Tapestry of magic

Jane Nash: Poem ‘Tapestry magic’

Jane Nash
Jane Nash
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69d3b90c-94f8-83e9-939c-8783018482af

Of the sea and the sky
hands weave details beyond the ordinary
fibres sourced from many places
blankets my background
I have become accustomed to it
forgetting its origin

I fail to recognise it
outside or inside
it patterns the trajectories
of all our journeys
but for all its charms
remains sporadic in effect

This week I am cold
When I recognise its ever presence
I will embrace it and be warm
Supernatural rumblings
will bring second chances
against all earthy odds

Jane Nash

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Pipa vadia

Paulo Siuves: Poema ‘Pipa vadia’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
IA criada com auxílio do ChatGPT1º de março de 2026,
às 23:07

O sol no meio dessa imensidão azul,
a ausência de nuvens,
uma pipa;
ligação de um pivete à imensidão azul.

Uma linha,
um menino,
um sonho,
sonho de estar no lugar da pipa
e esquecer que existem horas,
horas de parar de brincar,
horas de ir pra esquina da avenida
esperar o vermelho do semáforo…

No céu não existe semáforo.

Dá-se um puxão na linha
e magicamente eu vou com ela pra esquerda,
levo a pipa pra direita
ou pra baixo!

Subo sobre ela até perto do sol,
vou cortar a linha do sol.

“- Êta, solão!”

De repente – zás.

“- Um intruso no meu limite!?”

A pipa sobe incontrolável
como a ira do menino sentado à beira do caminho,
sonhando em ser pipa,
conhecer os sete céus
e os sete mares.

“- Por onde você anda querida pipa?”

“- Com certeza nas mãos de outro menino que sonha ser a pipa, aquela pipa vadia!!”

Coração apertado,
latinha de linha na mão,
menino suado,
cabeça confusa,
desilusão…

Chegou a hora,
essas horas,
que mundo!

“- Esquina, ai vou eu, contar os meus carros, cobrar dessa gente grande por passar na minha rua…”

Paulo Siuves

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Meu cálculo

Suziene Cavalcante: ‘Meu cálculo’

Suziene Cavalcante
Suziene Cavalcante
Imagem criada por IA do Grok

Eu fui calcular a distância entre a Terra e o Céu… Os quilômetros das estrelas dentro de um olhar fiel… A estrada entre o ferrão da abelha e o seu mel…
E descobri que há uma geometria colossal: Todo o Céu fica bem perto daquele que é distante do mal!

Eu fui calcular a distância entre o espinho e a flor…
E aprendi: posso crescer naquilo que me desconfortou! Escolho ser a pétala que o mundo perfumou!

Então olhe: É você que escolhe! A distância entre a flor e o espinho é a mesma no caminho! O Céu fica mais perto de quem o tocou! O Céu é o vizinho de um sonhador!
Então sonhe: A distância entre os anjos e os homens…finda no amor em que toda distância some! O Céu está do lado de quem amou!

Então amanheceu: o Universo respirou o que você floresceu… Não há distância entre tua alma e Deus… Se escolho as essências mais perfumantes… Os espinho, por si só, ficarão distantes!

Eu fui calcular o valor de um aprendizado… O tesouro que há num saber bem depurado… Descobri que o espinho protegeu a flor! Que guardião de louvor! E sou tão grata àquilo que um dia chamei de dor!

Eu fui calcular a distância entre o Céu e um coração: descobri que posso ser o Céu, então, se a minha mão tocar o coração de quem precisou! Um espírito mais filosófico diria: distância não é espaço, é ontologia! O perfume deixado pelo que foi superado é maestria! O Céu é o teu interior!

Navegar na pensabioidade… Nutre a qualidade de nosso vínculo c’a perenidade…Isso é restaurador!
Escolho um perfumar não persecutório, trazendo Continentes dentro de meus olhos… Ampliando a visão do Cosmos…Com candor!

O Universo, todo aberto, é só uma letra d’um grande Alfabeto… O Cosmos ainda é um feto… em labor!
Evoluir a alma é o maior dos sucessos… Eis o cálculo mais correto: cumpra a vida em todos os seus metros! Reencante o teu interior!

Colaboremos com o parto da própria Criança… Pois a vida sempre estará em gestação…Esse poema é uma laica oração…p’ra quem o mundo já perdoou!

