Luciérnagas: uma proposta de Escola Literária

Alexander Anchía Vindas apresenta Luciérnagas, uma proposta costarriquenha de formação literária

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Em primeiro plano, Cláudio Regidor; atrás, Andrés Cabrera - Foto cedida por Cláudio Regidor
Em primeiro plano, Cláudio Regidor; atrás, Andrés Cabrera – Foto cedida por Cláudio Regidor

Na Costa Rica não existe um curso de Criação Literária, mas já existiram Oficinas, escolas informais, como a Oficina Aberta de Poesia Eunice Odio, na Universidade da Costa Rica, o Círculo de Escritores Costarriquenhos, a oficina de Chico Zúñiga e outros espaços que permitiram aos poetas se formarem e confrontarem seus textos com outros autores mais experientes.

Isso desde o primeiro grupo literário chamado Círculo de Poetas Turrialbeños. É nesse contexto que surge Luciérnagas, como resultado de uma oficina realizada durante 2025. Hoje, este espaço propõe como subdiretor da iniciativa o senhor Claudio Regidor: narrador e poeta, com a maior parte de sua obra ainda inédita, mas ativista de oficinas literárias e formador de escritores.

Da esquerda para a direita, Catalina Gaviria, Claudio Regidor, July Quesada, Malquin González, Alexander Anchía (servidor y director) y Hálvaro Goluboay
Da esquerda para a direita, Catalina Gaviria, Claudio Regidor, July Quesada, Malquin González, Alexander Anchía (servidor y director) y Hálvaro Goluboay

1. Como você se define? Que papel ocupa no panorama literário costarriquenho atual?

Como cito em minha página web, defino-me como «Escritor | Promotor cultural | Defensor da acessibilidade e da vida». A experiência literária em minha pátria está intrinsecamente ligada à minha vida cotidiana: o desenvolvimento de todo o meu percurso nesse mundo tem seu alicerce no fato de que minha fonte de inspiração é, definitivamente, o meu cotidiano. Encontrar, em meio aos fatos mais simples e próximos de cada instante vivido, desperta em mim essa curiosidade do escritor de sonhar com novos mundos.

2. Quais são os gêneros literários com os quais trabalha? Quais são seus projetos?

Particularmente, adoro o conto, embora tenha iniciado a aventura da escrita por meio da poesia, que ainda hoje cultivo. Poderia dizer-se, recorrendo ao meu particular ponto de partida inspiracional no cotidiano, que a realidade e suas nuances são os temas que gosto de abordar; isto é, na realidade, é por meio da escrita de minha poesia e de meus contos que desenvolvo esses mundos de que falei… Meu trabalho literário é atravessado pela filosofia, pela espiritualidade e pelo meu carinho pela ficção científica.

3. Conte ao público sobre sua experiência nas oficinas do famoso Taller de Chico Zúñiga e, depois, sua passagem por Mata Guillén.

Durante meus anos escolares, nos quais estudamos algumas obras literárias, não me esqueço da mítica figura do Fidalgo Dom Quixote de La Mancha. Mais tarde, por volta do final do século, ingressei na Oficina Literária fundada por Francisco Zúñiga Díaz. Nesse ambiente encontrei outros «loucos» que compartilhavam aquele desejo literário e, pouco a pouco, foi se cumprindo o lema do fundador da oficina: «Se a literatura não serve para fazer amigos, para que diabos serve!».

Então cresci em conhecimento e me inclinei para o conto. Como elemento importante, refiro aqui que o método do mestre Zúñiga — na oficina literária que, naquela época, era dirigida pelo poeta Henry López — abria espaços para cada um dos que dela participávamos, uma primeira vitrine para um primeiro público que, longe de ser passivo, proporcionava ao autor um retorno sobre as sensações que seu trabalho transmitia, facilitando o aprimoramento da escrita pessoal e, naturalmente, de uma forma mais adequada de comunicar, por meio das palavras, essas visões pessoais. Com Mata Guillén, a vertente era um tanto mais acadêmica, orientada e enriquecida pela erudição.

4. Qual é sua experiência como subdiretor dentro de Luciérnagas? Como se sente sendo um inspirador e estando do outro lado da oficina?

Luciérnagas é um extraordinário viveiro, no qual, assim como em outras experiências como diretor de uma oficina literária, também encontrei amigos com quem compartilhar. Longe de ser um espaço no qual me desenvolvo como formador, considero que compartilhar minha experiência literária com os integrantes da oficina enriquece ainda mais minha própria experiência e, finalmente, fortalece a qualidade literária daqueles que participamos desses processos.

5. Você encontrou talento? Comente como tem sido sua experiência. Quem são seus integrantes?

Esse grupo nasceu como uma inquietação compartilhada, como costuma crescer tudo no mundo da literatura. Luciérnagas tem sido, como disse anteriormente, um grandioso viveiro de poesia. O grupo, integrado por July, Catalina, Malkin e Álvaro, sob a formação do poeta e escritor Alexander Anchía, formou-se a passos seguros. Eu vim contribuir com minha experiência e, respondendo afirmativamente, esses poetas alçaram voo.

