Nascidos para o dom da liberdade: Brasil – pátria mãe gentil

Em um canto lírico de exaltação à Pátria Mãe Gentil, Marli F. Freitas resgata a nossa natureza original e clama pela preservação da paz, da esperança e dos nossos valores mais nobres

Marli Freitas
Marli Freitas
Ilustração digital poética da Pátria Mãe Gentil representada por uma mulher com coroa de flores abraçando crianças de diversas etnias sob a bandeira do Brasil. Ao redor, elementos da fauna e flora brasileiras como uma onça-pintada, uma arara, uma pomba branca e o Pão de Açúcar ao fundo sob o sol poente.
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Céu que inspira sonhos e asas,
O ontem nos interpreta
Nascidos para o dom da liberdade.
Tênue é a linha entre o orgulho e a humildade. Ofuscante é o
Reflexo de origem litigiosa. Duvidoso é o
Amor que não é capaz de olhar nos olhos.

A história se desenha por linhas…

Sinuosas de querelas, que nos deixam
Acabrunhados e nus da
Beleza dos versos e rimas. Sem
Esperança não se vive, sobrevive a
Discursos monótonos e nostálgicos.
(Omnia vincit Amor); cedamo-nos a
Riqueza inigualável da fonte do amor.
Idílica é a rendição
Ao que tem valor intangível…

Oriundo das sementes do bem, do belo e…

Magistral, que ousa deixar um legado destinado
A acender as estrelas e iluminar o caminho. No
Limiar dos dias, que tremule em nossos corações a…

Natureza original daqueles que lutaram com fervor,
Altruísmo e o desejo de preservar
O verde que nos abençoa, as riquezas da nossa…

Pátria Mãe Gentil, o céu e os rios com
Requinte de anil
E o desejo de chancelar a paz.
Valores devem ser preservados com
Afável zelo,
Lucidez e
Esperança, consistência
Condizente com a exuberância de uma terra destinada a ser
Exemplo de liberdade, igualdade e fraternidade.

Marli F. Freitas

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Inteligência e coragem para vencer na vida em 2027

O escritor Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo traz uma reflexão de esperança, paz e superação para o ano de 2027

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem conceitual de um nascer do sol dourado sobre o horizonte, simbolizando a esperança para o ano de 2027, ilustrando o artigo de Diamantino Bártolo sobre coragem e paz.
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Eis-nos já muito próximos do ano de 2027. Continuará a haver melhorias conflitos mundiais ou estes vão-se agravar ainda mais? Questão difícil de responder com certezas! Prognósticos incertos!

Todo o mundo sabe que os portugueses, ao longo da sua quase milenar História, deram provas de inteligência e coragem, para vencer em todos os domínios das atividades humanas. Possuímos uma das melhores “mão-de-obra” do mundo, um grande espírito de abnegação, uma indiscutível capacidade de adaptação às mais diferentes e até hostis situações. Temos “massa cinzenta” espalhada por todo o mundo, e também dentro de portas. Somos os melhores de entre os melhores. Precisamos, apenas, dos recursos materiais: financeiros, técnicos, infraestruturas, entre outros.

O ano que agora se está a iniciar, logo no seu primeiro dia, simboliza o “Dia Mundial da Paz”, como já vem acontecendo desde 1968, ano em que foi instituído pelo Papa Paulo VI, em 08 de dezembro de 1967. É importante que consigamos adquirir a nossa própria paz interior, para a podermos transmitir aos nossos semelhantes. A paz interior também se promove e consolida com o conforto a que temos direito, com a segurança e a estabilidade dos nossos deveres e dos benefícios adquiridos, com um nível e qualidade de vida que a superior condição humana postula.

Finalmente, de forma totalmente pessoal, sincera e muito sentida, desejo a todas as pessoas que, verdadeiramente, com solidariedade, amizade, lealdade e cumplicidade me têm acompanhado, através dos meus escritos um próspero Ano Novo e que 2027 e muitas dezenas de anos que se seguem, lhes proporcionem o que de melhor possa existir, e que na minha perspetiva são: Saúde, Trabalho, Amizade/Amor, Felicidade, Justiça, realizações, pessoais, profissionais, sociais Paz e a Graça Divina. A todas estas pessoas aqui fica, publicamente e sem reservas, a minha imensa GRATIDÃO.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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As brumas

José Antonio Torres: Poema ‘As brumas’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
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Caminho por brumas densas, mas não temo.
A certeza do que desejo,
Me dá a confiança necessária para seguir em frente.
Certamente, algumas vezes tropeçarei.
Mas não permitirei que o desânimo me golpeie.
Persisto em passos lentos, mas firmes.
Há dentro de mim uma luz que me faz vencer as brumas,
Me guiando e impulsionando a seguir em frente.
A esperança em rever o sol,
De acompanhar a dissipação do nevoeiro, me fazem sorrir.
A noite escura dos acontecimentos perturbadores;
As vicissitudes que se apresentam, precisam ser superadas.
Meu peito grita de alegria!
As brumas se esvaem, o sol reaparece.
A vida ganha cores outra vez.
Não me permiti ser tragado pela desesperança.
Venci!

