Em ‘Totograph’, o amor e a natureza se entrelaçam de maneira delicada e expressiva, conduzindo o leitor a um universo de pensamentos e emoções profundamente prazerosos
Capa do livro ‘Thotograph’, de Kali Baral
Totograph (Beijografia), escrito na língua bengali, é o quarto livro de poemas da jovem bengalesa Kali Baral, lançado neste mês, pela Editora Vinnchok Publication.
Os poemas de ‘Thotograph’ unem amor e natureza de forma bela, criando um mundo profundamente alegre e contemplativo que convida os leitores a mergulhar em suas emoções e imagens. Os leitores podem encontrar reflexos de si mesmos em cada página.
Sinopse
O que é o amor?
Como não existe nada que seja absolutamente certo, é inútil tentar encontrar uma definição exata para o amor. O amor é a forma, a cor e a fragrância da imaginação, em parentesco com um cuidado intenso e um desejo profundo. A presença dessa coisa abstrata existe, mas não pode ser tocada nem apreendida.
A relação contraditória entre o cérebro e o coração, fluindo pela sensibilidade, dá origem a uma poesia eternamente verde. Ao longo dos tempos, repete o mesmo discurso em diferentes estilos, mas seu apelo permanece familiar.
A declaração do amor entre dois amantes, porém, permanece sempre a mesma; algo como:
“Quero você, no espaço de todos os pensamentos que não precisam de resposta. Vou bordar flores rasteiras em seus lábios. Ao me perder no encanto dos seus olhos, afundarei no carinho de ondas enlouquecidas. Ali, sob o brilho avermelhado do sol, a luz da manhã florescerá. No fogo da água, faremos nosso amor flutuar numa corrente de luz. Diga, você aceita?”
Os sinais invisíveis da “Beijografia” deixam para trás o calor.
Dentro de alguns dias, o livro também estará disponível na Rokomari.com, uma das principais plataformas de venda de livros online de Bangladesh.
A autora
Kali Baral
Kali Baral, natural de Barisal e residindo atualmente em Daca, é uma poetisa e escritora contemporânea de Bangladesh, nascida em 1994.
Possui MBA em Finanças e Bancos e atualmente trabalha como professora.
Desde cedo, demonstrou uma profunda paixão pela literatura e pela criatividade. É reconhecida por sua voz literária singular, que frequentemente explora as experiências femininas, os mundos interiores e as nuances emocionais com sensibilidade e clareza.
Além de escrever, contribui regularmente para publicações nacionais e internacionais e trabalha como designer de capas de livros e ilustradora. Possui também talento para música, pintura e escultura.
Obras Publicadas:
Jolneeli (Poesia, 2023); Chita (Romance, 2024); A Flauta de Raikamal (Poesia Bilíngue: Bengali-Inglês, 2024); O Amigo Vaga-lume de Arushir (Livro de Histórias Infantis, 2025); Roteiro (Contos, 2025); Mágico Colorido (Livro de Histórias Infantis, 2026); Barreira Luminosa (Poesia Bilíngue: Bengali-Inglês, 2026).
Contemplada com o 8º Prêmio Internacional de Poesia Boao 2025 — Jovem Poeta do Ano.
22 de agosto é o Dia do Folclore, comemoração que recorda o dia no qual a palavra “folclore” foi usada pela primeira vez no ano 1846. Quem o fez foi o pesquisador britânico William John Thoms (1803-1885). Este uniu as palavras inglesas folk (que significa “povo”) e lore (que quer dizer “conhecimento”). Assim, folclore ganha o significado literal de “conhecimento do povo” ou “aquilo que o povo faz”.
O folclore brasileiro é a rica identidade cultural popular do país. Formado pela mistura de influências indígenas, africanas e europeias, ele engloba mitos, lendas, festas populares, danças, brincadeiras, comidas típicas e crendices passadas de geração em geração. O dia 22 de agosto é dedicado a celebrar essa herança nacional.
Como surgiu o dia do folclore no Brasil?
No Brasil, os debates folclóricos deram origem ao I Congresso Brasileiro, realizado no Rio de Janeiro, em 1951. Muitos estudiosos como João Ribeiro, Renato Almeida, Rossini Tavares de Lima, Luís da Câmara Cascudo, Amadeu Amaral, Édison Carneiro, Mário de Andrade, Sílvio Romero, Lindolfo Gomes e Florestan Fernandes (entre outros) debateram sobre as características atribuídas ao folclore: o anonimato, a transmissão oral, a antiguidade ou tradicionalidade, a sobrevivência e o conceito de civilidade dos povos.
O dia do folclore brasileiro foi definido oficialmente através do Decreto de Lei nº 56.747, de 17 de agosto de 1965, aprovado pelo Congresso Nacional. A partir desta data, conforme definia a lei, o dia 22 de agosto passou a ser celebrado como o Dia do Folclore em todo o país.
