Autoralidade clandestina na pornochanchada

CINEMA EM TELA

Marcus Hemerly

Autoralidade clandestina na pornochanchada: a dialética da boca do lixo

Card da coluna Coluna Cinema em Tela - Autoralidade clandestina na pornochanchada: a dialética da boca do lixo'
Card da coluna Coluna Cinema em Tela – Autoralidade clandestina na pornochanchada: a dialética da boca do lixo’

A historiografia do cinema brasileiro frequentemente esbarra em seus próprios purismos morais e estéticos. Para compreender o fenômeno mercadológico e cultural que dominou as telas nacionais nas décadas de 1970 e 1980, é basilar, antes de tudo, traçar a sua genealogia. A produção alcunhada de “pornochanchada” deriva diretamente das chanchadas clássicas, as comédias de costumes e pastelão imortalizadas pela Atlântida Cinematográfica. Esse modelo narrativo passou a incorporar contornos eróticos ainda no Rio de Janeiro, espelhando as mutações comportamentais da época.

Contudo, foi ao migrar e se radicar de maneira mais pungente na “Boca do Lixo” paulistana — o efervescente polo cinematográfico no entorno da Rua do Triunfo — que o formato atingiu seu apogeu produtivo. Nesse reduto, o gênero se massificou e revelou notável plasticidade, amalgamando-se a diversas outras tipologias cinematográficas. Se, de um lado, o Rio — também nascedouro cinemanovista — delineou os contornos originários da fórmula utilizada naqueles filmes, a partir das comédias romântico-eróticas italianas, São Paulo a aprimorou, conferindo-lhe uma nova roupagem.

Sob o escrutínio de quem analisa a imagem não apenas como produto, mas como documento histórico, constata-se que a engrenagem da Boca do Lixo transcendia a mera reprodutibilidade industrial. Tratava-se de um complexo mosaico em que a artesania de autênticos autores encontrava frestas expressivas no seio de um sistema mercadológico e exibidor extremamente engessado. O olhar histórico-analítico prova que, a despeito de concessões de feição comercial, os filmes lastreavam um fenômeno que se autossustentava; afinal, a necessidade de vendagem e lucro não mitigou o afã criativo de algumas personalidades que se destacavam no nicho autoral.

O rótulo “pornochanchada” encerra em si um paradoxo histórico e semântico. É imperativo frisar que a terminologia foi forjada pela imprensa da época com intuito estritamente difamatório, operando como um mecanismo elitista de rebaixamento daquela cinematografia. A crítica jornalística, em um ato de imprecisão técnica, apropriou-se do prefixo “pornô” e passou a adjetivar indiscriminadamente obras incluídas naquele sistema, nascido majoritariamente da estrutura da comédia erótica urbana. Multiplicaram-se, assim, categorizações esdrúxulas como “pornô-terror”, “pornô-disco” e “pornô-policial” — unificando, sob uma mesma pecha imprecisa e pejorativa, narrativas díspares que partilhavam apenas o território de produção e o apelo comercial.

No cotidiano da indústria, tratava-se de um cinema balizado por uma premissa utilitária ditada pelos financiadores: orçamentos e cronogramas de filmagem exíguos, sem busca primeva por esmero técnico, e imperativo apelo popular. O aparato de marketing — cartazes e títulos hiperbólicos — prometia uma orgia de sensações e licenças que, na sala escura, raramente se materializava. O famoso produtor Antônio Polo Galante, por muitos anos à frente da maior produtora da Cinelândia paulistana, a Servicine, em muitas entrevistas revelava que o sucesso da fita basicamente repousava no título incitante, não raro com duplos sentidos, aliado a uma atriz famosa num cartaz apelativo. Inserido, evidentemente, do que se permitia no digladiar hodierno com a censura, numa época em que se tentou criar um star system, tal como no mercado norte-americano.

Até o alvorecer dos anos 1980, os ditames da censura civil-militar e as próprias balizas do filão impunham que o sexo fosse rigorosamente simulado. A nudez resumia-se a fragmentos anatômicos, e o ato carnal era construído na sala de montagem, valendo-se de decupagens elípticas e sugestões fora de quadro. Para garantir a comunicabilidade com as massas, a estrutura dependia de estereótipos calcificados, que funcionavam como arquétipos dramáticos e cômicos: o machão inveterado, o homossexual caricato e a virgem cobiçada, objeto fetichizado e inatingível que impulsionava a narrativa, encarnando a moralidade vigente que o roteiro ameaçava transgredir. E, não raro, o fazia. Nesse oceano de produções estereotipadas — para a crítica, o famoso “não vi e não gostei” —, emergiram cineastas capazes de subverter a fórmula em prol de uma identidade estética.

