Conheça a SCOOIB

Sublime Classe da Ordem Opus Ipsum do Brasil. Mais do que um espaço de reflexão teórica, a SCOOIB se estrutura como um projeto de impacto social, pautado na caridade ativa e no engajamento consciente

Carlos Carvalho Cavalheiro
Carlos Carvalho Cavalheiro
Raphael Sodré Borges
Raphael Sodré Borges – Presidente da SCOOIB

A Sublime Classe da Ordem Opus Ipsum do Brasil reafirma seu compromisso com o desenvolvimento humano integral ao consolidar uma proposta que une formação filosófica, prática social e responsabilidade coletiva. Fundamentada no estudo das quatro Virtudes Cardeais — Temperança, Prudência, Fortaleza e Justiça —, a instituição inspira seus membros a compreender que o conhecimento somente atinge sua plenitude quando se transforma em ação concreta.

Mais do que um espaço de reflexão teórica, a SCOOIB se estrutura como um projeto de impacto social, pautado na caridade ativa e no engajamento consciente. Nesse sentido, a organização direciona seus esforços e recursos para o apoio a iniciativas humanitárias, com destaque para sua cooperação com o UNICEF, contribuindo diretamente para a melhoria das condições de vida de crianças e comunidades em situação de vulnerabilidade.

Do ponto de vista institucional, a SCOOIB possui reconhecimento formal junto aos órgãos competentes, estando regularmente inscrita no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ nº 56.147.406/0001-56), com inscrição municipal ativa na cidade do Rio de Janeiro. A organização também conta com registro de marca junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, assegurando sua identidade institucional no âmbito jurídico e administrativo.

Sua atuação se estende ainda ao campo das práticas integrativas e complementares em saúde humana, promovendo iniciativas como a Terapia Comunitária Integrativa, que estimula o diálogo, a escuta ativa e a troca de experiências entre seus membros, especialmente por meio de plataformas digitais. Além disso, disponibiliza gratuitamente, em seu portal, conteúdos e atividades voltados ao desenvolvimento moral, intelectual e espiritual, consolidando-se como uma escola de filosofia acessível e inclusiva.

Fundada em 2024 por Raphael Sodré Borges, a SCOOIB nasce com identidade brasileira e com a proposta de resgatar valores éticos universais em diálogo com a realidade contemporânea. Seu próprio nome carrega um significado profundo: ‘Sublime’ remete à elevação moral e intelectual; ‘Classe’ expressa a união de indivíduos em torno de um propósito comum; ‘Ordem’ simboliza disciplina e compromisso ético; e ‘Opus Ipsum’, de origem latina, traduz a ideia da ‘Obra em si mesmo’, ou seja, o aperfeiçoamento contínuo do indivíduo.

Diferenciando-se de outras instituições, a SCOOIB adota um modelo totalmente gratuito de formação, eliminando barreiras financeiras e logísticas. Sem custos com deslocamento, mensalidades, trajes ou taxas administrativas, a organização promove um ambiente de liberdade e autonomia, no qual a contribuição dos membros é entendida como um ato de consciência, e não como obrigação. Diante de toda essa estrutura simplificada e gratuita,  a SCOOIB convida todos a converter uma fração mínima dessa economia em impacto real. Sugere uma doação mensal de apenas R$ 10,00. “Este valor — simbólico para o orçamento individual, mas vital para as crianças assistidas pelo UNICEF — é o que valida nossa Obra Pessoal. Sejamos coerentes com a filosofia que estudamos: a verdadeira lapidação do caráter se manifesta no cuidado com o próximo”, salienta o material de divulgação da Ordem.

Nesse contexto, a instituição convida seus participantes a transformar a economia gerada por esse modelo acessível em impacto social efetivo. A sugestão de uma contribuição mensal simbólica, direcionada ao apoio de ações humanitárias, reforça a coerência entre teoria e prática, evidenciando que a verdadeira formação do caráter se manifesta no cuidado com o outro.

