10 horas em Angola

Osvaldo Manuel Alberto

’10 horas em Angola: quando o táxi chega, a conversa morre!’

Osvaldo Manuel Alberto
Osvaldo Manuel Alberto
Imagem gerada pela IA do Grok
Imagem gerada pela IA do Grok

Na paragem de táxi, temos consciência de que quando o nosso táxi chegar, independentemente de a conversa ser fluída ou não, temos de partir. Enquanto o táxi não chega, aproveitamos o tempo da melhor maneira possível, puxamos e desenvolvemos diálogo com quem estiver próximo, mesmo sem saber o seu destino.

Este texto não é sobre viagem de táxi. É sobre a vida.

Mas então, o que é a vida?

Esta é uma daquelas perguntas que admite uma infinidade de respostas. E estas atendem princípios e contextos.

Há quem defina a vida como “o bem mais precioso que Deus nos deu”. Normalmente, esta definição surge quando estamos cônscios da nossa necessidade espiritual.

Quando a frustração e a depressão se apossam de nós, a vida é definida como “uma merda”.

Nos momentos de tristeza, luto e dor, a vida é definida como “um sopro”, “uma bruma”.

Mesmo sem consciência, a quem defina a vida sem sequer mencionar o termo vida. Em ambientes eufórico, de desbunda profunda, para se referir ao conceito vida uns recorrem ao seu antónimo “quem morre é burro, caixão faz calor”. Tudo isso, para se referir que a vida é aquele momento de éxtase.

Depois de algumas cucamicinas, a vida é definida como “isso”, ou seja, “isso é que é vida, páh!” (Lombadas). Para manifestar que a vida é o momento de alegria. Uma definição redutora e excludente, porque tudo fora disto, não é vida.

Há quem prefira definir a vida como “o contrário da morte”.

Graciano (2026) citando um velho amigo definiu a vida como sendo “esse bocado”. Repito, “a vida é esse bocado”. Sim, os poucos momentos que nos proporcionamos estar com alguém, conversar, ouvir com atenção, desejar o bem a outrem. Esse bocado de convívio em que por instantes chegas a pensar que não adoencerás porque atingiste a imortalidade. A vida é esse bocado que não temos consciência do quão poucochinho é, e de tão curta que é ou do quão efémera é.
Enquanto se define a vida como sendo esse bocado, o braço e o antebraço devem fazer um ângulo de noventa graus, enquanto o indicador voltado para baixo circunscreve sinalizando o bocado que a vida é.

A vida é a liberdade limitada pela morte.

A vida é uma sequência de episódios positivos e negativos num determinado tempo.

Na realidade angolana, 10 horas é a hora marcada. Para dizer não o que é, mas o que foi feito com a vida! Nesta hora, o táxi já terá chegado e as conversas interrompidas.

E para ti, o que é a vida? (Responda em uma palavra).

Osvaldo Manoel Alberto

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A Filosofia deve apoiar todos os projetos de paz

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘A Filosofia deve apoiar todos os projetos de paz’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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Por mais estratégias, metodologias, técnicas e recursos que se utilizem, a educação-formação de novas gerações, sensibilizadas para modernas práticas de convivência pacífica, e para os valores do humanismo e da afetividade, é o caminho que se apresenta como o mais adequado, para se atingirem os objetivos da pacificação do Mundo, porque, de contrário, os problemas, os conflitos, as situações degradantes, jamais se resolverão.

A escola, logo nos primeiros anos de vida da pessoa, deverá ter um papel interventivo primordial, no sentido de formar a consciência destes novos cidadãos, que terão por missão suprema, e altruísta, a pacificação do mundo: «Diante deste quadro, a escola, especialmente do ensino fundamental e médio se apresenta como a instituição carregada e única capaz de dar um encaminhamento a este verdadeiro drama humano que a sociedade contemporânea vive, e que se manifesta através da proliferação da violência, do alcoolismo, do consumo de drogas, das doenças endémicas e atípicas, dos acidentes mutilantes e responsáveis por mortes prematuras e desnecessárias, do desemprego, da corrupção, fome, miséria e tantos outros males que, num crescimento desenfreado ameaça a própria estabilidade do estado, democrático ou autoritário.» (COLETA, 2005:19).

As gerações que, atualmente, ainda se encontram na sua fase de vida de crianças, devem ser, de imediato, preparadas para um futuro que, elas próprias, vão usufruir e, simultaneamente, todas as restantes pessoas, incluindo aquelas que já se aproximam do fim do seu percurso biológico normal. 

