É o destino

Uma leitura profunda do poema ‘É o destino’, onde a ausência do escritor se transforma em luz sobre o papel

Mustafa Al-Sumaidi
Mustafa Al-Sumaidi
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A tinta seca,
e o poema pende inacabado,
à espera de alcançar seu verso final.

Perdido em pensamentos,
a vela apaga
aquilo que comecei sem perceber.

Deixo o lugar por algum tempo;
o que ocupa minha mente
permanece sobre a mesa.

De volta, despojado de um pensamento —
uma vela extinta,
uma noite da qual emerge
uma página luminosa,
uma cadeira ainda não vazia de mim.

A página conhece minha mão,
mas não fui eu quem escreveu esta luz.

Que tinta foi a minha ausência?
Somente depois de terminar a pergunta
a página se abriu para uma noite
além do alcance da escrita.

Mustafa Abdulmalek Al-Sumaidi|

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