A trajetória do lusitano Jean Garrett, nome artístico de José Antônio Nunes Gomes da Silva, ilustra perfeitamente essa dinâmica. Distanciando-se da matriz ancorada na comédia de costumes de forma mais rasa, Garrett manipulava a obrigatoriedade do apelo erótico para incursionar pelo thriller psicológico, pelo policial noir e pelo horror, até mesmo de viés cósmico e sobrenatural. Suas construções diegéticas eram marcadas por atmosferas lúgubres e temáticas que flertavam com o fantástico, em frontal ruptura com a sistemática mais rudimentar que caracterizava a média das produções locais.

Garrett demonstrou que a pulsão sexual exigida pelos financiadores era perfeitamente conversível em tensão dramática. Os contornos sensuais de uma jovem Aldine Muller numa praia paradisíaca eram entremeados por elementos lovecraftianos em A Força dos Sentidos; assassinos e sensualidade imprimiram ao policial Amadas e Violentadas traços de um verdadeiro giallo bem conduzido; e poderes sobrenaturais coadjuvados por uma trama familiar deram colorido ao inovador Excitação, com Kate Hansen. Assim, Garrett oferecia a condicionante comercial prometida nos letreiros, mas a embalava em uma mise-en-scène de inegável sofisticação formal e narrativa.

Em sua tese de doutorado, “Erotismo no cinema brasileiro: a pornochanchada em perspectiva histórica” (Curitiba: CRV, 2018), Jairo Carvalho do Nascimento aponta a linha de marketing utilizada:

“Essas características eram ingredientes do receituário de produção dos realizadores da Boca do Lixo e do Beco da Fome. Uma particularidade marcante da pornochanchada foi o seu processo eficiente de realização, do ponto de vista industrial, pautado na seguinte fórmula: ‘erotismo, títulos chamativos, baixo custo’, em uma proposta comercial que pregava ‘o mínimo de investimento para o máximo de aproveitamento’. Era a receita de sucesso seguida pelos produtores de São Paulo e do Rio de Janeiro. Filmes rápidos, realizados em poucas semanas… (…) Nesse período (década de 1970), a pornochanchada era, segundo Randal Johnson, ‘The third major force in independent Brazilian commercial cinema’, ao lado dos filmes de Mazzaropi e de Os Trapalhões. A Embrafilme, empresa de economia mista fundada em 1969, criada e controlada pelo Governo Militar para incentivar a produção e distribuição de filmes no país, colaborou com algumas produções em meados da década de 1970, particularmente no Rio de Janeiro, na condição de financiadora e distribuidora (…)” (p. 58-59).

A imposição do lucro imediato na Boca do Lixo/Rua do Triunfo — onde se concentravam as distribuidoras de estúdios e produtoras, dada a proximidade com a Estação da Luz — poderia ter provocado a esterilização absoluta da criatividade. Todavia, o resultado foi diametralmente oposto, o que não se viu de forma tão acentuada na correspondência carioca, no chamado Beco da Fome. A premência de se filmar com parcos recursos em uma zona degradada de São Paulo atraiu para o polo realizadores dotados de pulsão autoral. Historicamente, a Boca do Lixo coabitou o mesmo cronotopo — partilhando técnicos, locações, equipamentos e elenco — do movimento consagrado como Cinema Marginal.

Por isso, é academicamente relevante definir as produções da Boca como um “fenômeno” inserido num espaço no qual também se verificava, de forma concomitante, o desabrochar do Cinema Marginal, e não como movimentos intrinsecamente dependentes, como comumente se confunde. Em suas incursões estéticas, esses realizadores enfrentavam o escrutínio implacável da censura institucional, que amputava não apenas a lascívia, mas, prioritariamente, qualquer contorno de subversão ideológica. Foi em um gesto de resistência cifrada que autores genuínos revestiram seu cinema de uma densa, porém implícita, carga política. Eles camuflavam críticas estruturais sob o verniz do entretenimento erótico, adotando formatação experimental para driblar a vigilância dos censores. Para dimensionar a magnitude dessa sobreposição dialética entre a linha de montagem de carga quase industrial e a autoralidade, é imprescindível citar as metodologias de expoentes que transitaram por esse ecossistema, a exemplo de Carlos Reichenbach e Ozualdo Candeias, assim como o alhures aludido Garrett.  