Ao articular filosofia, ação social e compromisso ético, a SCOOIB consolida-se como uma iniciativa contemporânea que ressignifica o papel das organizações formativas, promovendo não apenas o desenvolvimento individual, mas também a construção de uma sociedade mais justa, solidária e consciente.

Mais informações: O que é a SCOOIB?

Carlos Carvalho Cavalheiro

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A luz é o oposto da sombra ou o seu segredo oculto?

Taghrid Bou Merhi

‘A luz é o oposto da sombra ou o seu segredo oculto?’

Taghrid Bou Merhi
Taghrid Bou Merhi
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Desde que o ser humano ergueu os olhos para o céu, tenta compreender a relação entre luz e sombra. A questão nunca foi apenas física, nem um simples jogo luminoso projetado pelo sol sobre as paredes; trata-se de uma pergunta sobre a própria existência. Por que a luz só se torna visível quando encontra algo que a interrompe? E por que a sombra nasce como consequência direta da presença da luz? Nessa ligação reside um paradoxo profundo: aquilo que parece oposição pode ser, na verdade, uma forma de interdependência.

A luz, em seu sentido simbólico, representa clareza, conhecimento, serenidade e presença. Ela revela as coisas e lhes dá contornos. Quando brilha, os detalhes se distinguem e as formas se tornam perceptíveis. A sombra, por sua vez, expressa o mistério, a possibilidade, o espaço ainda não revelado. É aquilo que permanece fora do campo da visão direta, despertando questionamento e inquietação. No entanto, a sombra não existe de maneira independente; ela é resultado da luz, um efeito do seu agir.

Se imaginarmos um mundo sem luz, também não haveria sombra. Haveria apenas uma escuridão total, sem distinções. Isso mostra que a sombra não é inimiga da luz, mas sinal de sua presença. Quanto mais intensa a luz, mais definidas se tornam as sombras. Quanto mais suave, menos marcadas elas aparecem. Essa relação revela que a vida se constrói sobre um equilíbrio delicado entre revelar e ocultar, entre clareza e ambiguidade.

Na experiência humana, a luz surge nos momentos de compreensão e certeza. Quando alguém entende o sentido do que vive, sente-se como se tivesse saído de um espaço fechado para um horizonte aberto. O entendimento ilumina o interior e organiza pensamentos e emoções. A sombra manifesta-se na dúvida, nas perguntas sem resposta, no receio diante do desconhecido. Essas condições não são falhas na trajetória, mas etapas naturais dela.

Muitas vezes tentamos fugir da sombra, como se fosse algo defeituoso. No entanto, ela cumpre uma função essencial. É a sombra que confere profundidade às formas. Na pintura, não há dimensão sem contraste entre claro e escuro. Na vida, não há verdadeira apreciação da tranquilidade sem ter atravessado a inquietação. A sombra nos recorda nossos limites e nos ensina que não somos seres de conhecimento absoluto.

Por outro lado, a luz nem sempre é confortável. Uma claridade intensa pode revelar aquilo que preferíamos manter oculto. A verdade, quando se apresenta sem filtros, pode ser difícil de aceitar. Por isso, algumas pessoas evitam o confronto direto com a luz e permanecem em zonas intermediárias. Nesses momentos, a sombra torna-se um espaço de pausa, um tempo de reflexão antes do enfrentamento.

O equilíbrio entre luz e sombra é o que conduz à maturidade. Quem se recusa a reconhecer sua própria sombra, suas fragilidades e erros, vive em ilusão. Quem permanece preso à escuridão sem buscar qualquer claridade perde a esperança. A sabedoria consiste em aceitar ambas as dimensões, compreendendo que cada pessoa carrega áreas luminosas e regiões obscuras, e que o crescimento nasce da integração dessas partes.

