Todo azul
Denise Canova: Poema ‘Todo azul’


Todo azul hoje é meu
Azul define quem eu sou e eu fico feliz
Eu sou inspiradora, eu quero inspirar pessoas
Para que não desistam de seus sonhos
Lutem e realizem.


Todo azul hoje é meu
Azul define quem eu sou e eu fico feliz
Eu sou inspiradora, eu quero inspirar pessoas
Para que não desistam de seus sonhos
Lutem e realizem.

Em comemoração ao aniversário de Sorocaba (15 de agosto), a Academia Sorocabana de Letras‘, em nova edição do encontro ‘Vamos Jogar Conversa Dentro?‘, convida o público para a exibição do documentário ‘Nhô Juca – A Rota do Trem Caipira‘, seguida de uma conversa especial com seu idealizador e diretor, o jornalista Celso Fontão Jr.
Produzido por estudantes de Publicidade e Propaganda da Uniso, o documentário resgata a memória e a trajetória de Nhô Juca, um dos grandes nomes da comunicação e da cultura sorocabana, aproximando as novas gerações de sua história e de seu legado.
O encontro será no dia 21 de agosto (sexta-feira), às 19h, na Padaria Real – Av. Dr. Afonso Vergueiro, 2800 – Sorocaba/SP.
É uma oportunidade para celebrar a memória, a cultura e a história da nossa cidade em uma noite de cinema e boa conversa.
José Rodrigues da Silva (Araçoiaba da Serra, 1931 — Sorocaba, 28 de fevereiro de 1981), conhecido como Nhô Juca, foi um apresentador de rádio, ator e humorista que atuou na cidade de Sorocaba e região.
Foi ordenhador e boiadeiro. Começou a trabalhar como sambista e humorista na Rádio Cacique de Sorocaba, em 1952. Como ator, Nhô Juca trabalhou nos filmes Quelé do Pajeú (1968) e Sertão em Festa (1970). Também compôs um samba com Ataulfo Alves Júnior.
A origem do personagem Nhô Juca ocorreu após ser contratado por Salomão Pavlovsky para atuar como humorista e animador na Rádio Vanguarda de Sorocaba. Destacou-se como apresentador de programas de música sertaneja em estúdio e auditório de rádio, com 28 anos de atividade, tornando-se um artista bastante popular, principalmente com seu programa matinal. Ele também organizava eventos de cururu e shows com cantores da época. Nos circos, Nhô Juca levava aos picadeiros os quadros “Viola contra guitarra” e “Casamento do Nhonhô”.
Foi casado com Dona Maria Aparecida Dias Postali da Silva, com quem teve três filhas, Sandra Maria da Silva Soares, Maria Fernanda da Silva Machado e Maria Francine da Silva. Nhô Juca faleceu em 28 de fevereiro de 1981, em Sorocaba.
Anualmente a Prefeitura de Sorocaba realiza um Concurso Jornalístico e Publicitário na qual o troféu “José Rodrigues da Silva” (Nhô Juca) é oferecido aos ganhadores da categoria Rádio AM. (Wikipedia – A enciclopédia livre)

O ‘Som das Cores’ é uma exposição que celebra o encontro da pintura com a música de Fefê Gurman: uma jornada criativa e intuitiva capaz de transformar e renovar sua visão de mundo.
Fefê Gurman é um artista plástico paulistano, que conviveu com os povos Shipibo da Amazônia Peruana obtendo conexão com sua arte e espiritualidade. Respirou cultura enquanto esteve inserido na cena musical da Bahia. E foi durante a pandemia, quando vivia numa ecovila na Chapada da Contagem, que Fefê despertou nas artes plásticas um novo caminho criativo.
As obras de Fefê serão exibidas no Centro Cultural Mestre Assis do Embu de 8 de agosto a 5 de setembro de 2026.
A exposição ‘O Som das Cores’ reflete a riqueza e diversidade de sua trajetória artística e vivencial, apresentando quadros feitos com tinta acrílica e texturas.
Reconhecido por suas composições gravadas por Ivete Sangalo, Preta Gil, Lenine e Seu Jorge, mergulhou na pintura durante o isolamento, transformando emoções e vivências em mais de cem obras únicas. Essa exposição expressa em cores a música da vida.
A exposição está dividida em quatro séries, permitindo ao público testemunhar a evolução artística de Fefê, sua conexão com a música e as influências que moldaram sua obra.
1.O Olhar
A série O Olhar expressa sobre os sentimentos dos observadores e também sobre o contexto do coletivo que o olho visualizar..
2.Visões
Nesta série, as obras contêm influências xamânicas que envolvem visões, sonhos e suas interpretações. As visões são mensagens de ensinamento. Esta seção contará com obras de natureza mais intuitiva.
3. Mosaico
Inspirada em murais de azulejos, esta série mostra uma maneira vibrante e colorida de pintar com influências de caleidoscópio e mosaicos.
4. Tempo
Esta série abordada influências do movimento digital com misturando formas naturais e artificiais.
https://drive.google.com/file/d/1ljtJ7dlu548KbZIbWReq5uMaAiObotZE/view