Na família, na Igreja, na escola, na empresa, na comunidade, na sociedade mais alargada, no país, enfim, em todos os locais e circunstâncias em que se encontre uma pessoa, deve-se intervir, porque cada dia que passa, neste pré-caos humano, poderá representar anos na recuperação das pessoas e do mundo. 

Impõe-se uma pedagogia para a paz, se possível já, para hoje, porque amanhã poderá ser demasiado tarde. Uma pedagogia para democratizar a política, os políticos, os educadores e a humanidade em geral. Uma pedagogia que ensine toda a pessoa, qualquer que seja o seu estatuto ou condição, como pode e deve participar nas soluções dos problemas: «Todos os homens ao longo da sua existência, terão de resolver problemas que lhes serão apresentados, semelhantes aos de ontem ou marcados pela mudança; (…). Isso leva a considerar as questões ligadas ao cuidado com a educação de todos e de cada um…» (BONBOIR, 1977:189)

Igualmente, uma filosofia para analisar, reflexivamente, a situação em que o mundo se encontra, que aponte caminhos possíveis para rumos compatíveis com a dignidade humana. As disciplinas da área das ciências sociais e humanas, têm um grande contributo a dar para a pacificação da humanidade, a Filosofia não pode ser excluída deste projeto, aliás, sem ela e seus ramos específicos, muito dificilmente se atingirão resultados que atenuem o sofrimento em que a humanidade vive, neste primeiro quarto de século.

Uma parceria entre Ciência, Técnica, Filosofia, Pedagogia, Antropologia, Ética e Axiologia, enfim com as Ciências Sociais e Humanas, pode fazer parte da fórmula que conduza aos primeiros e bons resultados do processo de pacificação: «Sem dúvida, a filosofia tem uma importante tarefa epistemológica, mas ela não pode ser desenvolvida sem a referência a uma antropologia fundante bem como a uma axiologia geral. A questão do agir humano, tanto no plano ético, como no plano político, não pode ser posta de lado numa reflexão filosófica sistematizada. E o pedagógico, como contexto da existência humana, constitui a mediação articuladora do ético com o político.» (SEVERINO, 1997:242).

BIBLIOGRAFIA

BONBOIR, Anna, (Dir.). (1977). Uma Pedagogia para Amanhã. Trad. Frederico Pessoa de Barros. São Paulo: Cultrix.

SEVERINO, António Joaquin, (1999). A Filosofia Contemporânea do Brasil. Petropolis RJ: Vozes. Venade/Caminha, Portugal, 2015

BENEVIDES, 1991 e AVRITZER, 1994 apud MIOTTO, 2006:65).

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Ciência, Técnica e Filosofia, um trinómio inseparável

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘Ciência, Técnica e Filosofia, um trinómio inseparável’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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Há quem defenda que: «A Filosofia estuda-se como outra matéria qualquer, com algum esforço, algum prazer, alguma disciplina. A organização do estudo é fundamental para que os conhecimentos não apareçam dispersos, desligados uns dos outros e, sobretudo, de nós próprios. Só uma boa organização do estudo permite uma boa compreensão e assimilação do que pretendemos. (…) A Filosofia não tem o monopólio destas ou daquelas ideias, embora exista um modo filosófico de as expressar. » (TAVARES & FERRO, 1983:25).

Temos visto, quão complexa é a Filosofia, face a outras áreas disciplinares, nomeadamente, se compararmos com as ciências exatas. De facto, a “máquina humana” é, ainda hoje, um labirinto de incógnitas, pese, embora, o esforço das várias ciências humanas, cada uma com o (s) seu (s) objeto (s) de estudo, metodologias e estratégias, mas, à Filosofia, contudo, não é fácil determinar tal objeto, pelas seguintes causas:

«a) O seu objecto especial nas actividades humanas, entre as que são resultado tanto da arte como das da ciência, ou se se prefere, entre as artes e as ciências; b) A sua própria evolução histórica que a levou, e ainda continua a levar, algumas vezes a procurar a sua definição eliminando quanto não é ela, evolução que provoca periodicamente uma crise (real ou artificial, segundo o mal do tempo) da sua consciência autónoma; c) Uma discussão que já vem de longo tempo entre os filósofos no seu conjunto, e os especialistas das regras da acção humana, quer estes sejam filósofos ou não, mas em nome da moral (religiosa ou não) da política, ou de qualquer Teoria do Comportamento.» (LEGRAND, 1983:176).