Na natureza, essa alternância é evidente. O ciclo entre dia e noite não é uma disputa com vencedor definitivo, mas um ritmo contínuo que sustenta a vida. As plantas necessitam da luz para crescer e da escuridão para se regenerar. O corpo humano também se restaura durante a noite e se ativa à luz do dia. Esse movimento ensina que a alternância não indica fraqueza, e sim condição de continuidade.

No âmbito social, a luz manifesta-se nos valores que promovem justiça, solidariedade e responsabilidade. A sombra surge quando prevalecem a indiferença e o egoísmo. Ainda assim, a escuridão coletiva não aparece sem causa; ela reflete o distanciamento das fontes internas de consciência. Quando a sensibilidade enfraquece, a sombra se expande. Mesmo assim, um único gesto íntegro pode reacender um foco luminoso capaz de transformar o ambiente.

A sombra também é território de criação. É nas zonas não totalmente esclarecidas que surgem as perguntas, e das perguntas nascem descobertas. Se tudo estivesse plenamente revelado desde o início, não haveria impulso para investigar. O mistério estimula a mente e amplia a percepção. Nesse sentido, a sombra não representa deficiência, mas convite ao aprofundamento.

Em nível interior, cada pessoa possui sua própria sombra: aspectos pouco expostos, medos, memórias dolorosas e desejos silenciados. Ignorar essa dimensão não a elimina, apenas a torna mais ativa nos bastidores. Enfrentá-la exige coragem, porém essa atitude fortalece a integridade pessoal. Ao reconhecer sua sombra, o indivíduo torna-se mais verdadeiro consigo mesmo e mais compreensivo com os outros.

A luz, por sua vez, é uma energia que necessita direção. Não basta desejá-la; é preciso saber como utilizá-la. Quando empregada com consciência, ilumina caminhos e amplia entendimentos. Quando usada de modo imprudente, pode cegar ou impor. A luz que respeita a sombra aceita diferentes perspectivas e reconhece que a realidade pode ser vista de múltiplos ângulos.

No fim, a relação entre luz e sombra não é conflito permanente, mas definição recíproca. Uma dá sentido à outra. Sem sombra, a luz perde profundidade. Sem luz, a sombra não possui contorno. Esse diálogo constante reflete o próprio movimento da existência, onde não há brilho eterno nem escuridão definitiva.

Compreender essa interdependência transforma nossa maneira de viver. A escuridão deixa de ser ameaça absoluta e passa a ser etapa de transição. A luz deixa de ser ideal distante e torna-se responsabilidade. Entre ambas, desenha-se o percurso humano, marcado por contrastes e aprendizados.

Assim, a pergunta inicial permanece como guia: não se trata de saber qual prevalece, mas de reconhecer como se complementam. A luz orienta, a sombra aprofunda. Entre direção e profundidade, constrói-se nossa experiência, e é nesse espaço de tensão harmoniosa que amadurecemos e encontramos sentido.

Taghrid Bou Merhi

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A poem is a nest

Rita Odeh: ‘A poem is a nest’

Rita Odeh
Rita Odeh
Imagem gerada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/69cfaf09-bb0c-83e9-b10a-0d114ee16699
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​Poetry is but
a seed
in a soil exhausted by conflicts,
we plant it..
and it buds into brotherly warmth
and peace.
​Poetry is but
the last attempt
to make this world
a safe place
for doves.
​Poetry is but
a universal language
that builds bridges
between people;
its medium is sensation,
and its goal is harmony.
​Poetry is but
a warm nest,
gathering us in the lap of
Mother Earth,
far from the roar of wars
and strife.

Rita Odeh

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Clarissa Lemos é finalista no Prêmio Ecos da Literatura!

Reconhecida por sua dedicação ao incentivo à leitura e por encantar leitores de todas as idades, Clarissa concorre este ano na categoria Melhor Livro Ilustrado. O livro ‘Contanto com os animais’ foi ilustrado por Daniele Monhoz

Clarissa Lemos
Clarissa Lemos

A escritora e ilustradora Clarissa Lemos acaba de ser anunciada como finalista no Prêmio Ecos da Literatura!