Munido de vasta erudição, Reichenbach — que sempre dizia ter chegado ao cinema a partir da literatura, pois majoritariamente roteirizava seus filmes — apropriou-se do substrato marginal para articular complexas reflexões político-filosóficas. Seus protagonistas — desajustados poéticos em constante atrito com a metrópole opressiva — funcionam como alegorias vivas da alienação capitalista e do autoritarismo estatal, embalados por narrativas de vanguarda, como em Lilian M: Relatório Confidencial (1975) e A Ilha dos Prazeres Proibidos (1979). Lembremos do curta-metragem Sangue Corsário e de sua obra-prima, Filme Demência, uma nova releitura da lenda de Fausto.

Ainda nesse trilhar sobre as figuras enigmáticas da Boca do Cinema (como também era conhecida), um dos artífices da observação neorrealista brasileira seria o mestre do cinema de deambulação, Ozualdo Candeias. O realizador rejeitou a dramaturgia engessada do comércio em favor de um profundo caminhar simbolista. Por meio da secura dialógica, do silêncio opressivo e do flanar de personagens periféricos, orquestrou um cinema sensorial e visceralmente político sobre a verdadeira margem do tecido social e as mazelas brasileiras. Pobreza, êxodo desordenado, disputas rurais, ignorância, ausência de perspectiva e, acima de tudo, o drama humano a partir da mais crua e sensível brasilidade, como se observa de modo poético em A Margem (1967) e A Opção (1981).

A permeabilidade da Boca do Lixo também abrigou brilhantes transcodificações da alta literatura, demonstrando que o polo era capaz de transcender a exploração dita mais vulgar. Alfredo Sternheim, já experiente jornalista e crítico, notabilizou-se ao conferir requinte estético e desdobramento trágico à produção de Lucíola, o Anjo Pecador (1975), uma eficaz adaptação da obra romântica de José de Alencar para a sintaxe audiovisual do período, sem destoar dos exigidos contornos eróticos, a começar pelo título. Sternheim já havia enfrentado sua via crucis com o departamento de censura quando estreou seu belo filme Anjo Loiro (1973), com Vera Fischer.

Conforme adiantado, as produções da Rua do Triunfo não se estagnaram nas comédias de costumes ou dramas eróticos, traduzindo, em verdade, uma multitude caleidoscópica de gêneros, lançando faroestes, musicais, filmes de cangaço e, por obviedade, o gênero imortal por excelência: o terror. A mente por trás de Zé do Caixão transcendeu os códigos clássicos do horror rumo ao delírio surrealista. José Mojica Marins promoveu uma antropofagia visual, fundindo o erotismo à escatologia e o misticismo folclórico ao macabro, subvertendo as linhas das convenções burguesas e do cinema bem-comportado. Além do célebre e pioneiro À Meia-Noite Levarei Sua Alma, seus títulos O Despertar da Besta (1970) e Exorcismo Negro (1974) assomam como fortes exemplos de criação autoral em sua essência, cotejando qualidade estética e apelo popular.

Nesses meandros da marginália fílmica do período, Rogério Sganzerla ainda faria de seu O Bandido da Luz Vermelha (1968) um baluarte de desmoronamento dos pilares do cinema narrativo clássico, em inventivo storytelling. Em tom epilogal, como também se viu gradativamente no filão da pornochanchada, houve o derradeiro e inelutável crepúsculo hardcore e o fim da Boca no início dos anos 90, marcando o hiato produtivo até a era da Retomada.

O esgotamento deste ciclo prolífico delineou-se no limiar dos anos 1980. Concomitantemente à popularização do videocassete e ao relaxamento dos vetos da censura como natural permissividade da evolução e modificação sociológica, o mercado exibidor sofreu uma inundação de produções de sexo explícito. O espectador — antes condicionado a pagar ingresso pela encenação fetichista e pela ludicidade do desejo reprimido — passou a demandar a exposição e closes genitais sem subterfúgios ou pudores.

