Forks

Jane Nash: Poem ‘Forks’

Jane Nash
Jane Nash
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The poem FORKS came to me thinking about forks in life, decision making and how we are meant to face these situations in life. Do I choose the first option or the other? But I was also reminded about a fork of lightning which struck the zip of a young friend of mine when he was playing football in the rain. I was very young, He was no more than 10 years old at the most, in Zambia where I was a child. I think his name was Christopher but I am unsure now. The poem reflects life – human decisions and the decision nature took with a young boy. It also serves as a remembrance for him.

FORKS

I’ve had surprisingly few
Forks in the road
Instead feeling cold metal
Stainless steel
Slice through life’s occurrences
Adventures, obstacles

Where I’ve had two options
Like changing a Mahjong hand
I’ve inevitably picked the wrong one
Preferring to follow butterflies
Forgetting their short lived summers
Barely sustain life’s beauty

The earliest fork I remember
Was the isolated streak of lightning
Forking from the ground to a zip
And in that moment
Taking life over a football in a field
Fatal mistake, playing in the rain

For the next one
Should I notice it
I’ll dowse for the result
Leaving nature to guide
Certainty abandoned
But decisions firmly made

Jane Nash

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Despertar

Mario Antonio Rosa: Poema ‘Despertar’

Mario Antonio Rosa
Mario Antonio Rosa
Imagem gerada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/69c2d78f-0590-83e9-b818-d61410ebfcf7
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69c2d78f-0590-83e9-b818-d61410ebfcf7

Desde un día arrodillado, en el agua, el árbol,
la presa verde, todavía grande de quietud,
y los latidos de las aves ausentes, aguacero madre, arrecia
llena en turbonadas el sendero parido de sequía,
y yo llevo un astro pesado de sueño, duermo siglos,
y el ruido polar del agua cayendo; yo he caído diluvios
el amor partido como un delta inalcanzable de soles
torpe dormir, pobre, con varios hogares desiertos.
Quisiera que alguien me llame, ¿quién?
Tener un beso en la proa de este nadar tan mío y roto.
Hacer poesía de peces en arena rediviva
yo soy otro nombre en las anclas y las noches cortas
otro nombre más, en el ahogado que arde en mariposas.
Despierto, sí, de viejas tempestades heridas con luz.
Buscando algo, amado en mi ceguera, al fin de pie,
mirando el ahogo del sol, quizá tener dos alas,
he inventarme el aire suelo, y el aire grande,
con ese niño viejo que palpita olas para las huellas.

Quizá este hombre que soy,
escrito a sangre en lejanía.

Mario Antonio Rosa

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Hoy llueve como nunca

Humberto Napoleón Varela Robalino

Poema ‘Hoy llueve como nunca’

Humberto Napoleón Varela Robalino
Humberto Napoleón Varela Robalino
Imagem criada por IA da Meta – 14 de dezembro de 2025,
às 15:02 PM

Hoy llueve
como en esos días inviernosos
para decir que llueve como nunca.

Los árboles en las avenidas
catedrales góticas
al filo de los acantilados.

Como almas que lleva el diablo
apresurados pasos
corremos
las frondas paraguas gigantes
en esas catedrales sin efigies
una pareja de búhos
a cuatro manos tocan “EL AVE MARÍA”.

Las enramadas
los vitrales ostentosos
engullen opacidades.

Sobre la piedras enmohecidas
mutan viscosas larvas
ángeles sin cielo.

La lluvia
arrastra barcos de papel
encallan
naufragan.

La tos
los pasos
la última colilla de cigarrillo
el color de la orquídea eterna
suenan tan graves como nunca.
La distancia
la soledad
el tiempo
el silencio
se encharcan como nunca.

Humberto Napoleón Varela Robalino

Quito,05 de Noviembre 2017

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Entre a chuva e a luz

Irene da Rocha: Poema ‘Entre a chuva e a luz’

Irene da Rocha
Irene da rocha
A autora, com 7 meses de idade

Minha história começa em Passa Quatro,
onde o amor tinha cheiro de terra molhada
e o riso das crianças misturava-se
ao canto das panelas na cozinha.

Havia colo, havia tempo,
e o mundo cabia inteiro
na palma quente das mãos da minha mãe.
Nada doía,
porque tudo era abraço.

Mas o céu, ah, o céu,
um dia escureceu de repente.
E a chuva, que antes lavava as ruas,
veio forte demais,
levando não só as casas,
mas o chão dos meus passos.