Cada um, como citou Alexander Anchía na estreia literária de Luciérnagas, neste Dia Internacional da Poesia do ano em curso, possui uma particularidade que o define segundo sua própria realidade.

6. O que você acha das sessões virtuais e das atividades que o grupo realizou até agora?

Adoro a «velha escola», na qual a presencialidade era física; as novas gerações e as realidades de nossa rotina diária exigem espaços virtuais que permitam encontros que favoreçam o diálogo literário e o pensamento.

Nossos encontros formativos, a exposição crítica dos trabalhos poéticos e os encontros pessoais têm favorecido esse ambiente de amizade e desejo de superação daqueles que fazemos parte do grupo. Nossa estreia diante do grande público, como escola literária, em Heredia, foi uma gala na qual cada um contribuiu, além de sua poesia, com entusiasmo.

Sendo a escola dedicada ao poeta costarriquenho Marco Aguilar, nossos integrantes inclusive fizeram uma viagem na qual visitaram sua viúva e entregaram uma oferenda em memória do poeta, em sua cidade natal, Turrialba, na província de Cartago…

7. Você percebeu talento? Como avalia a experiência pedagógica desta oficina em relação a outras escolas poéticas da Costa Rica?

Indubitavelmente, existe nos jovens um desejo de superação. A orientação do professor Alexander Anchía gera essa perspectiva de compreensão e aprofundamento no mundo da poesia e em seu desenvolvimento, a partir de uma perspectiva mais acadêmica, de maneira preliminar. No meu caso, além disso, compartilho com ele essa visão de que — como é mencionado na história em quadrinhos do Homem-Aranha — «com grandes poderes vêm grandes responsabilidades», e escrever é um grande «superpoder» pelo qual é preciso assumir responsabilidade…

Dispositivo

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Claudio Regidor Fernandez

Alexander Anchia Vindas

Luciérnagas una propuesta de Escuela Literaria

En Costa Rica no existe una carrera de Creación Literaria, pero han existido Talleres, escuelas informales, como el Taller abierto de Poesía Eunice Odio en la Universidad de Costa Rica, Círculo de Escritores Costarricenses, el taller de Chico Zúñiga y otros espacios que han permitido a los poetas formarse y confrontar sus textos con otros autores con más experiencia. 

Esto desde el primer grupo literario llamado Círculo de Poetas Turrialbeños. Con ese marco surge como producto Luciérnagas, a partir de un taller que se impartió durante el 2025. El día de hoy, este espacio propone al subdirector de esta iniciativa a don Claudio Regidor: narrador y poeta con su mayoría de obra inédita aún, pero activista de talleres literarios y formador de escritores.

  1. ¿Cómo te defines vos mismo? ¿Qué papel ocupás vos en el panorama literario costarricense actual?

Según lo cito en mi página web, me defino como «Escritor | Promotor cultural | Defensor de la accesibilidad y la vida». La experiencia literaria en mi patria está intrínsecamente ligada a mi vida cotidiana: el desarrollo de todo mi devenir en ese mundo tiene su asidero en el hecho de que mi fuente de inspiración es, en definitiva, mi cotidianidad. Encontrar en medio de los hechos más simples y cercanos de cada instante vivido despierta en mí esa curiosidad del escritor de soñar con nuevos mundos.

  1. ¿Cuáles son tus géneros literarios de trabajo, cuáles son tus proyectos?

Particularmente me encanta el relato, aunque comencé la aventura de la escritura a través de la poesía, que aún hoy cultivo. Podría decirse, acudiendo a mi particular punto de partida inspiracional de la cotidianidad, que la realidad y sus matices son los temas que me gusta abordar; es decir, en realidad es a través de la escritura de mi poesía y relatos que desarrollo esos mundos de los que hablé… Mi trabajo literario está atravesado por la filosofía, la espiritualidad y mi cariño por la ciencia ficción.

  1. Cuéntale al público tu experiencia “tallereando” en el famoso Taller de Chico Zúñiga, luego tu paso con Mata Guillén.

Durante mis años colegiales, en los que abordamos algunas obras literarias, no olvido la mítica figura del Hidalgo don Quijote de la Mancha. Más tarde, hacia finales del siglo, ingresé en el Taller Literario fundado por Francisco Zúñiga Díaz. En ese ambiente encontré otros «locos» que compartían ese deseo literario y, poco a poco, se fue cumpliendo ese lema del fundador del taller: «¡Si la literatura no sirve para hacer amigos, para qué carajos sirve!».