Suziene Cavalcante

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Até outro dia, Paraíso!

Eliana Hoenhe Pereira: ‘Até outro dia, Paraíso!’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Santorini (ilha no mar Egeu). Foto por Eliana H. Pereira
Santorini (ilha no mar Egeu). Foto por Eliana H. Pereira

Visitar o topo de uma colina, 

repleta de ruínas, 

Sugere um convite na busca da sabedoria, 

que ressoa em poesia. 

Mitos e mistérios infinitos 

O céu ergueu Egeu 

Os deuses dançam livres! 

Pelas ruelas de ‘Oia e Fira’

caminho pelos arredores de Santorini 

Casinhas brancas contrastam 

fortemente com o azul do mar profundo 

e com o pôr do sol mais belo do mundo

com as suas nuances vibrantes 

É deslumbrante!

Harmonia e simplicidade

Na beleza dos detalhes .

Eliana Hoenhe Pereira

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Subversivo absoluto

Marta Oliveri: Poema ‘Subversivo absoluto’

Marta Oliveri
Marta Oliveri
Imagem criada por IA do Bing – 15 de setembro de 2025, às 15:47 PM

Subversión absoluta y no lo he dicho yo
lo dijo aquel poeta del verbo milenario ,

“Porque los últimos serán primeros
y los primeros últimos”

y el cielo caerá en lluvia estelar
sobre las ciénegas
para dar consuelo al lodo
elevándolo a la escala de las torres celestes,.
lodazales y selvas de estéril certidumbre,

Todo habrá de subvertir
por voluntad del verbo
voluntad inaudita de otra cordura humana
que hoy espera entre rejas
y correas asépticas.

Una peregrinación de locos,
de brumas del presente
una infinita peregrinación
de harapos e inocencia,
de espejismos y sueños
guiarán la nueva historia
de lo no sucedido.

Allí donde está la corona del escarnio,
pero también el cetro intangible del bálsamo

Y ya no habrá liturgias de jerarquías pródigas,
no más amos del altar benevolente
subversivos en orden perfecto de lo inverso
clamor que hoy es silencio
dolor en fin, costumbre del sufriente.

Y los poros de la tierra se abrirán a los ríos
de los sueños del hombre
porque humano es ser uno y en otredad el mismo
un registro sensible que percibe la espiga,
la libélula
el tormento del mar
la paz del éter.

Habrá para el hermano una cuna de estrellas
donde hoy llora perplejo el niño despojado
de su pequeño templo en súbito derrumbe.

Una cuna nupcial para la nueva alianza
la razón abrazando el corazón del hombre..

Marta Oliveri

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O que é que há, João?

Evani Rocha: ‘O que é que há, João?’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por Ia do Gencraft - 15 de setembro de 2025, às 06:50 PM
Imagem criada por Ia do Gencraft – 15 de setembro de 2025, às 06:50 PM

O que é que há, João?!

Hoje está tão cabisbaixo,

Frustrado e resmungão…

Já olhou o céu, João?

O azul profundo,

Mostrando que não tem fundo,

Não tem parede, nem chão!

O que é que há, João?!

Sentiu a brisa do mar,

A maresia a espalhar,

Um cheiro doce no ar?

Já observou o beija-flor,

Voando de flor, em flor,

Enfeitando o Jardim?

João, nada mais lindo

Não há,

Que ver o nascer do sol

No horizonte sem fim!

Sorver o sabor da vida,

Nos caminhos da estação,

Talvez na última parada, João,

Ainda haverá perfume

Nas suas honrosas mãos!

Evani Rocha

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Detalhes

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Detalhes’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Flor de lótus – Imagem do saite Pixabay

Vejo-te ao pôr do sol indo devagarinho,

deixando esperanças pelos caminhos.

O belo se faz diferenciado

no beija-flor enfeitiçado pela tua flor

que se abre cheia de amor,

no aconchego do abraço apertado

trazendo significado,

na flor de lótus dourada

que não  pode ser ignorada,

no barulho suave da gota d’água

caindo do telhado,

nas ondas quebradas

em dia ensolarado,

nas figuras desenhadas

pelas nuvens no céu ao léu.

Um convite a prestar atenção

e encantar o coração.

Eliana Hoenhe Pereira

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