Programação completa disponível no site sescsp.org.br/agosto-indigena
Link de fotos
Vídeos Suraras do Tapajós
Em agosto, diversas unidades do Sesc em todo o estado de São Paulo realizam ações voltadas ao Agosto Indígena com o tema Tecnologias Indígenas. A iniciativa tem como objetivo criar espaços de visibilidade para as práticas e conhecimentos de diversas etnias, propondo reflexões sobre o conceito de tecnologia que engloba tanto o universo digital quanto os métodos tradicionais e contemporâneos de manejo, subsistência, arte e ativismo político.
O projeto baseia-se nos saberes-fazeres dos mais de 300 povos originários do território hoje conhecido como Brasil. É o caso de diversos conhecimentos ancestrais, como aqueles conectados aos sistemas agrícolas tradicionais, que fazem das roças indígenas verdadeiros repositórios de biodiversidade – cultivadas com técnicas atualmente difundidas pelo termo “agrofloresta”. Além disso, as ações demonstram o mapeamento e o uso de ferramentas contemporâneas, como o audiovisual e as redes sociais, em iniciativas de valorização cultural e na defesa territorial dessas comunidades.
A programação inclui atividades como exibições de cinema, bate-papos, shows, oficinas e vivências esportivas, com ações gratuitas e para diversas faixas etárias.
Confira a programação completa do Agosto indígena no Sesc Sorocaba.
Show
Suraras do Tapajós
A apresentação celebra os oito anos de trajetória do grupo, primeiro conjunto de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil. O espetáculo reúne música, dança e elementos cênicos em um repertório que mescla canções autorais, faixas do álbum “A força que vem das águas” e homenagens a mestres do carimbó, reafirmando a arte como expressão de resistência, memória e valorização da cultura indígena.
Dia 5/8. Quarta, às 20h. Classificação livre. Grátis. Para assistir é só chegar.
Bate-papo
Kunhangue Nhemboaty: encontro de mulheres Guarani e partilha de narrativas
Com Dona Júlia Gimenes, Iracema Garcia (Para Yry), Ivanildes Pereira da Silva (Kerexu), Patrícia Ferreira (Yxapy) e Vanda de Lima (Keretxu). Mediação: Liz Góes, integrante da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY).
O encontro reúne mulheres Guarani de diferentes territórios para uma conversa sobre memórias, saberes, modos de vida e resistência. A partir da partilha de experiências e histórias, a atividade convida o público a conhecer perspectivas indígenas sobre cultura, território, ancestralidade e o protagonismo das mulheres na preservação e transmissão de seus conhecimentos.
Dia 8/8. Sábado, às 15h. Gratuita, com classificação livre e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.
Bate-papo
Sistema agrícola do Alto Rio Negro (AM): memórias e saberes ancestrais indígenas
Com Darli Soares, do povo Desana, Reginaldo Trema Ramos, do povo Tuyuka e Sileia Massa Alves, do povo Tukano.
O sistema agrícola tradicional do Alto Rio Negro é uma prática ancestral de povos indígenas do noroeste amazônico reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. A partir da roça de coivara e do cultivo da mandioca brava, o encontro aborda como saberes coletivos, divisão de responsabilidades entre homens e mulheres e o respeito à floresta sustentam não apenas a produção de alimentos, mas também a cultura, as línguas e o modo de vida dessas comunidades.
Dia 9/8. Domingo, às 14h. Gratuita, com classificação de 12 anos e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.
Palestra
Letramentos indígenas: história, línguas e diversidade cultural
Com Aly David Arturo Yamall Orellana, educador e pesquisador amazônida da nação Guarani.
A atividade propõe uma reflexão sobre a realidade contemporânea dos povos indígenas, abordando os processos de retomada de territórios, culturas e línguas, além dos desafios enfrentados por essas comunidades. Por meio do diálogo, busca ampliar a compreensão sobre a diversidade indígena, desconstruir estereótipos e concepções colonialistas, promovendo o respeito à diversidade cultural e contribuindo para o enfrentamento do racismo e da discriminação.
Dia 11/8. Terça, às 19h. Gratuita, com classificação de 12 anos e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.
Palestra
O Caminho do Peabiru
Com Casé Angatu, indígena e morador no Território Tupinambá em Olivença – Ilhéus/Bahia, na Aldeia Gwarini Taba Atã.
O Caminho do Peabiru, mais do que um trajeto físico que atravessava a América do Sul – ligando o litoral do atual Brasil aos Andes -, era um território vivo de memória, encontro e conexão entre povos indígenas. Este encontro convida à reflexão sobre os saberes ancestrais, as redes de troca anteriores à colonização e o significado do Peabiru como símbolo de resistência e continuidade das culturas originárias.
Dia 12/8. Quarta, às 19h. Gratuita, com classificação livre e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.
Cinema
Replikka
Direção: Piratá Waurá e Heloisa Passos | Documentário | Brasil/Estados Unidos | 16 min. | 2025.
Tecnologia e sabedoria indígena nos levam a embarcar numa jornada espiritual e meditativa sobre memória, identidade, perda e renascimento. A resiliência do povo Wauja do Xingu, diante da destruição de sua história, é prova de que a força da ancestralidade atemporal jamais pode ser apagada.
Dia 15/8. Sábado, às 17h. Gratuita, com classificação de 12 anos e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.
Bate-papo
Pensamento em construção: a sabedoria indígena de Piratá Waurá encontra a experiência cinematográfica de Heloisa Passos
Com Piratá Waurá, professor, fotógrafo e cineasta do Povo Wauja e Heloisa Passos, diretora de fotografia, diretora, produtora e professora.
A exibição de Replikka, seguida de bate-papo com os diretores, propõe um espaço de diálogo e compartilhamento do processo de construção do filme com o público. As trocas entre olhares indígenas e não indígenas, que tornaram possível a realização do filme, desdobram-se nesse encontro com o público, aprofundando reflexões sobre cinema, território, memória, patrimônio cultural e preservação.
Dia 15/8. Sábado, às 17h30. Gratuita, com classificação de 12 anos.
SERVIÇO
Sesc Sorocaba
Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.
Horário: De terça a sexta, das 9h às 22h. Sábados, das 10h às 19h.
Prefira o transporte público
Terminal São Paulo
Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa
Linha 71: Campolim via Raposo Tavares
Terminal Santo Antônio
Linha 65: Campolim
BRT
Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim
+ informações


