Céu de passarinho

Marli Freitas: Poema ‘Céu de passarinho’

Marli Freitas
Marli Freitas
https://www.meta.ai/share/m/l3oXW7qzuH?utm_source=android_meta_ai_sl&open_in_meta_ai=true

Entre o nascer o e o pôr

Bem-te-vi, pintassilgo e beija-flor.

Tem andorinha no fio,

Rouxinol no arrebol

E o canto do inhambu-chororó.

Entre a poeira e o caminho

Tico-tico, papa-capim e trinca-ferro.

Tem pica-pau na mangueira,

Pardal na goiabeira

E sabiá na laranjeira.

Entre a brisa e o gado

Quero-quero, garça-vaqueira e anu do campo.

Melhor companheiro é o suiriri-cavaleiro,

Melhor família é a da coruja-buraqueira

E a melhor zoeira faz a curicaca campeira.

Entre o céu e o riacho

Biguá, gaivotas e martim-pescador.

Vezeiro é o revoar das garças,

Elegante gorjeia o caboclinho

E eletrizante é o acasalamento do tangará.

Entre a planície e o monte

Salve o canto da seriema!

Salve a fidelidade do galo-de-campina!

Salve o tiziu, o jacu e o curió!

Salve a beleza do cerrado!

Marli Freitas

Voltar




Diário de bordo do ontem

Pietro Costa: Poema ‘Diário de bordo do ontem’

Pietro Costa
Pietro Costa
Card do poema Diário de Bordo do ontem - Pietro Costa
Card do poema Diário de Bordo do ontem – Pietro Costa

Pietro Costa

Voltar




Bosques silenciados por el fuego

María Beatriz Muñoz Ruiz

‘Bosques silenciados por el fuego’

Maria Beatriz Muñoz Ruiz
Maria Beatriz Muñoz Ruiz
https://gemini.google.com/app/9bf9d031cd5225d7?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Hay un recuerdo que tengo grabado a fuego de aquellos meses grises de la pandemia, cuando el mundo se volvió pequeño y nos quedamos encerrados entre cuatro paredes. Recuerdo, sobre todo, los días de lluvia.

Me asomaba a la ventana y el olor me subía desde la calle: ese aroma a tierra húmeda, a tierra mojada, a vida despertando. En ese momento, sentía una necesidad imperiosa, casi dolorosa, de salir, de tocarla, de pasear descalza.

Echaba de menos la casa de mis padres, sentir la hierba fresca bajo mis pies al desayunar, el rocío de la mañana, ese frescor que te reconcilia con el mundo. Estar encerrada me hizo entender que ese olor y esa sensación no eran un lujo; eran una necesidad vital.

Por eso, ver hoy cómo se levantan esas columnas de humo denso y gris en los montes de Granada y en tantas otras sierras del mundo me provoca un pellizco en el corazón que me devuelve a esa sensación de asfixia.

Siento una tristeza enorme al pensar en todo lo que el fuego se lleva en cuestión de minutos. No se queman solo troncos y ramas; se quema ese olor a tierra mojada que tanto añoramos cuando nos falta. Se quema el hogar de miles de seres vivos que no tienen voz para pedir ayuda: aves que pierden a sus crías en los nidos, animales que corren despavoridos sin saber adónde ir, atrapados entre las llamas.

Ellos no están ahí para decorar el paisaje; forman una red invisible que mantiene vivo el ecosistema, limpia el aire que llega a nuestras ciudades y nos regala cada gota de oxígeno que respiramos. Si destruimos su hogar, nos estamos quedando sin el nuestro. A veces miramos las noticias con frialdad, como si el monte fuera algo ajeno o lejano.

Y me duele aún más saber que, en la mayoría de los casos, detrás de esta tragedia hay un descuido, una colilla mal apagada, una imprudencia que se podría haber evitado.

Imaginad que el bosque es vuestro hogar, porque al igual que los animales, muchas personas han perdido sus hogares y su mundo se ha detenido. Cuando estás al otro lado del televisor dices “Por lo menos han sobrevivido, lo demás son cosas materiales. El seguro del hogar les cubrirá”.

Es cierto que la vida vale más que las pertenencias, pero entre esas pertenencias la mayoría de las veces hay recuerdos irremplazables que un seguro de hogar no puede valorar. Entonces se me viene a la cabeza un simple sobre con veinte euros que mi abuelo llevaba en el bolsillo para darme antes de ser ingresado y morir.

A veces, cuando lo echo de menos saco esos veinte euros del sobre que conserva su olor a tabaco, ese olor tan característico y único que necesito oler, entonces absorbo ese aroma a él, y recuerdo su sonrisa, sus abrazos y su forma de ser. Si pudiera salvar tan solo una cosa material sería ese sobre.

Ahora imaginad a un pequeño cervatillo que siempre ha vivido en ese bosque, en un segundo mira atrás y ve solo fuego, un huracán de llamas que se traga todo en cuestión de segundos. Si sobrevive y es llevado a otro sitio, nada será igual, tendrá que adaptarse, pero nada será igual.

