O angolano hoje

Ismaél Wandalika: Poema ‘O angolano hoje’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada pelo ChatGPT

‎O ANGOLANO HOJE‎

É controverso de seu ato
‎Confuso no compasso
‎Anda de mãos dado com o passado…
‎Feliz em seus intensos delírios…

‎O angolano hoje sorri nas entrelinhas 
Cria um espetáculo fulminante
‎para humilhar seu semelhante
‎Impõe-se ao sucesso de seu irmão almejando vê-lo em baixo
‎Usa a artimanha do destino para inibir a felicidade conjugal…
‎É dualista no seu trilho matinal
‎Reveste-se de ilusões no toque que encena o sorriso divinal

‎O ANGOLANO HOJE

‎Quando possuí um cargo artilha laço   
‎Passa pisando todos como se fosse possuidor do universo e suas constelações
‎O Poder sobe-lhe ao pescoço…
‎Fala sem modo…
‎Utiliza a tela para exibir sua arrogância…

‎O ANGOLANO HOJE

‎Atrasa a vida de seus compatriotas
‎Negligenciando decisões coletivas
‎Negocia terras e heranças coletivas
‎Cava seu túmulo burlando seu Semelhante que também luta almejando dias melhores!
‎Sorri das dores alheias
‎Sobrevive aos caos de sua herdade

‎O ANGOLANO HOJE

‎Não tem nada a perder
‎Entrega-se sem pavor ao  prazer
‎Morre todos dias no renascer de suas pelejas!
‎Come a poeira do ocidente sem pudor
‎Possui hematomas gerados na Pele do tambor…

‎O ANGOLANO HOJE

‎Reflete seus atos depois dos arrependimentos…
‎Vive pelo estômago que rasgou seu peito
‎Faz tudo pelos lucros
‎Vaza seus íntimos vídeos
‎Reclama de tudo mas quando lhe é dado o poder faz igual a todos…
‎Outrora conservador de princípios
‎Hoje moderno rei da falácia
‎Na mídia fala pelos números
‎A sombra da mulemba condena seus próprios atos…
‎Reage com irá ao visualizar sua entrevista no podcast…

‎O ANGOLANO HOJE
‎É controverso de seu ato
‎Confuso no compasso
‎Anda de mãos dado com o passado…
‎Feliz em seus intensos delírios…

‎O ANGOLANO HOJE

Soldado Wandalika

Poeta e escritor angolano mentor do projeto Luso internacional POETAS DA ILUSÃO

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Pena

Virgínia Assunção: Poema ‘Pena’

Virgínia Assunção
Virgínia Assunção
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Há pessoas que não ferem pela força,
Mas pela arte de fingirem ser do bem.
Vestem-se de ovelhas em pele de lobo,
E não se preocupam se machucam alguém.

Confesso: não desperta em mim revolta.
Pois a revolta exige que se tenha algum valor.
O que essas pessoas de fato, provocam
É pena, silêncio tecido de pesar e torpor.

Estranha palavra essa: pena.
No coração, compaixão; na lei, punição.
Talvez não tenham sentidos tão diferentes:
Pois quem inspira pena, já vive em condenação.

Porque o pior dos presídios não tem grades,
Nem juiz, sentença, ou qualquer legislação.
Está na mente de quem engendra as maldades
E faz da própria vida a sua eterna prisão.

Virgínia Assunção




Dores

Jacob Kapingala: Poema ‘Dores’

Logo da seção O Leitor Participa
Logo da seção O Leitor Participa
Fotografia conceitual com iluminação suave e dramática de uma pessoa de perfil, com expressão de profunda saudade. Uma lágrima translúcida escorre por seu rosto, transformando-se sutilmente em partículas de luz dourada que flutuam no ar. Ao fundo, formas abstratas e translúcidas sugerem sorrisos e memórias afetuosas do passado, criando um contraste poético entre a tristeza e o conforto.
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Três legiões de dores me invadem,
Sempre que as memórias renascem,
E lembranças amargas me trazem,
Surrando meu corpo e quase que me partem.

