A Era da Mediocridade

Sergio Diniz da Costa: Artigo ‘A Era da Mediocridade’

Sergio Diniz
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Para as pessoas que têm mais de 30 anos, o final do século XX e o início do século 21 representam um divisor de águas no que diz respeito ao conhecimento, visto sob um ângulo geral.

O aprendizado humano, até os primeiros momentos da internet, se restringia aos livros impressos. E qualquer pesquisa mais rigorosa demandava a consulta em mais de um livro. Para o estudante, o pesquisador, portanto, a redação de um texto mais complexo demandava um tempo maior e, muitas vezes, com gastos, na hipótese de ter que adquirir um ou mais livros. E, quando se fala em livros, há de se incluir o velho e bom dicionário.

A partir do meado da década de 1990, a aquisição de conhecimentos foi amplamente facilitada por meio da internet, bastando a pesquisa por meio de empresas multinacionais que oferecem serviços online e softwares para download, a exemplo do Google, conforme já apontamos na crônica ‘O conhecimento num clicar do mouse’.[1]

Não obstante essa abertura extraordinária para as pesquisas em geral, e os ‘tira-dúvidas’, em particular, o que se tem visto atualmente é uma ‘Era da Mediocridade’. E aqui, há de se observar o real significado da palavra ‘mediocridade’. Segundo o dicionário Houaiss (2001, p. 1878), mediocridade significa: 1. Situação, posição mediana, entre a opulência e a riqueza; modéstia 2 pej.  Insuficiência de qualidade, valor, mérito; pobreza, banalidade, pequenez 3 p.us. justa medida;  moderação 4 por met. Pessoa ou conjunto de pessoas sem talento, medíocres. E o mesmo dicionário aponta como etimologia da palavra, o latim mediocritas ‘medida, moderação, mediania, meio’.

De conformidade com o site ‘Significados’, medíocre “é aquele ou aquilo que está na média entre dois termos de comparação, ou seja, que não é bom nem mau, que não é pequeno nem grande etc. Por exemplo: ‘Um livro medíocre’. Aponta, também, que “ser medíocre significa não ter qualidades ou habilidades suficientes para se destacar naquilo que se propõe a fazer, seja na vida pessoal ou profissional. Uma pessoa medíocre é vulgar, tem poucas qualidades, é uma pessoa pobre do ponto de vista intelectual.” [2]

Os apontamentos acima remetem a nossa experiência na qualidade de revisor de livros e organizador de antologias. No que diz respeito à revisão de livros, tivemos a oportunidade de revisar um livro de 400 páginas de textos acadêmicos jurídicos num espaço de tempo de apenas 9 dias; outro, de cunho literário, com mais de 700 páginas num período de apenas 15 dias. Por outro lado, um livro de apenas 145 páginas em 30 dias, realizando em torno de 1.700 alterações! E um caso mais grave: um livro já publicado de pouco mais de 200 páginas – previamente revisado, segundo a autora – que chegou até nós para uma nova revisão. E fizemos em torno de 1.200 alterações!

Quanto à organização de antologias, uma constatação preocupante: muitos coautores com currículos que expressam uma participação em várias academias (inclusive do exterior) e exibindo títulos e prêmios literários, mas cujos textos refletem desconhecimento básico da redação, a exemplo da pontuação gramatical, uso da crase, concordância verbal e nominal, sintaxe etc.

Não bastasse o desconhecimento das regras básicas, a falta de intimidade com o significado das palavras. Exemplos dessa deficiência, o uso de ‘desapercebido’ (que não está preparado; sem munições, provisões; desaparelhado, desmunido), em vez de ‘despercebido’ (que não se percebeu; não observado, não notado); ‘ir de encontro a’ (expressa confronto, traz sentido de oposição, contra, e até de choque), em vez de ‘ir ao encontro de’ (exprime concordância, seguir na mesma direção, no mesmo sentido, estar a favor); ‘ao invés de’ (ao contrário de, ao inverso de”, usado nas orações que exprimem situações contrárias, exata oposição. Ex.: frio/calor; noite/dia), sendo o correto ‘em vez de’ (em lugar de, em substituição de. Ex.: Em vez de ir ao teatro, foi ao cinema).