Reconhecida por sua dedicação ao incentivo à leitura e por encantar leitores de todas as idades, Clarissa concorre este ano na categoria Melhor Livro Ilustrado. O livro ‘Contanto com os animais‘ foi ilustrado por Daniele Monhoz. A obra apresenta animais da savana que, após algum acontecimento, vão diminuindo. Um bom livro para realizar contagens com os pequenos e se divertir com as rimas e os animais da África.

“Chegar à final de um prêmio tão importante é muito gratificante, pois ter o meu trabalho reconhecido pelos meus leitores e amigos é fundamental para que eu continue criando. A literatura é vida e, por isso, ela precisa ser experimentada, vivenciada e compartilhada”, afirma Clarissa Lemos.

Os três finalistas de cada uma das 30 categorias foram apontados por votação pública, via internet, realizada entre os dias 08 de fevereiro e 22 de março de 2026. Apenas autores e profissionais do livro, com obras editadas em 2025, poderam participar da premiação.

O evento de premiação está agendado para o dia 23 de maio (sábado), às 16 h, no Teatro Espaço Bereana, Vila Mariana, na capital paulista. Na oportunidade, será conhecida a classificação dos finalistas: 1º, 2º e 3º colocados, que vão receber troféus lindos e personalizados. 

Clarissa Lemos

Clarissa Lemos nasceu na cidade de São Paulo, em 1987.

Viveu até os 18 anos na área rural do município de Ribeirão Branco, interior do estado.

Cresceu rodeada por livros e gibis, adquiridos pelo pai, geralmente em alguma cidade vizinha. Durante a adolescência, os livros eram companheiros inseparáveis.

Tão logo completou 18 anos, mudou-se para a capital para cursar graduação em Pedagogia e assumir o cargo de professora de Educação Básica na rede estadual.

Fixou residência, casou-se e possui dois filhos. Atualmente,  reside em São Caetano do Sul (SP) e leciona na rede municipal de São Paulo.

Iniciou o caminho como ilustradora com o livro A festa da Filó. É autora e ilustradora do livro As aventuras da Chapeuzinho Vermelho e autora dos livros ‘O chute” e ‘Contando com os animais

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Festival da Cultura Surda

CineCafé de abril destaca o Festival da Cultura Surda; programação conta também com Maratelona e Sessão NerDiverso

 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - Um Lugar Silencioso
CineCafé – Festival da Cultura Surda – Um lugar silencioso

CineCafé de abril do Sesc Sorocaba tem como destaque o Festival da Cultura Surda, uma mostra que valoriza a língua de sinais e apresenta filmes com personagens surdos como protagonistas de suas próprias histórias, ampliando as formas de comunicação e representação no cinema. A programação reúne títulos de diferentes gêneros que evidenciam a cultura surda em sua diversidade e complexidade. 

Além do CineCafé, a unidade recebe outros dois projetos. O Maratelona propõe uma sequência de exibições voltada aos amantes de cinema, com a trilogia De Volta para o Futuro, incentivando uma experiência contínua e compartilhada entre o público. Já a sessão NerDiverso apresenta o filme Akira, referência da animação japonesa, que aborda temas como poder, tecnologia e juventude em um cenário distópico. 

Todas as sessões são gratuitas. 

CineCafé – Festival da Cultura Surda 

As sessões acontecem às terças-feiras, às 19h (exceto dia 21), com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento.  

Após cada exibição, o público é convidado a participar do Cinema em reflexão, neste mês, conduzido pela pedagoga e especialista em Libras Maria Carla, ampliando a experiência por meio de conversas e análises sobre os filmes. 

CineCAfé – Festival da Cultura Surda – Um Lugar Silencioso

7/4 | Um lugar silencioso 

Direção: John Krasinski | Suspense/Terror | EUA | 90 min. | 2018 | Leg. 

