Luciérnagas: uma proposta de Escola Literária
Alexander Anchía Vindas apresenta Luciérnagas, uma proposta costarriquenha de formação literária


Na Costa Rica não existe um curso de Criação Literária, mas já existiram Oficinas, escolas informais, como a Oficina Aberta de Poesia Eunice Odio, na Universidade da Costa Rica, o Círculo de Escritores Costarriquenhos, a oficina de Chico Zúñiga e outros espaços que permitiram aos poetas se formarem e confrontarem seus textos com outros autores mais experientes.
Isso desde o primeiro grupo literário chamado Círculo de Poetas Turrialbeños. É nesse contexto que surge Luciérnagas, como resultado de uma oficina realizada durante 2025. Hoje, este espaço propõe como subdiretor da iniciativa o senhor Claudio Regidor: narrador e poeta, com a maior parte de sua obra ainda inédita, mas ativista de oficinas literárias e formador de escritores.

1. Como você se define? Que papel ocupa no panorama literário costarriquenho atual?
Como cito em minha página web, defino-me como «Escritor | Promotor cultural | Defensor da acessibilidade e da vida». A experiência literária em minha pátria está intrinsecamente ligada à minha vida cotidiana: o desenvolvimento de todo o meu percurso nesse mundo tem seu alicerce no fato de que minha fonte de inspiração é, definitivamente, o meu cotidiano. Encontrar, em meio aos fatos mais simples e próximos de cada instante vivido, desperta em mim essa curiosidade do escritor de sonhar com novos mundos.
2. Quais são os gêneros literários com os quais trabalha? Quais são seus projetos?
Particularmente, adoro o conto, embora tenha iniciado a aventura da escrita por meio da poesia, que ainda hoje cultivo. Poderia dizer-se, recorrendo ao meu particular ponto de partida inspiracional no cotidiano, que a realidade e suas nuances são os temas que gosto de abordar; isto é, na realidade, é por meio da escrita de minha poesia e de meus contos que desenvolvo esses mundos de que falei… Meu trabalho literário é atravessado pela filosofia, pela espiritualidade e pelo meu carinho pela ficção científica.
3. Conte ao público sobre sua experiência nas oficinas do famoso Taller de Chico Zúñiga e, depois, sua passagem por Mata Guillén.
Durante meus anos escolares, nos quais estudamos algumas obras literárias, não me esqueço da mítica figura do Fidalgo Dom Quixote de La Mancha. Mais tarde, por volta do final do século, ingressei na Oficina Literária fundada por Francisco Zúñiga Díaz. Nesse ambiente encontrei outros «loucos» que compartilhavam aquele desejo literário e, pouco a pouco, foi se cumprindo o lema do fundador da oficina: «Se a literatura não serve para fazer amigos, para que diabos serve!».
Então cresci em conhecimento e me inclinei para o conto. Como elemento importante, refiro aqui que o método do mestre Zúñiga — na oficina literária que, naquela época, era dirigida pelo poeta Henry López — abria espaços para cada um dos que dela participávamos, uma primeira vitrine para um primeiro público que, longe de ser passivo, proporcionava ao autor um retorno sobre as sensações que seu trabalho transmitia, facilitando o aprimoramento da escrita pessoal e, naturalmente, de uma forma mais adequada de comunicar, por meio das palavras, essas visões pessoais. Com Mata Guillén, a vertente era um tanto mais acadêmica, orientada e enriquecida pela erudição.
4. Qual é sua experiência como subdiretor dentro de Luciérnagas? Como se sente sendo um inspirador e estando do outro lado da oficina?
Luciérnagas é um extraordinário viveiro, no qual, assim como em outras experiências como diretor de uma oficina literária, também encontrei amigos com quem compartilhar. Longe de ser um espaço no qual me desenvolvo como formador, considero que compartilhar minha experiência literária com os integrantes da oficina enriquece ainda mais minha própria experiência e, finalmente, fortalece a qualidade literária daqueles que participamos desses processos.
5. Você encontrou talento? Comente como tem sido sua experiência. Quem são seus integrantes?
Esse grupo nasceu como uma inquietação compartilhada, como costuma crescer tudo no mundo da literatura. Luciérnagas tem sido, como disse anteriormente, um grandioso viveiro de poesia. O grupo, integrado por July, Catalina, Malkin e Álvaro, sob a formação do poeta e escritor Alexander Anchía, formou-se a passos seguros. Eu vim contribuir com minha experiência e, respondendo afirmativamente, esses poetas alçaram voo.