Há ausências que não fazem barulho, mas ecoam… A cada nova edição do Jornal ROL, reencontro a alegria de ler textos que inspiram e de ver novos colegas enriquecendo esse espaço de reflexão e diálogo. Sinto satisfação a cada voz que chega, a cada olhar que amplia horizontes. Leio os textos, celebro a qualidade das reflexões, alegro-me com a chegada de novos colaboradores e percebo, com sincera admiração, um jornal cada vez mais plural e vivo. Mas, entre uma página e outra, também me visita um discreto incômodo: o da minha própria sazonalidade. Discretamente, entre uma leitura e outra, uma pergunta me acompanha: em que estação ficaram as minhas palavras?
Escrever como colunista nunca foi apenas produzir palavras; foi pertencer, participar e deixar, periodicamente, um fragmento de mim. Ser colunista nunca foi apenas publicar um texto. Era um compromisso silencioso com a escrita, um encontro periódico com leitores e leitoras que talvez eu nunca conhecesse, mas que, por alguns minutos, caminhavam comigo pelas linhas.
Talvez a escrita tenha mesmo esse poder: quando se afasta, não nos abandona. Apenas permanece em silêncio, aguardando o instante certo para voltar a florescer.
Há saudades que não se explicam. Apenas se revelam. A vida, por vezes, impõe seus ritmos, e a escrita também aprende a respeitar os intervalos. Ainda assim, confesso: minha sazonalidade me inquieta. Sinto falta da disciplina do pensamento que busca forma, da emoção que encontra morada nas palavras e da alegria serena de entregar um texto ao mundo.
Talvez escrever seja exatamente isso: um lugar para onde sempre voltamos. E, quando a saudade se transforma em palavra, já não estamos completamente ausentes. Estamos, aos poucos, reencontrando o caminho de casa…


Quando fores embora
Lembra-te de deixares teu perfume
Não derrames em vão o teu pranto
Porque mais um dia morre…
Lembra-te que logo nascerá a aurora
Beijando tua pele agridoce…
Quando fores embora
Lembra-te de deixares tua pegada
Para que eu não me perca no caminho
Até nossa casa…
Para que ainda regue o nosso jardim.
Lembra-te da floreira na janela
E do mel de tuas mãos que me alimenta
Quando fores embora
Lembra-te de deixares tua presença
Nem que seja leve como a aura
E no ar o toque de tua essência
Lembra-te…
Lembra-te de nossos dedos entrelaçados
E das promessas do ‘até o fim…’
Não chores pelo vazio da saudade
Pelos sonhos de outrora…
Lembra-te
Quando fores embora!

Tico-tico, quero-quero
Esperançar a paz das garças, onde o
Monte beija festivo o céu das alegrias.
Palácio dos inocentes, sou seu
Espelho de simplicidades e excentricidades.
Rio que corre, às vezes suave, outras em
Águas de tempestades.
Nuances que me
Cobrem de surpresas e fazem refletir
Amor da menina dos olhos meus, a…
Fé guardiã das montanhas da minha terra. Tenho
Orgulho de pertencer a este céu de brancas nuvens.
Recebo o seu abraço, ó brisa que me acarinha!
Telúricas são as tardes em que
Acalento sonhos e guardo
Lembranças da minha infância!
Efêmeros, porém, eternos na memória são os instantes em que de olhar
Zeloso balbucio as minhas preces
Agradeço o dom da vida e me despeço serena,
com um sentir de derramar em ti a essência do meu bem-querer.