No pós-apocalipse, criaturas cegas com audição aguçada caçam qualquer ruído. Para sobreviver, a família Abbott vive em silêncio absoluto em uma fazenda isolada, comunicando-se por sinais. Sua frágil rotina é posta à prova quando a mãe, Evelyn, fica grávida, elevando a tensão na luta pela vida. Classificação 14 anos. 

CineCAfé – Festival da Cultura Surda – A família Bélier

14/4 | A família Bélier 

Direção: Eric Lartigau | Comédia/Drama | França | 106 min. | 2014 | Leg. 

Paula, uma adolescente, é a intérprete e apoio essencial para sua família, todos surdos. Ao descobrir um talento excepcional para o canto e a chance de estudar em Paris, ela é confrontada com um dilema angustiante: seguir seu sonho ou permanecer como a âncora daqueles que dependem totalmente dela. Classificação 14 anos. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda  - A forma da água
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – A forma da água

28/4 | A forma da água 

Direção: Guillermo del Toro | Drama/Fantasia | EUA | 123 min. | 2017 | Leg.   

Em 1963, uma zeladora muda que vive em silêncio desenvolve uma ligação única com uma criatura anfíbia mantida em cativeiro no laboratório onde trabalha. Com a ajuda de um vizinho, ela elabora um plano para libertá-lo. Classificação 16 anos. 

Sessão NerDiverso 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda Akira
CineCAfé – Festival da Cultura Surda Akira

9/4 – 19h | Akira 

Direção: Katsuhiro Otomo | Animação/Ficção Científica | Japão | 124 min. | 1988 | Leg.   

Em Neo-Tokyo pós-guerra, o jovem delinquente Kaneda tenta salvar seu amigo Tetsuo, que desenvolve poderes psíquicos incontroláveis após um acidente. Essas habilidades atraem a atenção do governo e de um projeto secreto, ameaçando liberar uma força apocalíptica. Uma saga cyberpunk sobre amizade, poder e destruição. Classificação 16 anos. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência. 

Maratelona – 21/4 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - De volta para o futuro
CineCAfé – Festival da Cultura Surda

10h30 | De volta para o futuro   

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 115 min. | 1985 | Leg.      

Marty McFly é um adolescente típico americano dos anos 80. Acidentalmente ele viaja de volta no tempo para 1955 em uma máquina do tempo inventada pelo cientista maluco Dr. Brown. Durante sua incrível viagem ao passado, Marty tem como missão fazer com que seus pais ainda adolescentes se conheçam e se apaixonem. Só assim ele conseguirá ter uma chance de voltar ao futuro. Classificação livre. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - De volta para o futuro 2 
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – De volta para o futuro 2 

13h30 | De volta para o futuro 2   

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 108 min. | 1989 | Leg.       

Marty vai até 2015 para impedir que seu filho seja preso. Porém um velho inimigo de família descobre onde Marty e o Dr. Brown esconderam a máquina do tempo e volta ao passado para entregar um livro com resultados de jogos da temporada para ele mesmo. Agora Marty e o Doutor precisam correr contra o tempo para impedir que o presente e o futuro sejam alterados pelos acontecimentos. Classificação livre. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda  - De volta para o futuro 3 
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – De volta para o futuro 3 

16h30 | De volta para o futuro 3  

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 118 min. | 1990 | Leg.     

Em 1955, Marty recebe uma carta do Dr. Brown datada de 1855 e descobre que ele será assassinado. Agora precisa voltar ao passado exatamente no dia 2 de setembro do mesmo ano para tentar salvar seu amigo, mas não sem antes ter que enfrentar inúmeras dificuldades. Classificação livre. Retirada de ingressos 1 hora de antecedência. 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba. 

SERVIÇO 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.       

Fone: (15) 3332-9933.     

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

+ informações  

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Professor: profissão perigo?

                                                

Renata Barcellos: ‘Professor: profissão perigo?

