Cartografia da lucidez feminina em primeira pessoa

Ella Dominici

Cartografia da lucidez feminina em primeira pessoa

Eu, mulher — consciência que resiste à violência invisível

Ella Dominici
Ella Dominici
Ella Dominici, autora do livro 'Lava Incontida'
Ella Dominici, autora do livro ‘Lava Incontida’

Eu não fui ensinada a desaparecer, mas fui conduzida a isso, como quem aprende a reduzir a própria presença para não perturbar a ordem estabelecida.

 Não é uma violência que se anuncia é um deslocamento contínuo, onde a palavra que penso encontra escuta apenas para ser esvaziada.

Há uma agressão que não deixa marcas visíveis, mas instala dúvida. Não se combate o que digo; desqualifica-se o tom, ridiculariza-se a intenção.

 E assim, pouco a pouco, a mulher que pensa é levada a suspeitar de si mesma — não por falta de lucidez, mas porque sua lucidez desestabiliza.

Minha voz não é interrompida, é dissolvida. E, nesse gesto, tenta-se reposicionar-me: não como sujeito que interpreta, mas como presença que deve ajustar-se.

Nos espaços sociais, familiares, religiosos e profissionais, repete-se uma pedagogia silenciosa: posso falar, mas não deslocar. Quando ultrapasso esse limite invisível, não sou confrontada, sou excluída sem ruído.

Essa experiência não me paralisa, mas me atravessa. Continuo, produzo, existo, mas há uma dimensão silenciosa que sofre, não pela incapacidade de ser, mas pela dificuldade de ser reconhecida sem distorção.

E, ainda assim, há algo que não cede.

Não sou invisível. Não sou excesso. Não sou inadequada.

Sou.

E ao sustentar esse “sou”, mesmo sem eco, algo se inaugura.

E o que se inaugura não é apenas para mim.

É para todas.

Ella Dominici

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A força da mulher na poesia

Laskiaf Amortegui

‘A força da mulher na poesia: para além dos títulos, a alma’

Laskiaf Amortegui
Laskiaf Amortegui
Imagem criada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/69f2353d-ab94-83e9-ab66-1a1a98f2e5c2
Imagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69f2353d-ab94-83e9-ab66-1a1a98f2e5c2

Neste mundo globalizado, onde a tecnologia nos permitiu derrubar fronteiras, surgiu algo imparável: o grito de talentos que antes eram silenciados pela sombra. Hoje, não quero simplesmente escrever; quero erguer a voz pela importância da mulher neste despertar literário.

​A poesia real não vive apenas nos livros; ela pulsa nas ruas. Habita nas mãos das mulheres que servem café, que amassam o pão, que limpam hotéis ou que sustentam o silêncio de seus lares. São profissionais de todas as áreas, mas, acima de tudo, são poetisas do destino. Algumas possuem diplomas, outras trazem apenas as cicatrizes que a vida ensina, mas todas compartilham o sagrado: uma alma que sabe transmutar a dor em verso.

​Ao tocar esta poesia, sentimos cores e sabores que rasgam as estruturas. É um verso que fere e cura, que deixa uma marca a fogo na memória. Esta é a verdadeira inovação: uma voz com consciência, que canaliza o amor e o desamor com a força de quem sobreviveu.

​A poesia veste-se hoje com uma força renovada: a da mulher que é o pilar de sua família, a que busca o pão sob o sol, a que se levantou com dignidade após um divórcio, um fracasso ou o desprezo de uma sociedade dura.

​Apesar das barreiras e dos favoritismos, nossa luz está brilhando. O mundo está finalmente abrindo os olhos para a arte sem preconceitos. Hoje, a poesia não é um privilégio de elites; é o refúgio e o rugido de cada mulher que se atreve a ser luz em meio à tempestade.

Laskiaf Amortegui

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Romance de época retrata condições femininas do século XIX

Escrito pela professora de português e espanhol Anne Valerry, ‘A Dama das Lavandas’ apresenta lições valiosas sobre o empoderamento da mulher

Amores improváveis, perdas, preconceito e diferença de classes. Esses são elementos que marcam a narrativa de A Dama das Lavandas, escrita pela professora de português e espanhol Anne Valerry e lançada pela Novo Século Editora.

Por trás de um romance conturbado ambientado no século XIX e repleto de reviravoltas, A Dama das Lavandas apresenta a história da jovem órfã Victoire Martinet. A jardinista acredita que pode mudar a condição feminina de sua época, mesmo sendo uma pobre mulher que semeia lavandas no campo ao lado de sua tia Augustine.

No entanto, trabalhar apenas no plantio e colheita de lavandas não era suficiente para suprir todas as despesas da casa. Ao passar por dificuldades financeiras, Victoire se obriga a criar uma irresistível fórmula de perfume com a intenção de conquistar a nobreza parisiense, a fim de salvar sua família.

O fato das mulheres não poderem assumir os negócios e ter ambições profissionais dava margem para que os homens tomassem à frente de tudo. E, se não tivessem herdeiros, algum familiar mais próximo, sendo homem, assumiria o comando. Contudo, a família Martinet era composta somente por duas mulheres: Victoire e Mademoiselle Augustine.” (P. 38)

Tudo muda quando a moça conhece o magnata do vinho Maurice Bourguignon, um milionário galanteador e comprometido que investe o seu charme para seduzi-la. Mesmo de classe social inferior e precisando de dinheiro para sustentar-se e apoiar sua tia, a dama mantém a dignidade em virtude do caráter moral resistindo aos seus encantos, mas sua vida acaba por ser transformada em todos os sentidos.

Mais do que um livro de romance de época, A Dama das Lavandas traz ensinamentos reais sobre a vida. Com uma escrita dinâmica e surpreendente, Anne Valerry consegue transmitir lições importantes sobre empoderamento feminino, preconceito, machismo, luta de classes e ainda atenta as mulheres em relação às escolhas para o futuro. A obra também consegue misturar uma excitante história de desejos arrebatadores com uma pitada de humor que conquistará todas as leitoras.

Ficha técnica:
Título: A Dama das Lavandas
Autora: Anne Valerry
Editora: Novo Século Editora Ltda.
Gênero: Romance de época
Preço: R$ 59.90
ISBN: 978-65-86033-33-5
Edição: Coleção Talentos da Literatura Brasileira
Idioma: Português
Número de páginas: 440
Link de compra: Amazon ou Grupo Novo Século

 

Sobre a autora: Anne Valerry é formada em Letras, é professora de português e espanhol e foi por muito tempo bailarina e coreógrafa. Seu primeiro romance publicado foi Uma linda história de amor. Ela gosta de retratar paixões tórridas, mas também bem-humoradas e repletas de ensinamentos.

Redes Sociais:

https://www.instagram.com/annevalerry/

Site:

https://www.annevalerry.com.br/

 

Para outras informações ou marcar uma entrevista com a autora, entre em contato:
LC – AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO
Gabriela Cuerba | gabi@lcagencia.com.br ou (11)99427-8151
Genielli Rodrigues | genielli@lcagencia.com.br ou (11) 2275-6787