Conservatório de Tatuí abre inscrições

Conservatório de Tatuí abre inscrições para 2º Processo Seletivo de Estudantes com novas especializações em Choro e Performance Histórica

Espetáculo ‘Razão Social’, turma do 2º Ano de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí
Foto: Peterson Paes/Arquivo Conservatório de Tatuí
Espetáculo ‘Razão Social’, turma do 2º Ano de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí
Foto: Peterson Paes/Arquivo Conservatório de Tatuí

São mais de 150 vagas para cursos de música e teatro distribuídos na Sede, em Tatuí, e no Polo São José do Rio Pardo; as inscrições podem ser feitas de forma gratuita e online até dia 09 de março

Considerada a maior escola de música e teatro da América Latina, o Conservatório de Tatuí anuncia a abertura do 2º Processo Seletivo de Estudantes para o ano letivo 2026. A instituição, que pertence à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e é gerida pela Sustenidos Organização Social de Cultura, oferece cursos nas áreas de música erudita, popular, teatro e educação musical em diferentes modalidades, como formações livres, regulares e de especialização.

São mais de 150 vagas distribuídas nas unidades educacionais localizadas na Sede Tatuí e no Polo em São José do Rio Pardo. Para este edital, a escola lança ainda duas novas especializações: Choro e Performance Histórica. Todos os cursos são inteiramente gratuitos, isentos de qualquer tipo de taxa de inscrição, matrícula ou mensalidade. As pessoas interessadas podem se inscrever por meio do site do Conservatório de Tatuí até 9 de março.

O 2º Processo Seletivo do Conservatório de Tatuí anuncia para a área de Música Popular uma nova especialização em Choro. O curso é destinado ao aprofundamento na linguagem do gênero, com aulas que contemplam aspectos como o desenvolvimento técnico e interpretativo, estudo e análise de repertório, introdução às práticas de improvisação, criação musical, entre outros.

O curso tem 2 anos de duração e as pessoas interessadas devem ter conhecimento técnico compatível com o nível intermediário da instituição em instrumentos como bandolim, cavaquinho, flauta e percussão. A seleção será feita por meio de teste para uma banca de docentes da escola, com a apresentação de uma peça de livre escolha do repertório de Choro.

2ª Semana de Prática de conjunto - Foto Peterson Pes - Arquivo
2ª Semana de Prática de conjunto – Foto Peterson Pes – Arquivo

A área de Música Erudita também anuncia uma nova especialização voltada ao aprofundamento prático e teórico em Performance Histórica. A formação é destinada a estudantes com conhecimento compatível ao nível avançado de estudos em instrumentos como Violino/Viola Barroco, Violoncelo Barroco, Contrabaixo Acústico, Viola da Gamba, Canto Barroco e Teclados Históricos. A formação terá duração de dois anos e abrange desde o estudo de tratados e de textos fundamentais, passando pelo estudo estilístico de repertório, entre outros aspectos relacionados ao gênero. O processo de seleção de estudantes será feito por meio de um teste frente uma banca de docentes do Conservatório de Tatuí na qual o(a) candidato(a) deverá executar uma peça indicada no edital e uma obra de livre escolha.

O 2º Processo Seletivo de Estudantes também abre inscrições que contemplam cursos com vagas remanescentes disponíveis distribuídas em cursos livres anuais, regulares e de especialização áreas como Música Erudita, Popular, Educação Musical, Musicografia Braille e Artes Cênicas. Há ainda diversas formações que dispõem de opção para cadastro reserva de candidatos(as).

A seleção de estudantes varia conforme o curso e o perfil da pessoa inscrita. Nos cursos livres anuais e cursos para iniciantes/pessoas sem conhecimento, as vagas são distribuídas por sorteio. Na área de Artes Cênicas, por exemplo, as pessoas inscritas para os cursos Artes Cênicas, Visualidades da Cena e Teatro Musical deverão participar de uma triagem realizada presencialmente, uma aula-entrevista. Já nos cursos de música, a seleção de pessoas com conhecimento musical poderá ser feita de duas formas: em uma apresentação presencial para a banca avaliadora ou de forma virtual para residentes de cidades acima de 200 km de distância – neste segundo caso, a pessoa inscrita deverá enviar, no ato da inscrição, uma gravação em vídeo cantando ou tocando a obra escolhida.