Por tudo o que fica analisado, não será difícil aceitar que o filósofo, ao contrário de outros intervenientes no processo humano, tem, e terá sempre, o seu trabalho dificultado e inacabado. Tradicionalmente, aliamos à noção de ciência, o conceito de conhecimento e, nesta perspectiva, analisamos, também, as diversas maneiras de compreender o mundo destacando-se aqui os níveis clássicos: conhecimento espontâneo ou senso comum, e o conhecimento científico, entendendo-se que este é uma vitória recente da humanidade, tendo surgido no século XVII, com as Revoluções “Copernicana” e “Galeliana”. 

Se é certo que: no pensamento grego, a Filosofia e a ciência integravam uma única árvore do saber; igualmente é verdade que já na idade Moderna, a separação também se consumaria, buscando cada uma delas – Filosofia e Ciência – o seu percurso concreto, o seu método, o seu objeto, aliás, a ciência moderna surge ao determinar um objetivo específico de investigação, e ao adotar um método, através do qual se controlará o conhecimento. 

O recurso a métodos rigorosos, possibilita que a ciência atinja um tipo de conhecimento sistemático, metodológico, preciso, objetivo e reversível, pelo qual se descobrem relações universais e necessárias entre os fenómenos, permitindo prever acontecimentos, e atuar da forma mais eficaz.

Ciência, Técnica e Filosofia, constituem, portanto, um trinómio que deve ser inseparável, não se devendo tentar sobrevalorizar um, em detrimento dos outros, porque eles constituem, apenas, uma parte dos conhecimentos e práticas que caracterizam a Humanidade, sendo certo que: enquanto assim não se proceder, o mundo não terá paz; as desigualdades entre as pessoas aumentarão; até ao dia em que uma esmagadora maioria de excluídos, se revoltará e tomará conta dos destinos de todos. 

BIBLIOGRAFIA

LEGRAND, Gerard (Dir.), (1983). Dicionário de Filosofia, Tradução, Armando J. Rodrigues e João Gama, Lisboa: Edições 70.

TAVARES, Manuel & FERRO, Mário, (1983). Guia do Estudante de Filosofia. 4a Ed. Lisboa: Editorial Presença.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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A Guerra da Atenção Discursiva

José Pessoni Filho: a linguagem como ponte entre filosofia, fé e neurociência

A guerra da atenção discursiva.
A guerra da atenção discursiva

O escritor José Pessoni Filho tem se destacado por sua forma singular de unir saberes e provocar reflexões profundas sobre algo que está em todos os aspectos da vida: a linguagem.

Doutorando e mestre em Linguística, além de diretor e professor de inglês na Bemore Languages School, Pessoni alia sua vivência acadêmica e educacional a uma escrita que convida o leitor a pensar e a sentir o poder das palavras.

Movido por suas investigações sobre os estudos linguísticos, o autor acredita que compreender a filosofia da linguagem é essencial para a sociedade contemporânea.


“A linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas uma força que molda pensamentos, crenças e relações humanas”

José Pessoni Filho


José Pessoni Filho
José Pessoni Filho

Seu primeiro livro, Crentes e Descrentes, mergulha nas conexões entre filosofia da linguagem e discurso religioso, revelando como as palavras constroem pontes ou muros entre diferentes formas de fé.

A obra traz uma reflexão delicada e instigante sobre o papel do discurso na formação das crenças e na convivência entre visões de mundo distintas.

Já em seu segundo livro, A Guerra da Atenção Discursiva, José Pessoni Filho vai além.

Neste ensaio provocador, ele entrelaça filosofia da linguagem e neurociência, mostrando que atenção é disputa e linguagem é combate.

Inspirado por pensadores como Bakhtin e Damásio, o autor conduz o leitor a um território fascinante, onde discurso, emoção e identidade se cruzam numa verdadeira arena de sentidos.

Mais do que uma obra teórica, o livro investiga os embates cotidianos entre vozes, estímulos e significados do campo educacional à ética discursiva, das emoções ao pensamento explorando os limites e as potências da comunicação humana.

Com clareza e elegância, José Pessoni Filho entrega ao público uma escrita viva, que dialoga com o presente e nos faz repensar o modo como falamos, ouvimos e construímos o mundo.

Uma leitura imperdível para quem deseja compreender a linguagem e não apenas usá-la.