Entonces crecí en conocimiento y me incliné hacia el relato. Como elemento importante, refiero aquí que el método del maestro Zúñiga —en el taller literario que dirigía para entonces el poeta Henry López— abría espacios para cada uno de los que participábamos en él, un primer escaparate a un primer público que, lejos de ser pasivo, retroalimentaba en el autor las sensaciones que transmitía su trabajo, facilitando la mejora de la escritura personal y, por supuesto, de una forma más adecuada de comunicar con palabras esas visiones personales. Con Mata Guillén, la vertiente era un tanto más académica, encaminada y enriquecida por la erudición. 

  1. ¿Cuál es tu experiencia como subdirector dentro de Luciérnagas? ¿Qué tal se siente ser un inspirador y estar en el otro lado del taller?

Luciérnagas es un semillero extraordinario en el que, al igual que en otras experiencias como director de un taller literario, también he encontrado amigos con los que compartir. Lejos de ser un espacio en el que me desarrollo como formador, considero que participar de mi experiencia literaria con los integrantes del taller enriquece aún más mi propia experiencia y, finalmente, fortalece la calidad literaria de quienes participamos en esos procesos.

  1. ¿Has encontrado talento? Comenta cómo ha sido tu experiencia, ¿quiénes son sus miembros?

Este grupo nació como una inquietud compartida, como suele crecer todo en el mundo de la literatura. Luciérnagas ha sido, como lo dije anteriormente, un semillero de poesía grandioso. El grupo, integrado por July, Catalina, Malkin y Álvaro, bajo la formación del poeta y escritor Alexander Anchia, se formó a paso seguro. Yo he venido a aportar mi experiencia y, respondiendo afirmativamente, estos poetas han echado a volar.

Cada uno, como lo citó Alexander Anchía en el debut literario de Luciérnagas este Día Internacional de la Poesía del año en curso, tiene una particularidad que los define según su propia realidad.

  1. ¿Qué le parecen las sesiones virtuales y las actividades que ha tenido hasta ahora el grupo?

Me encanta la «vieja escuela» en la que la presencialidad era física, las nuevas generaciones y las realidades de nuestra rutina diaria requieren espacios virtuales que permitan encuentros que favorezcan el diálogo literario y el pensamiento.

Nuestros encuentros formativos, la puesta a disposición crítica de los trabajos poéticos y los encuentros personales han favorecido ese ambiente de amistad y deseo de superación de quienes formamos parte del grupo. Nuestro debut frente al público mayor, como escuela literaria, en Heredia, fue una gala en la que cada uno aportó, además de su poesía, con entusiasmo.

Siendo la escuela dedicada al poeta costarricense Marco Aguilar, nuestros integrantes incluso hicieron una gira en la que visitaron a su viuda y entregaron una ofrenda en memoria del poeta allá en su natal Turrialba, en la provincia de Cartago… 

  1. ¿Ha percibido talento? ¿Cómo valora la experiencia pedagógica de este taller respecto a otras escuelas poéticas en Costa Rica?

Indudablemente, existe un deseo de superación en los muchachos. La guía del profesor Alexander Anchía genera esa perspectiva de entendimiento y profundización en el mundo de la poesía y su desarrollo, desde una perspectiva más académica de manera preliminar. En mi caso, además, comparto con él esa visión de que —como se menciona en el cómic de Spider-Man— «todo gran poder conlleva una gran responsabilidad», y escribir es un gran «superpoder» del que hay que tomar responsabilidad… 

Dispositivo

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Claudio Regidor Fernandez

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Alice S. Yousef

Carlos Javier Jarquín

‘Alice S. Yousef: poetisa palestiniana entre a poesia, a tradução, as viagens e a resiliência’

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Alice S. Yousef é bacharel (B.A.) em Língua e Literatura Inglesa e Tradução, com distinção, pela Universidade de Birzeit (2008–2011). Obteve mestrado em Escrita Criativa pela Universidade de Warwick (Reino Unido), em 2014, e foi integrante do Programa Internacional de Escrita da Universidade de Iowa, em 2016.. Foto cedida por Alice S. Yousef.
Alice S. Yousef é bacharel (B.A.) em Língua e Literatura Inglesa e Tradução, com distinção, pela Universidade de Birzeit (2008–2011). Obteve mestrado em Escrita Criativa pela Universidade de Warwick (Reino Unido), em 2014, e foi integrante do Programa Internacional de Escrita da Universidade de Iowa, em 2016.. Foto cedida por Alice S. Yousef.

Queridos amigos planetários:

Hoje tenho o prazer de compartilhar uma agradável entrevista que realizei com a poeta, tradutora e intérprete palestina Alice S. Yousef. Ela nasceu em 9 de dezembro de 1990, em Jerusalém, uma cidade bela e complexa, cheia de dor, mas também profundamente inspiradora por ser uma das mais antigas do mundo, cuja magia se reflete em múltiplas cores.