É importante observar que os critérios de admissão variam de um curso para outro, por isso, a instituição recomenda que as pessoas interessadas leiam atentamente os editais antes de efetuar a inscrição.

O Conservatório de Tatuí mantém em seus processos seletivos ações afirmativas. Dentre elas, há distribuição de 50% das vagas destinadas à ampla concorrência e 50% reservadas a estudantes vindos(as) de escolas públicas. Além disso, a instituição disponibiliza reserva de 5% do total de vagas para Pessoas com Deficiência (PcD).

Para sanar dúvidas sobre este processo seletivo ou sobre os editais, a organização disponibiliza e-mails para contato: processoseletivo@conservatoriodetatui.org.br  (cursos em Tatuí) ou secretaria.polo@conservatoriodetatui.org.br (cursos no Polo São José do Rio Pardo).

SERVIÇO

2º Processo Seletivo de Estudantes 2026 do Conservatório de Tatuí

Inscrições: até 09/03/2026

Editais: https://www.conservatoriodetatui.org.br/estude-conosco/processo-seletivo/      

Dúvidas ou mais informações: processoseletivo@conservatoriodetatui.org.br ou (15) 3205-8443/8447/8448/8449

Inscrições gratuitas

O Conservatório de Tatuí e a Sustenidos Organização Social de Cultura agradecem aos patrocinadores que apoiam nossas atividades por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Patrocinadores do Conservatório de Tatuí: Drogal, Cipatex, Sicoob, Kéke Empreendimentos

Sobre o Conservatório de Tatuí: Fundado em 11 de agosto de 1954, o Conservatório de Música e Teatro de Tatuí é uma das mais respeitadas escolas de música e artes cênicas da América Latina, importante equipamento de formação e difusão artística da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

Oferece mais de 100 cursos regulares, livres e de aperfeiçoamento, todos gratuitos, nas áreas de Artes Cênicas, Música Erudita, Música Popular e Educação Musical. Atende cerca de 3.000 estudantes anualmente, vindos(as) de todas as regiões do Brasil e, também, de outros países, como Argentina, Chile, Coreia do Sul, Equador, Estados Unidos, Japão, México, Peru, Portugal, Síria, Uruguai e Venezuela.

É considerado uma das mais bem-sucedidas ações culturais do Estado, oferece ensino de excelência, com a missão de formar instrumentistas, cantores, atores, regentes, educadores e luthiers de alto nível. Sua importância no cenário musical é tão acentuada que garantiu à cidade de Tatuí o título de Capital da Música, aprovado por lei em janeiro de 2007. A instituição é gerida pela Sustenidos Organização Social de Cultura.

Sobre a Sustenidos: A Sustenidos é uma organização referência na concepção, implantação e gestão de políticas públicas na área cultural que já impactou a vida de mais de 2 milhões de pessoas em 25 anos de atuação. Atualmente, é gestora do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, do Conservatório de Tatuí e do Musicou, além do projeto especial MOVE e o festival Big Bang. De 2004 a 2021, também foi gestora do Projeto Guri, maior programa sociocultural brasileiro.

Eleita pelo prêmio Melhores ONGs a Melhor ONG de Cultura em 2018 e uma das 100 Melhores ONGs do Brasil em 2022, a Sustenidos conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura Municipal de São Paulo e outras, de empresas e pessoas físicas. As instituições interessadas em investir na Sustenidos podem contribuir por verba livre ou através das Leis de Incentivo à Cultura (Federal e Estadual). Pessoas físicas também podem ajudar de diferentes maneiras. Saiba como contribuir no site da Sustenidos.

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Um enigmático intercâmbio entre mestres da cultura

Bruno Alves Feitosa

‘Um enigmático intercâmbio entre mestres da cultura’

Jacson do Pandeiro - Foto do Arquivo Nacional
Jacson do Pandeiro – Foto do Arquivo Nacional

Raul Seixas é considerado o pai do rock brasileiro, mas antes de se consagrar como cantor e compositor, ele teve uma experiência marcante como produtor musical. Contudo, em 1972, ele conseguiu gravar uma de suas músicas para concorrer no Vil Festival Internacional da Canção. Incentivado pelo produtor Marcos Mazolla, ele convidou um de seus ídolos, o mestre paraibano Jackson do Pandeiro, para participar da gravação de uma de suas músicas que hoje é um dos clássicos de sua obra: o rock-bailo ‘Let me sing, let me sing’.

