oficina Aberta de Poesia Eunice Odio, na Universidade da Costa Rica, o Círculo de Escritores Costarriquenhos, a oficina de Chico Zúñiga e outros espaços que permitiram aos poetas se formarem e confrontarem seus textos com outros autores mais experientes.

Isso desde o primeiro grupo literário chamado Círculo de Poetas Turrialbeños. É nesse contexto que surge Luciérnagas, como resultado de uma oficina realizada durante 2025. Hoje, este espaço propõe como subdiretor da iniciativa o senhor Claudio Regidor: narrador e poeta, com a maior parte de sua obra ainda inédita, mas ativista de oficinas literárias e formador de escritores.

Da esquerda para a direita, Catalina Gaviria, Claudio Regidor, July Quesada, Malquin González, Alexander Anchía (servidor y director) y Hálvaro Goluboay
Da esquerda para a direita, Catalina Gaviria, Claudio Regidor, July Quesada, Malquin González, Alexander Anchía (servidor y director) y Hálvaro Goluboay

1. Como você se define? Que papel ocupa no panorama literário costarriquenho atual?

Como cito em minha página web, defino-me como «Escritor | Promotor cultural | Defensor da acessibilidade e da vida». A experiência literária em minha pátria está intrinsecamente ligada à minha vida cotidiana: o desenvolvimento de todo o meu percurso nesse mundo tem seu alicerce no fato de que minha fonte de inspiração é, definitivamente, o meu cotidiano. Encontrar, em meio aos fatos mais simples e próximos de cada instante vivido, desperta em mim essa curiosidade do escritor de sonhar com novos mundos.

2. Quais são os gêneros literários com os quais trabalha? Quais são seus projetos?

Particularmente, adoro o conto, embora tenha iniciado a aventura da escrita por meio da poesia, que ainda hoje cultivo. Poderia dizer-se, recorrendo ao meu particular ponto de partida inspiracional no cotidiano, que a realidade e suas nuances são os temas que gosto de abordar; isto é, na realidade, é por meio da escrita de minha poesia e de meus contos que desenvolvo esses mundos de que falei… Meu trabalho literário é atravessado pela filosofia, pela espiritualidade e pelo meu carinho pela ficção científica.

3. Conte ao público sobre sua experiência nas oficinas do famoso Taller de Chico Zúñiga e, depois, sua passagem por Mata Guillén.

Durante meus anos escolares, nos quais estudamos algumas obras literárias, não me esqueço da mítica figura do Fidalgo Dom Quixote de La Mancha. Mais tarde, por volta do final do século, ingressei na Oficina Literária fundada por Francisco Zúñiga Díaz. Nesse ambiente encontrei outros «loucos» que compartilhavam aquele desejo literário e, pouco a pouco, foi se cumprindo o lema do fundador da oficina: «Se a literatura não serve para fazer amigos, para que diabos serve!».

Então cresci em conhecimento e me inclinei para o conto. Como elemento importante, refiro aqui que o método do mestre Zúñiga — na oficina literária que, naquela época, era dirigida pelo poeta Henry López — abria espaços para cada um dos que dela participávamos, uma primeira vitrine para um primeiro público que, longe de ser passivo, proporcionava ao autor um retorno sobre as sensações que seu trabalho transmitia, facilitando o aprimoramento da escrita pessoal e, naturalmente, de uma forma mais adequada de comunicar, por meio das palavras, essas visões pessoais. Com Mata Guillén, a vertente era um tanto mais acadêmica, orientada e enriquecida pela erudição.

4. Qual é sua experiência como subdiretor dentro de Luciérnagas? Como se sente sendo um inspirador e estando do outro lado da oficina?

Luciérnagas é um extraordinário viveiro, no qual, assim como em outras experiências como diretor de uma oficina literária, também encontrei amigos com quem compartilhar. Longe de ser um espaço no qual me desenvolvo como formador, considero que compartilhar minha experiência literária com os integrantes da oficina enriquece ainda mais minha própria experiência e, finalmente, fortalece a qualidade literária daqueles que participamos desses processos.

5. Você encontrou talento? Comente como tem sido sua experiência. Quem são seus integrantes?

Esse grupo nasceu como uma inquietação compartilhada, como costuma crescer tudo no mundo da literatura. Luciérnagas tem sido, como disse anteriormente, um grandioso viveiro de poesia. O grupo, integrado por July, Catalina, Malkin e Álvaro, sob a formação do poeta e escritor Alexander Anchía, formou-se a passos seguros. Eu vim contribuir com minha experiência e, respondendo afirmativamente, esses poetas alçaram voo.

Cada um, como citou Alexander Anchía na estreia literária de Luciérnagas, neste Dia Internacional da Poesia do ano em curso, possui uma particularidade que o define segundo sua própria realidade.

6. O que você acha das sessões virtuais e das atividades que o grupo realizou até agora?

Adoro a «velha escola», na qual a presencialidade era física; as novas gerações e as realidades de nossa rotina diária exigem espaços virtuais que permitam encontros que favoreçam o diálogo literário e o pensamento.

Nossos encontros formativos, a exposição crítica dos trabalhos poéticos e os encontros pessoais têm favorecido esse ambiente de amizade e desejo de superação daqueles que fazemos parte do grupo. Nossa estreia diante do grande público, como escola literária, em Heredia, foi uma gala na qual cada um contribuiu, além de sua poesia, com entusiasmo.

Sendo a escola dedicada ao poeta costarriquenho Marco Aguilar, nossos integrantes inclusive fizeram uma viagem na qual visitaram sua viúva e entregaram uma oferenda em memória do poeta, em sua cidade natal, Turrialba, na província de Cartago…

7. Você percebeu talento? Como avalia a experiência pedagógica desta oficina em relação a outras escolas poéticas da Costa Rica?

Indubitavelmente, existe nos jovens um desejo de superação. A orientação do professor Alexander Anchía gera essa perspectiva de compreensão e aprofundamento no mundo da poesia e em seu desenvolvimento, a partir de uma perspectiva mais acadêmica, de maneira preliminar. No meu caso, além disso, compartilho com ele essa visão de que — como é mencionado na história em quadrinhos do Homem-Aranha — «com grandes poderes vêm grandes responsabilidades», e escrever é um grande «superpoder» pelo qual é preciso assumir responsabilidade…

Dispositivo

Às vezes gostaria

de ser um telefone celular,

e que, sempre atentos a você,

uma vez descarregada sua bateria,

deixassem você de lado

para recarregá-lo

antes de voltar à rotina…

Claudio Regidor Fernandez

Alexander Anchia Vindas

Luciérnagas una propuesta de Escuela Literaria

En Costa Rica no existe una carrera de Creación Literaria, pero han existido Talleres, escuelas informales, como el Taller abierto de Poesía Eunice Odio en la Universidad de Costa Rica, Círculo de Escritores Costarricenses, el taller de Chico Zúñiga y otros espacios que han permitido a los poetas formarse y confrontar sus textos con otros autores con más experiencia. 

Esto desde el primer grupo literario llamado Círculo de Poetas Turrialbeños. Con ese marco surge como producto Luciérnagas, a partir de un taller que se impartió durante el 2025. El día de hoy, este espacio propone al subdirector de esta iniciativa a don Claudio Regidor: narrador y poeta con su mayoría de obra inédita aún, pero activista de talleres literarios y formador de escritores.

  1. ¿Cómo te defines vos mismo? ¿Qué papel ocupás vos en el panorama literario costarricense actual?

Según lo cito en mi página web, me defino como «Escritor | Promotor cultural | Defensor de la accesibilidad y la vida». La experiencia literaria en mi patria está intrínsecamente ligada a mi vida cotidiana: el desarrollo de todo mi devenir en ese mundo tiene su asidero en el hecho de que mi fuente de inspiración es, en definitiva, mi cotidianidad. Encontrar en medio de los hechos más simples y cercanos de cada instante vivido despierta en mí esa curiosidad del escritor de soñar con nuevos mundos.

  1. ¿Cuáles son tus géneros literarios de trabajo, cuáles son tus proyectos?

Particularmente me encanta el relato, aunque comencé la aventura de la escritura a través de la poesía, que aún hoy cultivo. Podría decirse, acudiendo a mi particular punto de partida inspiracional de la cotidianidad, que la realidad y sus matices son los temas que me gusta abordar; es decir, en realidad es a través de la escritura de mi poesía y relatos que desarrollo esos mundos de los que hablé… Mi trabajo literario está atravesado por la filosofía, la espiritualidad y mi cariño por la ciencia ficción.

  1. Cuéntale al público tu experiencia “tallereando” en el famoso Taller de Chico Zúñiga, luego tu paso con Mata Guillén.

Durante mis años colegiales, en los que abordamos algunas obras literarias, no olvido la mítica figura del Hidalgo don Quijote de la Mancha. Más tarde, hacia finales del siglo, ingresé en el Taller Literario fundado por Francisco Zúñiga Díaz. En ese ambiente encontré otros «locos» que compartían ese deseo literario y, poco a poco, se fue cumpliendo ese lema del fundador del taller: «¡Si la literatura no sirve para hacer amigos, para qué carajos sirve!».

Entonces crecí en conocimiento y me incliné hacia el relato. Como elemento importante, refiero aquí que el método del maestro Zúñiga —en el taller literario que dirigía para entonces el poeta Henry López— abría espacios para cada uno de los que participábamos en él, un primer escaparate a un primer público que, lejos de ser pasivo, retroalimentaba en el autor las sensaciones que transmitía su trabajo, facilitando la mejora de la escritura personal y, por supuesto, de una forma más adecuada de comunicar con palabras esas visiones personales. Con Mata Guillén, la vertiente era un tanto más académica, encaminada y enriquecida por la erudición. 

  1. ¿Cuál es tu experiencia como subdirector dentro de Luciérnagas? ¿Qué tal se siente ser un inspirador y estar en el otro lado del taller?