Não bastasse o objetivo que alguns escritores têm de mostrar-se erudito, o que podemos observar da nossa prática literária é o desejo irreprimível de divulgação pública nas mídias sociais, publicação de livros e, atualmente, a participação em várias antologias, como se isso fosse uma garantia de qualidade da atividade literária. Ao contrário, a busca da tão desejada ‘imortalidade literária’ jamais será expressa tão somente pela quantidade dos escritos, mas, sobretudo, pela qualidade. E a qualidade não se reflete apenas pela observância do que já se assinalou até agora. Outro ‘ingrediente da fórmula’ da boa escrita está na cultura geral do escritor, ao lado, evidentemente, da cultura literária propriamente dita.

Tudo o que se expôs, contudo, se assemelha a um castelo de cartas que até mesmo uma brisa pode derrubar, se o escritor não for, antes de mais nada, um leitor voraz de livros, desde os primeiros anos escolares! Nessa perspectiva, o pensamento do poeta Carlos Drummond de Andrade: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede.”[3] A reflexão do grande poeta mineiro é incontestável, porquanto, se o escritor não sente sede pela leitura, dificilmente a saciará em relação a seus leitores.

Finalizando estes apontamentos, deixamos um pensamento nosso, formulado pela constatação de que, dentre os erros mais comuns nos textos e livros que temos revisado, a pontuação é o sinal mais malferido: “A pontuação, na urdidura de um texto, é como a espada nas mãos de um bárbaro, ou o florete nas mãos de um esgrimista”.

[1] COSTA, Sergio Diniz da. O conhecimento num clicar do mouse. Jornal Cultural ROL. 15 de maio de 2018. Disponível em: < http://www.jornalrol.com.br/sergio-diniz-da-costa-o-conhecimento-num-clicar-do-mouse/>. Acesso em: 1º de junho de 2022.

[2] Significados. Disponível em: https://www.significados.com.br/mediocre/>. Acesso em: 31 de maio de 2022.

[3] MATTOS, Gabriela. Saiba o que pensavam os principais autores do mundo sobre o hábito da leitura. Estante Virtual – Blog. 21.02.2022. Disponível em: <https://blog.estantevirtual.com.br/2022/02/21/10-citacoes-de-grandes-autores-sobre-a-leitura/?gclid=Cj0KCQjwnNyUBhCZARIsAI9AYlH3dSR4NyNHE3zJRqZt7hPglp1zwHlArYruKp-wDO-WUfDZOnsiD00aAsv4EALw_wcB>. Acesso em: 1º de junho de 2022.

Sergio Diniz da Costa

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O passado não é um amontoado de fatos

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘O passado não é um amontoado de fatos’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada por IA da Mata - 26 de janeiro de 2026, às 08h24
Imagem criada por IA da Mata – 26 de janeiro de 2026, às 08h24

Como se sabe, a compreensão envolve, permanentemente, a linguagem, a confrontação com um outro horizonte humano, um ato de penetração histórica, por isso, a Hermenêutica abarca uma teoria texto.

Compreender é uma operação essencialmente referencial; compreende-se algo, quando se compara com algo, que já se conhece. O homem não realiza o seu conhecimento a partir do nada, mas por meio de uma reestruturação, correção e integração dos seus próprios ‘a prioris’ e ‘a posterioris’, por isso, a interpretação é um conhecimento simultaneamente: reconstrutivo e integrativo. (cf. ORTIZ-OSÉS, op. cit.)

Do que foi escrito, facilmente se dá conta que a compreensão possui uma estrutura intrinsecamente histórica portanto: «Não precisamos cair numa atitude psicologizante para defender que a compreensão não pode ser concebida independentemente das relações significativas que tem com a nossa experiência anterior.» (PALMER, 1969:102), pois esta, como ato histórico, está sempre relacionada com o presente. Seria ingénuo falar-se de interpretações objetivamente válidas, porque isto implicaria ser possível uma compreensão que partisse de um ponto de vista exterior à história.

Na realidade, no seu situar-se mundano (responsável pelo mundo), o homem responde desde o seu posicionamento atual: quer a um passado a interrogar e a integrar; quer a um futuro a predizer (possibilidade), isto é, antes de tomar uma decisão fundamental, emprega a sua experiência, interpreta e está interpretado na sua própria circunstância: «A sua atitude fundamental não aparece nem como progressiva nem como regressiva, mas como ingressiva, integradora.» (ORTIZ-OSÉS, 1983:48).

Compreendemos um texto, não com a consciência vazia, mas porque mantemos um modo de ver já estabelecido, e algumas conceções prévias ideacionais, (pré-estrutura da compreensão): «O passado não se nos pode opor como objecto de interesse arqueológico. A autointerpretação do indivíduo é apenas uma luz trémula na corrente fechada da vida histórica. Por essa razão, os juízos prévios do indivíduo são mais que meros juízos; são a realidade histórica do ser.» (PALMER, 1969:185).

