África do Sul

Loide Afonso: Poema ‘África do Sul’

Loid Portugal
Loid Portugal
Fotografia artística de uma mãe africana expressando profunda tristeza e choro. Ao fundo desfocado, silhuetas de jovens em um cenário de conflito sob um céu cinzento de tempestade.
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Estamos em guerra fria, quente, e demente,

o corpo fica dormente quando ouve e sente,

Seus filhos lutam, correm e gritam, saltam, dão a volta,

sem piedade matam- se uns aos outros, o que não era suposto

Mãe, eles deixaram de viver suas vidas porque perderam o gosto,

seus paladares ficaram sem gosto, oh mãe

Nossa querida mãe África, é pra isto que nos pariste?

Loide Portugal

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A guerra

Laskiaf Amortegui: Crônica ‘A guerra’

Laskiaf Amortegui
Laskiaf Amortegui
Broto de planta verde nascendo em solo rachado e destruído pela guerra, com silhuetas sombrias ao fundo e raios de sol dourados rompendo as nuvens escuras.
https://gemini.google.com/app/fb240463216276e0?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

​“É um tumor a ser extirpado.”

​A guerra é culpada ou inocente?

Quem provoca a guerra?

​Dizem que a maldade nasce em um ato de amor ou paixão.

Ela nasce, sorri e se amamenta com leite; depois engatinha, aprende a caminhar e, quando cresce, saca o que há de pior em seu coração, psique ou mente.

São os ambiciosos, aqueles que perderam o sentido de humanidade e compaixão.

​Muitos inocentes são treinados para a guerra e, para os seus sedutores, não importa gerar a dor e o choro de suas mães ao nascer e muito menos ao morrer.

Não lhes dói mandar os mais desvalidos a derramar seu sangue, enquanto eles contam o dinheiro em seus cofres.
​A guerra destrói, danifica e contamina.

Às vezes, os desalmados abusam de crianças em nome da guerra, mas são suas baixezas internas escudando-se nela…

​A guerra empobrece a terra, os estados e o universo.

Até quando tomaremos consciência? O que mais devemos esperar!

Acaso devemos aguardar que os deuses venham e acabem conosco?

Será que nos é grande demais, como espécie, respeitar e viver em paz?

Laskiaf Amortegui

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Fasting hearths

Reema Hamza: Poem ‘Fasting hearths’

Reema Hamza
Reema Hamza
Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/e6e3346064c6f579?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

O Truth—
why have you wed yourself
to waiting?
Shall I reclaim my face
from the charred mirrors?
or from the dying crescents that scattered behind their ruins ?
How many treacherous stars
hide in your veil?
Only after groans and dust,
as I chased your sleeping shadow
through mazes softened by surrender,
did I know—
you arrived last,
from a dusk steeped in blood.
The survivors of war whispered:
You are the soot of days,
stuck to the ends of our severed fingers.
How many cities
lulled their bells
into the thirst of silence,
birthing in secrecy
within eyes emptied by loss—
as night slumbers
on hands wrapped in the mute of tomorrow?
How many cities,
carrying firewood in the virility of flame,
are born aloud
in stories already devoured,
And our names—
lost footsteps
treading the cunning path of fear.
The soil in our dreams.
Above them, the light flickered and died.
The eyes of our children sprouted blame—
their voices pale
at the feast of elegy.
And even the dawn
came brief.
When will I gather my trembling self
from the arteries of time—
a body of fire and kindling,
of what famine years have ravaged?
When will the wheat awaken,
so I may inscribe my birth?
My name is your heart—
and your heart,
the most spacious of names.

Reema Hamza

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Exploração

Loide Afonso: Poema ‘Exploração’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69d3c4c4-e608-83e9-8477-1fbb3b8a011d

Vulcão tremendo
Como pingos de chuva

Carros e pessoas
Andando
Cheios de tremuras
Mas tu queres que eu vá?

A beleza da luz
Apaga a fome
Aparente da luz

Tudo parece torto em África
Mas não é
Não acredites em tudo
Não
Nem tudo é como ouves

Tem guerra
Mas a paz reina
Não se compara
Com os outros

É mulher que dá tudo
Pra ver seu Homem
Bem, e no final
Se arrepende

Alimenta os outros e fica com resto
Oh! África
Até quando?

Quando vais te revoltar?
Chorar?

Loid Portugal

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The dance of the naked

Abdulla Issa: Poem ‘The dance of the naked’

Abdulla Issa
Abdulla Issa
Imagem gerada por IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69b46e8e-c52c-83e9-9f4e-2c5e71b01568

Naked , he wears a necktie
To hide his nakedness with the skins of the victims,
Preparing his speech
For the rites of his own funeral.
Afflicted with ruins and despair,
Beneath David’s sling,
I never began a war
So that it might end.