Luciérnagas es un semillero extraordinario en el que, al igual que en otras experiencias como director de un taller literario, también he encontrado amigos con los que compartir. Lejos de ser un espacio en el que me desarrollo como formador, considero que participar de mi experiencia literaria con los integrantes del taller enriquece aún más mi propia experiencia y, finalmente, fortalece la calidad literaria de quienes participamos en esos procesos.

  1. ¿Has encontrado talento? Comenta cómo ha sido tu experiencia, ¿quiénes son sus miembros?

Este grupo nació como una inquietud compartida, como suele crecer todo en el mundo de la literatura. Luciérnagas ha sido, como lo dije anteriormente, un semillero de poesía grandioso. El grupo, integrado por July, Catalina, Malkin y Álvaro, bajo la formación del poeta y escritor Alexander Anchia, se formó a paso seguro. Yo he venido a aportar mi experiencia y, respondiendo afirmativamente, estos poetas han echado a volar.

Cada uno, como lo citó Alexander Anchía en el debut literario de Luciérnagas este Día Internacional de la Poesía del año en curso, tiene una particularidad que los define según su propia realidad.

  1. ¿Qué le parecen las sesiones virtuales y las actividades que ha tenido hasta ahora el grupo?

Me encanta la «vieja escuela» en la que la presencialidad era física, las nuevas generaciones y las realidades de nuestra rutina diaria requieren espacios virtuales que permitan encuentros que favorezcan el diálogo literario y el pensamiento.

Nuestros encuentros formativos, la puesta a disposición crítica de los trabajos poéticos y los encuentros personales han favorecido ese ambiente de amistad y deseo de superación de quienes formamos parte del grupo. Nuestro debut frente al público mayor, como escuela literaria, en Heredia, fue una gala en la que cada uno aportó, además de su poesía, con entusiasmo.

Siendo la escuela dedicada al poeta costarricense Marco Aguilar, nuestros integrantes incluso hicieron una gira en la que visitaron a su viuda y entregaron una ofrenda en memoria del poeta allá en su natal Turrialba, en la provincia de Cartago… 

  1. ¿Ha percibido talento? ¿Cómo valora la experiencia pedagógica de este taller respecto a otras escuelas poéticas en Costa Rica?

Indudablemente, existe un deseo de superación en los muchachos. La guía del profesor Alexander Anchía genera esa perspectiva de entendimiento y profundización en el mundo de la poesía y su desarrollo, desde una perspectiva más académica de manera preliminar. En mi caso, además, comparto con él esa visión de que —como se menciona en el cómic de Spider-Man— «todo gran poder conlleva una gran responsabilidad», y escribir es un gran «superpoder» del que hay que tomar responsabilidad… 

Dispositivo

A veces quisiera

ser un teléfono celular,

y que, siempre atentos de ti,

una vez descargada tu batería,

te hagan a un lado

para recargarte

antes de volver a la rutina…

Claudio Regidor Fernandez

Voltar

Facebook




¿Por qué lo que vino literariamente después del Boom no fue tan exitoso?

Alexander Anchia Vindas

‘¿Por qué lo que vino literariamente después del Boom no fue tan exitoso?’

Alexander Anchía Vindas
Alexander Anchía Vindas
Um jovem de perfil, usando camiseta verde, está sentado em uma escrivaninha estudando e escrevendo. À sua direita, livros abertos flutuam no ar de forma surrealista. O quarto tem papel de parede estampado, uma estante ao fundo com bichos de pelúcia, materiais escolares e uma lousa branca com anotações em inglês.
Fonte da imagem: Pixabay.com

Introducción

El fenómeno literario conocido como “El Boom Latinoamericano” parte la historiografía de la literatura en dos partes cual si fuera la historia Antes o Después de Cristo para el mundo con una cosmovisión occidental.

No obstante, antes del “Boom” ya existía una identidad, ya existía un canon de obras, ya existía una cosmovisión latinoamericanista de la realidad. Tal consolidación se comenzó a gestar incluso desde antes de las Independencias con autores latinoamericanos inmersos en la Literatura Española tales como: Garcilaso de la Vega, Sor Juana Inés de la Cruz, Ruiz de Alarcón y Leopoldo Lugonés por citar algunos de ellos.

Seguidamente con el romanticismo latinoamericano, por ejemplo, la novela María de Jorge Issacs, luego el naturalismo y realismo con otras obras, hasta que se consolidó el Realismo Mágico base previa para el Boom
Pero si fue durante el Boom el que le concedió un foco mediático a la literatura Latinoamericana.

¿Qué es el Boom?

El Boom Latinoamericano fue un fenómeno literario que surgió en la década de 1960 y se consolidó en los años 70 y se extendió en sus postrimerías hasta entrada la década del 2000 con sus últimos autores. Se caracterizó por la difusión internacional de la narrativa latinoamericana. Se trató de un movimiento editorial y cultural que permitió que escritores de la región alcanzaran reconocimiento mundial, transformando la percepción de la literatura en español.

El Boom se originó por varios factores:

La modernización editorial en Europa y América, que facilitó la publicación y traducción de obras.