Renata Barcellos
Renata Barcellos
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Desde o início deste ano letivo, tenho presenciado professores ‘desabafando’ em reuniões, intervalos… E o mais preocupante: todos os relatos são de capacitados e centrados. As queixas? Turmas numerosas, desinteresse dos alunos, desrespeito… Ao ouvi-los, veio-me à cabeça um fragmento desta música de Beth Carvalho cantada há décadas:

“Como será amanhã?

Responda quem puder

O que irá me acontecer?

O meu destino será como Deus quiser”.

Esta estrofe sintetiza a inquietação e indignação de muitos docentes como eu. Atuo na área da educação desde 92 e nunca vivi e presenciei tamanho caos. Os fatores são diversos como desinteresse, desrespeito, agressões, assédio, má formação profissional …A quem culpar? Ao método de ensino do professor apenas ? Cruel isso, não!?

Desafio o leitor a entrar em uma sala de aula sem estrutura física e/ou sem recursos com 50 alunos e, dentre estes, muitos com autismo, TDH… e conseguir ministrar uma aula motivadora. Em tempos de celular, de aplicativos variados … como concorrer com a tecnologia? Fomos orientados para utilizar ferramentas tecnológicas em aula? A escola e os responsáveis estão preparados para lidar com novas formas de construção de conhecimento? Em tempo, ainda hoje quando se propõe uma aula externa, persiste em considerar isso como passeio. Você, leitor, quais são suas recordações em tempo de escola? Com certeza, uma delas foram as atividades fora dos muros escolares. Recordo-me de todas as aulas externas como aluna ou professora. Experiências enriquecedoras e inesquecíveis. Navegar por outros mares é preciso!!!

Não é só o professor que deve se atualizar. A sociedade precisa se conscientizar. Enquanto não houver qualificação e apoio dos responsáveis, não haverá educação de qualidade. Na contemporaneidade, com tanta exposição, poluição visual como disse Ítalo Calvino, será luta em vão.

Professores estão cada vez mais doentes. Cada um sabe o fardo que carrega na vida pessoal. E ainda, em sala de aula, lidar com indisciplina, desacato…., Quanta sobrecarga!!!

Segundo um novo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em 2025, foi “desenhado” um cenário desafiador em sala de aula: altos índices de estresse, ansiedade e depressão. Isso pelo fato de o Brasil enfrentar um recorde de afastamentos de professores, com mais de 150 mil devido a transtornos mentais como depressão e Burnout. A crise de saúde mental na educação, impulsionada por jornadas excessivas e baixa valorização, teve forte impacto, por exemplo, em São Paulo, onde 25 mil professores foram afastados entre janeiro e setembro. 

Estatísticas de Afastamentos de Professores em 2025

  • Nacional: mais de 150 mil professores afastados por Burnout e Depressão.
  • São Paulo (Rede Estadual): mais de 25 mil professores foram afastados entre janeiro e setembro de 2025.
  • São Paulo (Rede Municipal): uma pesquisa indicou que cerca de 60% dos professores da rede municipal de São Paulo se afastaram por problemas de saúde nos últimos 12 meses.
  • Interior de SP (Regional): cidades como São Carlos e Araraquara registraram 565 licenças médicas por transtornos mentais de janeiro a setembro.
  • Tocantins: mais de 1,7 mil profissionais da rede estadual se afastaram por adoecimento mental em 2025.
  • Campinas (SP): mais de 3 mil professores afastados por transtornos mentais em 2025. 
  • Rio de Janeiro (RJ): 25% dos professores licenciados foram por motivos de depressão ou ansiedade. A situação é agravada por assédio e sobrecarga de trabalho.

Principais Causas e Tendências

  • Saúde Mental: os transtornos mentais e comportamentais são a principal causa de licenças.
  • Diagnósticos Comuns: ansiedade, depressão e estresse, com destaque para a Síndrome de Burnout.
  • Fatores de Risco: as causas incluem jornadas de trabalho excessivas, violência escolar, desvalorização profissional, falta de estrutura e grandes números de alunos por sala.
  • Cenário de Adoecimento: os dados indicam que o adoecimento é estrutural, com tendência de aumento no número de afastamentos na área da educação.

