Acordou completamente grogue de sono naquele sábado, 16 de agosto de 2025. Levantou-se e se arrastou até o banheiro a fim de desaguar na privada, cuja tampa permanecia levantada desde que a esposa o abandonara por um praticante de artes marciais do Lago Sul.
Olhou-se no espelho e não conseguiu enxergar seus olhos azuis, já que eram castanhos, nem mesmo o topete, haja vista a calvície avançada. Os parcos cabelos, que ainda cismavam em se fazer presentes, que um dia teriam sido completamente pretos, agora dividiam o espaço com fios brancos. Tentou dizer algo e, talvez pelo bocejo que lhe tomou, a voz tenha saído fina como de costume, bem distinta daquela rouquidão aveludada que nunca teve.
— Pois é, seu Elvis Presley, o senhor chegou aos 48 anos. Aposto que você nunca se imaginou tão velho assim.
Apesar do autodesprezo, o sujeito, mesmo desgastado pelo tempo, não poderia ser considerado um idoso. Tivera uma infância boa, mas a adolescência foi terrível, pois carregava o peso de ser xará do mais famoso cantor de toda uma geração, sem contar que o gajo parecia cada vez mais vivo a cada dia. E, tentando se afastar daquela sina, chegou a se apresentar com outro nome.
— João, mas pode me chamar de Johnny.
— Johnny?
— Sim, Johnny.
E o nome pegou tanto, que começou a causar problemas, a ponto do nosso Elvis, não daquele outro mais famoso, precisar ser enfático e dar um basta:
— Meu nome não é Johnny!
Por falar em nome, recebeu o seu por mera fatalidade. Quer dizer, mera é modo de dizer, já que o inesquecível dia 16 de agosto de 1977 foi marcado por um cataclismo, quando um certo rapaz de costeletas, que já não era tão rapaz assim, resolveu aceitar o convite de extraterrestres e, então, deu o pinote da Terra. Há outras teorias, bem sabemos, todavia, nenhuma tão plausível como essa.
Mas voltemos ao exato momento em que o nosso Elvis estava diante do espelho. Ele deu mais uma olhada em seu reflexo, abaixou a cabeça e lavou o rosto com uma boa quantidade de água gelada. E, assim que retornou os olhos para o espelho, viu algo quase inacreditável, caso não tivesse acontecido exatamente como aconteceu. Pois é, lá estava ele com o famoso topete, aqueles olhos azuis penetrantes, alto, esbelto, belo que nem, que nem, que nem… Ah, sim, belo que nem o outro Elvis, aquele mesmo que fora abduzido por alienígenas há exatos 48 anos.
Elvis de frente para o próprio Elvis. Como seria possível, ninguém sabia. Entretanto, antes que ele pudesse refletir sobre aquela alucinação, o coração parou e, finalmente, Elvis estava morto.
Adalberto Neto e a Arte de Dar Vida ao Caos em Red Stone City
Adalberto Neto
Há quem acredite que a imaginação tem prazo de validade ou que a literatura exige diplomas para acontecer.
O escritor paulistano Adalberto Pereira de Lima Neto, de 59 anos, provou o contrário: a verdadeira literatura nasce do olhar curioso sobre o mundo e da coragem de transformar visões em palavras.
Hoje aposentado e residente em Belford Roxo (RJ), Adalberto decidiu que nunca é tarde para dar voz à sua mente inquieta, presenteando os amantes de distopias com um dos universos mais instigantes e viscerais da ficção contemporânea.
A paixão por criar mundos não surgiu da noite para o dia.
Desde a infância, Adalberto já exercitava o dom de narrar.
Ao olhar para os aviões que cruzavam o céu, ele não via apenas máquinas, mas centenas de vidas fictícias: inventava de onde vinham, para onde iam e quais segredos carregavam.