Os juízos prévios traduzem a capacidade que toda a pessoa tem para compreender a história: dentro ou fora das ciências, não pode haver compreensão sem pressupostos, resultantes da tradição em que cada indivíduo se insere (horizonte no interior do qual pensamos).

Uma dupla operacionalidade se apresenta: uma operacionalidade do presente no passado – não há uma visão pura da história, sem referência ao presente; e uma operacionalidade do passado no presente (consciência historicamente operativa) – o presente só é visto e compreendido através das intenções, modos de ver e pré-conceitos que o passado transmite: «Não podemos inventar nem recusar o horizonte que faz alteridade à nossa consciência.» (ORTIZ-OSÉS, 1983:12).

O passado não é um amontoado de factos, é antes um fluxo, em que nos movemos e participamos: «A tradição não se coloca, pois, contra nós, ela é algo em que nos situamos e pela qual existimos.» (PALMER, 1969:180). Dá-se no ato de compreensão uma simbiose do estranho e do familiar (simultaneidade).

A tensão, presente-passado, é, em si mesma, essencial e frutífera em Hermenêutica; a distância temporal tem, simultaneamente, uma função negativa e positiva, tanto faz com que se eliminem certos juízos prévios, como provoca o aparecimento daqueles que nos levam a uma compreensão verdadeira.

Os nossos pressupostos não podem ser tomados como absolutos, mas sim como algo sujeito a mudança. São positivos: quando conduzem à compreensão; e negativos, quando conduzem ao mal entendimento. Esta distinção faz-se no interior da própria experiência hermenêutica.

BIBLIOGRAFIA

ORTIZ-OSÉS, Andrés, (1983). Antropologia Hermenêutica. Tradução, L. Ferreira dos Santos. Braga: Eros.

PALMER, Richard E., (1969). Hermenêutica. Tradução, Maria Luísa Ribeiro Ferreira. Lisboa: Edições 70

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Poetizo, logo vivo – XXXVIII

Pietro Costa: Poetizo, logo vivo – Pensamento XXXVIII

Pietro Costa
Pietro Costa
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O dogmatismo obsta a evolução do conhecimento.

Pietro Costa

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Raízes

Dorilda Almeida: Poema ‘Raízes’

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
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às 11:36 PM

Tudo que tem raiz
Tem fundamento
Tem extensão
Tem profundidade
RAÍZES.

Tudo que tem conhecimento
Tem ideias
Tem ideais
RAÍZES.

Tudo que tem sabedoria
Tem sentimentos
Tem emoções
RAÍZES.

Tudo que tem amor
Tem mudança
Tem transformação
Tem continuidade da espécie
Tem harmonia
Tem respeito
RAÍZES.

Raízes que transformam o homem
Em um ser
Humanamente
Mais humano!

Dorilda Almeida

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Poetizo, logo vivo – XIII

Pietro Costa: Pensamento ‘Poetizo, logo vivo – XIII’

Pietro Costa
Pietro Costa
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às 19:32 PM

A verdade é o mote fundamental de qualquer sistema de conhecimento.

Pietro Costa

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Parabéns Jornal Cultural ROL!

Berenice Miranda: ‘Parabéns Jornal Cultural ROL!

Card comemorativo dos 30 anos do Jornal ROL
Card comemorativo dos 30 anos do Jornal ROL

De acordo o dicionário etimológico, a palavra cultura tem origem do latim e significa ‘ação de tratar’, ‘cultivar’ ou ‘cultivar a mente e os conhecimentos’.

Partindo do último pressuposto, o Jornal Cultural Rol comemora 30 anos como semeador e cultivador de conhecimentos.

Como historiadora e apaixonada pelo estudo do homem por meio da cultura, comemoro com ainda mais vigor, pois é o meu primeiro ano como colunista de tão renomado jornal. É incrível como Deus honra nossos sonhos de forma superior ao que fomos capazes de pedir.

Nesse leque de conquistas, surgem rostos, entre eles destacam os de Helio Rubens, Sergio Diniz e Verônica. São 30 anos de valorização das letras, do ‘ser (verbo) humano’ e do ‘ser (substantivo) humano’.

Parabéns Jornal Cultural Rol!