Perdi o lar,
perdi o cheiro de casa,
perdi o rastro da infância.
Minha mãe partiu, ano seguinte da enchente,
meu pai seguiu outro caminho,
e eu fiquei,
como quem fica num porto vazio,
esperando um barco que não volta.

No orfanato, aprendi o silêncio.
Aprendi que há dores que só Deus escuta,
mesmo quando o coração grita.
E, todas as noites,
eu perguntava baixinho,
Senhor, onde o Senhor se esconde
quando chove dentro da gente?

O tempo passou
e, um dia,
um gesto acendeu de novo a esperança.
Um padre, com olhos de ternura,
me estendeu a mão e disse:
Vens comigo.

Cruzeiro me acolheu
como quem acende uma vela
num quarto escuro.
Ali, a vida foi voltando devagar,
com o mesmo cuidado
de quem costura um pano rasgado.

Aprendi que a coragem
não é ausência de medo,
é a insistência em continuar,
mesmo tremendo.

Que as cicatrizes não são feridas,
mas mapas,
testemunhos de quem sobreviveu à travessia.

Hoje, quando olho para trás,
não vejo tragédias,
vejo caminhos.
A dor me ensinou a fé,
e o abandono me fez entender
que o amor de Deus
é o único abrigo que não desaba.

E se um dia a chuva te encontrar,
deixa que ela caia.
Ela não vem para te afogar
vem para lavar o que precisa ser renascido.

Quando ela passar,
a luz será mais clara.
E o que hoje parece fim,
é apenas o começo
de um novo amanhecer em ti.

Irene da Rocha

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Lágrimas de amor

Irene da Rocha: Poema ‘Lágrimas de amor’

Irene da Rocha
Irene da rocha
Imagem criada por IA do Bing – 09 de setembro de 2025,
às 13:11 PM

Molha-me a alma em doce ardor profundo,
Beijos guardados, abraços sem ter fim,
Transborda em pranto o amor que em mim é o mundo,
Corrente intensa que não cabe em mim.

Choro na chuva, em lágrimas me afloro,
Sem ter razão que possa aqui falar,
É só meu peito que se abre e imploro,
Deixando a alma inteira a se entregar.

Nos sonhos busco em ti meu terno abrigo,
E em cada instante a vida se traduz,
Na boca o beijo mora aqui comigo.

São rios de dor que a face me conduz,
Amor imenso que caminha contigo,
Chovendo em mim qual lágrima de luz.

Irene da Rocha

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Clamor deste povo na guerra

Nilton da Rocha: Poema ‘Clamor deste povo na guerra’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Imagem criada por Ia do Bing - 18 de junho de 2025, às 17:49 PM
Imagem criada por Ia do Bing – 18 de junho de 2025,
às 17:49 PM

Eu clamo ao Sol que não quer nascer,
Procuro a chuva, o mar, a flor,
Promessas feitas que vi morrer,
Resta ao mundo só dor e clamor,
Em silêncio se esvai o amor.

Vejo a Terra que sangra e chora,
Campos vazios, mares sem cor,
Toda a esperança que se foi embora,
O homem esquece o que tem valor,
E o céu se esconde do sonhador.

Cadê a paz que nos prometeram?
Cadê os frutos, o lar, o bem?
Só vejo os campos que se perderam,
E a dignidade que já não vem,
Tudo se apaga e não resta ninguém.

Quero os meninos nos rios, nas matas,
Vendo as estrelas, sentindo o ar,
Brincando livres nas madrugadas,
Sem medo algum de se apaixonar,
Vivendo o mundo a se renovar.

Chega de guerra, morte e mentira,
Que a voz da Terra se faça ouvir,
Que o homem aprenda, que nunca fira,
Que ao diabo não possa resistir,
E a paz renasça a nos redimir.

Nilton da Rocha
(18/06/25)

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Canção de Outono

Ella Dominici: Poema ‘Canção de Outono’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por Ia do Bing – 05 de junho de 2025,
às 03:57 PM

estou deixando
a chuva que amei e amou
evaporar segura em trovoadas
raios partindo…

chegando o outono sou
as folhas que voam e voltam
à terra tua que fica coberta por mim

não falo do caimento…
Falo da valsa em movimento
que me leva ao vento
e danço um leve frio
refrescar sonoro…

não falo das pessoas
esquecidas tal poeira
nem do tempo
sem eira nem beira

Digo das amareladas que
se avermelham
que são poesias livres

Digo das que se soltam
rubras em pensamentos
sem árvores nem galhos

neste outono me abraço
ao teu poema que
desfolhada me deixa
e sem queixa debruço-me
em teu chão onde sazono-me

Amando-te…

outonemo- nos!

Ella Dominici

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