O colapso econômico do circuito tradicional impeliu parte significativa desses artesãos à indigência produtiva ou à migração compulsória para a emergente indústria da pornografia hardcore, como mera estratégia de subsistência. Em um comovente esforço de resistência estilística, diretores buscaram injetar estofo dramático e arrojo formal em narrativas que, finalisticamente, funcionavam apenas como pretextos e desaguavam fatalmente no coito mecânico. Esse projeto utópico de um “pornô autoral” foi inexoravelmente abatido pelo fracasso mercadológico, culminando no doloroso ostracismo de notáveis cineastas, que viram suas rubricas perdendo o colorido com a redução ainda maior da exigência do público, após a liberação via mandado de segurança da primeira fita explícita brasileira, Coisas Eróticas, de 1982.

Até mesmo Garrett e Sternheim — este, que usaria seu próprio nomes nas fitas de sexo, ao revés dos colegas que se valeram de pseudônimos — tentaram imprimir inventividade artística ao nicho, sem êxito, entretanto. O cineasta Cláudio Cunha, festejado por títulos diferenciados como O Clube das Infiéis (1974), Snuff, Vítimas do Prazer (1977) e Profissão Mulher (1982), teve sua catarse na fase explícita em tom de chegada e partida simultâneos, produzindo o lendário Oh! Rebuceteio (1984), que, curiosamente, recebeu elogios da crítica, afastando-se do cinema na sequência.

Não obstante, ao postular-se uma análise retrospectiva e acadêmica, é imperativo asseverar que, do seu auge até sua lúgubre derrocada, a Boca do Lixo foi um dos pilares de sustentação da indústria audiovisual brasileira, levando o público a consumir cinema nacional quando o ingresso custava o mesmo que uma passagem de ônibus ou metrô. O reduto foi responsável por absorver uma vasta mão de obra técnica e artística, garantindo a democratização do cinema nacional junto aos estratos populares, e pela produção do maior percentual de filmes lançados no país por vários anos. Hodiernamente, purgada dos moralismos que ofuscaram sua recepção primária, essa filmografia figura no centro de rigorosas investigações acadêmicas até mesmo internacionais. Trata-se de um patrimônio imagético que, com inegável justiça, alcançou, ainda que tardiamente, a reverência e o status cult imprescindíveis para a compreensão da história da arte visual brasileira.

Marcus Hemerly

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Nhô Juca

Encontro da Academia Sorocabana de Letras promove o documentário ‘Nhô Juca – A Rota do Trem Caipira

Card da nova edição do 'Vamos Jogar conversa Dentro?',  encontro promovido pela Academia Sorocabana de Letras para a exibição do documentário 'Nhô JUca - A Rota do Trem Caipira'
Card da nova edição do ‘Vamos Jogar conversa Dentro?’, encontro promovido pela Academia Sorocabana de Letras para a exibição do documentário ‘Nhô JUca – A Rota do Trem Caipira’

Em comemoração ao aniversário de Sorocaba (15 de agosto), a Academia Sorocabana de Letras‘, em nova edição do encontro ‘Vamos Jogar Conversa Dentro?‘, convida o público para a exibição do documentário ‘Nhô Juca – A Rota do Trem Caipira‘, seguida de uma conversa especial com seu idealizador e diretor, o jornalista Celso Fontão Jr.

Produzido por estudantes de Publicidade e Propaganda da Uniso, o documentário resgata a memória e a trajetória de Nhô Juca, um dos grandes nomes da comunicação e da cultura sorocabana, aproximando as novas gerações de sua história e de seu legado.

O encontro será no dia 21 de agosto (sexta-feira), às 19h, na Padaria Real – Av. Dr. Afonso Vergueiro, 2800 – Sorocaba/SP.

É uma oportunidade para celebrar a memória, a cultura e a história da nossa cidade em uma noite de cinema e boa conversa.

Nhô Juca

José Rodrigues da Silva (Araçoiaba da Serra1931 — Sorocaba28 de fevereiro de 1981), conhecido como Nhô Juca, foi um apresentador de rádio, ator e humorista que atuou na cidade de Sorocaba e região.

Foi ordenhador e boiadeiro. Começou a trabalhar como sambista e humorista na Rádio Cacique de Sorocaba, em 1952. Como ator, Nhô Juca trabalhou nos filmes Quelé do Pajeú (1968) e Sertão em Festa (1970). Também compôs um samba com Ataulfo Alves Júnior.