Alimentado por influências de peso como Stephen King, André Vianco, Alexandre Callari e Manel Loureiro (autor da Trilogia Apocalipse Z), o autor desenvolveu uma escrita marcante, capaz de transmitir sentimentos reais e cruéis em meio a cenários de extrema tensão.
Uma Cidade como Organismo Vivo: O Nascimento de uma Saga
O ponto de virada para a criação do seu universo literário veio de um estalo poético e perturbador: e se uma cidade não fosse apenas tijolos e concreto, mas um organismo vivo que pulsa, reage e sangra?
Foi a partir dessa premissa que nasceu a atmosfera sufocante e magnética da série Red Stone City, uma jornada épica composta por quatro obras que se complementam e arrastam o leitor para o centro do colapso:
• ‘Sangue e Poeira’: O pontapé inicial que estabelece o ritmo ágil e impiedoso da narrativa, apresentando quatro histórias que se entrelaçam dentro de um organismo urbano doente onde ninguém está realmente seguro.
• ‘Sangue e Dor’: Uma imersão profunda, sombria e psicológica no sofrimento humano, onde cada conto é um mergulho em um pesadelo particular: do erro que não pode ser desfeito ao horror que espreita em cada esquina.
• ‘O Diário’: A obra que funciona como um vislumbre intimista e doloroso do caos, resgatando os registros desesperados de uma mãe tentando proteger sua família no auge do colapso da cidade.
• ‘Sangue e Ruínas’: O ápice épico e avassalador que encerra a saga (será?), amarrando os destinos com maestria, poeira, desespero e a eterna busca pela redenção.
Sentimentos Reais em Situações Extremas
O grande trunfo de Adalberto Neto não está apenas no suspense de dar “frio na barriga” ou nas reviravoltas de tirar o fôlego, mas na humanidade que ele injeta em cada página.
Seus personagens não são heróis inabaláveis; são seres humanos falhos, assustados e movidos pelo amor, pelo medo e pela busca incansável pela sobrevivência.
Adalberto prova que a imaginação guardada por tantos anos não estragou com o tempo, pelo contrário, maturou como um bom vinho.
Ao transformar uma cidade em um personagem vivo, o autor não construiu apenas uma distopia marcante; construiu uma ponte direta com o coração de leitores que buscam emoções brutais e verdadeiras.
Uma saga imperdível para quem ama ficção científica, suspense e o poder transformador da boa literatura nacional.
Em Red Stone, algumas estradas não aparecem nos mapas.
No meio de noites frias, rodovias desertas e cidades esquecidas, pessoas comuns começam a cruzar caminhos com algo impossível de explicar.
Um médico cansado tentando voltar para casa. Um homem fugindo da própria culpa. Viajantes que entram em postos abandonados, estradas silenciosas e construções que parecem existir fora do tempo.
Todos chegam a Red Stone carregando dores, arrependimentos e segredos que nunca conseguiram deixar para trás.
Mas a cidade percebe.
Entre desaparecimentos misteriosos, vozes na escuridão e lugares que desafiam a realidade, Red Stone revela um horror que vai muito além do sobrenatural: o confronto inevitável com aquilo que cada pessoa tenta esconder dentro de si.
Sombrio, atmosférico e perturbador, Red Stone é uma coletânea de terror psicológico onde cada conto se conecta por estradas que parecem vivas — e que sempre levam exatamente onde dói.
SANGUE E POEIRA
SINOPSE
Bem-vindo a uma cidade que respira, observa… e tem fome.
Por trás da fachada perfeita de Red Stone City, com seus desfiles patrióticos e famílias poderosas, esconde-se uma verdade brutal: cada sorriso esconde uma sombra, e as histórias bonitas são feitas de mentiras de sangue.
Neste primeiro volume da antologia de terror urbano e mitologia sombria, você caminhará por ruas onde ninguém está realmente sozinho. Prepare-se para encontrar:
Verdades Perigosas: Jornalistas obstinados que ousam cavar os segredos mais profundos da cidade e pagam o preço por isso.