REDE SOCIAL DO AUTOR

A Guerra da Atenção Discursiva
Reflexões filosóficas ancoradas na filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin e na neurociência de António Damásio

SINOPSE

Atenção é disputa.

Linguagem é combate.

Neste ensaio provocador, linguagem e neurociência se entrelaçam para revelar a arena invisível onde se travam as batalhas mais sutis da atualidade: a guerra pela atenção.

Inspirado por Bakhtin e Damásio, o texto expõe como o discurso molda realidades, afeta emoções e define identidades.

Mais que teoria, este livro investiga os embates cotidianos entre vozes, sentidos e estímulos.

Do campo educacional à ética discursiva, das emoções ao pensamento, explora os limites e as potências da comunicação humana.

Uma leitura para quem busca compreender e não apenas usar a linguagem.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DO AUTORES

Capa do livro Crentes e descrentes de José Pessoni Filho.
Crentes e descrentes

A guerra da atenção discursiva.
A guerra da atenção discursiva

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




A maçã podre e a ética dos filósofos 

Virgínia Assunção: ‘A maçã podre e a ética dos filósofos’ 

Virgínia Assunção
Virgínia Assunção
Imagem criada por IA do Bing – 12 de junho de 2025,
às 13:25 PM

No cesto de frutas bem cuidadas, repousava uma maçã. Vermelha, reluzente, uma escultura da natureza. À primeira vista, era a mais bela. Mas bastava uma aproximação mais atenta para que se notasse: havia uma pequena mancha escura em sua lateral. Insignificante, diriam alguns. Mas o tempo, implacável como os argumentos de Sócrates, revelou o contrário. A mancha cresceu. A doçura azedou. E, pouco a pouco, o mofo foi se espalhando pelas vizinhas, contaminando o que antes era saudável.

     O velho ditado popular — “uma maçã podre estraga o cesto” — parece simples, quase ingênuo. Mas carrega em si o peso de séculos de reflexão filosófica sobre a natureza do bem, do mal e da convivência ética; sempre ouvi da minha avó essa frase antes mesmo de conhecer os filósofos. Uma filósofa formada pela vida e as observações feitas na sua simplicidade cotidiana.

     Platão talvez enxergasse na maçã podre uma alegoria da alma desvirtuada, afastada do mundo das ideias, corrompida pelos sentidos e pela ilusão. Para ele, a ética nascia da busca pela harmonia interior e pela justiça, tanto na alma quanto na cidade. Uma alma podre, como uma fruta em decomposição, perderia sua forma ideal. E uma sociedade que a acolhe sem vigilância arrisca corromper-se por inteiro.

     Aristóteles, mais pragmático, proporia que a maçã podre não cumpria sua função de telos — sua finalidade natural. Ele veria na podridão o afastamento da virtude, e argumentaria que, assim como no caráter humano, o vício se alastra se não houver equilíbrio e vigilância constante. A ética, afinal, é um hábito: assim como a podridão, o bem também pode ser cultivado.

     Séculos depois, Immanuel Kant olharia a maçã com desconfiança, perguntando: “E se essa maçã pudesse escolher? Ela se deixaria apodrecer ou resistiria à decomposição por dever moral”. Para Kant, o agir ético não depende das consequências (o cesto todo apodrecer ou não), mas da intenção reta. Ser ético é resistir à corrupção mesmo que ninguém esteja olhando — mesmo que sejamos a única maçã ainda firme no cesto.

     Nietzsche, rebelde, talvez risse. Chamaria as maçãs saudáveis de medíocres e a podre de autêntica, de alguém que ousou apodrecer por si mesma, sem seguir o rebanho. Mas mesmo em sua crítica, está implícito um questionamento ético: o que é podre? O que é saudável? Quem determina o que é bom para o cesto?

     Vivemos cercados de maçã: no trabalho, na política, nas relações. Algumas reluzem, mas escondem feridas internas. Outras exalam um odor estranho, mas talvez tenham apenas enfrentado uma chuva inesperada. A grande questão não é a existência da maçã podre, porque sempre haverá desvios, falhas, contradições humanas, mas o que fazemos diante dela. Fingimos que não vemos? Isolamos? Tentamos curar?

     A ética, em última instância, não é sobre frutas, mas sobre pessoas e escolhas. E talvez a maior lição dos filósofos seja esta: o cesto somos todos nós. E cada decisão, cada ato, cada silêncio, apodrece ou preserva.