A origem do personagem Nhô Juca ocorreu após ser contratado por Salomão Pavlovsky para atuar como humorista e animador na Rádio Vanguarda de Sorocaba. Destacou-se como apresentador de programas de música sertaneja em estúdio e auditório de rádio, com 28 anos de atividade, tornando-se um artista bastante popular, principalmente com seu programa matinal. Ele também organizava eventos de cururu e shows com cantores da época. Nos circos, Nhô Juca levava aos picadeiros os quadros “Viola contra guitarra” e “Casamento do Nhonhô”.

Foi casado com Dona Maria Aparecida Dias Postali da Silva, com quem teve três filhas, Sandra Maria da Silva Soares, Maria Fernanda da Silva Machado e Maria Francine da Silva. Nhô Juca faleceu em 28 de fevereiro de 1981, em Sorocaba.

Anualmente a Prefeitura de Sorocaba realiza um Concurso Jornalístico e Publicitário na qual o troféu “José Rodrigues da Silva” (Nhô Juca) é oferecido aos ganhadores da categoria Rádio AM. (Wikipedia – A enciclopédia livre)

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CineCafé de agosto

No Sesc Sorocaba, o CineCafé de agosto convida o público a explorar os encontros entre literatura e cinema

Sesc Sorocaba (Crédito: Divulgação
Sesc Sorocaba (Crédito: Divulgação

Link de fotos

CineCafé de agosto do Sesc Sorocaba convida o público a explorar o encontro entre literatura e cinema em uma mostra dedicada a adaptações que traduzem para a tela grandes conflitos humanos. As obras selecionadas mergulham na complexidade de personagens marcados por dilemas entre desejo e destino, amor e posse, esperança e ruína, revelando diferentes formas de interpretar narrativas literárias por meio da linguagem cinematográfica.

As sessões acontecem às terças-feiras, às 19h, com entrada gratuita e retirada de ingressos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento.  

Após cada exibição, o público é convidado a participar do Cinema em Reflexão. Neste mês, os encontros serão conduzidos por Cícero Santos, mestre em Letras, e Pedro Carvalho, mestre em História Social, ampliando a experiência cinematográfica por meio de conversas e análises sobre as obras exibidas e as relações entre literatura e cinema.

Confira os filmes, para não perder nenhuma sessão:

4/8 | A hora da estrela

Direção: Suzana Amaral | Drama | Brasil | 96 min. | 1985   

Sesc Sorocaba. CineCafé. A Hora da Estrela (Crédito: Divulgação)

Uma jovem migrante nordestina leva uma vida modesta até conhecer um operário. Após ser traída por uma colega, busca na cartomante a promessa de um futuro melhor, que a faz acreditar em um amor milagroso. Uma delicada e comovente história sobre ilusão e realidade, que revela o peso dos sonhos na vida de quem só tem a esperança. A atuação foi premiada no Festival de Berlim. Classificação 12 anos.

11/8 | São Bernardo

Direção: Leon Hirszman | Drama | Brasil | 110 min. | 1972   

Sesc Sorocaba. CineCafé. São Bernardo (Crédito: Divulgação)

No sertão alagoano, um mascate astuto toma posse de uma fazenda com violência e determinação. Após prosperar, casa-se com uma professora de ideais humanistas, mas a rudeza do homem choca-se com a sensibilidade dela. Tomado por ciúmes obsessivos, ele passa a viver à mercê da própria imaginação, em um drama sobre posse e destruição. Classificação 12 anos.

18/8 | O beijo no asfalto

Direção: Murilo Benício | Drama | Brasil | 98 min. | 2017

Sesc Sorocaba. CineCafé. O Beij0o no Asfalto. (Crédito: Divulgação)
Sesc Sorocaba. CineCafé. O Beij0o no Asfalto. (Crédito: Divulgação)

Baseado na peça homônima escrita por Nelson Rodrigues. Ao presenciar um atropelamento, Arandir, um bancário recém-casado, tenta socorrer a vítima, mas o homem, quase morto, só tem tempo de realizar um último pedido: um beijo. Arandir beija o homem, mas seu ato é flagrado por seu sogro Aprígio e fotografado por Amado Ribeiro, um repórter policial sensacionalista. Classificação 12 anos.