Todos sufrimos, los bosques forman parte de nuestro planeta, son los hogares de miles de animales, nuestro oxígeno y la base que sustenta el mundo. Si no cuidamos el planeta nos estamos matando a nosotros mismos. ¿Queréis vivir o morir?

Cuidarlos es cuidar la memoria de ese frescor bajo los pies, la vida de los animales que los habitan y el único futuro posible para los que vendrán después, para que ellos también puedan oler la tierra mojada y apreciarla.

María Beatriz Muñoz Ruiz

Voltar

Facebook




Letter to a fellow soldier

Bahtiyar Hidayet: Poem ‘Letter to a fellow soldier’

Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov)
Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov)
https://chatgpt.com/c/6a67b1f9-bef8-83e9-8cbd-4c018bebe4db

Ah, my fellow soldier,
In the winter war,
we wore such thick clothes
that our uniforms were heavier than our weapons.
Yet we are not respected
as much as a singer
who takes off clothes and sings about the “Homeland.”
Their buttocks
are valued more than our lost lives,
our lost arms, legs, and eyes.

Some gave their lives for the homeland,
some their arm, some their leg, some their eye.
But a singer
who sacrificed a rib
for the sake of show business
to have a slim waist
is a hundred times more respected
and more famous than we are.

Do you remember?
No matter how warmly we dressed,
we still froze.
We lit fires out in the open.
As the long logs burned,
we pushed them forward.

Do not be sad, my friend.
One day they will push us forward too,
like long burning logs.

Are you cold again?
Those who gave their lives
are cold as well.
Their bones ache now.

Perhaps we died long ago.
We simply do not know that we are dead,
just as we do not know
that we are alive.

Bakhtiyar Hasanov

Voltar

Facebook




GURI tem 60 mil vagas remanescentes

GURI tem 60 mil vagas remanescentes e matrículas já estão abertas. Há cursos de canto e instrumentos, para crianças a partir dos 6 anos de idade até adultos. Não precisa ter experiência e é tudo gratuito

Aluno de violino do GURI. Foto de: Bruno Fernandes.
Aluno de violino do GURI. Foto de: Bruno Fernandes.

Fotos de divulgação baixe aqui

O GURI, Programa de Educação Musical da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Santa Marcelina Cultura, abriu no dia 24 de julho as matrículas para o segundo semestre de 2026. O programa oferece 60 mil vagas em 634 polos de ensino na capital, na região metropolitana, no interior e no litoral do estado. São cursos de canto e instrumentos, nos repertórios popular e erudito, sem exigência de conhecimento musical prévio. Para consultar onde tem um polo de ensino do GURI e saber mais sobre as inscrições, é só acessar o site ⁠souguri.art.br⁠.

O prazo termina no dia 28 de agosto ou enquanto houver vagas. O registro deve ser feito presencialmente no polo escolhido, com o estudante acompanhado por um responsável. É necessário apresentar foto 3×4 recente, comprovante de endereço, RG ou certidão de nascimento do aluno, RG do responsável e o comprovante de matrícula ou declaração de frequência escolar.

“O GURI é uma política pública de formação musical e desenvolvimento humano que amplia o acesso à cultura em todas as regiões do Estado. Por meio dos cursos gratuitos, crianças, adolescentes, jovens e adultos têm a oportunidade de aprender canto ou instrumento, desenvolver novas habilidades e fortalecer vínculos de convivência e cidadania”, afirma Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

Parcerias

Para realizar suas atividades, o GURI conta com o apoio e a parceria de muitas empresas e pessoas que acreditam no poder transformador da arte e da cultura.

“O apoio ao GURI reafirma o compromisso da CTG Brasil com a promoção da cultura como instrumento de desenvolvimento humano e inclusão social. Acreditamos que a arte tem o poder de transformar realidades e fortalecer o futuro e, ao investir em crianças e adolescentes, contribuímos para a construção de trajetórias com mais oportunidades.” Anaide W. Aued, coordenadora de Sustentabilidade da CTG Brasil.

“O trabalho da Santa Marcelina Cultura não se traduz apenas em enriquecimento cultural, mas em oportunidade de ascensão social para milhares de jovens. A organização sabe como utilizar a música como instrumento de empoderamento para a vida, oferecendo aos seus jovens a possibilidade de se descobrirem como pessoas por meio da magia dessa arte tão envolvente. Aqui no BofA, somos parceiros da Santa Marcelina Cultura há mais de 15 anos, e temos a oportunidade de apoiar todos os programas oferecidos, incluindo o Guri, a EMESP e o Hospitais Musicais. Seria fantástico ver ainda mais empresas se juntando a um projeto já tão comprovado e tão relevante para tantos jovens.” Thiago L Fernandes, Head de Socioambiental para América Latina, Bank of America. 