Alice é poeta, escritora, tradutora literária e jurídica, editora e pesquisadora que trabalha entre o árabe e o inglês. Sua trajetória está centrada na tradução de textos jurídicos, literatura e poesia. Possui bacharelado (B.A.) em Língua e Literatura Inglesa e Tradução, com distinção, pela Universidade de Birzeit (2008–2011). Obteve mestrado em Escrita Criativa pela Universidade de Warwick (Reino Unido), em 2014, e foi integrante do Programa Internacional de Escrita da Universidade de Iowa, em 2016.

Além da tradução, ela menciona que “sou apaixonada pela escrita criativa, pela pesquisa e pela narrativa, com especial interesse pelos direitos humanos, gênero, direitos das pessoas com deficiência, migração e literatura. Meu trabalho é alimentado por uma rica prática cultural e por uma perspectiva global, o que me permite abordar narrativas complexas com precisão e empatia. Atualmente resido na Palestina e me dedico a dar voz por meio da linguagem, da interpretação, da pesquisa, da defesa dos direitos, da representação visual e da palavra escrita”.

Alice, leyendo poesía en la 36.ª edición del Festival Internacional de Poesía de Medellín, celebrado del 4 al 11 de julio de 2026. Foto cortesía de Alice S. Yousef.
Alice, leyendo poesía en la 36.ª edición del Festival Internacional de Poesía de Medellín, celebrado del 4 al 11 de julio de 2026. Foto cortesía de Alice S. Yousef.

Além de ser uma grande leitora, ela ama os idiomas, viajar e dançar salsa e bachata. Este ano, viajou para a Colômbia para participar do Festival Internacional de Poesia de Medellín, realizado em sua 36ª edição, de 4 a 11 de julho, sob o lema “Rumo à Primavera Humana”. Nesta conversa, ela nos conta sobre sua agradável experiência de ter visitado esse país sul-americano. Já viajou por mais de 20 países. Fala quatro idiomas: sua língua materna, o árabe, além de inglês, francês e espanhol.

Na entrevista, conversamos sobre diversos temas. Ela nos conta qual é seu livro preferido e sobre a influência que seus pais exerceram para transformá-la em uma grande leitora. Também fala sobre seu estilo literário: como o construiu e como conseguiu encontrar sua própria voz. Comenta os principais temas que aborda em sua obra literária. Além disso, compartilhou a boa notícia de que, no próximo verão, publicará, por uma editora do Reino Unido, sua primeira coletânea de poemas, que será lançada em inglês.

Ao final, Alice se despede enviando uma mensagem à humanidade, a partir daquela região do planeta, tão ferida e sofrida. Décadas se passaram e, às vezes, parece que o mundo se esqueceu da Palestina; quando olhamos as notícias, temos a sensação de que muitos não se lembram de que a Palestina existe…

Alice S. Yousef (primera de izquierda a derecha en la segunda fila) junto a poetas de distintos países presentes en la 36.ª edición del Festival Internacional de Poesía de Medellín, celebrado del 4 al 11 de julio de 2026. 
Foto cortesía de Alice S. Yousef.
Alice S. Yousef (primera de izquierda a derecha en la segunda fila) junto a poetas de distintos países presentes en la 36.ª edición del Festival Internacional de Poesía de Medellín, celebrado del 4 al 11 de julio de 2026.
Foto cortesía de Alice S. Yousef.

Entrevista:

O que você mais se lembra com frequência da sua infância?
Cresci como a primeira neta de uma família numerosa; com frequência, lembro-me mais dos momentos cotidianos do que dos extraordinários: as reuniões familiares, o ritmo da vida diária e as histórias que eram contadas ao meu redor. Lembro-me de brincar ao ar livre nos campos, de visitar a Cidade Velha pela primeira vez e sentir que ela era um labirinto, de minha avó preparando bolos na cozinha e de meus pais lendo para mim. Também me lembro de sentir muito medo por causa do cenário político, que mudava constantemente, e por testemunhar a guerra. Crescer em Jerusalém também significou crescer com a consciência de que até mesmo os lugares comuns guardam camadas de história e memória. Quando olho para trás, percebo que muitos desses pequenos momentos acabaram encontrando seu caminho em minha poesia.

O que você recorda com mais carinho de suas primeiras leituras?
Lembro-me da sensação de descobrir que os livros podiam me transportar para lugares que nunca havia visto e, ao mesmo tempo, ajudar-me a compreender o lugar que eu já conhecia. Lembro-me do “só mais um capítulo” ou de mais uma história antes de dormir. Meus pais liam para mim; também me lembro de me esconder sob a luz do abajur para ler, até que minha mãe desistia e dizia: “Você vai prejudicar sua visão”. Ela tinha razão. Também me lembro de que eu tinha esse dom mágico de recontar a mesma história de maneiras diferentes, dependendo do membro da família. Acho que foi aí que começou a germinar a semente de me tornar escritora.