Jackson do Pandeiro era um dos maiores nomes da cultura nordestina naquele momento, conhecido como o Rei do Ritmo por sua habilidade com o pandeiro e sua mistura de géneros como baião, coco, xote, samba e rock. Em 1960, ele havia gravado ‘Chiclete com Banana’, uma canção que sintetizava a proposta de fusão cultural que Raul Seixas buscava em sua obra. Na letra, ele dizia: “Eu só boto bebop no meu samba/Quando Tio Sam pegar no tamborim/Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba/Quando ele aprender que o samba não è rumba.

Raul Seixas era um admirador de Jackson do Pandeiro e sabia da importância dele para a música brasileira e a fusão de estilos que ele estava procurando. Por isso, quando soube que ele estava sem contrato com nenhuma gravadora e realizando atividades como instrumentista de estúdio no Rio de Janeiro, ele não perdeu tempo e foi até ele para fazer o convite. Jackson aceitou e levou seu conjunto Borborema para acompanhar Raul na gravação de “Let me sing, let me sing”, uma canção em inglês e português que falava sobre a liberdade de expressão e a resistência à opressão. A parceria entre Raul Seixas e Jackson do Pandeiro não se limitou a essa gravação. Em 1976, Raul voltou a chamar Jackson para participar de seu disco “Ha 10 mil anos atrás, no qual ele cantou a musca “Os números”, ита небезão sobre a origem e o destino da humanidade.

O dia em que Raúl Seixas e Jackson do Pandero se encontraram para gravar um clássico da música brasileira foi um momento único na história de nossa cultura, que mostrou a admiração mútua entre dois grandes artistas de diferentes gerações e estilos, mas com uma mesma paixão pela música. Essa história icônica está registrada no livro Não Diga que a canção está perdida, do jornalista Jotabë Medeiros.

Bruno Alves Feitosa

Bruno Alves Feitosa
Correspondente do Jornal Cultural ROL pela cidade de Recife (PE)

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Zekhalifa Successor

“Escolho o som que traduz o que sinto, mesmo quando nem eu sei explicar. A estética, para mim, também é sobrevivência.” (Zekhalifa Successor)

Logo da seção Entrevistas ROLianas
Logo da seção Entrevistas ROLianas

Zekhalifa Successor é um artista moldado cedo pela vida e pela urgência de dizer. Profissional desde a infância, encontrou na música um espaço de resistência, identidade e verdade. Nesta entrevista com Bruno Areno, ele fala sobre origem, silêncio, ruptura estética e a necessidade de criar sem pedir permissão — não para ser famoso, mas para permanecer inteiro.

Entrevista com Zekhalifa Successor.

Zekhalifa Sucessor - Foto por Mextech
Zekhalifa Sucessor – Foto por Mextech

Bruno Areno: Zekhalifa, você começou cedo demais para o mundo e cedo demais para o sonho. Aos 7 anos já era profissional. Que parte da sua infância você perdeu e qual parte você transformou em música para não enlouquecer?

ZK: Perdi o tempo despreocupado. Aquele tempo em que a infância corre sem saber que corre. Enquanto outros brincavam, eu já aprendia a cair. A escola não me segurou — não por falta de vontade, mas porque a vida me puxava pelo braço. Então entreguei minha confusão à música. Ela virou o lugar onde minha criança ainda respira sem pedir desculpas.

Bruno Areno: Você vem de Nampula, mas sua música não parece pedir permissão a um lugar específico. Quando você canta, você quer representar sua província ou escapar dela?

ZK: Nem sempre canto para representar um chão. Às vezes canto para alargar o chão. Trago sons que não eram esperados, não para negar minha terra, mas para dizer aos meus conterrâneos que o possível é maior do que o hábito. Inovar também é um gesto de amor.

Bruno Areno: Seu pai e sua mãe estiveram fora do mercado de trabalho formal. Isso te ensinou mais sobre fragilidade ou sobre resistência? Onde essa verdade aparece nas suas letras?