A partir dos dados apresentados, constatamos que a profissão de professor é uma das mais afetadas por transtornos mentais.  No dia 26 de maio de 2025, riscos psicossociais foram incluídos na NR-1, norma que apresenta as diretrizes de saúde no ambiente do trabalho. Após a sua inclusão, o Ministério do Trabalho passa a fiscalizar os riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Isso pode acarretar penalizações, caso sejam identificadas questões como: 

  • metas excessivas 
  • jornadas extensas 
  • ausência de suporte 
  • assédio moral 
  • conflitos interpessoais 
  • falta de autonomia no trabalho 
  • condições precárias de trabalho 

Depois de vivenciar a sala de aula, iniciar mais um ano letivo, ouvir relatos de colegas, cada vez mais ecoa em minha cabeça esta estrofe:

“Como será amanhã?

Responda quem puder

O que irá me acontecer?

O meu destino será como Deus quiser”.

O ano letivo de 2026 mal iniciou e nós, professores, já estamos nos questionando:  “O que irá me acontecer?” E, pior ainda, pensar na aposentadoria. A reforma retardou a saída de milhares de professores. E há emocional para suportar até “pagar o pedágio”?

“Como será amanhã” diante de tantos fatores apresentados anteriormente? Com certeza,  o problema com relação à evasão escolar não está atrelada apenas ao método adotado por quem ensina. Será que todos utilizam os inadequados por serem ultrapassados?

Cabe ressaltar que os tipos de avaliação são diversos. Segundo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), avaliar não se limita a aplicar provas ou atribuir notas: trata-se de acompanhar o desenvolvimento integral do estudante, identificando avanços, dificuldades e potencialidades. Nesse contexto, há quatro: avaliação diagnóstica, formativa, somativa e autoavaliação. Cada uma possui objetivos e aplicações próprias. Todas têm em comum o compromisso de tornar a aprendizagem mais significativa. Avaliar é preciso!!! Enquanto professora procedo como considero melhor. E, assim, o meu destino será como EU quiser. Abaixo à repressão!!! Viva a liberdade pedagógica!!!

Renata Barcellos

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O segundo sinal

Ramos António Amine: Conto ‘O segundo sinal’

Ramos António Amine
Ramos António Amine
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Aquele que nascera da mistura proibida entre uma das filhas da quinta e um lavrador de mãos encaladas conheceu, desde o primeiro sopro, o peso da rejeição. Para os filhos legítimos da quinta, não passava de um erro, um desvio na ordem preservada, um corpo estranho num lugar onde a pureza era lei.

Mas a mãe, contra todas as vozes e silêncios, acolheu-o. E jurou, com a firmeza de quem desafia o destino de Édipo, protegê-lo da comunhão dos ímpios e oferecer-lhe aquilo que a própria quinta tinha de mais paradoxal: um luxo nascido do lixo, uma dignidade construída sobre restos.

O miúdo cresceu, assim, como uma promessa cuidadosamente lascada. Educado segundo os mais elevados valores da Era das Luzes, inalava o mundo com uma sede que não era apenas de saber, mas de fuga. Para além das primeiras letras, mergulhou nas línguas antigas, grego, latim, e nas estruturas rígidas do alemão. A mãe acreditava, com uma fé quase ingénua, que o domínio das línguas para lá dos muros da quinta lhe daria asas suficientes para os ultrapassar.

Aos cinco anos, já lia clássicos vindos de terras distantes, como se cada palavra fosse um ensaio de liberdade.

Enquanto isso, o pai era arrancado da lavra e lançado ao garimpo, não por necessidade do tripalium, mas por vingança. Os irmãos da mãe não perdoavam o gesto que manchara o nome da quinta. E, pior ainda, não perdoavam o fruto desse gesto: um filho que desafiava a própria lógica da sua existência.

