Adriana da Rocha Leite: ‘Comunicação ou não?’
Falar bem nem sempre é sinônimo de boa comunicação. Excessos de palavras difíceis e fala prolixa dificultam a compreensão do conteúdo. E sem apreender este, o que se transmite pode ser muita coisa, mas certamente não é comunicação.O bom comunicador pensa em seu público: qual e como é a sua plateia. O que ela busca? Qual a importância do tema/assunto?Falar por falar é perda de tempo e de energia. Para todos. Pode fazer bem ao ego do “falador” mas certamente não será relevante e cairá no abismo eterno do esquecimento.Comunicação pressupõe portanto, entendimento. Captação do conteúdo transmitido. Compreensão da linguagem utilizada e de seus símbolos.
Não sem razão os cursos de oratória se propagam, afinal, há, em todos e em cada um de nós, o desejo de ser reconhecido como grande orador/oradora: o discurso inesquecível, eternizado em citações.Mas não é somente em palestras, cursos e apresentações que se busca e se exige uma boa comunicação. O cotidiano é nosso espaço para experimentações . Gosto de enxergá-lo como um estágio, uma oportunidade de aprender, na prática, como as situações, acontecem e se desenvolvem.
Mas é exatamente no dia a dia que nos descuidamos da boa comunicação. Falamos qualquer coisa, de qualquer jeito, sem pensar em sem se preocupar com o interlocutor, com a agravante de termos a “palavra final, representada pela verdade absoluta que é a minha ideia, a minha visão. E não raro lascamos o famigerado “concorda comigo?”‘, desrespeitando o direito do outro a ter uma opinião divergente, afinal , poucas pessoas têm coragem para não somente dizer que discorda como também apresentar argumentos para tal.
Tagarela-se sobre tudo e qualquer coisa-assunto, como se fosse especialista, inclusive ousando discordar destes .
E assim nos sentimos satisfeitos em nossa arrogância verbal, acreditando que somos imbatíveis na arte de falar e nisto há uma certa verdade, pois nada mais limitado para a comunicação do que a simples fala. Concorda comigo??
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult. Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura .

