A Academia de Letras de São Pedro da Aldeia tem a honra de convidar os expoentes da literatura, das artes e do conhecimento a integrarem a edição de 2026 do Grão Catálogo Acadêmico Digital.
Estar presente nesta obra editorial de prestígio representa um marco definitivo na trajetória de qualquer artista ou acadêmico. Integrar o catálogo não apenas chancela a relevância de sua produção intelectual e artística, mas consolida e enriquece expressivamente o seu currículo. Além disso, todos os participantes confirmados serão laureados com o Título de Grão Acadêmico 2026, uma honraria institucional assinada por 10 autoridades internacionais, que ratifica o seu mérito e sua contribuição à cultura.
Alcance Global e Parcerias Estratégicas
Nesta edição, a ALSPA amplia suas fronteiras ao estabelecer parcerias estratégicas com importantes academias e instituições culturais em Portugal, Itália, Uruguai, Paraguai, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiana Francesa. Através desta rede de cooperação internacional, o catálogo será amplamente difundido nesses países, garantindo que sua obra e sua titulação alcancem curadores, leitores e academias de além-mar.
Formato Pensado para o Seu Portfólio
Projetado para aliar elegância e funcionalidade, o catálogo será produzido no formato A4 (retrato). Essa modelagem gráfica foi concebida especialmente para facilitar a inclusão direta da publicação e do comprovante de titulação em portfólios artísticos digitais e impressos, servindo como uma peça de apresentação impecável para editais, exposições e acervos.
Acesso Universal e Download Gratuito
A obra ficará permanentemente disponível para consulta e download online tanto nos canais oficiais da ALSPA quanto nos portais de todas as academias estrangeiras parceiras, assegurando visibilidade contínua e sem barreiras geográficas.
Como Participar
Para garantir a democratização do acesso e incentivar a difusão cultural, a participação no catálogo e a concessão da honraria contam com uma taxa simbólica
Não era de briga, ainda mais depois da última surra que levou quando ainda estava nos primeiros anos na escola. Se aquilo fazia parte do mundo masculino, ele preferiu seguir pelo caminho da literatura e, desde então, embrenhou-se entre páginas amareladas dos livros da estante do avô.
Começou por volumes da Coleção Vaga-Lume, quando se apaixonou pelas obras do escritor Marcos Rey: O mistério do cinco estrelas, O rapto do garoto de ouro e Um cadáver ouve rádio. Que mundo era aquele? Não teve dúvida e arriscou-se a abrir o coração para o avô.
— Quero ser escritor.
— Hum! Já falou isso pros seus pais?
— Papai talvez não diga nada, mas mamãe vai me matar.
— Por quê?
— Porque quer me ver advogado ou médico.
— Não.
— Não?
— Não perguntei isso. Por que quer ser escritor?
Edmundo Donato pensou, pensou, pensou…
— Não posso?
— É óbvio que pode.
— Então?
— Então, o quê, Edmundo?
— Então, quero ser escritor.
Os anos seguintes foram de muitas descobertas. Edmundo passou por vários autores. Apaixonou-se por alguns, mas invejava apenas um: Afonso Henriques de Lima Barreto. Tanto é que enfrentou a mãe diante do pai mudo.
— Mamãe, quero ser jornalista.
— Jornalista, Edmundo? Quer morrer de fome?
— De fome não morro, mamãe.
— E você acha que vai ter a mim e seu pai durante toda a vida.
— Não, mamãe.
— E por que é então que você diz com tanta certeza que não vai morrer de fome, meu filho?
— Antes morro de desgosto entre processos e agulhas, mamãe.
Edmundo virou jornalista. Não chegou a morrer de fome, mas longe de degustar caviar. Suficiente para ter uma vida pouco acima do modesto, o que, aos seus olhos, era mais do que satisfatório. No entanto, faltava-lhe algo.
Durante uma conversa com um colega de redação, no Bar do Bosco, na 709 Norte, em Brasília, Edmundo levantou a questão que o frustrava.