ZK: Aprendi resistência. Aprendi que a vida não pede licença. Ter nascido assim me moldou. Se tivesse vindo de um berço confortável, talvez nunca tivesse aprendido a sonhar com fome, nem a investir em mim mesmo. Minhas letras carregam essa verdade: a de quem aprendeu a ficar de pé sem apoio.

Bruno Areno: R&B, trap-melodic, zouk, afrobeat… você mistura gêneros como quem mistura feridas. Essa fusão é escolha estética ou reflexo de uma identidade ainda em construção?

ZK: É escolha. Escolho não caber em um só lugar. Escolho o som que traduz o que sinto, mesmo quando nem eu sei explicar. A estética, para mim, também é sobrevivência.

Bruno Areno: Ser parte do grupo Rich Future foi um abrigo ou uma provocação?

ZK: Foi uma aprovação silenciosa. Como um sinal de que eu podia continuar.

Bruno Areno: Você é mais forte no coletivo ou no silêncio solitário do estúdio?

ZK: No silêncio. É ali que eu me escuto. E quando me escuto, viro música.

Bruno Areno: Você se chama Successor. Sucessor de quem?

ZK: Sou sucessor do rap que não teve medo de dizer. Herdeiro da palavra que insiste.

Bruno Areno: Do que exatamente você sente que precisa continuar, e o que você quer romper definitivamente na música moçambicana?

ZK: Preciso continuar porque isso é o que me escolheu. A música é o lugar onde sou inteiro. Quero ser grande, sim — mas grande pelo diferencial, pela verdade. Romper com a repetição vazia. Permanecer onde há alma.

Bruno Areno: Existe uma dor que você ainda não conseguiu cantar? Algo que fica preso na garganta quando o beat começa?

ZK: As dores nunca acabam. Algumas ainda não sabem virar som. Mas quando encontram espaço, eu deixo que falem. Sempre deixo.

Bruno Areno: A fama é uma promessa perigosa. Você quer ser ouvido ou compreendido? E se o mundo ouvir, mas não entender, isso te basta?

ZK: Quero ser ouvido e compreendido. Mas se o mundo ouvir e não entender, eu continuo. Canto mais. Insisto. Até que sintam — mesmo que não saibam explicar.

Bruno Areno: Se amanhã tudo acabasse: shows, streams, aplausos… quem seria Zekhalifa sem a música? Essa resposta te assusta ou te liberta?

ZK: Me liberta. Porque mesmo sem o palco, a música já mora em mim.

Bruno Marquês Areno

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Raízes 2 – Religiosidade

Documentário ‘Raízes 2 – Religiosidade’ estreia no YouTube e valoriza música sacra e patrimônio histórico de Caratinga

Documentário 'Raízes 2 – Religiosidade', de Nathan Vieira
Documentário ‘Raízes 2 – Religiosidade’, de Nathan Vieira

Nesta segunda-feira (15), às 20h, o YouTube recebe a estreia do documentário ‘Raízes 2 – Religiosidade‘, idealizado e dirigido pelo músico e jornalista Nathan Vieira. A produção apresenta o registro exclusivo da gravação ao vivo do projeto homônimo, realizado na Igrejinha Histórica de São João Batista, um dos espaços mais simbólicos do patrimônio cultural de Caratinga (MG).

O documentário conduz o público por uma experiência sensível e intimista, onde música sacra, espiritualidade e memória se entrelaçam. A noite registrada marcou um encontro singular entre arte e fé, valorizando compositores caratinguenses em um cenário carregado de significado histórico e afetivo para o município.

Além das performances musicais, a obra reúne entrevistas enriquecedoras que contextualizam a importância histórica, religiosa e cultural do templo, destacando seu papel na formação da identidade local e na preservação da memória coletiva.

Viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc, o projeto reafirma o compromisso com a valorização da cultura, da música autoral e dos espaços históricos, fortalecendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade.

O documentário estará disponível gratuitamente no YouTube. O público é convidado a se inscrever no canal e ativar as notificações para acompanhar mais conteúdos culturais como este.