De todos os livros que você leu, escolhe O Caçador de Pipas como seu favorito. Por quê?
Escolho O Caçador de Pipas (The Kite Runner), pela maneira como Khaled Hosseini combina uma história humana íntima com temas mais amplos, como culpa, memória, amizade, deslocamento e redenção. Como escritora, admiro particularmente seu estilo: lírico, mas contido; emocionalmente preciso e sem adornos desnecessários. Ele sabe como fazer com que pequenos detalhes e momentos tenham um enorme peso emocional, ao mesmo tempo em que entrelaça uma história profundamente pessoal com a história mais ampla do Afeganistão. Para mim, é isso que torna o romance tão poderoso: ele está enraizado em um lugar e em uma história muito específicos, mas fala de algo profundamente universal sobre a memória, o remorso e nosso desejo de redenção.

O que a inspirou a se tornar poliglota?
Curiosidade, acima de tudo. Cada idioma abre uma nova maneira de ver o mundo. Sou fascinada pelas palavras e por seu potencial de mudar a maneira como vemos e compreendemos aquilo que nos rodeia. Também adoro ler e, em algum momento, quero poder ler meus autores favoritos em suas línguas nativas. Aprender idiomas me permitiu não apenas me comunicar com pessoas de diferentes culturas, mas também compreender como as ideias, as emoções e as histórias se transformam ao passar de uma língua para outra. Como tradutora, vejo a linguagem como uma ponte, e não como uma barreira.

Você pode resumir sua experiência em tradução e interpretação jurídica entre o inglês e o árabe, especificando os documentos (por exemplo, sentenças, projetos de lei), os tipos de interpretação simultânea, sua contribuição para a reforma judicial e como integra a perspectiva de gênero e os tribunais religiosos?

Sou tradutora e intérprete jurídica certificada, com mais de uma década de experiência construindo pontes entre idiomas e culturas.

Tenho me especializado na tradução de documentos jurídicos de alto nível, relatórios de políticas públicas e textos legislativos entre o inglês e o árabe.

Presto serviços de interpretação de alto nível — consecutiva e simultânea — para reuniões, workshops e consultas de natureza jurídica e judicial, facilitando debates fundamentais sobre governança, reforma da Justiça e assistência jurídica.

Adquiri um conhecimento profundo sobre o Estado de Direito, a assistência jurídica, a educação jurídica, a transversalização da perspectiva de gênero e o sistema de tribunais religiosos (tribunais de família) por meio da experiência prática em tradução e interpretação jurídica.

Desempenho um papel fundamental na comunicação jurídica multilíngue, garantindo clareza nos procedimentos judiciais, nos diálogos sobre políticas públicas e nas interações com as partes interessadas. Trabalho com elevado grau de autonomia, lidando com documentação jurídica sensível e contribuindo para debates estratégicos com o setor da Justiça.

De onde nasceu essa paixão por conhecer novos destinos?
Acredito que minha paixão por descobrir novos lugares tenha crescido naturalmente a partir do meu amor pela literatura. Muito antes de ter a oportunidade de viajar, os livros me permitiam atravessar fronteiras. A leitura me ensinou que cada lugar tem suas próprias histórias, mas também que as emoções presentes no centro dessas histórias são extraordinariamente universais. Quando finalmente comecei a viajar, percebi que, de certa maneira, estava encontrando lugares que já conhecia por meio da literatura. O que antes existia apenas em minha imaginação de repente ganhou rostos, vozes, paisagens e conversas. Viajar tornou-se algo mais do que visitar novos destinos; tornou-se uma oportunidade de ouvir, aprender e estabelecer conexões humanas genuínas.

Qual foi o principal ensinamento que sua passagem por Warwick lhe deixou?
Warwick me ensinou lições pessoais e profissionais que permanecerão comigo por toda a vida. A mais importante foi encontrar minha voz: tanto no papel quanto pessoalmente. Aprendi que escrever é, ao mesmo tempo, um ofício e uma conversa. A universidade me incentivou a experimentar, a questionar minhas próprias convicções e a ler com mais generosidade através das culturas. Talvez o mais importante tenha sido ter adquirido confiança para confiar em minha própria voz, sem deixar de estar aberta a aprender com os outros.

Durante sua permanência no Reino Unido, você morou perto da casa onde nasceu William Shakespeare. O que sentiu ao perceber esse detalhe?
Foi uma sensação surreal. A obra de Shakespeare atravessou séculos e idiomas, então estar perto do lugar onde ele nasceu me fez lembrar que a literatura pode sobreviver aos seus momentos no tempo e no espaço. Como escritora, isso reforçou minha convicção de que as histórias pertencem àqueles que continuam a lê-las e reinterpretá-las. Logo, aquele lugar se tornou meu lugar favorito para escapar dos longos e árduos dias de estudo.