De três para seis elas crescem.
Meu peito chora, as pernas tremem.
Essas lágrimas que agora caem,
São tão pesadas que meus olhos não conseguem,

Por isso é que no rosto elas descem,
Trazendo lembranças que não se esquecem,
De pessoas amadas que já se foram mas ainda vivem,
Nos nossos corações que sempre sentem,

As alegrias que nunca morrem,
E nem sequer envelhecem.
Pois os sorrisos do ontem,
Afagam as dores que dentro de nós se escondem.

Jacob Kapingala

Jacob Kapingala
Jacob Kapingala

Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.

É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.

Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.

É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos

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Entre o olhar e o beijo

Marli Freitas: Poema ‘Entre o olhar e o beijo’

Marli Freitas
Marli Freitas
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Entre os ramos e o voo dos pássaros,
Há uma liberdade que clareia
O discorrer do milagre que traz poesia.

Entre o sonho e a realidade, posso sentir
Que tudo está como deveria – em
Movimento de renovação e expansão.

Entre as imponentes serras da minha
Terra e o céu, posso ver a beleza
Do mundo desenhando o infinito.

Entre o aqui e o agora, dançam
As mais ecléticas memórias que
Saúdam o instante – natureza notória.

Entre o ser ou não ser, a jornada
Acontece à sombra do pensamento, a
Gosto da vida, às respostas do tempo.

Entre a nudez e a flor, uma pausa
Faz refletir (tudo passa). Depois do medo
Vem a coragem; depois da dor, a alegria.

Entre o olhar e o beijo – vai-se o dia,
Vem a saudade – enquanto o sol
Deita-se em cálice sobre os arbustos.

Marli Freitas

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Evergreen

Kali Baral: Poem ‘Evergreen’

Kali Baral
Kali Baral
Imagem criada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/6a5285f3-2230-83e9-824d-4727bd3dea61
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In my reincarnation,
a tree I’ll be.
From earth’s deep union,
blossoms will rise.

The neighboring birds will
brim with tender affection.
The heavens will bloom—
a house of branch and breath.

Breathing roots, a thousand years,
etched in time’s calendar.

In the melody of wind,
the branches sway,
life whispering everywhere.

I’ve tucked my age
into history’s verse,
cradled softly like a sacred song.

We’ll be green together,
rooted deep in earth’s embrace.

Evergreen in our veins,
we’ll stand—
firm, side by side.

Listen,
in the next life,
we’ll surely be green.

Kali Baral

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Hoy

Rosa Judy Parreño Baca: Poema ‘Hoy’

Judy Parreño Baca
Judy Parreño Baca
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Mís lágrimas sé revelan,
hoy no veó nada,
hoy mataría a mí propia
Alma.
Mís sueños sé perdieron, al compás dé la maldad, él es un sueño,
y Ahora despertaré sín dormír.
Tengo acorraladas mí pena, y mí sonrisa sé volvió hielo…
Fuí él juego dé una crónica, anunciada escrita, con muchas risas burlonas,
cómplice dé su libreto al revés, qué miré y sonreí,
quizá fué una mueca, dé sabor a hiel.
Caminaré descalza, por montes puntiagudos, y por sueños despiertos.
Caminaré mirando al Cielo otra vez.

Judy Parrreño Baca

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Right remedy

Surendra Nagaraju: Poem ‘Right remedy’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
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Of late, the whole world is
appearing black to me.
People, environs– everything
is dark around me.

I pondered a lot
and chose the right remedy:
Wash out the murk
accumulated inside me.

Right remedy

Ultimamente, o mundo inteiro
está me parecendo negro.

Pessoas, ambientes – tudo
está escuro ao meu redor.

Refleti muito
e escolhi o remédio certo:
Lavar a escuridão
acumulada dentro de mim.

Elanaaga

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