“Acreditamos que investir em cultura e formação musical também é investir em dignidade, pertencimento e transformação social. O Projeto Guri mostra que grandes projetos nascem quando conseguimos conectar desenvolvimento humano, valorização dos territórios e impacto positivo real na vida das pessoas. É uma iniciativa que dialoga diretamente com o compromisso da Sabesp de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades onde atua”, afirma Samanta Souza, diretora-executiva de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp. 

Patrocinadores da Santa Marcelina Cultura – O GURI conta com os patrocínios Master: CTG Brasil; Bank of America; Tauste Supermercados; Sabesp; Instituto Motiva; Instituto Ultra; Ultracargo; Ultragaz; Ipiranga; Verzani & Sandrini; Ouro: Vitafor; Via Appia; Arteris; BASF; Prata: Novelis; Caterpillar; MAHLE; Chiesi Farmacêutica; Usina Santa Maria; DM; Sicoob; Citrosuco; Capuani; Grupo Maringá; Valgroup; Santos Brasil; Instituto Center Norte; a|w; Bronze: Cipatex; Maza; Mercedes-Benz; ACIF-Franca; Apoio Cultural: Ipiranga Agroindustrial; Yamaha; Ibiuna Investimentos; Distribuidora Ikeda; Castelo Alimentos; Pirelli; Frisokar; Tegma e Paulispell, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura; Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e Santa Marcelina Cultura.

Para saber mais sobre o GURI, acesse o site oficial.

Para mais informações sobre a Santa Marcelina Cultura, acesse aqui

Comunicação | Santa Marcelina Cultura    
Julian Schumacher – julian.schumacher@santamarcelinacultura.org.br
(11) 99256-7490

Voltar

Facebook




Acolhimento

José Antonio Torres: Crônica ‘Acolhimento’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem de um pôster em papel de tom amarelado, com o título em letras grandes e escuras: "Sempre que for possível, doe ou doe-se". Logo abaixo, a frase menor "A generosity campaign" (Uma campanha de generosidade). Abaixo das frases, duas mãos se aproximam para segurar juntas um coração vermelho e tridimensional.
https://gemini.google.com/app/0e3dd6a5f686841a?utm_source=app_launcher&utm_medium=
owned&utm_campaign=base_all

Em algum momento da vida, você já parou para refletir e se perguntou se, e o quanto, ajudou alguém?

Ao fazer essa reflexão, talvez se surpreenda ao perceber que a sua vida está sendo inútil nesse quesito tão importante.
Faça uma retrospectiva e tente lembrar de quantas oportunidades teve para ser útil, para amparar ou socorrer alguém ou alguma instituição em dificuldades, e se omitiu.

Não estou falando apenas de ajuda financeira, pois entendo as dificuldades e as despesas que a vida nos impõe. Considere-se um privilegiado se tem condições de quitar e resolver essas dificuldades próprias. Muitos se acham em situação desesperadora e não conseguem.

Diante dessa incapacidade, é como se um buraco no chão se abrisse, fosse se alargando e engolindo quem se encontra nessas condições.

Talvez o nosso primeiro pensamento seja o de julgar que a pessoa ou a instituição cavou o seu próprio buraco. Algumas vezes é verdade, mas, em outras, elas foram empurradas para esse buraco devido a inúmeros fatores.

Sempre que for possível, seja, com o mínimo que puder dispor financeiramente ou através do seu tempo livre, voluntário em alguma causa – sempre há quem precise – doe ou doe-se! Posso garantir que isso te fará sentir muito bem e renovado como ser humano.

É muito fácil criticar quando alguém erra ou encontra-se em dificuldades, mesmo sem sabermos o que levou àquela situação.
Nessas horas, deveríamos abrir mais os braços do que a boca.

O mundo precisa mais de quem acolha do que de quem critique.

José Antonio Torres

Voltar

Facebook




A ilusão do mistério

Ismaél Wandalika: Poema ‘A ilusão do mistério’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Capa do Livro A Ilusão do Mistério,de Soldado Wandalika

Tantos ritmos no desfecho
‎O cruzamento da trilha anuncia o espelho que visualiza a penumbra
‎Aquele encontro tem saudades pintadas com sorrisos que despediram-se de nós…
‎Oh! eternizou-se a nossa lembrança…
‎
‎O ritmo eleva a reflexão
‎A morte não é um acaso da vida
‎A melodia trás-nos cada emoção
‎Existir é um ato de resistência
‎Para cada ser a vida compõe una canção!
‎Seguimos na pauta escalando a semântica atmosférica…
‎Deus não revelou o mistério da nossa respiração…
‎
‎Todos os cruzamentos são traçados Mesmos que inesperados…
‎O maior mistério da existência habita dentro dos humanos!…
‎
‎A ILUSÃO DO MISTÉRIO…

Soldado Wandalika

Poeta e escritor angolano – Fundador do projeto Luso internacional POETAS DA ILUSÃO….

Voltar

Facebook