Cada um, como citou Alexander Anchía na estreia literária de Luciérnagas, neste Dia Internacional da Poesia do ano em curso, possui uma particularidade que o define segundo sua própria realidade.
6. O que você acha das sessões virtuais e das atividades que o grupo realizou até agora?
Adoro a «velha escola», na qual a presencialidade era física; as novas gerações e as realidades de nossa rotina diária exigem espaços virtuais que permitam encontros que favoreçam o diálogo literário e o pensamento.
Nossos encontros formativos, a exposição crítica dos trabalhos poéticos e os encontros pessoais têm favorecido esse ambiente de amizade e desejo de superação daqueles que fazemos parte do grupo. Nossa estreia diante do grande público, como escola literária, em Heredia, foi uma gala na qual cada um contribuiu, além de sua poesia, com entusiasmo.
Sendo a escola dedicada ao poeta costarriquenho Marco Aguilar, nossos integrantes inclusive fizeram uma viagem na qual visitaram sua viúva e entregaram uma oferenda em memória do poeta, em sua cidade natal, Turrialba, na província de Cartago…
7. Você percebeu talento? Como avalia a experiência pedagógica desta oficina em relação a outras escolas poéticas da Costa Rica?
Indubitavelmente, existe nos jovens um desejo de superação. A orientação do professor Alexander Anchía gera essa perspectiva de compreensão e aprofundamento no mundo da poesia e em seu desenvolvimento, a partir de uma perspectiva mais acadêmica, de maneira preliminar. No meu caso, além disso, compartilho com ele essa visão de que — como é mencionado na história em quadrinhos do Homem-Aranha — «com grandes poderes vêm grandes responsabilidades», e escrever é um grande «superpoder» pelo qual é preciso assumir responsabilidade…
Dispositivo
Às vezes gostaria
de ser um telefone celular,
e que, sempre atentos a você,
uma vez descarregada sua bateria,
deixassem você de lado
para recarregá-lo
antes de voltar à rotina…
Claudio Regidor Fernandez
Alexander Anchia Vindas
Luciérnagas una propuesta de Escuela Literaria
En Costa Rica no existe una carrera de Creación Literaria, pero han existido Talleres, escuelas informales, como el Taller abierto de Poesía Eunice Odio en la Universidad de Costa Rica, Círculo de Escritores Costarricenses, el taller de Chico Zúñiga y otros espacios que han permitido a los poetas formarse y confrontar sus textos con otros autores con más experiencia.
Esto desde el primer grupo literario llamado Círculo de Poetas Turrialbeños. Con ese marco surge como producto Luciérnagas, a partir de un taller que se impartió durante el 2025. El día de hoy, este espacio propone al subdirector de esta iniciativa a don Claudio Regidor: narrador y poeta con su mayoría de obra inédita aún, pero activista de talleres literarios y formador de escritores.
- ¿Cómo te defines vos mismo? ¿Qué papel ocupás vos en el panorama literario costarricense actual?
Según lo cito en mi página web, me defino como «Escritor | Promotor cultural | Defensor de la accesibilidad y la vida». La experiencia literaria en mi patria está intrínsecamente ligada a mi vida cotidiana: el desarrollo de todo mi devenir en ese mundo tiene su asidero en el hecho de que mi fuente de inspiración es, en definitiva, mi cotidianidad. Encontrar en medio de los hechos más simples y cercanos de cada instante vivido despierta en mí esa curiosidad del escritor de soñar con nuevos mundos.
- ¿Cuáles son tus géneros literarios de trabajo, cuáles son tus proyectos?
Particularmente me encanta el relato, aunque comencé la aventura de la escritura a través de la poesía, que aún hoy cultivo. Podría decirse, acudiendo a mi particular punto de partida inspiracional de la cotidianidad, que la realidad y sus matices son los temas que me gusta abordar; es decir, en realidad es a través de la escritura de mi poesía y relatos que desarrollo esos mundos de los que hablé… Mi trabajo literario está atravesado por la filosofía, la espiritualidad y mi cariño por la ciencia ficción.
