Phendula
Entre as dores do tempo, as feridas da história e o clamor místico a N’ZAMBI: a força visceral e a resistência da alma africana na poesia de Ismaél Wandalika


Fugindo do tempo
A dor me cruza no obsoleto
Vivo no agrafador do pesadelo de meu túmulo
Mendigo meus sentimentos no espetáculo de meu mundo
Me Intensifico em cada discrepância de meu quotidiano
Cavalgo nos planos escritos no murro
levito no mar da vida
mergulho no ar atmosférico
Abraço a brisa e suas lembranças
Absorvo os ventos do vacuo
Viajo nas trilhas de minhas melodias
Enfermo meu corpo N’ZAMBI provendencia curas…
A arte pinta os quadros que a política rotula
O artista é o cientista do empirismo lógico
Nos átrios clamamos : Phendula, Phendula!
A vida soma os alaridos dos batuques nas ondas de uma surfista
As palmas salvam a cidade de malícia
O caminho escurece a cada partida
O mar esconde os segredos mais negros da Europa
Os remos são coniventes nessa história
Nos átrios clamamos: Phendula! Phendula! Phendula! Phendula! N’ZAMBI é a nossa cura!
Os montes desabaram, olhamos nos olhos da esperança que desesperada mente!
Fugindo do tempo
Nos átrios clamamos :
Phendula Phendula N’ZAMBI!
A África encanta seus lamentamos
O destino veste os pontos de seus escolhidos!…