O Vazio: Pessoas comuns que, de repente, despertam em mundos completamente desertos e aterrorizantes.
Predadores da Noite: Criaturas elegantes que caçam sob o manto da escuridão, seguindo seus próprios códigos de honra e uma sede insaciável de sangue.
Aqui, o perigo não está no que você vê.
Está no que está olhando para você enquanto você caminha sozinho à noite.
Entre neste universo.
Descubra os segredos de Red Stone City.
Se tiver coragem.
O DIÁRIO
SINOPSE
Ela começou a escrever para registrar a infância do filho.
Os primeiros passos. Os aniversários. As pequenas alegrias de uma vida simples ao lado da família que amava.
Então vieram os rumores.
Uma doença misteriosa.
Notícias contraditórias.
Medo.
E, aos poucos, o mundo começou a mudar.
O Diário acompanha os últimos registros de uma mãe comum diante do colapso da sociedade. Enquanto as ruas se tornam cada vez mais perigosas e a esperança desaparece, ela luta para proteger o marido e o pequeno Lucas de uma ameaça que ninguém compreende completamente.
Narrado em forma de diário, este é um relato íntimo sobre amor, perda, medo e sobrevivência. Uma história que não fala sobre heróis, soldados ou grandes líderes.
Fala sobre pessoas comuns.
Pessoas que tinham sonhos.
Pessoas que tinham famílias.
Pessoas que foram deixadas para trás.
Ambientado no universo R.S.C. — Red Stone City, este livro revela os acontecimentos que antecederam a queda do mundo conhecido e os eventos que dariam origem ao livro Sangue e Ruínas.
Abra estas páginas por sua conta e risco.
Pois em Red Stone, não garantimos finais felizes.
SANGUE E RUINAS
SINOPSE
Quando o apocalipse zumbi transforma a cidade em um território dominado pelos mortos-vivos, João se vê preso em um dos prédios do condomínio onde sempre viveu.
Cercado por ameaças do lado de fora e com recursos cada vez mais escassos, ele faz o possível para manter a si mesmo e sua mãe em segurança.
No entanto, sua maior preocupação não são os zumbis. Sua mãe sofre de Alzheimer e, embora ainda o reconheça, a doença avança de forma imprevisível.
A cada dia, João convive com o medo de que chegue o momento em que ela olhe para ele e não veja mais o filho que sempre amou.
Enquanto luta para protegê-la de um mundo em ruínas, ele também tenta preservar as lembranças que ainda os mantêm unidos.
Entre a ameaça constante dos mortos-vivos e a cruel progressão da doença, João enfrenta uma batalha silenciosa e dolorosa: salvar sua mãe de um perigo que pode ser combatido é difícil, mas impedir que ela o esqueça pode ser impossível.
Em um mundo onde a humanidade está desaparecendo, seu maior desafio é não perder o último vínculo que dá sentido à sua sobrevivência.
Baseado no texto de 1920 – R.U.R. – do dramaturgo tcheco Karel Čapek, que imaginou um mundo em que seres artificiais eram criados para trabalhar no lugar dos humanos
Card do espetáculo A Reinvenção do Ofício
Sinopse:
Na montagem do Grupo Manto de Teatro, que tem direção de Valter Chanes, a obra dialoga com o presente sem abandonar suas origens. As guerras que continuam devastando povos, as disputas pelo poder, a lógica da produtividade e a desvalorização da vida humana aproximam o texto de Čapek do século XXI, revelando a impressionante permanência de suas questões.
A adaptação preserva o cerne da obra original e propõe uma encenação mais enxuta, reduzindo o número de personagens para concentrar a força dramática dos conflitos. Ao mesmo tempo, alguns elementos fundamentais do texto permanecem intocados, como o manuscrito de Rossum, mantido em papel. Longe de representar um anacronismo, essa escolha evidencia que as perguntas formuladas por Čapek atravessam o tempo: a tecnologia muda, mas a ambição humana, a disputa pelo poder e as consequências de nossas escolhas continuam as mesmas.