José Antonio Torres

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Para que a terra descanse um pouco

Rita Odeh: Poema ‘Para que a terra descanse um pouco’

Rita Odeh
Rita Odeh
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​Ó Deus do Universo,
Tu prometeste que a injustiça deve inevitavelmente desaparecer…
Então, até quando todos estes tormentos,
todo este sofrimento?
Até quando os pássaros morrerão, abatidos,
sobre os muros da esperança?
Até quando
o nosso céu permanecerá apetrechado com aviões de guerra,
e as brasas do ódio… sobre a terra…
permanecerão acesas…?
Até quando…!?
​Até quando permaneceremos como borboletas em teias de aranha… presos…?
Até quando as crianças chorarão… famintas…
nuas…
as suas famílias, cadáveres espalhados pelas estradas…?!
Que os vermes devoram…?
Até quando…!?
​Até quando as hienas violarão… o sangue dos inocentes… para que eles partam, estrela… por estrela…
cintilando no céu?
Até quando…!?
​Ó Deus da Justiça… Tu prometeste: é preciso
que um dia o sol dos trabalhadores… dos esmagados… dos oprimidos… dos deslocados… dos miseráveis… se levante.
E que seja cortada… a mão daquele que é viciado na destruição…
que arruinou e devastou… e devorou a honra…
e manchou o sangue.
​Ó Deus da Paz,
Ó Senhor dos Grandes Céus,
Ó meu Deus… Ó Misericordioso… Ó Amparo dos fracos…
Tu que…
dizes a uma coisa… Sê… e ela é,
aos mortos, levantai-vos… e eles levantam-se…
Diz à ocupação… basta de obscenidades.
Diz à ocupação… basta de soberba.
Diz às consciências: “Acordai da vergonha do vosso sono.
No rio sagrado… lavai-vos.”
​Ó Deus do Universo,
Diz ao vento… para se acalmar um pouco… um pouco…
Ó Deus da paz… Ó Deus da verdade… Ó Deus da justiça…
Diz… a esta terra… para descansar
um pouco… um pouco…
antes que……… o julgamento chegue.

Rita Odeh

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Pomar da esperança

Denise Canova: Poema ‘Pomar da esperança’

Denise Canova
Denise Canova
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Pomar da Esperança

Onde a paz vive

Lindamente

Pomar da Esperança

Onde eu vivo em paz

Pomar da Esperança

Harmonia e paz reinam juntas

Meu pomar da esperança.

Dama da Poesia

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Mamasita

Jane Nash: Poem ‘Mamasita’

Jane Nash
Jane Nash
Mamasita Susan - Personal archive
Mamasita Susan – Personal archive

Nine years old this year
If you were a dog that would be bad
But tis 9 years since the stem cell transplant
9 years since being told
you’re at the end of the road
9 years since sitting in that restaurant
The three of us
Getting to grips with the fact
it might just all be over
The chemotherapy
The sickness
The losing of hair
Which is more devastating
that one can imagine
The terrible wig
The hat I knitted you to keep your head warm
The first thing I had ever knitted
For the last months of your life

Nine years old this year
When all the markers were against you
AML
it sounds like a football club abbreviation
Acute – there’s nothing cute about
Myeloid – it belonged to all of us
Leukemia – there are no good recovery stats
I watched you shrink,
Washed you
Fed you
Watched you hoping all the time
That this was no Black Star
I wanted in the small hours
A Lazarus effect
But to watch your tiny bones
Your shrinking body
Your little face
My soul began to take bites out of itself

Nine years old this year
Nine glorious accounts of rebellion
With each new birthday I have become
A little cheekier with fate
When I feel that my life is at a standstill
I look at your face, your fuller face
Your stronger bones
Your proud to be ageing body
I am reminded that miracles
Come in the form of packages
It takes a team of us, of them and
Your absolute resolve to survive
To happen
I never mind hearing your voice
Even if I’m tired and falling asleep
When you call across the time zones
I relish the sound of you
The recall of your daily adventures

No matter how ordinary
Because life can never be mundane

Jane Nash

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A sign in a dark sky

Jane Nash: Micro-Story ‘A sign in a dark sky’

Jane Nash
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Imagem criada pela IA da Meta - https://meta.ai/create/1069616216240091
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At the beginnings of our time, we watched shooting stars over the blackened palm trees beneath the dark blue velvet, wrapped around the moon.

Stars upon stars upon shooting stars. We hid our wishes from each other lest they be jinxed and not eventuate.

It’s strange to place a wish, a hope upon a termination, the last vestige of a dying star. When did it come to represent positive thinking instead of portents of doom? Is hope a waste of time, a lie or simply an admission of emptiness.

Never-the-less we wished. I did anyway. I assume he did. If not, shame on him for wasting an opportunity to convert a lie into creative projection, whatever that’s worth.

There was no sand in the cuffs of my jeans, no water upon my feet. The cool, hard coral sliced its way into my open palm as I placed my hand down to push me up. My tongue tasted the rusted, steel edge fresh blood conveys.

The moon dripped light from its fabric hammock. He kissed the smudge upon my lips. 

What else was there to see; cosmic tails flaring across our tropical sky or earthly paint of life’s reminder to breathe?

Jane Nash

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