25/8 | Retrato de um certo oriente

Direção: Marcelo Gomes | Drama | Brasil | 93 min. | 2024  

Sesc Sorocaba. CineCafé..Retrato de um certo oriente (Crédito: Divulgação)

Líbano, 1949. O país enfrenta uma guerra iminente. Dois irmãos católicos, Emilie e Emir, embarcam em uma viagem ao Brasil. Durante a viagem, Emilie se apaixona por um comerciante muçulmano, Omar. Emir sofre de um ciúme incontrolável e usará suas diferenças religiosas para separá-los. Antes de chegar ao destino final, durante uma briga com Omar, Emir é gravemente ferido em um acidente com arma. A única opção de Emilie é descer em uma aldeia indígena no meio da selva para encontrar um curandeiro que o salve. Quando seu irmão se recupera, eles seguem para Manaus, onde Emilie toma uma decisão que levará a consequências trágicas. Classificação 16 anos.

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba.

SERVIÇO

Sesc Sorocaba     

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade. 

Horário: De terça a sexta, das 9h às 22h. Sábados, das 10h às 19h.        

Prefira o transporte público

Terminal São Paulo

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares

Terminal Santo Antônio

Linha 65: Campolim

BRT

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim

+ informações

facebook.com/sescsorocaba

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sescsp.org.br/sorocaba

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 Obsession: ¿Comedia o terror?

Maria Beatriz Muñoz Ruiz

Reseña ‘Obsession: ¿Comedia o terror?’

Maria Beatriz Muñoz Ruiz
Maria Beatriz Muñoz Ruiz
Imagem criada pela IA do Gemini

¿Película de terror? ¿En serio? Creo que no me había reído tanto desde Friends. La película dura una hora y cuarenta y cinco minutos, y os puedo asegurar que me he pasado hora y media riéndome. No me ha parecido terror psicológico, ni clásico, ni de ningún otro tipo que se pueda mencionar. Ha sido tan absurda que la gente se ha inventado teorías aún más descabelladas, pensando que detrás de una película tan tonta había algo oculto que los simples mortales no logramos ver y que el director quiso introducir de forma subliminal solo para los más inteligentes.

Es como los que se las dan de entendidos en arte: ven un cuadro abstracto y destacan el “uso magistral del trazo que demuestra y deja ver al espectador la melancolía y la pasión que sentía el pintor en ese momento”; cuando, seguramente, si nos trasladáramos al instante en que creó la obra, al artista simplemente le pareció bien desparramar ese color por el lienzo o, peor aún, se le cayó la lata de pintura porque la empujó el gato.

A ver, una cosa está clara: es de primero de magia que no se puede alterar la voluntad de nadie porque se volverá en tu contra. Otra cosa que deja patente la película es que la obsesión no venía de ella, sino de él. La mala no era Nikki; era él, un “princeso” consentido que patalea cuando no consigue lo que quiere.

La gente decía que la cara de ella daba miedo, pero yo no pude parar de reír con la escena en la que dice: “Me gusta observarte mientras duermes” y sale de la esquina con esos pasos. En realidad, no me hacía gracia ella, sino el susto que se pegaba él; y creo que me divertía tanto porque se merecía todo lo malo que le pasara: un maldito loco, acosador, infantil e inseguro de mierda que no asume que a veces se pierde y quiere a toda costa su juguetito.

Bueno, y después de todo esto estaréis esperando que os diga que no vayáis a verla. Pero no; a todos los que quieran reírse un buen rato, les aconsejo que vayan. No tiene desperdicio a pesar de ser, según mi criterio, una pésima película de terror.

Terror es ver venir a mi jefe soplando con un listado en la mano, terror es abrir el frigorífico en plena ola de calor y no tener cerveza, y, sobre todo, terror es entrar en los dormitorios de tus hijos e ir saltando obstáculos hasta llegar a la ventana y verlos retorcerse en la cama como si fueran vampiros por recibir los rayos del sol; ¡eso sí que es terror y no lo de la película!

Maria Beatriz Muñoz Ruiz

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CineCafé de maio no Sesc Sorocaba

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: olhares plurais sobre identidade, desejo e imaginação 

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Tudo Sobre Minha Mãe
CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Tudo Sobre Minha Mãe

CineCafé de maio do Sesc Sorocaba, idealizado em parceria com o coletivo Nós Diversos, propõe um olhar sensível e plural sobre a diversidade em suas múltiplas formas. A mostra reúne dramas que atravessam maternidade e identidade, animações de ficção científica e narrativas que exploram o desejo, convidando o público a diferentes experiências e perspectivas. 