El interés creciente en realidades políticas y sociales de América Latina, en un contexto de dictaduras, revoluciones y tensiones de la Guerra Fría.

La aparición de nuevas técnicas narrativas influenciadas por el modernismo europeo y el realismo mágico.

Los autores del Boom están plenamente identificados pero el Boom fue un fenómeno editorial, una brillante idea de editores en España que ayudaron a consolidar una literatura muy diversa e importante que se venía produciendo en el lado Oeste del Atlántico. Sin la labor de Carmen Balcells y editores como Carlos Barral, la narrativa latinoamericana difícilmente habría alcanzado la proyección mundial que logró en los años 60 y 70.

https://gemini.google.com/app/208075523b6395e3?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

El Post boom

Surgió como respuesta y evolución del Boom, principalmente se dio a partir de los años 90s. y algunos de ellos permanecen hasta nuestros días. Estos movimientos se caracterizaron por diversificar las voces, simplificar las estructuras narrativas y abrir espacio a temas antes marginales. Los temas y motivaciones han variado.

Algunos de esos movimientos del Post boom son: Macondo, narrativa histórica, literatura de migraciones, sexualidad y marginalidad, experimental, narcotráfico y novela negra latinoamericana.

Autores hay muchos, pero por citar a algunos autores sobresalientes en diferentes épocas algunos con actualidad previa a la llegada del siglo XXI y otros que permanecen hasta nuestros días se puede citar a Roberto Bolaño, Cesar Ayra, Isabel Allende, Laura Esquivel Álvaro Mutis, Jorge Bucay, Fernando Vallejo, Mario Bellatin, Jorge Volpi, Daniel Sada, Cristina Rivera Garza y Juan Villoro.

No obstante, si en esencia la literatura latinoamericana continuaba con su intensidad de conflictos, su maestría a contar historias, su rigor literario y su vocación de mantener una narrativa-cosmovisión latinoamericanista ¿Por qué decayó su atención?

Evidentemente después del año 2000 al concatenarse también con el fallecimiento paulatino de las figuras del Boom, no es posible otorgar a una única razón la desaparición del foco mediático mundial sobre la literatura latinoamericana.

Particularmente el autor de esta pequeña reflexión se atreverá a señalar varias razones para esa desaparición del foco mediático sobre la literatura interamericana:

a) Fallecimiento de las figuras del Boom. Evidentemente si un movimiento se centró en algunos de esos autores, una de las razones es su desaparición paulatina. Los nuevos autores no han superado; o, no han logrado cautivar a los lectores lo suficiente, tal como lo hicieron los autores del Boom.

b) Los movimientos del Post boom han sido más localistas, menos coordinados en el tiempo y generaron menor uniformidad en cuanto a estilo y tramas. Los autores tendieron a aislarse, y esos movimientos no tuvieron homogeneidad en cuanto a sus orígenes, postulados literarios y fechas.

c) La tecnología modificó las formas de acercarse a la lectura. Evidentemente la incursión de leer libros en línea con formatos como e-pub, pdf. El uso de tables y la incursión del libro electrónicos o audio libros, generó en ciertas generaciones alejamiento de la lectura al no comprender el uso de esos dispositivos y tipos de archivos. En tanto tampoco para las generaciones de Y o Z, tales dispositivos no derivaron en un aumento masivo de la lectura

d) El ciudadano posmoderno es más “light” en cuanto a sus gustos y preferencias: Tal como lo esbozó Zygmunt Bauman en su libro de la modernidad líquida o posmodernidad. Como lo dijo luego Vargas Llosa en su ensayo de la Civilización del Espectáculo, pasamos a un tipo de ciudadano del mundo, menos consciente, individualista y conformista con una literatura más light; o una ausencia total de la lectura. El ciudadano posmoderno estudiado tiende a ser más tecnócrata y enfocado más en su campo directo de trabajo, privándose del resto de lo que ocurre a su alrededor

e) Algunas propuestas fueron pensadas más para un ciudadano más light y no lograron universalizarse, tal como en el caso de la novela de narcotráfico que al pensarse para guiones de película o telenovelas latinoamericanas no derivó en universalización.

Conclusión

La literatura latinoamericana cuenta actualmente con una identidad consolidada, cuenta con una propuesta conocida, con una reinvención en curso; no significa que al no tener el foco mediático no sea una literatura exitosa. Actualmente la literatura hispanoamericana se debate entre un crecimiento propio, acorde a su historia previa de rigor, estética, principios y valores como lo fue otrora a lo largo de sus distintas épocas y conocimientos.

O, por una propuesta más inmediata que responda más al tipo de ciudadano promedio de la posmodernidad, el cual busca textos más inmediatos, ojalá algunos de ellos se puedan entender desde el teatro, el cine o la televisión.

Alexander Anchia Vindas

Voltar

Facebook




Marizela Ríos Toledo

Alexander Anchia

Entrevista com la poeta mexicana Marizela Ríos Toledo

Logo da Seção Entrevistas ROLianas
Logo da seção Entrevistas ROLianas

Conozco a la poeta mexicana Marizela Ríos Toledo con una trayectoria poética importante en su país.