A preocupação em sistematizar e divulgar o folclore brasileiro ganhou força no começo do século XX no Brasil. Vale destacar que, durante a Semana de Arte Moderna, em 1922, A tela Lenda Brasileira, de Vicente do Rego Monteiro, e algumas composições de Heitor Villa-Lobos apresentavam alguns elementos nativos/populares. Entretanto, sem o aprofundamento folclórico que viria no final daquela década. Já várias obras com inspiração no folclore brasileiro como Macunaímae as telas de Tarsila não integravam a programação oficial de fevereiro de 1922. Assim, o folclore e as lendas nacionais só ganharam o centro das criações modernistas anos depois, especialmente com o Movimento Antropofágico e a fase Pau-Brasil de Tarsila do Amaral e Mário de Andrade. Anos depois, em 1947, foi criada a Comissão Brasileira de Folclore. E, posteriormente, as comissões estaduais. Em 1951, o 1º Congresso Brasileiro de Folclore foi realizado.
O que fazer para comemorar o dia do folclore?
O Dia do Folclore costuma ser bastante festejado pelas escolas. Algumas das atividades mais comuns que os estudantes podem desempenhar para aprenderem mais sobre a cultura e as tradições típicas de suas regiões são:
ler lendas folclóricas em sala de aula;
fazer adaptação de uma lenda folclórica em forma de teatro ou musical;
reescrever um conto folclórico;
aprender sobre a história do folclore e sua importância para a sociedade;
apresentar danças temáticas folclóricas;
preparar um prato típico folclórico.
Dessa forma, o folclore é uma manifestação cultural viva, vinculada à identidade de um povo e à ressignificação de tradições transmitidas entre gerações. Cabe ressaltar que, em muitos casos, limitada à associação com lendas e mitos, revela a necessidade de ampliação do entendimento sobre a abrangência das manifestações folclóricas, especialmente no que se refere à música, às danças, às brincadeiras e demais expressões culturais. As instituições de ensino deveriam realizar um trabalho efetivo ao longo da Educação básica. A formação de professores também urge reformulação quanto à preparação para trabalhar com esta temática.
Principais Lendas e Personagens
Saci-Pererê: menino negro de uma perna só, gorro vermelho e cachimbo, famoso por fazer travessuras e criar redemoinhos.
Curupira: protetor das florestas, retratado com cabelos vermelhos e pés virados para trás para despistar caçadores.
Iara: sereia das águas doces que enfeitiça homens com seu canto irresistível.
Mula sem Cabeça: mulher transformada em um animal quadrúpede que solta fogo pelas narinas.
Boitatá: cobra de fogo que protege a natureza e persegue quem a desrespeita.
Boto Cor-de-Rosa: jovem charmoso que sai dos rios à noite para encantar pessoas em festas.
Festas, Danças e Tradições
Festas Populares: festa Junina, Carnaval, Folia de Reis e o Festival de Parintins.
Danças: Maracatu, Jongo, Tambor de Crioula e Frevo.
Brincadeiras: pipa, pula-corda, pega-pega e corrida do saco.
Comidas Típicas: pamonha, bolo de fubá, feijoada e tapioca.
Obras literárias brasileiras que retratam o folclore incluem clássicos de pesquisa de Luís da Câmara Cascudo, releituras infanto-juvenis de Clarice Lispector e Ana Maria Machado e álbuns de personagens populares.
Obras de Pesquisa e Referência
· Antologia do Folclore Brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo: Reúne o principal da tradição oral e dos mitos do país.
· Lendas Brasileiras para Jovens, de Luís da Câmara Cascudo: adapta lendas populares para novos leitores.
Releituras e Contos Populares
· Como Nasceram as Estrelas – Doze Lendas Brasileiras, de Clarice Lispector: apresenta doze lendas com o estilo marcante da autora.
· Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro, de Januária Cristina Alves: lista mais de 100 figuras fantásticas da nossa cultura.
· Histórias à Brasileira, de Ana Maria Machado: resgata contos tradicionais e mitos do imaginário nacional.
Exemplos de Romances e Obras
· Macunaíma (1928), de Mário de Andrade: o famoso “rapsódia” modernista mistura mitos indígenas, lendas da Amazônia e o folclore de várias regiões para criar o herói sem nenhum caráter que define a identidade nacional.
· A Arma Escarlate (2011), de Renata Ventura: um romance fantástico ambientado no Brasil que insere lendas e criaturas do folclore nacional em um enredo urbano de magia.
· Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa: embora seja uma coletânea de novelas, o livro mergulha no realismo mágico do sertão mineiro, repleto de causos, crendices populares, lobisomens e o imaginário místico do povo caipira.
· O Saci (1921) e outras obras de Monteiro Lobato: pioneiro em dar forma literária aos mitos do folclore brasileiro no Sítio do Picapau Amarelo, onde a Cuca, o Saci e o Curupira convivem com personagens reais.