Mais do que uma história sobre robôs, o espetáculo “A Reinvenção do Ofício”, é uma reflexão sobre a condição humana. Ao revisitar esse clássico, a montagem convida o público a perceber que o verdadeiro perigo nunca esteve apenas nas invenções, mas na forma como os seres humanos decidem utilizá-las.
Para o diretor Valter Chanes, a nova montagem reafirma a potência do clássico de Karel Čapek ao lembrar que toda tecnologia carrega as marcas de quem a cria — e que o destino da humanidade continua sendo uma escolha profundamente humana. Para a atriz Patrícia Nolasco, “em um tempo marcado por guerras, deslocamentos forçados, colapso ambiental e pela ascensão da inteligência artificial, a peça deixa de ser uma previsão sobre o futuro para se tornar um espelho do presente”.
Serviço:
Espetáculo: A Reinvenção do Ofício
Elenco: Caiane Arjona, Edeméia Pereira, Eli André Corrêa, Hamilton Sbrana, Jee México, Patríca Nolasco e Valter Chanes.
Direção e dramaturgia: Valter Chanes.
Produção: Luciano Leite.
Cenário: Chico Chanes.
Temporada: dias 30 e 31/07 + 01, 02, 03, 13, 14, 15, 16, 17, 20 e 21/08.
Horário: sempre às 20:00.
Classificação etária: a partir dos 14 anos.
Entradas gratuitas e distribuídas com 01 hora antes do início do espetáculo.
Buscando uma forma de passarem mais tempo juntos, decidiram se dedicar à literatura
Reginaldo e Diogo
Reginaldo Andrade, natural de Patos de Minas (MG), é um contador com mais de 30 anos de experiência, formado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Gestão Empresarial.
Além de atuar como consultor de empresas, Reginaldo ocupa atualmente o cargo de Secretário Municipal de Finanças de sua cidade natal, um município com aproximadamente 170 mil habitantes.
No entanto, sua trajetória de vida passou por uma reviravolta após enfrentar dois episódios críticos de saúde, momentos que o levaram a refletir sobre o verdadeiro valor da vida.
Durante um desses períodos de risco iminente, Reginaldo percebeu que estava se entregando demais ao trabalho e negligenciando o tempo com seu filho, Diogo, que na época tinha 13 anos.
Ele sentiu a necessidade de reconectar-se com o filho e decidiu, de maneira simples, propor uma atividade que os unisse: as caminhadas.
Durante esses momentos, surgiu uma ideia que transformaria sua relação: escrever um livro juntos.
Reginaldo, que sempre adorou contar histórias para Diogo, e seu filho, com grande imaginação e amor pela criação de personagens, decidiram criar uma obra literária.
O primeiro fruto dessa parceria foi o livro Epic Adventure – O Jogo que Mudou o Mundo.
Ao começarem a escrever, ambos duvidavam de sua capacidade de produzir um livro de 120 páginas.
No entanto, o que começou com uma proposta simples logo se expandiu para mais de 250 páginas, e a satisfação foi imensa.
O sucesso do primeiro livro motivou-os a lançar a continuação, Entre Dois Mundos, e continuaram a escrever, apesar das dificuldades de tempo.
Diogo, por sua vez, é um jovem criativo e apaixonado por aviação e carros de corrida.
Seu talento para o desenho, visível nas ilustrações de Epic Adventure, reflete a profundidade de seu interesse por essas áreas.
A escrita do livro se tornou, então, não apenas uma forma de estreitar laços entre pai e filho, mas também um meio de comunicação onde poderiam expressar ideias e sentimentos, que talvez não tivessem compartilhado de outra maneira.