O que a bolsa na Universidade de Iowa representou para sua vida pessoal e profissional?
O Programa Internacional de Escrita da Universidade de Iowa foi uma experiência transformadora. Reuniu escritores de todo o mundo e criou um espaço onde diferentes idiomas, tradições e perspectivas podiam se encontrar em condições de igualdade. No âmbito pessoal, ampliou minha compreensão da comunidade literária global. Profissionalmente, reforçou meu compromisso com o intercâmbio cultural internacional e me proporcionou amizades e colaborações duradouras que continuam inspirando meu trabalho anos depois. Foi uma experiência extremamente enriquecedora.

Para quando você planeja publicar sua primeira coletânea de poemas e em que idioma ela será publicada?
Meu primeiro livro de poemas será lançado no próximo verão pela editora independente britânica Broken Sleep Books; a coletânea será publicada em inglês. Eu adoraria vê-la traduzida para diferentes idiomas.

¿Cuáles son los temas que más sobresalen en tu poesía?

Mi poesía explora la memoria, la identidad, el lenguaje, el mundo de las mujeres, el desplazamiento, el amor y las maneras silenciosas en que las realidades políticas moldean la vida cotidiana. Me interesa cómo los objetos y momentos ordinarios pueden contener un peso emocional extraordinario. La traducción también influye profundamente en mi escritura, porque veo la poesía como otra forma de cruzar fronteras y poner distintos mundos en diálogo.

A inicios de julio de este año estuviste en el Festival de Poesía de Medellín, en Colombia. ¿Qué significó para ti esa invitación?

Fue un honor enorme y una experiencia profundamente significativa para mí. El Festival Internacional de Poesía de Medellín es una de las reuniones poéticas más importantes del mundo, con una larga trayectoria de reunir a poetas en una ciudad que ha vivido una violencia y una transformación profunda. Subir a ese escenario como una de las pocas poetas palestinas participantes tuvo un significado especial. Sentí que llevaba no solo mi propio trabajo, sino también la presencia y las voces de las poetas palestinas que con demasiada frecuencia están ausentes en los grandes espacios literarios internacionales. Formar parte de un festival tan global me dio la oportunidad de situar la poesía palestina en una conversación poética mucho más amplia y de hablar sobre nuestras experiencias, nuestra historia y nuestro presente desde nuestra propia perspectiva. Fue tanto un privilegio como una responsabilidad, y una experiencia que llevaré conmigo por mucho tiempo.

¿Cómo describes tu estancia en Colombia? ¿Alguna vez imaginaste conocer la tierra de García Márquez?

Colombia superó todas mis expectativas. Es muy animada y ha salido de mucha oscuridad. Me sentí en casa. Me conmovió profundamente la calidez y generosidad de la gente, la riqueza de su cultura y el amor genuino por la poesía que encontré por todas partes. Desde hace tiempo soñaba con visitar Colombia, y estar literalmente en la puerta de Márquez fue un momento muy emotivo. Como admiradora de larga data de Gabriel García Márquez, visitar Colombia se sintió casi como entrar en un paisaje literario que había vivido en mi imaginación durante años. Fue un hermoso recordatorio de que la literatura puede inspirarnos mucho antes de llegar a un lugar en persona.

¿Qué impresiones te llevaste de América Latina para compartirlas en tu tierra natal?

Mi primera impresión fue: ¡es muy verde! Puedo estar equivocada, pero me impresionó la hermosa naturaleza. Me encanta que América Latina esté llena de vida: regresé con un profundo aprecio por la resiliencia, la danza, el arte, la creatividad y la generosidad de las comunidades latinoamericanas. A pesar de las distintas historias y lenguas, encontré muchas experiencias compartidas en torno a la memoria, la identidad y la esperanza. Me inspiró especialmente la forma en que la poesía se abraza como un arte público y comunitario, capaz de reunir a personas de todos los ámbitos de la vida. No creo que esta haya sido una visita de una sola vez.

¿Consideras que el mundo se ha olvidado de Palestina?

No creo que el mundo haya olvidado Palestina; es la lucha más antigua que vive bajo ocupación y guerra, pero la atención suele llegar en oleadas, como ocurre con la lucha por la libertad en todas partes. Lo importante es que la gente siga interesándose no solo por los titulares, sino también por la cultura palestina, su literatura, su música y la vida cotidiana. Nuestras historias son más que el ciclo de noticias, y el arte ayuda a preservar la humanidad que las estadísticas y los debates políticos a menudo pasan por alto.

¿Qué mensaje quisieras compartir desde Palestina?

Me gustaría que la gente recordara que detrás de cada titular hay seres humanos con sueños, familias, talentos e historias que vale la pena escuchar. Siempre hay más de lo que parece. Espero que quienes lean sigan acercándose a Palestina con curiosidad, empatía y disposición para escuchar. La literatura nos recuerda que, antes de ser definidos por la nacionalidad o la política, somos personas conectadas por nuestra humanidad compartida. Ahí, para mí, es donde empieza toda conversación que tenga sentido.

