Nem todo mundo: poema de Verônica Moreira

Nem todo desabafo é ataque, nem todo riso é amor: os versos de Verônica Moreira para acalmar a alma

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Fotografia conceitual em tons pastéis mostrando o caminho de uma pessoa com passos leves, cercada por silhuetas diversas ao fundo, ilustrando o poema sobre aceitação de Verônica Moreira.
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A vida fica mais leve quando a gente passa a aceitar que todo mundo tem defeito,
todo mundo tem qualidade,
todo mundo tem deveres,
mas todo mundo tem direitos.

Todo mundo tem dores,
mas também tem felicidades.
Há pessoas que são ilusão,
mas há algumas que são realidade.

Nem todo mundo é rico,
nem todo mundo é pobre.
Nem todo mundo sabe ganhar,
nem todo mundo saberá perder.

E tudo bem para todo mundo,
mesmo quando tudo não está muito bem.

Nem todo mundo é branco,
nem todo mundo é negro,
nem todo mundo é pardo.

Nem todo mundo é triste,
nem todo mundo é alegre.
Nem todo mundo é indouto,
e nem todo mundo é doutor.

Nem todo mundo é líder,
nem todo mundo é escravo.

Nem toda dor é silêncio,
nem todo grito é dor.
Nem todo olhar é falso,
nem todo riso é amor.

Nem todo mundo compreende,
nem todo mundo abraça,
nem todo mundo ama,
nem todos sabem o que é amor.

Nem toda poesia é desabafo,
nem todo desabafo é ataque,
assim como nem todo ataque é vanglória.

Cada um de nós é o que é,
e nem todo descontrole é ignorância,
assim como nem toda ignorância é ataque.

Portanto, lembre-se:
você não é todo mundo,
e nem todo mundo tem que ser igual a você.

Entender tudo isso
é o começo de toda sabedoria.

Verônica Moreira

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