Do México ao Jornal ROL, Germán A. de la Reza!

Germán A. de La Reza traz ao ROL as letras do México, a poética terra e Berço da Serpente Emplumada!

Germán A. de La Reza
Germán A. de La Reza

Germán A. de la Reza, mexicano de origem boliviana (Cochabamba), é Pesquisador Nacional Emérito e membro da Academia Mexicana de Ciências. Pesquisador, editor, poeta e romancista, é especialista em história e ciências sociais e possui uma longa trajetória acadêmica internacional.

É doutor em Economia Internacional pela Universidade Paris II e doutor em Filosofia pela Universidade de Toulouse-Le Mirail.

Foi jurado de prêmios nacionais e internacionais e coordenador e editor de importantes revistas acadêmicas.

É autor de mais de trinta livros publicados em dez países e em cinco idiomas. Entre suas obras mais importantes destacam-se La invención de la paz, distinguida com o Prêmio “Pensamiento de América” da OEA e traduzida para vários idiomas, incluindo o português; Pensamiento confederal latinoamericano 1810–1865Génesis de la supranacionalidad europeaIntegración económica en América LatinaDéfis de l’intégration en Amérique latine; e Sistemas complejos.

Publicou os volumes de poesia Silencio en el ParaísoPoemas selectos – poeme aleseDoppelgänger. La distancia interior e Poemas 1988–2008, além de outros livros, como Décima interiorColumna de luz e En el reino de las teas. Organizou também uma antologia de poesia romena publicada pela UAM, no México, além de realizar traduções de poesia romena, entre elas uma seleção de poemas de Nichita Stănescu.

É autor do romance Cuaderno de Timișoara. Saga del último corresponsal del Este, publicado em romeno sob o título Caietul de la Timișoara.

Sua obra acadêmica e literária tem sido objeto de diversos estudos críticos na América Latina e na Europa.

Germán inaugura sua colaboração no ROL com o texto Doppelgänger, com uma construção poética densa, marcada pela fragmentação da identidade, a memória e a perda.

Doppelgänger

Uma ilustração surrealista e onírica mostrando um homem emergindo de um grande vaso de prata gravado, posicionado no centro de um labirinto de pedra ao amanhecer. Ele veste um manto escuro que se transforma em um céu noturno com livros flutuantes e galáxias. À esquerda, um rosto translúcido levita em meio à névoa perto de uma estela de pedra antiga esculpida com símbolos misteriosos.
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Munificente sonhador, singrando em tuas alegorias e na fuligem da alvorada, hoje despertas em um vaso de prata. Assim se atalha a reciprocidade do gêmeo, dizes-me. Labirinto em devir, delicada nostalgia do ausente, rosto a levitar a absurda estela das vezes no esquecimento.

Tuas órbitas úmidas abrem as pálpebras em um semblante alheio.

Doppelgänger. La distancia interior (El Bardo, Sevilla, 2022)

Germán A. de la Reza

Doppelgänger

Munífico soñador, bogando en tus alegorías y en el hollín del alba, hoy despiertas en una vasija de plata. Así se ataja la reciprocidad del gemelo, me dices. Laberinto en ciernes, delicada nostalgia del ausente, rostro levitando la absurda estela de las veces en el olvido. 

Tus húmedas cuencas abren los párpados en un semblante ajeno.

Doppelgänger. La distancia interior (El Bardo, Sevilla, 2022)

Germán A. de la Reza

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