Renascimento verde

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Renascimento verde’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem criada pela IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69aa48bd-c258-832b-bdf4-af22165841f1

“Sempre haverá o botão
De uma rosa se abrindo”
Assim ouvi, adentrando
No jardim em ruína.

De quem era aquela voz?
Por que a mim se dirigia?
E onde estavam os botões?
Pois, olhando, eu nada via.

“Sempre haverá o botão
De uma rosa se abrindo”
Assim repetiu aquela voz
Que, das ruínas, soou atroz.

“Não sucumbe a semente profunda”
Soou, novamente, a mesma voz
Mas, nada entendendo, ela pareceu
Ter vinda de algum algoz.

“Não sucumbe a semente profunda”
Insistiu a misteriosa voz
Porém, não mais feroz
Mas, de uma calma oriunda.

E, assim, num instante
Dali não muito distante
Um inebriante perfume
Do cinza brotou o verdume.

E na manhã daquele dia
Quando sonhar não se podia
Um botão de rosa se abriu
Pois uma semente profunda
Da verde esperança surgiu!

Sergio Diniz da Costa

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Prisioneiro

Evani Rocha: Poema ‘Prisioneiro’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada por IA do Copilot – 24 de fevereiro de 2026, às 18:08 PM

Ele é prisioneiro do seu pensamento,
Dos paradigmas que nunca quebrou,
Das palavras presas na garganta,
E tanto ‘não’ que ignorou!

Ele é seu próprio algoz,
Nas noites escuras e insones,
Sem taça cheia ou luz da lua…
Na cumplicidade que forjou!

Ele é o vazio das ruas,
Das calçadas molhadas e lodosas…
O anônimo em frente ao espelho,
Os becos recônditos da alma!

Ele é o rosto triste na janela,
Esperando a chuva cessar,
Esperando passar o carteiro…
Esperando uma flor desabrochar!

Ele é o lencinho na despedida,
Nas mãos que acenam um adeus…
O epitáfio na lápide fria,
A última gota que verteu!

Ele é o réu, em frente ao juiz
A retórica ‘não crível’ que ensaiou…
Ele é o juiz dos seus próprios deslizes
E o apenado, que ele mesmo julgou!

Evani Rocha

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