Virgínia Assunção

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Crentes e descrentes

Resenha do livro ‘Crentes e descrentes à luz das relações dialógicas’, de José Pessoni Filho, pela Editora Uiclap

Capa do livro Crentes e descrentes de José Pessoni Filho.
Crentes e descrentes…

RESENHA

Inspirado por um debate entre um filósofo renomado e um ateísta, que discutiram as visões contrastantes sobre crentes e descrentes, o autor desenvolveu um trabalho acadêmico que explora as complexas dinâmicas das relações dialógicas, tendo como base a teoria bakhtiniana e os aplica a um contexto contemporâneo, mostrando a continuidade e a pertinência da teoria no cenário atual de debates filosóficos e sociais.

Com uma análise bem fundamentada e rica em referências, o trabalho é altamente recomendado para pesquisa acadêmica, oferecendo contribuições significativas para o campo da Filosofia, da Linguística e das ciências sociais.

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Neste livro, o autor – professor e pesquisador – busca, nas Letras, um sentido para as palavras trazidas de discursos e as inclui no meio social, em busca da discussão acerca do discurso religioso em um debate no Dia Internacional da Religião.

Sob o manto dos conceitos bakhtinianos de gênero do discurso e dialogismo, convida o leitor a fazer importantes reflexões acerca da relação do homem para com Deus e vislumbrar as diversas vozes que emanam dos agentes do debate em questão, ao mesmo tempo em que, didaticamente, traz
conceitos profundos dos vieses bakhtinianos aos leitores amantes da teoria do filósofo.

Analisar argumentações e relacionar vozes dos discursos são tarefas às quais os filósofos e linguistas têm se dedicado há séculos, fato que levou a Linguística como uma das ciências mais sedutoras do nosso século.

É nesse cenário que a obra de José Pessoni Filho não deixa de ser um discurso dessa natureza, já que traz à baila objetos de reflexões de pensamentos por ele aqui analisados.

O autor trata do discurso religioso, com o fito de confirmar ou não a existência de Deus, em um debate entre os que creem e não creem na existência divina.

No sentido discursivo, o autor é seguidor daquelas tradições mais caras aos amantes da Linguística.

SOBRE O LIVRO

Com uma profunda apreciação pela literatura e pelos textos sagrados, o autor em questão expressa um prazer genuíno em se dedicar à leitura das escrituras religiosas, um interesse que reflete sua busca constante por conhecimento e reflexão.

Além disso, ele nutre uma grande admiração pelo renomado filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, cuja obra tem influenciado positivamente sua visão de mundo e seu entendimento sobre a educação e a vida em sociedade.

Ao longo de sua trajetória, o autor participou ativamente de diversos eventos literários, nos quais teve a oportunidade de compartilhar suas experiências, trocar ideias com outros escritores e ampliar seu horizonte cultural.

Essas vivências têm contribuído para o seu amadurecimento como escritor e para o desenvolvimento de suas obras.

Atualmente, ele está dedicado à escrita de seu segundo livro, um projeto que promete surpreender seus leitores.

SOBRE O AUTOR

José Pessoni Filho
José Pessoni Filho

José Pessoni Filho, um profissional dedicado e apaixonado pela educação, está com 45 anos e possui uma carreira impressionante.

Formado em Pedagogia e Letras com ênfase em inglês, ele também conquistou um Mestrado em Linguística, área pela qual desenvolveu um grande interesse ao longo dos anos.

Além disso, Pessoni possui um certificado internacional em Linguística, adquirido pela Stafford House, em Londres, um marco importante em sua formação acadêmica e profissional.

Com uma vasta experiência como educador, José é professor de inglês e exerce sua paixão pelo ensino de idiomas de forma prática e inovadora.

Ele é o proprietário da Bemore Languages School, uma escola de idiomas que se destaca pelo seu compromisso com a excelência no ensino.

Atualmente, Pessoni também está em fase de doutorado em Linguística, um passo importante em sua jornada acadêmica, que visa aprofundar ainda mais seus conhecimentos na área e expandir sua contribuição para o campo da educação.

Sua dedicação à pesquisa e ao ensino demonstra seu compromisso em oferecer aos seus alunos uma formação de qualidade, além de sua contribuição para o desenvolvimento de estudos linguísticos no Brasil.

OBRA DO AUTOR

Livro Crerentes e Decrentes à luz das realções dialógicas
Crentes e descrentes…

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Realizo, logo sou!