Serviço

📺 Estreia: Documentário Raízes 2 – Religiosidade

🗓 Data: Segunda-feira (15)

Horário: 20h

📍 Plataforma: YouTube

Perfil no Instagram: https://www.instagram.com/nathanvieira_oficial?igsh=MTJ4M2xya2V2Ymo4Yw==

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Júnior Mosko Revela

‘Júnior Mosko Revela’ estreia nova temporada com cenário renovado, plateia ao vivo e Teresa Baddini como convidada especial

'Programa Júnior Mosko Revela' - Entrevista com Teresa Baddini
‘Programa Júnior Mosko Revela’ Entrevista com Teresa Baddini – Foto Divulgação

Na última quinta-feira (18), o programa ‘Júnior Mosko Revela’ deu início a mais uma temporada, celebrando 15 anos de sucesso. Reconhecido por sua linguagem limpa, acolhedora e acessível a todas as idades, o programa se consolidou como uma das produções mais longevas do entretenimento regional, exibido na TV Com Sorocaba, na TV Brasil e também em seu canal oficial no YouTube.


'Programa Júnior Mosko Revela' - Com cenário renovado e plateia - Foto Divulgação
‘Programa Júnior Mosko Revela’ Com cenário renovado e plateia – Foto Divulgação

Nesta nova fase, o público foi presenteado com um cenário totalmente renovado e a grande novidade da temporada: a presença de plateia ao vivo, proporcionando ainda mais interação e proximidade entre o apresentador, os convidados e os espectadores.

Teresa Baddini e Júnior Mosko - Foto Divulgação
Teresa Baddini e Júnior Mosko – Foto Divulgação

A estreia foi marcada pela participação da cantora Teresa Baddini, artista sorocabana que vem construindo uma carreira sólida e inspiradora. Sua trajetória é marcada por talento, sensibilidade e perseverança, enfrentando desafios e consolidando-se como uma das vozes mais expressivas da cena musical local.

Com influências que transitam entre a música popular brasileira e a música internacional, Tereza se destaca por interpretações emocionantes e pela capacidade de transmitir verdade em cada canção. Mais do que uma cantora, ela representa a luta e a força da mulher brasileira que transforma obstáculos em arte.

Ao longo de 15 anos no ar, o ‘únior Mosko Revela’ já recebeu personalidades da cultura, da política, do esporte e das artes, sempre preservando sua marca registrada: entrevistas conduzidas com respeito, profundidade e um olhar humano sobre cada convidado. O apresentador Júnior Mosko mantém o compromisso de levar ao público não apenas entretenimento, mas também histórias inspiradoras que conectam gerações.

O programa segue em exibição diariamente às 11h e às 23h, sendo transmitido pela TV Com Sorocaba e pela TV Brasil, além de disponibilizar as entrevistas completas no YouTube, ampliando o alcance e possibilitando que novas audiências conheçam o trabalho.

Com cenário renovado, plateia presente e convidados de destaque, a nova temporada reafirma o espaço de ‘Júnior Mosko Revela’ como um palco para grandes histórias e encontros memoráveis.

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Samuel Pompeo

Samuel Pompeo e Banda Sinfônica do Exército Brasileiro

Samuel Pompeo - Foto divulgação
Samuel Pompeo – Foto divulgação

Espetáculo gratuito no Conservatório Dramático Musical de Tatuí 

O saxofonista, compositor e arranjador Samuel Pompeo, um dos nomes mais expressivos da música instrumental brasileira contemporânea, apresenta-se em um encontro inédito com a Banda Sinfônica do Exército Brasileiro, no Conservatório Dramático Musical de Tatuí, referência na formação musical da América Latina. Será no dia 20 de setembro, sábado, às 20 horas, com entrada gratuita.

O concerto reúne o Samuel Pompeo Quinteto e a prestigiosa corporação sinfônica, em um espetáculo que celebra o diálogo entre o Choro Hodierno – conceito desenvolvido por Pompeo em seu doutoramento – e a tradição da música de concerto.

A proposta é explorar novas sonoridades a partir da união de dois universos musicais: a liberdade criativa e improvisativa do quinteto de jazz com a potência e a sofisticação timbrística da Banda Sinfônica. O repertório contempla obras originais de Pompeo, arranjos inéditos e recriações que transitam entre o choro, o jazz e a música de concerto, reafirmando a vocação inovadora do artista em cruzar fronteiras estéticas.