Berenice Miranda

Contatos com a autora

Voltar: https://jornalrol.com.br/

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Sergio Diniz da Costa: 'O conhecimento num clicar do mouse'

Sergio Diniz. Foto por Teófilo Negrão Duarte

Causa surpresa observar comentários redigidos com total afronta à gramática e mesmo no que diz respeito a citações de terceiros, regra geral, escritores, poetas e pensadores

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay . https://pixabay.com/pt/illustrations/internet-meios-de-comunica%c3%a7%c3%a3o-sociais-4463031/

Eu pertenço à Geração Pré-Computador-Internet. Estudei em cartilhas de miolo em preto e branco, pesquisei em livros comprados nas livrarias ou das bibliotecas públicas e escrevi textos em máquinas de escrever, daquelas manuais, com acionamento mecânico das teclas e fitas em preto e vermelho.

Naquela época, e apesar de toda a morosidade e até mesmo a falta de um incentivo visual para a aquisição de conhecimentos e a expressão profissional ou cultural, não tinha – como provavelmente a maior parte das pessoas – uma consciência de como tudo era mais lento e demorado. Era um tempo em que o relógio parecia girar seus ponteiros mais lentamente.

A humanidade, porém, a partir de 1946 conheceu, então, uma tecnologia que traria a revolução mais importante de toda a História: o computador!

Desde o ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Computer), primeiro computador digital eletrônico de grande escala no mundo, criado em fevereiro de 1946 pelos cientistas norte-americanos John Eckert e John Mauchly, da Electronic Control Company, desenvolvido em 1943 durante a II Guerra Mundial para computar trajetórias táticas que exigissem conhecimento substancial em matemática, mas só se tornou operacional após o final da guerra, e que pesava 30 toneladas, media 5,50 m de altura e 25 m de comprimento e ocupava 180 m² de área construída, até a terceira geração dos computadores (1964-1970), cujas tecnologias LSI, VLSI e ULSI abrigam milhões de componentes eletrônicos em um pequeno espaço ou chip, iniciando a quarta geração, que vem até os dias de hoje, gradualmente o mundo ‘real’ foi dando a vez para o mundo ‘virtual’. E os ponteiros do relógio começaram a girar mais rapidamente.

No Brasil, o ano de 1995 marcou a exploração comercial da internet e, em apenas um quarto de século, mais de 100 milhões de brasileiros acessam a internet, segundo dados da 11ª edição da pesquisa TIC Domicílios 2015, que mede a posse, o uso, o acesso e os hábitos da população brasileira em relação às tecnologias de informação e de comunicação.

Definitivamente, e cada vez mais, os brasileiros (e o mundo todo, de uma forma geral), vivem numa era em que o conhecimento, até onde o homem atual o desvendou, está ao alcance dos usuários de computadores e da internet num clicar do mouse.

Com isso, e ainda que se façam ressalvas à qualidade e comprobabilidade de algumas informações veiculadas na internet, qualquer pessoa que detenha o básico de escolaridade pode construir, subsidiariamente, ao lado dos estudos acadêmicos, uma gama de conhecimentos até então jamais conseguido pelos nossos antepassados.

Tal realidade, no entanto, destoa do que observamos nas redes sociais, em termos de manifestação quanto a fatos diários ou mesmo a relacionamentos meramente informais, como, por exemplo, no Facebook.

Causa surpresa observar comentários redigidos com total afronta à gramática e mesmo no que diz respeito a citações de terceiros, regra geral, escritores, poetas e pensadores.

Personagens célebres, como o bardo inglês Shakespeare ou a escritora nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, Clarice Lispector, são citados constantemente por facebuquianos afoitos por demonstrar cultura. E tais citações, compartilhadas por outros tantos ‘amigos do Face’.

E essa prática, infelizmente, não ocorre somente com pessoas aparentemente com nível escolar mais baixo, porém, até mesmo com mestres e doutores, como pude comprovar, há pouco tempo, ao fazer a revisão de uma coletânea de textos técnicos.

Diante desta constatação, emerge uma preocupação, uma perplexidade, baseada no que poderíamos chamar de ‘Ironia da Alta Tecnologia’: num simples clicar do mouse, em poucos minutos o mundo do conhecimento humano atual chega ao seu consulente, com uma variadíssima gama de pesquisas, que, no século XX, demandava muito tempo e, às vezes, muito investimento financeiro. Não obstante, um fenômeno que merece estudo mais aprofundado revela a prática de manifestações escritas – e até verbais – próprias de pessoas incultas, avessas ao conhecimento.

O conhecimento, de fato, está ao alcance de todos, num clicar do mouse. O problema, talvez, não seja o mouse, mas dos dedos de quem digita!

 

Sergio Diniz da Costa – jornalculturalrol2@gmail.com