No garimpo, o homem encontrou um mundo ainda mais cruel do que aquele que deixara. Ali, descobriu que muitos dos considerados desaparecidos no outro lado da quinta não o estavam: haviam sido engolidos pela terra e pelo silêncio, mantidos como reféns de uma mina que alimentava, ironicamente, os próprios filhos da quinta, cultores da pureza e da ordem, à custa de silêncios cúmplices.

No primeiro dia, foi espancado. Chamaram-lhe intruso, ameaça, substituto. Cada golpe agravava-lhe a respiração curta, já marcada pela asma. Ainda assim, sobreviveu. E, como tantos outros no garimpo, aprendeu a sobreviver não pela força, mas pelo cansaço. Foi-se moldando à brutalidade, até que esta deixou de ser exceção e passou a ser regra.

Dias depois, encontrou ouro ensanguentado. Não um ouro qualquer, mas aquele que poderia reescrever destinos. Um brilho raro, quase impossível, como se a própria terra, por um instante, tivesse decidido recompensá-lo.

Mas a fortuna, para os condenados da terra, é sempre breve.

Um olhar trémulo seu gerou um gesto mal interpretado pelos outros. E vieram os golpes, desta vez mais pesados, mais decididos. Não resistiu. Caiu ali mesmo, entre a poeira e o silêncio cúmplice dos demais. O ouro mudou de mãos. O corpo, esse, foi descartado, lançado numa cova rasa, coberto à pressa, como se nunca tivesse acolhido algo valioso: uma alma.

Na quinta, o tempo seguia o seu curso, indiferente. O miúdo crescia. Os filhos da quinta arrastavam-se pelos corredores das decisões, alheios, ou fingindo sê-lo, ao que se passava no garimpo.

E, mesmo que soubessem, o silêncio seria sempre a sua primeira decisão.

Mas há verdades que recusam permanecer enterradas.

Um cão, guiado talvez pelo instinto, ou pela justiça que falta aos homens, desenterrou o que restava do corpo. E assim, o segredo começou a apodrecer à superfície. Espalhou-se em zum-zum, depois em olhares desviados, até alcançar os ouvidos daqueles que mais temiam a sua revelação.

Tentaram contê-lo. Falharam.

Porque há sempre quem escute onde não deve, quem veja o que lhe é interdito: a guardiã dos avisos ignorados. E assim, a notícia chegou até ela.

A mãe.

Recebeu-a como quem recebe uma sentença. Não chorou de imediato. Primeiro veio o niilismo: um esvaziamento moral, e depois um silêncio pesado, absoluto, como a pedra de Sísifo. Mais tarde, a certeza: ele estava morto. Espancado por ter encontrado, por um instante, aquilo que lhes poderia ter mudado a vida.

O medo instalou-se. Não o medo da morte dela ou do miúdo, mas o da permanência na quinta. Criar o filho ali, sozinha, dentro daqueles muros inumanos, isso, sim, parecia-lhe insuportável, e ao mesmo tempo uma contradição aos valores de igualdade, solidariedade e fraternidade sobre os quais fora educada.

E então decidiu.

Fugir.

Mas fugir implicava atravessar o impossível: muros altos, arames farpados, cães treinados para impedir a liberdade. Ainda assim, havia algo mais forte do que tudo isso, uma vontade crua, quase selvagem, de não pertencer mais àquele lugar.

Antes que o filho fosse estendido no altar da hipocrisia, como oferenda imolada pelos ímpios no seu próximo ritual, preferia a incerteza da liberdade à segurança contaminada. Preferia cair fora da quinta como uma prostituta ressuscitada a apodrecer dentro dela.

E foi assim, no silêncio de uma decisão sem retorno, que se anunciou o segundo sinal da queda da quinta.

Ramos António Amine

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