Poeta de lo cotidiano, de lo existencial de lo hondo y profundo. Tuve la posibilidad de compartir personalmente con la poeta durante el Encuentro de Poesía: Tras las Huellas del Poeta, celebrado durante el 2016 en Chile.

Desde esa fecha hemos compartido aventuras poéticas.

Aquí está la entrevista que le hicimos.

Marizela Ríos Toledo - Arquivo pessoal
Poeta Marizela Ríos Toledo – Arquivo pessoal

1-En pocas palabras o en palabras poéticas. ¿Quién es Marizela Ríos Toledo? 

Soy una mujer  mexicana de la etnia zapoteca vinculada al poema de vida de mi origen: flor y canto. La poesía, la literatura en mí, son raíz y sangre. 

2-¿Por qué escribes poesía, ¿qué te lleva a esa “locura”, si pudiésemos pensar de eso en estos tiempos?

Escribo poesía como acto de fe, porque creo en el poema como organismo que fluye, que no deja de moverse y busca cautivar con voz e imagen, un breve momento que vincule el ser y el no ser. Creo en lo humano que también es lenguaje y movimiento y en repetidas ocasiones es alguien que no es. La poesía lo transfigura, el cometido de la palabra causa el efecto.  

3- ¿Cómo debe escribirse o concebirse la poesía, para sobrevivir en estos tiempos posmodernistas?

La poesía no depende sólo del tiempo o de la moda, es una necesidad humana. En la posmodernidad hay varias dificultades para los que escribimos poesía: hay mayor rapidez que contemplación. La abundancia de voces nos hace pensar que todo está dicho. La mercadotecnia valora lo que vende no lo que permanece. Entonces, ¿cómo sobrevivir como poeta? Sin duda, no pensar en sólo publicar, sino aprender a mirar y comprender que todo lo que existe, lo que es más allá de la materia, es poesía. Escribir siempre, incluso cuando nadie parece escuchar. La poesía empieza cuando nos negamos a dejar de asombrarnos. El poema es un instrumento que funciona para cuestionar la realidad. Es mejor considerar que la tarea de la poesía consiste en encontrar un lenguaje que nos haga respirar el presente. Para sobrevivir en la poesía, se necesita ser fiel a la necesidad de hacerlo.

4- ¿Cuáles han sido tus referentes poéticos, o quiénes te han influenciado?

Son innumerables los enfoques y tendencias que en mí han influido: desde Simias de Rodas, Los poetas malditos, Arthur Rimbaud, César Vallejo, Vicente Huidobro, Anne Sexton, Octavio Paz, Gabriel Zaid, Rafael Cadenas,  Simone de Beauvoir Incluyo a Silvia Kristeva que me ha ayudado a darle apertura en la poesía a la abyección, que en el arte se exalta. 

De izquierda a derecha maestra en Literatura Leticia Luna directora de la Casa Museo; Poeta Marizela Ríos Toledo. y doctora mexicana Lilvia Soto, doctora en Letras y Literaturas Hispanas - Arquivo pessoal
De izquierda a derecha, Leticia Luna, maestra en Literatura y directora de la Casa Museo Octavio Paz ; poeta Marizela Ríos Toledo. y Lilvia Soto, doctora en Letras y Literaturas Hispanas – Arquivo pessoal

5- Sería utópico hacerlo, pero si por un momento tomásemos el tratado de Nietzsche en cuanto a lo Dionisiaco y Apolíneo y pudiésemos ubicar en lo Dionisiaco a Sabines y en lo Apolíneo a Octavio Paz, ¿a cuál estilo te acercarías más con tu poesía, o buscarías un punto medio?

Octavio Paz, él tiende a construir el poema como una forma de conocimiento, sus imágenes son meticulosamente cuidadas, su reflexión filosófica es constante, Se interesa por el tiempo el lenguaje, la conciencia; hace parecer que piensa mientras escribe. 

6- ¿Cuál libro tuyo nos recomiendas para un lector primerizo y cuál es más apropiado para un lector ávido y amante de la lectura de la Poesía?

1.- Ad Libitum: estrategias de poesía: largo aliento, poemas visuales, poemas trabajados como flash o instantánea. Vida y muerte están presentes.

  2.- Poesía en fuga: lenguaje directo, busco rescatar palabras que han llegado a convertirse en mercancía sin idealizar el pasado, sino para impedir que desaparezcan de la experiencia humana al convertirse  extremadamente sensibles o románticas.

7- Finalmente déjanos unas dos estrofas de un mismo poema o de diferentes poemas para el público lector que podamos degustar.

EVA

Aborrezco tu nombre
Cargo la indignación de convertir en polvo
el azar que anhelo
y no enfrascarme en la rutina de cargar
con lo que no quiero ser.

No hay existencia que mw aloje,
no perdurarán mis vísceras en la nada.

Creada para ser perfecta, desplazándose con laxitud,
el hombre aprueba tu proporción

Abres la mano para atrapar el fruto
Sin saber de tu sometimiento.

