Onde os lírios sonham
Uma sinfonia de misticismo e sensibilidade: Adriana Rodríguez abre os portais da alma em versos que transformam o silêncio da natureza em pura magia literária


Na floresta adormecida
onde a água murmura,
e as rochas sonham,
guardo meus passos
com tinta e com noite
sob a luz da lua.
Uma fada me olha,
empresta-me seu riso,
e, travessa, dança
sob o vento azul
que caminha descalço.
O riacho me escreve poemas que começam
com o aroma do silêncio
e a verdade da rosa.
Caminhando, passa.
Não levo pressa, levo asas,
por dentro, histórias bordadas
em vermelho e em azul-céu.
Cada amanhecer
é um pequeno portal,
onde desperto…
e ainda continuo sonhando
onde os livros sonham.