- Cuéntale al público tu experiencia “tallereando” en el famoso Taller de Chico Zúñiga, luego tu paso con Mata Guillén.
Durante mis años colegiales, en los que abordamos algunas obras literarias, no olvido la mítica figura del Hidalgo don Quijote de la Mancha. Más tarde, hacia finales del siglo, ingresé en el Taller Literario fundado por Francisco Zúñiga Díaz. En ese ambiente encontré otros «locos» que compartían ese deseo literario y, poco a poco, se fue cumpliendo ese lema del fundador del taller: «¡Si la literatura no sirve para hacer amigos, para qué carajos sirve!».
Entonces crecí en conocimiento y me incliné hacia el relato. Como elemento importante, refiero aquí que el método del maestro Zúñiga —en el taller literario que dirigía para entonces el poeta Henry López— abría espacios para cada uno de los que participábamos en él, un primer escaparate a un primer público que, lejos de ser pasivo, retroalimentaba en el autor las sensaciones que transmitía su trabajo, facilitando la mejora de la escritura personal y, por supuesto, de una forma más adecuada de comunicar con palabras esas visiones personales. Con Mata Guillén, la vertiente era un tanto más académica, encaminada y enriquecida por la erudición.
- ¿Cuál es tu experiencia como subdirector dentro de Luciérnagas? ¿Qué tal se siente ser un inspirador y estar en el otro lado del taller?
Luciérnagas es un semillero extraordinario en el que, al igual que en otras experiencias como director de un taller literario, también he encontrado amigos con los que compartir. Lejos de ser un espacio en el que me desarrollo como formador, considero que participar de mi experiencia literaria con los integrantes del taller enriquece aún más mi propia experiencia y, finalmente, fortalece la calidad literaria de quienes participamos en esos procesos.
- ¿Has encontrado talento? Comenta cómo ha sido tu experiencia, ¿quiénes son sus miembros?
Este grupo nació como una inquietud compartida, como suele crecer todo en el mundo de la literatura. Luciérnagas ha sido, como lo dije anteriormente, un semillero de poesía grandioso. El grupo, integrado por July, Catalina, Malkin y Álvaro, bajo la formación del poeta y escritor Alexander Anchia, se formó a paso seguro. Yo he venido a aportar mi experiencia y, respondiendo afirmativamente, estos poetas han echado a volar.
Cada uno, como lo citó Alexander Anchía en el debut literario de Luciérnagas este Día Internacional de la Poesía del año en curso, tiene una particularidad que los define según su propia realidad.
- ¿Qué le parecen las sesiones virtuales y las actividades que ha tenido hasta ahora el grupo?
Me encanta la «vieja escuela» en la que la presencialidad era física, las nuevas generaciones y las realidades de nuestra rutina diaria requieren espacios virtuales que permitan encuentros que favorezcan el diálogo literario y el pensamiento.
Nuestros encuentros formativos, la puesta a disposición crítica de los trabajos poéticos y los encuentros personales han favorecido ese ambiente de amistad y deseo de superación de quienes formamos parte del grupo. Nuestro debut frente al público mayor, como escuela literaria, en Heredia, fue una gala en la que cada uno aportó, además de su poesía, con entusiasmo.
Siendo la escuela dedicada al poeta costarricense Marco Aguilar, nuestros integrantes incluso hicieron una gira en la que visitaron a su viuda y entregaron una ofrenda en memoria del poeta allá en su natal Turrialba, en la provincia de Cartago…
- ¿Ha percibido talento? ¿Cómo valora la experiencia pedagógica de este taller respecto a otras escuelas poéticas en Costa Rica?
Indudablemente, existe un deseo de superación en los muchachos. La guía del profesor Alexander Anchía genera esa perspectiva de entendimiento y profundización en el mundo de la poesía y su desarrollo, desde una perspectiva más académica de manera preliminar. En mi caso, además, comparto con él esa visión de que —como se menciona en el cómic de Spider-Man— «todo gran poder conlleva una gran responsabilidad», y escribir es un gran «superpoder» del que hay que tomar responsabilidad…
Dispositivo
A veces quisiera
ser un teléfono celular,
y que, siempre atentos de ti,
una vez descargada tu batería,
te hagan a un lado
para recargarte
antes de volver a la rutina…
Claudio Regidor Fernandez




