· Romances de época de autores como Christopher Kastensmidt e Samir Machado de Machado, que misturam acontecimentos históricos do Brasil Colônia e Império com a presença ativa de seres míticos como o Boitatá e a Mula sem cabeça.
Nous quittons nos vieilles maisons, mais elles ne nous quittent pas
Nous les quittons, mais elles ne nous quittent jamais… nos vieilles maisons.
Est-ce parce que leur architecture repose sur des fondations affectives ? Parce que chaque maison soutient le flanc de l’autre, tandis que chaque balcon tend la main à celui qui lui fait face ?
Ou bien parce qu’elles n’inscrivent ni n’effacent les noms de leurs habitants comme le font les hôtels, et que le parfum de la permanence les habite, tout comme Dieu illumine le visage d’un enfant ?
Il est si difficile de les arracher aux fibres mêmes du cœur. Elles qui ont retenu les chemins du vent sans jamais abandonner un seul grain de leur chapelet.
Tu peux enfourcher le tapis du vent, chevaucher l’inconnu, replier tes ailes telle une hirondelle égarée dans l’azur du ciel, contempler le soleil des soleils ; pourtant, elles ne briseront jamais l’étreinte de la glace qui t’enserre, jusqu’à la dispersion… jusqu’à l’éparpillement… jusqu’à l’évaporation. Bien au contraire, elles ranimeront ce qui semblait réduit en cendres.
Entre l’ici et l’ailleurs s’élève une symphonie éclatante : un orchestre d’oliviers, de chênes, de jeunes pousses de basilic, de roses du pays et de thym sauvage. Un lilas peigne sa chevelure violette et te sourit en silence.
Le démon de la nostalgie t’a soufflé quelques mots à l’oreille. Alors les images se sont effondrées dans tes yeux, une à une, comme les arbres brisés de l’automne.
Comment rassembler les éclats de verre de ton cœur ?
Te voilà à peigner les soirs, les rires, les conversations, phrase après phrase. Entre les silences passe ton enfance… tes bateaux de papier… une vigne enlacée à la fenêtre… le vieux portail de votre demeure…
Les visages de ceux que tu aimes surgissent devant toi : ta mère… ce grand prêtre qui faisait de la tendresse un véritable rite sacré… leurs voix dispersées dans la fête de la vie… leurs regards inquiets à l’approche du départ…
Là-bas, tu demeures planté comme le piquet d’une tente.
Tes larmes s’enlisent dans une impasse. Tu jettes la poupée avec laquelle tu tuais le temps… ce temps qu’une seule larme infidèle a suffi à trahir.
Ô saveur salée des souvenirs, si brûlante et si pénétrante !
Comment ont-ils embrasé d’un seul coup le bois mort de ton esprit ?
Comment le passé a-t-il rouvert sa fenêtre sur ton nouvel oreiller ?
Quelle étrange fuite est donc la tienne ?
Elles vivent en toi. Elles ne t’ont jamais quitté. En vérité, c’est toi qui es parti avec elles.
Traduction littéraire en langue française de Jamal Garougar –Maroc
mente apaixonada… Como se anseia, por momentos, aqueles amores que não se puderam nem tocar. Quem reparara um coração partido quando o espelho da realidade o reflete? A dúvida é: será uma lembrança própria ou compartilhada? E se for do meu coração apenas… como se cura?, como se remenda um coração que anseia um oásis, talvez da imaginação ou de vazios emocionais? Mas, e se for mútuo? Eis a grande dúvida: dois corações batendo num passado perdido na história do cosmo. Beijos dados com a alma sem roçar lábios. Carícias dadas com amor sem sentir um corpo. E uma dor, além do compreensível, que nos faz suspirar e com um lenço descartável secar a pele. Onde andarás, amor do meu ontem? Onde eu só me apaixonei e conto a nossa história.
Antes que o mundo acabe Erga a cabeça O caminho é seu Odiar e amar é possível Mas o otimismo é que te faz prudente Olhar bem define o indefinível Eu sei, “o desejo da liberdade é maior que a paixão”, já dizia Rubens Alves Mas a percepção limitada das pessoas nada definem O fim sempre existiu, o nada, o pó, o indescritível O otimismo também Ainda que esquecido no vento: o choro, a dor, o ruim, o controverso Deixa o milagre ser poesia, na sombra, no sol, na noite, no dia Se despe antes que o mundo acabe como árvores no outono Que soltam suas folhas Sem vergonha, sem modéstia, valente Antes que o mundo acabe, cabe ainda amar, injetar forças Escrever, beijar Beijar desesperadamente E fazer amor como se fosse o único fim Antes que o mundo acabe e se consuma desesperadamente Faça amor, recite um livro, se declare, chore
“Antes que o mundo acabe” funciona como uma metáfora para a urgência de viver, de amar e de se conectar com o essencial diante da incerteza, da passagem do tempo ou de grandes crises globais e pessoais