“Este concerto representa não apenas um marco em minha trajetória artística, mas também uma oportunidade de potencializar a riqueza do choro em diálogo com formações sinfônicas de grande porte. É uma maneira de reafirmar a vitalidade dessa linguagem brasileira em novas dimensões”, afirma Samuel Pompeo.

A iniciativa reforça ainda a vocação do Conservatório de Tatuí como palco de projetos de relevância nacional, unindo a tradição formativa da instituição, a excelência da Banda Sinfônica do Exército e a pesquisa artística de Samuel Pompeo, que tem projetado sua obra no Brasil e na Europa.

Sobre Samuel Pompeo

Saxofonista, compositor e pesquisador Samuel Pompeo, comemora três décadas de trajetória na música. Com uma carreira consolidada e marcada pela experimentação, Samuel se tornou uma das vozes mais relevantes quando o assunto é a transformação e a contemporaneidade do choro.

Doutor em música pelas universidades de Aveiro (Portugal) e UNESP (Brasil), Pompeo não apenas domina a linguagem tradicional do choro, como também mergulha em sua evolução, explorando pontos de contato com o jazz, especialmente em sua vertente moderna. No final do século XIX, enquanto o choro nascia no Rio de Janeiro e o jazz florescia em Nova Orleans, ambos partiam de um mesmo terreno: a fusão entre ritmos africanos e danças europeias. A partir daí, tomaram rumos diferentes, mas com raízes surpreendentemente próximas.

Intrigado por essa origem comum e pelas distâncias atuais, Samuel tem se dedicado a pesquisas e composições que buscam reaproximar essas linguagens, criando pontes entre tradição e inovação. O resultado pode ser ouvido nos discos de seu grupo, o Samuel Pompeo Quinteto, que este ano completa 10 anos de atividade e apresenta um repertório que equilibra reverência aos mestres com ousadia criativa.

No álbum ‘Passos Largos’ (2022) e no mais recente ‘Dodecafonando (2025), em parceria com a USP Filarmônica de Ribeirão Preto, Pompeo propõe uma abordagem original ao choro contemporâneo. A faixa-título, por exemplo, é um choro composto a partir de princípios da dodecafonia, técnica desenvolvida por Arnold Schoenberg — um casamento improvável entre a lógica atonal e a alma brasileira. O álbum transita por paisagens sonoras que vão de Pixinguinha à música de concerto, passando por improvisações inspiradas no jazz moderno.

‘Dodecafonando’ também reafirma a proposta do músico de aproximar o choro da linguagem sinfônica, com arranjos que ampliam as fronteiras do gênero e o posicionam num cenário mais universal, mas ainda visceralmente brasileiro. O repertório reúne composições autorais como Na Esquina, Rio Acima e Outono Dança Folhas, além de releituras sofisticadas de clássicos como Naquele Tempo e De Cachimbo.

Samuel Pompeo também é professor na Escola Municipal de Música de São Paulo e atua como educador em festivais no Brasil e na Europa, sendo uma referência não só como intérprete e compositor, mas também como pensador da música instrumental brasileira. Com seu quinteto, ou ao lado de orquestras e artistas como Gilberto Gil, Maria Rita, Gal Costa, Ivan Lins, Fito Páez e Alice Cooper, ele segue desafiando os limites do que se entende por choro — e apontando caminhos possíveis para o futuro do gênero.

Conheça: https://www.youtube.com/@samuelpompeo

Serviço

Concerto – Samuel Pompeo Quinteto & Banda Sinfônica do Exército Brasileiro

Local: Conservatório Dramático Musical de Tatuí

Data: 20 de setembro de 2025

Horário: 20h

Entrada: Entrada gratuita

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Novo gênero literário nasce no Brasil!

A Ode Histórico-Patrimonial Brasileira é um novo gênero literário, criado pela poeta sul-mato-grossense Suziene Cavalcante

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios
Suziene Cavalcante – Foto por Adiene Ensaios

SUZIENE CAVALCANTE FAZ HISTÓRIA COM O PRIMEIRO HINO AO
TEATRO AMAZONAS

Suziene Cavalcante, na apresentação do 'Hino ao Teatro Amazonas' - Foto por Adriele Ensaios
Suziene Cavalcante, na apresentação do ‘Hino ao Teatro Amazonas’ – Foto por Adriele Ensaios

Obra poética consagra um dos maiores ícones culturais do Brasil em forma lírica e inaugura mais um novo gênero literário.