Em relação ao conteúdo das obras, Epic Adventure busca refletir sobre o impacto do mundo digital na vida real, abordando temas como o consumo crítico de informações, os perigos da exposição excessiva nas redes sociais e a importância das amizades genuínas no processo de crescimento.
O livro também trata das angústias e desafios que muitos adolescentes enfrentam, além de explorar a importância de uma vigilância equilibrada dos pais sobre a vida on-line de seus filhos.
O segundo livro da dupla, Entre Dois Mundos, aborda uma fase mais madura da vida, explorando questões relacionadas à liderança, insegurança e autocobrança.
A obra revisita a complexidade das decisões na vida adulta e como até mesmo as melhores intenções podem resultar em consequências dramáticas.
Reginaldo e Diogo, assim, oferecem uma reflexão profunda sobre a natureza humana, a vida espiritual e os comportamentos que moldam a experiência de viver.
Para Reginaldo Andrade, escrever ao lado de seu filho não foi apenas uma oportunidade de criação literária, mas uma jornada de autodescoberta e conexão familiar.
Em cada página, pai e filho conseguem se comunicar de uma forma única, abordando questões pessoais e universais por meio de histórias que instigam reflexão e aprendizado.
Epic Adventure é uma história eletrizante, repleta de aventura, ação e emoção, mantendo o leitor completamente envolvido do começo ao fim.
É realmente incrível e altamente recomendada!
Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube
Gabriel e seus amigos criam um jogo de realidade virtual chamado EPIC ADVENTURE, que se torna um sucesso mundial.
No entanto, um hacker assume o controle do jogo, adicionando novas funcionalidades e tornando-o mais real.
Quando mortes estranhas começam a ocorrer, a Polícia Federal e o Exército Brasileiro investigam, tratando o caso como um atentado terrorista global.
Os adolescentes passam de suspeitos a colaboradores e, acompanhados por um cabo do Exército, precisam retornar ao jogo, arriscando a própria vida para descobrir a causa das mortes e recuperar o controle do jogo, resultando em uma emocionante aventura que se desenrola dentro e fora do jogo.
Entre dois mundos é um livro repleto de ação e emoção, transmitindo mensagens importantes sobre amor, amizade, resiliência e família.
Uma verdadeira super aventura que prende o leitor do início ao fim.
É uma leitura que encanta!
Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube
Lucas é um jovem sargento recém-chegado ao planeta TOI 700e, a última esperança da humanidade após a Terra ser devastada pela Terceira Guerra Mundial.
Ao testemunhar a morte de grande parte de seus companheiros e do tenente de seu avião, ele é atormentado por visões da tragédia e criaturas alienígenas que os atacam incessantemente, dizimando seu grupo.
A trama toma um rumo inesperado quando Lucas encontra um sobrevivente de uma missão anterior e, após perder a memória, desperta em um lugar desconhecido, que logo descobre ser a UTI de um hospital.
Ali, ele conhece Mariana, uma jovem com câncer em estágio avançado que o visitava diariamente.
Devido a complicações de uma cirurgia, entretanto, a perspectiva se inverte e agora é Lucas quem começa a visitá-la.
Nessas visitas, ele descobre que Mariana possui uma visão de mundo completamente diferente da sua e, através das interações com ela, percebe que eles têm muito mais em comum do que ele jamais poderia imaginar.
Ficção científica narra guerra espacial pelo controle do tempo
Capa do livro ‘The Brain’, de Wanessa de Oliveira Grisol
‘The Brain’ conta a saga de um cientista que coloca o destino do universo em risco após abrir um portal para outra dimensão
Será que algum dia conseguiremos viajar para outras dimensões?
Segundo a teoria da relatividade, Albert Einstein acreditava que uma viagem seria possível pela manipulação da curvatura da gravidade entre espaço-tempo, enquanto Stephen Hawking propôs que buracos negros e de minhoca serviriam como portais.
No mundo real, a viabilidade prática ainda é uma incógnita.