For two centuries
I have shored up a land
Promised to me alone
With a ram’s twin horns.
Brought to me as a ransom by the heaven’s folks
I shall no longer be a god to any soldier,
To see myself wandering the corridors of a miracle
That never comes.
No prophet will find peace
Planting myrtle in the shade of my grave;

No victor, fattened on my hatred-
Not even by a fingertip-
Will dare to stare into the eyes of the wretched,
the maimed,
Or those stripped of hope,
Of any hope at all, in life
Nor those useless who hate me.
Who guide my people to the brink of disaster.
Nothing resembles me but my kingdom
A woman with her dog
Fled twenty years ago from Crimea,
And settled in Hebron, cried it out-
Bring back to me the body of my son,
Tormented in the war of Ukraine,
And the life of my grandson,
Held hostage in the depths of Gaza’s tunnels!
You- who have driven my people
With the whips of sins.
Someone casts his voice into the space between them-
There is no place where we can feel safe
For our tomorrow except through our journeys,
No refuge sufficient to bury us in,
No riddles that could, after your death,
Be turned into miracles
Of your dwelling among the lives of the ancients.
And a child, who saw what he saw
In the corridors of Al- Shifa Hospital,
Cries out:
Look at him!
He is the one-
Naked,
Driven by the deeds of his hands
Those who stoned the prophets, naked.

Abdulla Issa

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Clamor deste povo na guerra

Nilton da Rocha: Poema ‘Clamor deste povo na guerra’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Imagem criada por Ia do Bing - 18 de junho de 2025, às 17:49 PM
Imagem criada por Ia do Bing – 18 de junho de 2025,
às 17:49 PM

Eu clamo ao Sol que não quer nascer,
Procuro a chuva, o mar, a flor,
Promessas feitas que vi morrer,
Resta ao mundo só dor e clamor,
Em silêncio se esvai o amor.

Vejo a Terra que sangra e chora,
Campos vazios, mares sem cor,
Toda a esperança que se foi embora,
O homem esquece o que tem valor,
E o céu se esconde do sonhador.

Cadê a paz que nos prometeram?
Cadê os frutos, o lar, o bem?
Só vejo os campos que se perderam,
E a dignidade que já não vem,
Tudo se apaga e não resta ninguém.

Quero os meninos nos rios, nas matas,
Vendo as estrelas, sentindo o ar,
Brincando livres nas madrugadas,
Sem medo algum de se apaixonar,
Vivendo o mundo a se renovar.

Chega de guerra, morte e mentira,
Que a voz da Terra se faça ouvir,
Que o homem aprenda, que nunca fira,
Que ao diabo não possa resistir,
E a paz renasça a nos redimir.

Nilton da Rocha
(18/06/25)

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Lysians

Uma estrela prestes a colapsar. Uma civilização à beira da extinção. Um plano audacioso para sobreviver

Capa de Lysians, de Tiago Snasc
Lysians

RESENHA

Em Lysians, uma galáxia distante enfrenta uma crise iminente: a estrela Lyys, fonte de toda a vida, está prestes a colapsar. No caos que se instala, as Três Mães convocam o conselho para decidir o destino de seu povo.

A partir desse ponto, a trama se desenrola de maneira surpreendente e cheia de reviravoltas. A história explora temas como coragem, aceitação e dilemas éticos, mergulhando o leitor em um universo de ficção científica rica em detalhes que deixam sem fôlego.

Uma narrativa emocionante que deixa todos ansiosos pela continuação. Lysians – Parte 1 é uma leitura imperdível. Recomendo com entusiasmo!

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

SINOPSE

Uma estrela prestes a colapsar. Uma civilização à beira da extinção. Um plano audacioso para sobreviver.

A estrela Lys está passando por instabilidades catastróficas que destruirão toda a civilização Lysiana.

As três mães Lysimaes — Miureiin, Luen’Di e Niira’Da — se reúnem com seus Mentats e conselheiros para lidar com essa crise.

Como resultado, uma missão é lançada: enviar sete naves para explorar planetas em busca de novos mundos habitáveis, garantindo assim a sobrevivência de seu povo.

Em uma batalha climática, as frotas Lysianas enfrentam os Nafiranos, inimigo ressurgido, enquanto simultaneamente enviam naves para os novos mundos descobertos.

À medida que a mobilização do império se intensifica, Niira’Da, a formidável Lysimae de No’Moi, embarca em uma jornada através do reino sombrio de Lysdur. Armada com o Cajado da Coragem, ela enfrenta uma série de desafios mortais, testando os limites de sua resistência física e sua liderança.