Querida Alice, gracias por dedicar tu tiempo y tu espacio desde Palestina para compartir con las lectoras y lectores de este distinguido medio. Recibe mis sinceras felicitaciones por la trayectoria que has construido a lo largo de tu vida, tanto en tu labor profesional como traductora como en tu obra creativa.

En el siguiente enlace podrán disfrutar de una lectura poética de Alice, que ofreció durante el Festival Internacional de Poesía de Medellín (Colombia) el pasado mes de julio: https://youtu.be/aPHb3790R6c?si=e0BQHKJhOYXATTyE

  • Nota: la presente entrevista ha sido traducida del inglés al español mediante Perplexity AI.

El entrevistador, es escritor nicaragüense radicado en Costa Rica.

Contacto: carlosjavierjarquin2690@yahoo.es 

Carlos Javier Jarquín

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Esferas, petroglifos y calzadas

Carlos Javier Jarquín

Presentación del libro ‘Esferas, petroglifos y calzadas: ingeniería ancestral de Costa Rica’

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Portada del libro: Esferas, petroglifos y pavimentos: ingeniería ancestral de Costa Rica, de Guillermo Quirós Álvarez
Portada del libro Esferas, petroglifos y calzadas: ingeniería ancestral de Costa Rica (HC Editores, Costa Rica, 2026). Obra presentada el 23 de Julio en la Benemérita Biblioteca Nacional de Costa Rica.

El pasado 23 de julio, el escritor costarricense Guillermo Quirós Álvarez presentó en la Benemérita Biblioteca Nacional de Costa Rica su más reciente libro titulado Esferas, petroglifos y calzadas: ingeniería ancestral de Costa Rica (HC Editores, 2026). Esta presentación fue organizada por el Ministerio de Cultura y Juventud por medio de la Benemérita Biblioteca Nacional del SINABI y HC Editores. En el panel de comentaristas estuvieron presentes Orlando Castro Quesada y Hámer Salazar, y el autor nos deleitó con una magistral explicación del contenido, en la cual fue reproduciendo diapositivas.

Para conocer un poco más sobre el contenido de la obra, le realicé algunas preguntas al autor y al editor Hámer Salazar, Director General de HC Editores. Comparto las preguntas y respuestas. El autor me comentó que tardó siete años en investigar para hacer realidad la publicación de este libro. Esta obra está disponible en Amazon en formato Kindle y en formato pasta blanda.

En la presenración del libro el autor estuvo acompañodo por amigos y familiares. Tambien asistieron la poeta Ana Anka y el poeta Alexander Anchía Vindas.

Estimado Guillermo Quirós Álvarez, felicidades por la presentación de su libro. ¿Cuáles son los temas centrales de la obra?

Este libro invita al lector a comprender la magnitud de una civilización que dialogaba con la piedra, el tiempo y el territorio. 

La obra propone integrar la lectura de esferas, tronos, petroglifos y calzadas como huellas de tecnología aplicada, donde se mezclan geometría, ingeniería, control territorial y memoria del agua.

El libro lee la tríada esfera-trono-calzada como una tecnología cultural: la geometría no es decoración; es una manera de gobernar el paisaje.

De izquierda a derecha: Hámer Salazar, Guillermo Quirós Álvarez y Orlando Castro Quesada. Foto: Carlos Jarquín/Cortesía.

¿Cuál es el principal aporte del libro al patrimonio cultural costarricense?

  • Reposiciona el patrimonio: de objeto turístico a tecnología ancestral.

  • Abre debate académico multidisciplinario: arqueología, ingeniería, hidrología, historia y cosmovisión.

  • Recupera herencia perdida: los pueblos originarios fueron planificadores, técnicos y lectores del ambiente.

  • Ofrece una lectura nacional: Costa Rica también tuvo gran infraestructura precolombina.
De izquierda a derecha: Hámer Salazar, Carlos Jarquín y Guillermo Quirós Álvarez después de la presentación del libro Esferas, petroglifos y calzadas: ingeniería ancestral de Costa Rica (HC Editores, 2026). Foto: 23/07/26. Cortesía Carlos Jarquín.

Estimado Hámer, ¿qué significó para HC Editores haber publicado  𝑬𝒔𝒇𝒆𝒓𝒂𝒔, 𝒑𝒆𝒕𝒓𝒐𝒈𝒍𝒊𝒇𝒐𝒔 𝒚 𝒄𝒂𝒍𝒛𝒂𝒅𝒂𝒔: 𝒊𝒏𝒈𝒆𝒏𝒊𝒆𝒓𝒊́𝒂 𝒂𝒏𝒄𝒆𝒔𝒕𝒓𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝑪𝒐𝒔𝒕𝒂 𝑹𝒊𝒄𝒂?