Aquí estoy,
cuando el corazón engaña y niega la muerte que desea.

¿Qué temor esconde la serpiente?
¿Eres la que se desliza y rezume en su semblante
los miedos que anteceden a su imagen?

¿Soy yo la que atestigua tu ingenuidad,
la que sonríe y miente,
la cobarde que te cree ajena
y te siente junto al alma?

¿Somos todas?”
¿<<Aquellas<< las de <<ahora<<, las arrinconadas
somos tú?

Me cuesta encontrarme, extravié la perspectiva,
no alcanzo a distinguir más allá de los edificios
que frente a mí persisten,
no encuentro la luna que desde el tragaluz,
con una mirada acortaba su distancia.

Pesa tu nombre, Eva.
Me asfixia tu manzana.

LEVIATÁN

¿Cómo le explico al obstinado árbol de la vida
que comparto cautiverio con la serpiente?
¿Que mi temblor es la corazonada
que eterniza en el cerebro el vuelo de la mariposa?

La sal trago para reparar mi abatimiento.
Sibarita mi cerebro, escucha el zumbido de la arteria
que persiste en su prontuario imaginado.

El diablo, que está a punto de atraparme,
dudo que me conozca,
es ceniza de otro fuego.

Mi suerte tiene el olor del mar,
es la roca que la tendencia del cangrejo elige.

Imposible huir, soy
la serpiente
la mariposa
la sal
el miedo

Es mi código,
el argumento guardo para que nadie me rodee.
Estoy excluida del rumor y no encuentro enigma en el silencio.
Confieso que toda ciudad me cautiva. Estimula su lengua,
no me sorprende su falta de misterio.

Cada espacio acicala la realidad que salta o se sumerge en un escombro,
en un claro.
Al mismo tiempo que el miedo grita en su guarida.

Que el diablo deje en libertad mi confundido paraíso.

Alexander Anchia

Voltar

Facebook




Una nación, un método, dos poetas, dos mentalidades

Alexander Anchía Vindas

Una nación, un método, dos poetas, dos mentalidades –
Venezuela, la nación lectora y cuna de poetas

Alexander Anchía Vindas
Alexander Anchía Vindas

Venezuela destaca en América Latina por su profunda tradición lectora. A pesar de las dificultades sociales y económicas, Venezuela mantiene una cultura literaria rica y activa, evidenciada en la cantidad de lectores y la producción editorial del país. Según estudios recientes, venezolanos son reconocidos como uno de los pueblos latinoamericanos que más lee, impulsados por políticas culturales que fomentan la educación y la lectura desde temprana edad. Este hábito potente ha contribuido a la formación de una sociedad con un particular aprecio por las letras y la poesía, siendo la poesía un campo donde Venezuela ha producido voces referentes en la región.

El país ha sido cuna de destacados poetas que han aportado significativamente a la literatura latinoamericana. Vicente Gerbasi es uno de los grandes nombres, conocido por su conexión con la naturaleza y su capacidad para fusionar lo personal con lo universal. Rafael Cadenas, con su poesía introspectiva y filosófica, es un ejemplo de la profundidad intelectual venezolana. Eugenio Montejo, maestro del verso y la metáfora, ha sabido capturar la esencia de la identidad venezolana y la naturaleza desde una óptica positiva y luminosa. También destacan voces contemporáneas como Harry Almela, Josu Landa, Sonia González, Alfredo Herrera, Enrique Viloria y Joaquín Marta Sosa, quienes continúan enriqueciendo el panorama poético del país, representando variadas sensibilidades y estilos.

El verso libre como método de expresión en la poesía 

El verso libre es un método de expresión poética que se caracteriza por no sujetarse a métricas ni rimas fijas, liberando así la palabra del control estricto de las formas tradicionales. Este método permite una mayor flexibilidad y espontaneidad, favoreciendo la expresión directa de emociones, pensamientos y experiencias personales. En la poesía contemporánea, el verso libre sirve para explorar nuevas sensibilidades y romper con estructuras rígidas, permitiendo al poeta una voz más auténtica y diversa. El verso libre se convierte en un escenario abierto para la innovación rítmica, temática y lingüística, reflejando la complejidad y diversidad del mundo moderno.

Vida y obra de Rafael Cadenas y Eugenio Montejo 

Rafael Cadenas – Arquivo pessoal

Rafael Cadenas, nacido en 1930, es uno de los poetas más influyentes de Venezuela. Su obra se caracteriza por un tono reflexivo y filosófico, marcado por la búsqueda constante de sentido y verdad. Cadenas combina en su poesía un pensamiento crítico con una profunda honestidad. Obras como “Elegía profunda” y “Derrota” exploran la condición humana con una mirada que oscila entre la desilusión y la percepción clara de las debilidades existenciales. Su lenguaje es a menudo sobrio, medido y cargado de significado, invitando a la reflexión. Además, Cadenas ha sido un intelectual comprometido con la cultura venezolana y latinoamericana, ejerciendo como ensayista y traductor.