O imponente Teatro Amazonas, joia arquitetônica encravada no coração da floresta amazônica, acaba de receber uma homenagem inédita e histórica: o seu primeiro hino poético oficial, escrito pela renomada poeta brasileira Suziene Cavalcante.

A obra intitulada ‘Hino ao Teatro Amazonas’ transcende os limites da poesia tradicional e se consolida como um marco na literatura nacional, ao unir lirismo elevado, reverência simbólica e consciência histórica em versos que celebram não apenas o edifício, mas também a alma da cultura amazônica e brasileira.

Inédita e revolucionária: mais uma criação histórica de Suziene Cavalcante

O hino representa mais do que uma homenagem. Ele marca a criação de um novo gênero literário: o hino-poema artístico, que funde solenidade institucional com profundidade lírica e estética literária.

Suziene Cavalcante, já reconhecida nacionalmente por criar as ‘biografias poéticas’, as ‘histórias de cidades, estados e países em poesia’, e por compor hinos inéditos a profissões, instituições e símbolos da nação, inaugura agora mais esse gênero inovador e solene, que funde arte e patrimônio.

Sala de espetáculos do Teatro Amazonas - Foto por Adriele Ensaios
Sala de espetáculos do Teatro Amazonas – por Adriele Ensaios

Um templo da arte no coração da floresta

O Hino ao Teatro Amazonas exalta a grandiosidade do monumento como símbolo da civilização e da cultura em meio à selva, descrevendo-o como um ‘sagrado palácio da arte, uma ‘rosa neoclássica no Equador, e ‘guardião do belo no verde-terno’.

O poema é um verdadeiro documento cultural lírico, que resgata a história do teatro, nascido no apogeu do ciclo da borracha, e celebra suas colunas neoclássicas, seus lustres italianos, sua cúpula ornamentada e sua função como sede do Festival de Ópera e centro da vida artística amazônica.

Um poema que eterniza

Com riqueza metafórica e beleza sonora, o hino transforma o Teatro Amazonas em personagem lírico da história nacional. Em seus versos, Suziene pergunta:

“O céu te olhava quando o sol te pintou?
A lua coube em teu palco de amor?”

Tais versos não apenas embelezam, mas eternizam o Teatro Amazonas como símbolo de identidade, orgulho e arte nacional.

Cultura e futuro: um legado para o Brasil

Com essa obra, Suziene Cavalcante mais uma vez contribui para o patrimônio imaterial do Brasil, reforçando a importância de preservar e exaltar os grandes marcos da cultura brasileira através da poesia elevada. O hino pode agora ser recitado, ensinado, interpretado e musicado, abrindo caminho para que o Teatro Amazonas brilhe também nas páginas da literatura nacional.

Sobre a autora

Suziene Cavalcante, natural de Rondonópolis, Mato Grosso do Sul, é poeta brasileira e criadora de gêneros literários inéditos no Brasil. Suas obras incluem hinos poéticos a símbolos nacionais, biografias em versos de personalidades históricas, e histórias de cidades, estados e países em forma lírica. Reconhecida por sua profundidade estética, consciência histórica e beleza verbal, tem sido aclamada por diversas instituições culturais brasileiras e internacionais.

O Brasil reconhece este marco na literatura!

Hino ao Teatro Amazonas

Sagrado Palácio da arte…
Joia da floresta, da brasilidade!
No coração da selva pulsa o teu esplendor…
Ó rosa da arquitetura de magnitura que beija o equador!
Catedral da cena em flores do trópico…
Nasces do verde, no Éden- ótico…
Lá Gioconda em teu batismo ecoou!

Majestade neoclássica em solo ancestral…
Foste sonhado por barões em delírio Imperial…
Altar da expressão sob o céu tropical!
Em ti, a Amazônia veste-se de gala!
E a humanidade, diante de tu’arte se cala!
Ó poema de mármore que fala! No tom florestal de Manaus!

Ó belo Teatro, a um céu no mato te assemelhas!
Penso, sonhando, que lá no céu os anjos contemplam tuas estrelas!
Teus arcos murmuram histórias primeiras…
Teu corpo nobre, barroco e marfim…
Lustres da Itália, dourados varandins…
É a cultura no clarim das palmeiras!