Mas na ficção científica The Brain, escrita por Wanessa de Oliveira Grisol, os leitores já podem embarcar em uma jornada espacial e temporal pelo universo.
Neste livro, a autora se inspira nas ideias do teórico alemão e do físico britânico para narrar uma trama que desafia os limites da Física.
Junto com a equipe na Universidade de Washington, o pesquisador Joe Hawk constrói uma máquina aceleradora de partículas para recriar o momento em que o Big Bang originou toda a matéria.
Porém, a experiência abre um portal dimensional que desencadeia uma série de desastres naturais na Terra, além de afetar a zona controlada por Brain, o mestre e guardião do tempo que dá título à obra.
A entidade luta para manter o equilíbrio das leis temporais frente ao desastre cósmico, enquanto seu filho rebelde, Lux, inicia uma missão para destruir as proteções do espaço-tempo estabelecidas há bilhares de anos pelo pai.
É neste momento que Brain decide formar uma aliança improvável com o Doutor Hawk e outros personagens intergalácticos para salvar o multiverso de um vírus mortal e garantir a sobrevivência da humanidade.
Como espécies, indivíduos muitas das vezes diferentes uns dos outros, usamos o princípio da dominação para sobreviver dentro de um sistema de sociedade, buscamos diversas maneiras dentro de nossas espécies para produzir a insegurança, a dúvida e o medo. Quem poderia controlar o tempo?
(The Brain, p. 14)
A guerra pelo controle do tempo resulta em uma narrativa provocadora: até onde somos capazes de ir em busca pelo poder?
Entre os dilemas vividos pelos protagonistas e as referências a cientistas renomados – como o próprio nome do Doutor Hawk, inspirado em Stephen Hawking –, esta leitura diverte ao mesmo passo que convida a refletir sobre a importância da responsabilidade na exploração científica e as consequências da ambição humana.
Wanessa de Oliveira Grisol é natural de Volta Redonda (RJ). Graduada e pós-graduada em Geopolítica, possui MBA de Comunicação e Marketing em Mídias Digitais, no qual aprimorou e aprofundou o conhecimento na área de e-commerce.
Trabalha atualmente como assessora de Recursos Humanos e tem como principais hobbies os jogos eletrônicos (games) e a leitura. The Brain é seu livro de estreia.
Com produção de John Krasinski, novo filme da franquia estreia em 27 de junho nos cinemas brasileiros
Medo e tensão tomam conta de Nova Iorque no novo trailer de “Um Lugar Silencioso: Dia Um”, que acaba de ser divulgado pela Paramount Pictures. Na prévia, os protagonistas Sam e Eric, interpretados por Lupita Nyong’o e Joseph Quinn respectivamente, vêem suas vidas se transformando com a chegada de alienígenas na cidade.
Sucesso de bilheteria, a franquia ganha agora um prelúdio, mostrando os eventos que antecederam “Um Lugar Silencioso” e “Um Lugar Silencioso: Parte II”. No novo longa, o público acompanhará o aterrorizante primeiro dia da invasão alienígena que silenciou o mundo. Além do casal de protagonistas, Djimon Hounsou, conhecido por filmes como Gladiador e Diamante de Sangue, e Alex Wolff, de Oppenheimer e Hereditário, completam o elenco.
Lupita Nyong’o as Samira and Joseph Quinn as Eric in ‘A Quiet Place: Day One’, from Paramount Pictures.
John Krasinski, mente por trás da franquia e diretor dos dois primeiros longas, retorna para essa obra como produtor ao lado de Michael Bay, Andrew Form e Brad Fuller. A produção executiva é assinada pela dupla Allyson Seeger – que também produziu os outros dois filmes da franquia – e Vicki Dee Rock.
Com roteiro e direção de Michael Sarnoski, o filme é baseado em personagens criados por Bryan Woods e Scott Beck. Distribuído para os cinemas pela Paramount Pictures, a produção é uma associação entre a Platinum Dunes, Sunday Night Production e Michael Bay. “Um Lugar Silencioso: Dia Um” estreia em 27 de junho exclusivamente nos cinemas.