Enquanto isso, E’Ruj, um jovem Mentat brilhante, faz uma descoberta chocante sobre a verdadeira natureza da crise estelar, ao mesmo tempo em que lida com uma crise de consciência sobre seu papel nessa tragédia.

Em uma linha narrativa paralela na Terra, Tony e Anna celebram com alegria o nascimento de sua filha, Azuir.

No entanto, sua comemoração foi interrompida pelo Império Lysiano, que demonstra um interesse inquietante na criança.

Quando mundos colidem, o caos é apenas o começo.

SOBRE O AUTOR E SUA OBRA

Tiago Snasc, 34 anos, natural de Manaus, viveu sua infância e juventude imerso na imensidão da floresta amazônica.

Tiago Snasc
Tiago Snasc

O Rio Amazonas era seu quintal, e por lá, ele mergulhou, nadou e se aventurou até os 28 anos, quando decidiu seguir novos rumos profissionais.

Em 2019, mudou-se para São Paulo em busca de crescimento na carreira.

Com bacharelado em Administração de Empresas e MBA em Gerenciamento de Projetos pela UNIP, acumulou vasta experiência no campo das finanças digitais e tecnologia SAAS.

Em 2024, Tiago tomou uma decisão crucial: buscar uma carreira internacional. Abandonou tudo o que tinha e se mudou para a Irlanda, visando aperfeiçoar seu inglês e expandir seus horizontes profissionais. No entanto, foi outro sonho que, de fato, tornou-se realidade: o lançamento de seu primeiro livro.

A obra, intitulada LYSIANS, começou a ser escrita em 2018 quando Tiago, sem experiência como escritor, decidiu registrar em um arquivo de Word os sonhos recorrentes que o atormentavam.

Obcecado por eles, queria saber como se desenrolariam, qual o significado e quem eram aquelas pessoas. Durante anos, ele reescreveu a história inúmeras vezes, buscando nos sonhos inspiração e criatividade.

Em 2020, um golpe quase fatal para o projeto: perdeu o primeiro manuscrito, com cerca de 300 páginas, além de um notebook antigo.

O desânimo foi grande, mas durante a pandemia, encontrou tempo e espaço na solidão do isolamento para continuar a escrita. Foi nesse período de incertezas e tempo livre que sua mente inquieta, alimentada pelos sonhos, o impulsionou a criar os próximos capítulos da história.

Inicialmente, Tiago não tinha a intenção de publicar um livro. Estava apenas registrando suas ideias malucas. Mas, ao compartilhar seus escritos com amigos, recebeu o incentivo necessário para seguir em frente.

A mudança para a Irlanda, que parecia ser um passo para a carreira profissional, se transformou também em um catalisador criativo, oferecendo-lhe o tempo e a inspiração necessários para concluir a primeira parte de LYSIANS.

Sua paixão por mundos complexos e sociedades em constante evolução transparece na obra. LYSIANS explora os limites de uma civilização avançada, levando a reflexão sobre os dilemas que surgem quando o progresso cobra seu preço.

Tiago, que ama um estilo descritivo e narrativo, com ênfase no world-building e em personagens profundos, busca criar universos onde coragem, bravura, honra, amizade e batalhas são mais do que temas – são os pilares fundamentais de sua narrativa.

A trama principal gira em torno de uma civilização à beira da extinção, com uma estrela prestes a colapsar. Sete naves partem em busca de novos mundos habitáveis, e uma delas tem a missão de preparar a humanidade para a chegada dos Lysianos.

Entre os protagonistas, destacam-se Niira’Da, E’Ruj, Li’Raos e Tony, um Lysiano disfarçado na Terra, cujas histórias se entrelaçam em uma jornada de dilemas éticos, sacrifícios profundos e momentos de esperança e amizade.

A pergunta que permeia a história de LYSIANS é profunda e inquietante: em que momento o progresso de uma sociedade se torna uma bênção, e quando ele se transforma em uma maldição?

Tiago escreve com a convicção de que histórias não apenas entretêm, mas transformam, transportando os leitores para mundos antes inimagináveis. Para ele, o propósito como escritor será cumprido se suas palavras conseguirem, mesmo que por momentos, levar alguém para outro universo.

Em LYSIANS, o autor explora a evolução tecnológica, cultural e espiritual de uma raça humanoide até seu declínio, influenciando o início da ascensão (ou não) da nossa própria civilização.

O livro é uma trama densa e profunda, repleta de camadas de tempo e espaço que desafiam a mente e o coração, prometendo uma narrativa vibrante e repleta de mitologia, ação e reflexões significativas.

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Lysians
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Resenhas da colunista Lee Oliveira