Na aurora do século, em que o látex brilhava…
Teu templo erguia-se, e a borracha reinava… E tu triunfavas!
Século da opulência, foste templo-farol…
Estrela que pulsa ao lado do sol!
Espelhos da França, em temperança de crisol…
Encenavas!

Tuas colunas com alma francesa…
Sustentam dramas, danças, realezas…
Ó cúpula rosada c’a graça de Veneza…
Ecos da ópera, violinos, tenores…
Flanam no ar com mil esplendores…
Teus palcos mui civilizadores, são grandezas!

Ó Teatro-Castelo, Guardião do belo, ergues no verde-terno teu jardim de esmeralda!
Céu de pedra no Éden altaneiro…
Com alma francesa e rosto brasileiro…
A arte vestida do brilho primeiro da alva, e da forma mais alta!
O céu te olhava quando o sol te pintou?
A lua coube em teu palco de amor?
Teus veludos dourados são um esplendor…luz dalva!

Ó Teatro Amazonas, sonhado mirante!
Da arte és clarim, da selva, diamante…
Tuas colunas erguem-se como oração grega…
Em cores suaves teu domo flameja…
Guardião da cultura no coração da natureza …pasmante!

Ali, onde a lágrima vira linguagem…
Os anjos da arte, em ti, em miragens…
Colosso encantado, erudita paisagem…
És livro aberto d’arte que pulsa…
Santuário culto que o mundo ilustra…
O céu em mosaico nos átrios de tua Cúpula…
Rei em naturagens!

Entre verdes infindos, igarapés cintilantes…
Rios que dançam c’os peixes valsantes…
Teatro-mãe da selva, em voz de cristal…
Trono esculpido na história cultural…
Sopro brilhante da civilização atuante!

Colunas neoclássicas, gregas em alma…
Posturam-se firmes como a estrela d’alva…
És sinfonia das mais puras almas…
De Paris vieram traços e molduras…
Do Velho Mundo, tuas estruturas…
Teu salão, um nobre véu de formosura, mui alva!

Sede do Festival de Ópera com aclamação…
Do balé Amazônico, da pura erudição!
Teus espelhos da França, o piano alemão…
És símbolo da selva que canta e pensa…
Da Amazônia sublime que se imprime imensa…
Um poema de mármore incandescência de teu chão!
Mosaicos brilham em traços harmônicos…
Como os espelhos d’água dos rios Amazônicos…
Veludos dourados, burlescos sinfônicos…
Extensão da Criação!

És o enlace entre o humano e o eterno…
Palácio barroco no verde moderno!
Nos teus corredores respiram esplendores em tom discreto…
Ergues no verde tua voz de cristal…
Coroa imponente da arte imortal…
De óperas e peças da vida real…
Teatro-Castelo!

Que nunca se calem tuas cortinas…
Nem se apaguem tuas luzes divinas…
Teu legado beija a imensidão de cima…
E a vida se curva à arte encenada…
Templo de vozes, luzes dramatizadas…
A rosa mais bela da floresta encantada!
Fortaleza florestina!

És mais que Teatro, és memória e raiz…
És a voz que a floresta cantou mais feliz!
Rei do luxo entre as flores de lis…
Reinas altivo na selva infinita…
És sonho esculpido na floresta da vida…
No peito do mundo és jóia esculpida…
E teu hino eu fiz!

Suziene Cavalcante: Poeta brasileira

Fotos da apresentação do Hino no Teatro Amazonas

Orquestra do Teatro Amazonas - Foto por Adriele Ensaios
Orquestra do Teatro Amazonas – Foto por Adriele Ensaios

Vista parcial da sala e espetáculos do Teatro Amazonas
Vista parcial da sala de espetáculos do
Teatro Amazonas

 Busto em homenagem ao maestro  Carlos Gomes -  Foto por Adriele Ensaios
 Busto em homenagem ao maestro Carlos Gomes – Foto por Adriele Ensaios

Hall do entrada do Teatro Amazonas - Foto por Adriele Ensaios
Hall do entrada do Teatro Amazonas – Foto por Adriele Ensaios

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios
Suziene Cavalcante – Foto por Adiene Ensaios

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios
Suziene Cavalcante – Foto por Adiene Ensaios

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