As sessões acontecem às terças-feiras, às 19h, com entrada gratuita e retirada de ingressos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento.  

Após cada exibição, o público é convidado a participar do Cinema em Reflexão. Neste mês, a atividade é conduzida por convidados do coletivo Nós Diversos, que ampliam a experiência cinematográfica por meio de análises técnicas e teóricas das obras exibidas. 

Confira os filmes, para não perder nenhuma sessão: 

5/5 | Tudo sobre minha mãe 

Direção: Pedro Almodóvar | Drama | Espanha | 85 min. | 2025 | Leg. 

Esteban é um jovem de 17 anos que está escrevendo uma história chamada “Tudo sobre minha mãe”. No dia do seu aniversário, a mãe ia lhe contar tudo sobre seu pai, desconhecido para o menino. Mas um acidente impede que isso aconteça, e a mãe de Esteban decide partir atrás do pai de seu filho. Classificação 14 anos. 

12/5 | Morte e vida Madalena  

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba:  Morte e vida Madalena 
CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Morte e vida Madalena 

Direção: Guto Parente | Dramédia | Brasil | 85 min. | 2025. 

Madalena é uma produtora de cinema tendo que lidar ao mesmo tempo com a morte recente do pai, sua gravidez de 8 meses e a produção de uma ficção científica B onde tudo parece dar errado. Classificação 14 anos. 

19/5 | A sapatona galática 

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: : A sapatona galática 
CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: A sapatona galática 

Direção: Emma Hough Hobbs | Animação Adulta/Ficção Científica | Austrália | 87min. | 2024 | Leg.   

Uma princesa espacial é expulsa de sua vida protegida, para uma missão galáctica para salvar sua ex-namorada caçadora de recompensas dos Straight White Maliens. Classificação 16 anos. 

26/5 | Joyland  

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Joyland
CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Joyland

Direção: Saim Sadiq | Drama | Paquistão | 126 min. | 2022 | Leg. 

Uma família patriarcal anseia pelo nascimento de um menino para continuar a linhagem familiar, enquanto seu filho mais novo se junta secretamente a um teatro de dança erótico e se apaixona por uma ambiciosa estrela trans. Sua história de amor impossível começa a iluminar o desejo de toda a família por uma rebelião sexual. Classificação 16 anos. 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba. 

SERVIÇO 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.  

Horário: De terça a sexta, das 9h às 22h. Sábados, das 10h às 19h.         

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Mostra Companheiros de Cinema


Mostra Companheiros de Cinema chega à 2ª edição e fortalece o audiovisual regional em Sorocaba

Curta-metragem do grupo
Curta-Metragem do Grupo

O Grupo Os Companheiros em parceria com Ana Duarte realiza sua Segunda Mostra de Cinema. O evento é gratuito e acontece no dia 02 de maio, às 19h, no Espaço Cultural Du’Artes, em Sorocaba.

Criada para valorizar e impulsionar o audiovisual local, a segunda Mostra Companheiros de Cinema se consolida como um espaço de encontro entre realizadores, artistas e público, promovendo visibilidade às produções da região, estimulando conexões no setor e fomentando oportunidades concretas no mercado audiovisual. A primeira edição já mostrou o impacto disso. Surgiram contatos, parcerias e oportunidades reais.

“Fui convidado a integrar a direção de arte de um curta-metragem da cidade depois que conheceram meu trabalho na mostra, isso evidencia que o evento não termina na exibição, ele segue tecendo conexões, fortalecendo parcerias e expandindo horizontes dentro da cena cultural”, relata Fabiano Amâncio, ator, diretor de arte e cenógrafo.

A primeira mostra, realizada em setembro de 2025, recebeu 21 inscrições e selecionou 8 filmes para exibição, reunindo cerca de 70 pessoas, alcançando lotação máxima no dia da exibição. Nesta segunda edição, foram contabilizadas 53 inscrições, incluindo trabalhos de outros estados, evidenciando o crescimento e o alcance da iniciativa.

Mesmo diante do aumento do interesse, a curadoria preservou o compromisso com a valorização da produção regional, priorizando obras de Sorocaba e região, em consonância com a proposta do evento.