Eugenio Montejo

Eugenio Montejo (1938-2008) es considerado otro pilar de la poesía venezolana. Su obra se distingue por una sensibilidad hacia la naturaleza, el tiempo y la memoria, explorando temas universales con un tono optimista y sereno. Montejo integra elementos del paisaje venezolano y latinoamericano en una poesía lírica que invita a la contemplación y al asombro. Libros como “Terrenal” y “Los jardines de Orfeo” revelan un dominio del verso y un estilo lleno de musicalidad, simbolismo y esperanza. Montejo también desempeñó un papel importante como promotor cultural y traductor, contribuyendo a la difusión de la poesía en Venezuela.

Ambos poetas, aunque con estilos y enfoques diferentes, forman parte del canon imprescindible de la poesía venezolana contemporánea, mostrando la riqueza y diversidad de las mentalidades y voces que habitan en el país.

Diferencias entre las mentalidades de Montejo y Cadenas a través de sus poemas

La poesía de Eugenio Montejo y Rafael Cadenas refleja dos mentalidades distintas que, sin embargo, dialogan sobre temas profundos de la existencia humana. Montejo, con una visión más positiva y esperanzadora, nos ofrece en su poema “Los Árboles” una reflexión sobre la continuidad y la vida. En este poema, los árboles se convierten en símbolos de resistencia y crecimiento:

“Los árboles no se detienen / aún cuando el viento los sacuda / sus raíces profundas sostienen / la esperanza que perdura.”

Estos versos representan la idea de que, a pesar de las adversidades, la vida sigue y permanece, alentando un sentido de permanencia y optimismo frente al tiempo y los cambios.

Por contraste, Rafael Cadenas en su poema “Derrota” aborda la experiencia humana desde una perspectiva más crítica y resignada. El poema expresa la incertidumbre, la pérdida y la lucha interna. Cadenas escribe sobre la derrota no solo como fracaso externo sino como una introspección profunda y dolorosa:

“He perdido toda esperanza / no por rendición sino por saber / que no se gana si se pierde tanto.”

Aquí la derrota se vuelve una experiencia inevitable que condiciona la existencia del ser humano, reflejando una sensibilidad más sombría y filosófica.

Mientras Montejo invita a la contemplación de la belleza y la persistencia de la vida, Cadenas explora la aceptación crítica de la fragilidad humana y la imposibilidad de respuestas fáciles. Montejo usa la naturaleza como un símbolo de renovación; Cadenas se centra en la condición humana como territorio de lucha interna y reflexión dolorosa.

Estas diferencias no solo ilustran sus mentalidades poéticas, sino también la riqueza de la poesía venezolana que alberga diversas voces y métodos para enfrentar las grandes preguntas existenciales.

Conclusión 

Venezuela, con su vibrante cultura lectora y rica tradición poética, es un escenario privilegiado para la variedad de voces y métodos en la poesía contemporánea. Rafael Cadenas y Eugenio Montejo, desde sus distintas mentalidades, muestran cómo un mismo país puede albergar perspectivas diversas y complementarias. Mientras Montejo apuesta por una visión esperanzadora y positiva de la vida y la naturaleza, Cadenas nos enfrenta a la realidad de la derrota y el cuestionamiento existencial. Juntos representan la complejidad de la mente y el alma venezolana, haciendo del verso libre un método esencial para expresar esa riqueza plural.

Alexander Anchía Vindas

Voltar

Facebook




Oficio

Alexander Anchía Vindas

El Poema ‘Oficio’ del Poeta Brasileño Geraldino
y su Enseñanza para Nuevos Poetas

Alexander Anchía Vindas
Alexander Anchía Vindas
Geraldino - Arquivo Pessoal
Geraldino – Arquivo Pessoal

Me encontraba a media formación para convertirme en poeta. En mi país a inicios de Siglo hubo una actividad llamada Simposio de Libertad y Poesía, organizada por el poeta y promotor cultural costarricense Mata Guillén. Entonces uno de los talleres que se impartieron en el auditorio por la Escuela de Filología Hispánica fue el Poeta Extenso como propuesta poética lírica en la Literatura Hispanoamericana. Entra entonces una figura con el poeta venezolano Joshu Landa y nos revela como fuente del conocimiento el poema Oficio del poeta brasileño Geraldino, pero ¿quién es Geraldino? O como lo puedo presentar al lector hispano-parlante.

Biografía de Geraldino

Geraldino es un reconocido poeta brasileño nacido en 1955 en São Paulo. Desde joven, mostró un interés profundo por la literatura, influenciado por la rica tradición poética de su país y por movimientos literarios contemporáneos. Su obra abarca una variedad de temas, desde la identidad cultural hasta la naturaleza, y se caracteriza por un lenguaje evocador y una búsqueda constante de la belleza en lo cotidiano. A lo largo de su carrera, ha publicado varios libros de poesía y ha sido galardonado con premios que destacan su contribución a la literatura brasileña. Geraldino también ha desempeñado un papel importante como mentor de nuevos escritores, compartiendo su experiencia y visión a través de talleres y conferencias.