Um Lugar Silencioso: Dia Um – 27 de junho nos cinemas
#UmLugarSilencioso: Dia Um
@paramountbrasil
Sobre a Paramount Pictures
A Paramount Pictures Corporation (PPC), uma produtora global e distribuidora de conteúdo audiovisual, é uma unidade da Paramount Global (NASDAQ: PARA, PARAA), uma empresa líder global de mídia e entretenimento que cria conteúdo premium e experiências para audiências ao redor do mundo. A Paramount Pictures possui algumas das mais poderosas marcas em entretenimento audiovisual, incluindo Paramount Pictures, Paramount Animation e Paramount Players. As operações da PPC também incluem Paramount Home Entertainment, Paramount Pictures International, Paramount Licensing Inc. e a Paramount Studio Group.
Filme com acessibilidade disponível através do aplicativo GRETA.
Na ficção científica ‘Mesmo se a tempestade chegar’, Paulo Pera discute consequências do fanatismo e propõe reflexões filosóficas sobre a realidade
Capa do livro ‘Mesmo se a tempestade chegar’ Divulgação/Paulo Pera
Mesmo se a Tempestade Chegar é uma ficção científica que levanta debates sobre temas atuais para a sociedade brasileira. Fanatismo, consequências dos discursos de ódio, abusos de poder por parte de líderes e questões filosóficas sobre a importância de lutar pela humanidade são abordados pelo autor Paulo Pera ao narrar a trajetória de um homem em busca de combater um poderoso e violento grupo.
O protagonista na história é Soulfly, que acorda sem memória em um hospital. Desnorteado e com poucas informações sobre os acontecimentos que o levaram a ser internado, logo um nome surge à mente: Sara. Em uma narrativa dividida em três partes, com capítulos curtos e a utilização recorrente de flashbacks, o autor mantém os leitores atentos para entender o passado do personagem principal.
Aos poucos, o homem começa a compreender a realidade. Por um longo período, ele integrava o Salvadores da Terra, grupo responsável por estudar a manipulação de energias. Mas este poder tornou o líder da equipe, Tadashi, alguém obcecado pela aniquilação da população. No início, Soulfly apoiava a ideia e era um dos membros mais confiáveis. Entretanto, o envolvimento com uma mulher fora do seu ciclo fez o protagonista questionar as próprias convicções.
Soulfly já estava se afastando da linha de frente dos Salvadores fazia algum tempo. Apesar de Tadashi acreditar que ele ainda tinha uma capacidade incrível, mesmo que oculta, de causar danos em massa, Soulfly não se sentia empolgado com a manipulação da energia fora do seu corpo. Seus colegas estavam superando-o nessa questão. (Mesmo se a Tempestade Chegar, pg. 128)
Entre combates mortais em um mundo distópico, o enredo agrada os fãs de ficção científica ao mesmo tempo que conta com elementos de romance e fantasia. Mais que isso: a obra também propõe uma discussão sobre os limites da ética e da moral, além de tratar sobre a necessidade de defender a vida humana apesar de todos os problemas existentes na sociedade.
Durante a construção da história, o escritor se inspirou em referências de animes e mangás, como Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, para aproximar diferentes públicos da produção literária. Paulo Pera explica: “meu objetivo principal é ajudar o jovem leitor, ou o adulto que desistiu dos livros e está afastado da literatura, a encontrar a paixão escondida por essa arte”.
O livro foi publicado por meio do edital “Literatura – Publicações”, da Fundação Cultural de Curitiba, que tem o intuito de incentivar a produção literária e a formação de novos autores da região. Mesmo se a Tempestade Chegar foi o vencedor na categoria “Romance” e terá 100 exemplares doados para bibliotecas e casas de leitura da capital paranaense.