Um presente em forma de mulher
Em crônica apaixonada, Guilherme Machado revela como a poesia ganhou vida e nome: Jéssica!


Já descobri que presente não precisa ser algo que se embrulha, nem algo que se compra, guarda ou coloca em uma prateleira. Presente é alguém que chega e, sem perceber, enche o nosso coração de alegria.
É tanta coisa para falar de você que os adjetivos simplesmente não dão conta: a mulher mais bonita, mais legal, mais humilde, mais falante, mais divertida, mais especial… e eu poderia continuar indefinidamente, até chegar em única, marcante, inesquecível e inadjetivável.
Só que tem um problema: tem marcianos querendo pegar um foguete e vir para a Terra descobrir quem é essa tal de Jéssica que está fazendo tanto sucesso por aqui. 🚀👽 Se bem que, pensando melhor, talvez eu tenha descoberto algo ainda mais importante:
Eu não sei fazer poesia. E não é por falta de tentativa. É porque eu estava procurando poesia nas palavras, quando descobri que a poesia já estava diante de mim.
Incapaz de colocar em versos aquilo que você é, percebi que não precisava procurar metáforas, rimas ou palavras bonitas. Porque você é a própria poesia. Como diz a mulher mais bonita, mais legal, mais humilde, mais falante, e todos os outros elogios possíveis e imagináveis: “Esse é o meu jeitinho exagerado.”
Mas talvez seja justamente o seu jeitinho que nenhuma palavra consegue traduzir. Afinal, até Deus deve estar olhando para mim e pensando: “Guilherme, eu já entendi! Para de encher o meu saco com tanta oração sobre você e a Jéssica!” 🤣🤣🤣 Mas fazer o quê? Quando alguém se torna importante, a gente coloca essa pessoa nas nossas conversas com Deus.
E talvez essa seja a melhor definição que eu poderia encontrar: Jéssica, você não é apenas alguém que eu admiro e você não precisa fazer nada, apenas ser você mesma. Você é alguém que me fez descobrir que eu não sei fazer poesia, porque a poesia já veio pronta — em forma de mulher.
E essa mulher é você!
Dedicado a Jessica Palma de Brito.