Consejos para Nuevos Poetas

Para los nuevos poetas, es fundamental comprender que la escritura es un proceso que requiere tanto disciplina como creatividad. Uno de los consejos más importantes es leer ampliamente, no solo poesía, sino también prosa, para enriquecer el vocabulario y la comprensión del lenguaje. Además, se aconseja escribir diariamente, aunque sea en pequeñas dosis, para desarrollar la voz personal y mejorar la técnica. Es esencial no temer a la revisión; la primera versión de un poema rara vez es la definitiva. Finalmente, los nuevos poetas deben aprender a observar el mundo con atención, ya que la inspiración a menudo se encuentra en los detalles de la vida cotidiana.

Análisis del Poema ‘Oficio’ de Geraldino

El poema “Oficio” de Geraldino es una reflexión profunda sobre la naturaleza del acto de escribir y el compromiso que conlleva ser poeta. A lo largo de sus versos, el autor comparte su experiencia y ofrece una serie de enseñanzas que pueden servir de guía para aquellos que deseen adentrarse en el mundo de la poesía. A continuación, se presentan algunos de los versos más significativos del poema, acompañados de un análisis que destaca su relevancia.

1. “Escribir es un acto de amor, / un regalo que se hace al mundo.”

Estos versos iniciales establecen la premisa central del poema. Geraldino sugiere que escribir no es solo un ejercicio técnico, sino un acto profundamente personal y emocional. Para un nuevo poeta, este concepto es vital, ya que implica que la autenticidad y la pasión son esenciales en el proceso creativo. Un poema debe surgir del corazón, y el poeta debe estar dispuesto a compartir su visión con los demás.

2. “Las palabras son herramientas, / y el poeta, un artesano.”

Aquí, Geraldino compara al poeta con un artesano, lo que implica que la poesía es un oficio que requiere habilidad y dedicación. Para un aspirante a poeta, este verso resalta la importancia de la técnica y la práctica. Las palabras, al igual que las herramientas, deben ser utilizadas con destreza y cuidado para construir algo significativo. Este mensaje invita a los nuevos poetas a perfeccionar su arte a través del estudio y la práctica constante.

3. “Hay que escuchar el silencio, / pues en él habita la verdad.”

Este verso enfatiza el valor de la introspección y la observación. Geraldino sugiere que el silencio puede ser una fuente de inspiración y claridad. Para un nuevo poeta, esto significa que es fundamental encontrar momentos de quietud para reflexionar y conectar con sus propias emociones y pensamientos. La verdad poética a menudo surge de la contemplación y la atención plena a lo que nos rodea.

4. “No temas al rechazo, / pues cada verso es un paso.”

Geraldino aborda el miedo al rechazo, un sentimiento común entre los escritores. Este verso sirve como un recordatorio de que el camino del poeta está lleno de altibajos. Cada poema, ya sea bien recibido o no, es una oportunidad de crecimiento y aprendizaje. Para los nuevos poetas, es crucial entender que la escritura es un viaje continuo, y que cada intento contribuye a su desarrollo artístico.

5. “Las críticas son espejos, / reflejan lo que hay en ti.”

Este verso invita a los poetas a ver las críticas como herramientas de autoconocimiento. Geraldino sugiere que las reacciones de los demás ante un poema pueden ofrecer valiosas perspectivas sobre la propia escritura. Para un nuevo poeta, esto implica que deben estar abiertos a recibir retroalimentación y utilizarla como un medio para mejorar y evolucionar en su arte.

6. “El poema es un hijo, / que nace y crece en el papel.”

Con esta metáfora, Geraldino personifica al poema como un hijo, lo que implica que cada obra tiene su propio proceso de gestación y desarrollo. Este verso resalta la importancia de la paciencia en el proceso creativo. Los nuevos poetas deben entender que, al igual que los hijos, sus poemas requieren tiempo, cuidado y dedicación para florecer y alcanzar su máximo potencial.

7. “Y al final, lo que importa / es la huella que dejas.”

Finalmente, este verso encapsula la esencia del legado poético. Geraldino enfatiza que el objetivo último de un poeta es dejar una huella en el mundo a través de sus palabras. Para los nuevos poetas, esto significa que su trabajo tiene el poder de impactar a otros y de resonar más allá de su propia vida. La búsqueda de la voz única y la autenticidad se convierten en un imperativo en su viaje literario.

Conclusión

El poema ‘Oficio’ de Geraldino no solo es una obra poética rica en significado, sino que también actúa como un compendio de enseñanzas valiosas para nuevos poetas. A través de sus versos, Geraldino ofrece una guía que abarca desde la pasión y el compromiso hasta la técnica y la autoconfianza. Al seguir estos consejos y reflexionar sobre los mensajes del poema, los aspirantes a poetas pueden encontrar inspiración y dirección en su propio camino creativo. La poesía, en su esencia, es un viaje compartido que conecta a los escritores con sus lectores, y Geraldino, a través de su obra, nos recuerda la belleza y la responsabilidad que conlleva este oficio.

Alexander Anchía Vindas

Voltar

Facebook