Para HC Editores constituye un honor y un privilegio presentar oficialmente la obra Esferas, petroglifos y calzadas: ingeniería ancestral de Costa Rica, del científico Guillermo Quirós Álvarez. Más que un libro sobre arqueología, esta obra representa una invitación a replantear nuestra forma de comprender el patrimonio precolombino costarricense y a reconocer que el conocimiento científico alcanza su mayor fortaleza cuando distintas disciplinas dialogan entre sí.

Durante décadas, las esferas de piedra, los petroglifos y las calzadas indígenas han sido estudiados principalmente desde la arqueología y la antropología. Gracias a esos esfuerzos conocemos aspectos fundamentales de su contexto cultural, cronología y distribución geográfica. Sin embargo, toda disciplina observa la realidad desde las preguntas que le son propias y, en consecuencia, descubre respuestas acordes con su marco conceptual.

Es precisamente aquí donde radica la principal virtud de esta obra. Guillermo Quirós Álvarez, físico, oceanógrafo físico e investigador vinculado a proyectos de física espacial asociados con la NASA, incorpora una perspectiva diferente. Su formación científica le permite analizar estas manifestaciones del patrimonio indígena desde los principios de la geometría, la mecánica, la hidráulica, la resistencia de materiales y la ingeniería civil, proponiendo interpretaciones que enriquecen el debate académico sin pretender sustituir las explicaciones arqueológicas tradicionales.

Esta aproximación recuerda una célebre reflexión atribuida a Immanuel Kant: «No vemos el mundo como es, sino como somos.» Nuestra comprensión de la realidad está condicionada por la formación, la experiencia y las herramientas intelectuales con las que nos aproximamos a ella. La ciencia avanza precisamente cuando nuevas preguntas iluminan fenómenos que parecían plenamente comprendidos.

¿Cuál es el mensaje que propone este libro para sus lectores?

Desde esa perspectiva, el lector encontrará en estas páginas una propuesta audaz. Las esferas de piedra dejan de ser únicamente extraordinarias manifestaciones escultóricas para ser analizadas también como expresiones de un sofisticado dominio de la geometría y de la organización territorial. Los petroglifos adquieren una dimensión funcional que trasciende su valor artístico, mientras que las calzadas precolombinas son examinadas como verdaderas obras de infraestructura, capaces de revelar el grado de desarrollo tecnológico, la capacidad organizativa y la complejidad social alcanzadas por las sociedades indígenas de la antigua Costa Rica.

Uno de los mayores méritos del autor consiste en demostrar que la ingeniería también puede convertirse en una herramienta para interpretar el pasado. Al analizar dimensiones, pendientes, volúmenes, capacidad estructural, redes de comunicación y requerimientos de mano de obra, ofrece argumentos que invitan a reconsiderar la magnitud de las obras públicas construidas por nuestros pueblos originarios y, con ello, la imagen que tradicionalmente hemos tenido sobre su desarrollo científico y tecnológico.

Naturalmente, toda propuesta innovadora suscita preguntas, discusión y contraste de ideas. Esa es precisamente la esencia del conocimiento científico. Los grandes avances no nacen del consenso inmediato, sino de la capacidad de formular nuevas hipótesis, someterlas al análisis crítico y confrontarlas con la evidencia disponible. En este sentido, Esferas, petroglifos y calzadas: ingeniería ancestral de Costa Rica constituye una valiosa contribución al diálogo interdisciplinario y un estímulo para futuras investigaciones.

¿Cuál es la principal responsabilidad que debe asumir una editorial?

Como editor, considero que una de las responsabilidades fundamentales de una casa editorial es abrir espacios para las ideas que amplían las fronteras del conocimiento. Publicar este libro responde precisamente a ese compromiso: ofrecer al lector una obra sólidamente argumentada que invita a reflexionar, cuestionar y descubrir nuevas formas de interpretar nuestro patrimonio arqueológico.

Costa Rica posee uno de los legados culturales más extraordinarios del continente americano. Comprenderlo exige escuchar las voces de la arqueología, la antropología, la historia, la geología, la ingeniería, la física y todas aquellas disciplinas capaces de aportar nuevas piezas al complejo rompecabezas de nuestro pasado. Esa es la mayor enseñanza de este libro.

Estoy convencido de que esta obra no dejará indiferente al lector. Coincida o no con todas las hipótesis planteadas, encontrará en sus páginas una investigación seria, profundamente documentada y elaborada con la pasión de quien ha dedicado años a observar la piedra no como un vestigio inmóvil, sino como un testimonio del ingenio humano.

Esa capacidad para despertar preguntas es, quizás, el mayor mérito de un libro científico y la razón por la cual HC Editores se complace en poner esta obra en manos de sus lectores.

Carlos Javier Jarquín

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