Resenha do livro ‘Realizo, logo sou!’, de Mino de Oliveira

Capa do livro 'Realizo , logo sou!', de Mino de Oliveira
Capa do livro ‘Realizo, logo sou!’, de Mino de Oliveira

RESENHA

Realizo, logo sou! é um livro que tem o propósito de lhe fazer refletir sobre sua missão nesta vida.

E em suas explanações filosóficas, Mino faz uma pergunta importante: “Você é realizado fazendo o que faz e vivendo como vive?

Uma obra feita para todos, para que entendam os caminhos para chegar à realização.

Instigante!

Muito interessante.

Eu recomendo!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Quem é você que está preso neste escafandro de carne e osso, sobrevivendo neste planeta de expiação onde a lei é clara!!!

Você só entra aqui via útero e pelado e sai daqui com a morte e não leva nada.

Você está aqui, mas não é daqui, logo…

Fica explícito que, ao ganhar este presente que é a “VIDA”, você assumiu o compromisso de uma Missão ou Realização.

Como você não come merda e nem rasga dinheiro, duvido que você entraria nesta perigosa aventura da vida só para correr atrás de Sexo, Tempo &Dinheiro.

Realizo, logo sou! expõe de maneira visceral a acidez da nossa rotina diária e nossos “pecados” universais.

Você está trabalhando ou Realizando?

O que você faz hoje (…) tem Relevância?

98% da população do nosso planeta trabalha fazendo o que não gosta para sobreviver.

Todos carregando a Síndrome de Vazio Interior (sensação de que falta algo relevante).

Ler Realizo, logo sou! é obrigatório para você entender de onde você veio, onde você está, quem é você e para onde você vai.

Realizo, Logo Sou é luz no fim do túnel do leitor.

SOBRE A OBRA

Todas as vivências adquiridas até seus 50 anos, levou Mino de Oliveira a escrever “Realizo, Logo Sou”.

Realizo, Logo Sou (Além de Sexo, Tempo & Dinheiro) é o primeiro livro do autor.

A obra fala sobre a insatisfação humana existencial onde 98% da população mundial trabalha fazendo o que não gosta para sobreviver.

Essa insatisfação, Mino chama de vazio interior (a falta de algo relevante) e no ponto de vista de Mino, infelizmente, esse vazio existencial leva as pessoas tentar preenchê-lo com consumismo…

O segundo livro do autor já está em processo de escrita, tendo o nome de “Sem Noção” (em um planeta de expiação).

SOBRE O AUTOR

Mino de Oliveira, 69 anos, é um nome de destaque no cenário cultural brasileiro.

Filósofo, ambientalista, produtor cultural, diretor de curtas-metragens e escritor, ele possui uma trajetória marcada por prêmios e realizações que abrangem diversas áreas do entretenimento e da cultura.

Imagem de Mino de Oliveira
Mino de Oliveira

Como presidente da “Associação SOS Água e Vida”, Mino alia seu amor pelas artes à causa ambiental, promovendo ações em defesa da vida e dos recursos naturais.

Autor do livro Realizo, Logo Sou, que mistura filosofia, humor e psicologia aplicada, Mino explora com profundidade questões existenciais e sociais.

Em 2009, lançou o curta-metragem “Sexo, Tempo e Dinheiro”, uma obra de 10 minutos em parceria com a TV Cultura, que se destacou pelo olhar crítico e provocativo.

Sua carreira é recheada de prêmios. Em 1982, recebeu o Prêmio Estímulo da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo pelo curta-metragem “Momentos Decisivos da Inconfidência Mineira”, filmado em 35 mm.

No teatro, conquistou o Prêmio APETESP com a produção do espetáculo infantil “Draculinha – Vida Acidentada de um Vampirinho”.

Outro reconhecimento importante foi o Prêmio de Artes Plásticas da Secretaria de Estado da Cultura, em 1997, pela exposição fotográfica “Mazzaropi – Uma Câmera no Coração”.

Além disso, Mino foi empresário e produtor de alguns dos maiores humoristas do Brasil, consolidando-se como um nome relevante na promoção do humor e da arte no país.

Com mais de 30 anos de atuação no setor cultural (DRT Nº 4037), ele continua sendo uma referência tanto nas artes quanto na defesa do meio ambiente.

REDES SOCIAIS DO AUTOR

OBRA DO AUTOR

Capa do livro "Realizo,logo sou", de Mino Oliveira
Realizo, logo sou!

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