“Temos um cinema muito potente na nossa cidade e região. Muitas vezes, vemos produções locais buscando profissionais de fora, quando na verdade existe uma rede qualificada aqui. Nosso objetivo é justamente fortalecer esses laços e colocar esses artistas em evidência”, afirma Maria Helena Barbosa.

Os filmes selecionados para esta segunda mostra são:

 Cisne, Minha Mãe e Eu - direção de Guilherme Telli e Andréia Nhur
Cisne, Minha Mãe e Eu – direção de Guilherme Telli e Andréia Nhur

  • O Cisne, Minha Mãe e Eu – direção de Guilherme Telli e Andréia Nhur

  • Ecos de Sorocaba – direção de Maria Eduarda Favetta, Lorena Terra e Kellynn Julietta

Intermúndio - direção de Pietro Godinho
Intermúndio – direção de Pietro Godinho

  • Intermúndio – direção de Pietro Godinho

Curta-metragem Erva Daninha - Direção de Fábio Salvado
Curta-metragem Erva Daninha – Direção de Fábio Salvador

  • Erva Daninha – direção de Fábio Salvador

  • Marreta – direção de André Fidalgo.
Protocolo-Zero-curta-metragem-do-grupo-Os-Companheiros.
Protocolo Zero, dirigido por Alexandre Valentim e produzido pelo grupo Os Companheiros

A exibição inclui o curta da casa Protocolo Zero, dirigido por Alexandre Valentim e produzido pelo grupo Os Companheiros.  Esta segunda Mostra recebe como convidado especial o diretor Mauro Baptistella, que apresenta o curta Prazer, Estela e participa de um bate-papo ao final da sessão sobre os desafios e caminhos da produção audiovisual local.

Serviço


2ª Mostra Companheiros de Cinema

📅 Data: 02 de maio de 2026

🕖 Horário: 19h (pontualmente)

📍 Local: Espaço Cultural Du’Artes- Rua Antonio São Leandro, 76 – Sorocaba/SP

🎟️ Entrada gratuita

Sujeito a lotação, 70 lugares – chegar com antecedência

🔞 Classificação indicativa: 16 anos

⚠️ Não será permitida a entrada após o início da sessão




2ª Mostra Companheiros de Cinema

Estão abertas as inscrições para a 2ª Mostra Companheiros de Cinema em Sorocaba

Card da 2ª Mostra Companheiros de Cinema em Sorocaba
Card da 2ª Mostra Companheiros de Cinema em Sorocaba
Curta-metragem do grupo
Curta-metragem do grupo

O grupo Os Companheiros abre inscrições para a 2ª Mostra Companheiros de Cinema, iniciativa que busca valorizar e dar visibilidade a produções audiovisuais independentes, com foco em obras que provoquem reflexão, apresentem identidade própria e dialoguem com o público.

Gratuita e sem fins lucrativos, a mostra tem como proposta fortalecer a cena audiovisual local e regional, promovendo o encontro entre realizadores, artistas e espectadores. Nesta segunda edição, a curadoria segue priorizando produções de Sorocaba e região, ampliando o espaço de troca e circulação de obras.

A primeira edição, realizada em setembro de 2025, reuniu 21 inscrições e selecionou 8 filmes para exibição, com participação de realizadores como Mauro Baptistella, Guilherme Telli, André Fidalgo, Cleiner Micceno, Emysher e Willian Lima. O evento atraiu cerca de 70 pessoas e teve lotação do Espaço Cultural Du Artes.

A próxima edição acontece no dia 02 de maio, às 19h, novamente no Espaço Cultural Du Artes, na zona norte de Sorocaba. 

curta-metragem do grupo
Curta-metragem do grupo

As inscrições estarão abertas até 16 de abril, às 22h, e os filmes selecionados serão divulgados no dia 24 de abril, por meio do Instagram do grupo Os Companheiros (@oscompanheirosteatro) e contato direto com os responsáveis.

Podem se inscrever obras finalizadas a partir de 2022, com duração máxima de 30 minutos, nos mais diversos formatos (ficção, documentário, animação, experimental, videoclipe etc.). É necessário que os filmes apresentem boa qualidade de áudio e vídeo e que ao menos um representante da obra esteja presente no dia da exibição.

As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário online, com envio de link para download da obra.

https://forms.gle/mrNi363mZZTFR35J8

Mais informações e esclarecimentos podem ser obtidos pelo e-mail: contato.oscompanheiros@gmail.com

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