— Sabe, Bartô, quero ser escritor.
— Nem sabia que você escrevia, Edmundo.
— Um pouco.
— E do nada você quer virar escritor?
— Não é do nada. Virei jornalista por causa do Lima Barreto.
— Pois eu virei por causa do José Seabra.
— Excelente referência. Mas eu queria ser que nem o Lima.
“Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime.” Mais do que um aluno, um amigo querido, gentil e amoroso. Nunca permita que a dor do passado te subestime.
Aos olhos de Deus, és vaso valioso. Mesmo quando não consegues perceber. Feito por suas mãos, és único e precioso. Há muito em sua história que ainda há de florescer.
As marcas no vaso não apagam seu valor, Nem tudo que se quebra precisa terminar. Há cicatrizes que se transformam em amor, Quando Deus usa nossa história para alguém alcançar.
Mesmo marcado, o vaso atravessou a dor, Pois há propósito nas marcas que o tempo deixou. Cada cicatriz pode transformar-se em louvor, E revelar o cuidado de Quem nunca te abandonou.
O ontem não precisa definir quem você será, Aquilo que feriu também pode ensinar. Talvez ainda não percebas a importância que tua vida já tem, Nem quantos encontrarão esperança no caminho que você trilhar. Eu posso ver no horizonte a glória de Deus se manifestar. E, pela fé, declaro: você ficará bem.
Mude o referencial para sua dor ressignificar. E saberás que fizeste parte de algo importante. Do que um dia te prendeu, ainda irás testemunhar: “Aquele que começou a boa obra há de completá-la adiante.”
Mario Antonio Rosahttps://gemini.google.com/app/98bc5103ffd67756?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all.
“En Palestina, los árboles cuentan una historia de opresión.” (Paola Caridi – La morera de Jerusalén
Siempre es volver, escribir callado, rayando en los aguaceros, el pecho de luto y su vocal de agua, el hastío, y su mar en llagas.
Siempre es quedar herido abrir la roca encontrada de gritos la noche de niño más cerca de las lanzas el horno destruido sin comida nadie tiene nada los colonos trajeron a su dios y vomitaron echaron espigas regadas con fiebre se robaron la aurora y celebraron.
La línea de cadáveres, muerte contra muerte hasta la lejanía como una vieja casa, crujida en cruces que en realidad parecen sombras donde el mundo acaba a cada día y vuelve con la cara de otra nueva sangre.
Olvidé llorar, me he quedado recibiendo balas ropajes agrios, hambres de otros, Me he quedado con las madres heridas curtidas de llanto, arcos desmayados paso cerca de la tumba en el sicomoro del hombre que no pudo vivir, porque alguna vez fue palestino ante el sol y le arrebataron la sombra y el aire yo diría que hasta la muerte, uno se olvida de llorar, y se arrodilla en las buenas semillas que paren las arterias del cielo, y la morera, al menos un relato de vástagos la fortaleza de la noche en su sangrado de plata
la suimanga que riega el sonido de los horizontes y que ya, es mi eco para conocer la sed.
Siempre se vuelve, a pisar los escombros escritos por el abuso a olvidarse de las oraciones
¿Por qué lo que vino literariamente después del Boom no fue tan exitoso?
Alexander Anchia Vindas
‘¿Por qué lo que vino literariamente después del Boom no fue tan exitoso?’
Alexander Anchía VindasFonte da imagem: Pixabay.com
Introducción
El fenómeno literario conocido como “El Boom Latinoamericano” parte la historiografía de la literatura en dos partes cual si fuera la historia Antes o Después de Cristo para el mundo con una cosmovisión occidental.
No obstante, antes del “Boom” ya existía una identidad, ya existía un canon de obras, ya existía una cosmovisión latinoamericanista de la realidad. Tal consolidación se comenzó a gestar incluso desde antes de las Independencias con autores latinoamericanos inmersos en la Literatura Española tales como: Garcilaso de la Vega, Sor Juana Inés de la Cruz, Ruiz de Alarcón y Leopoldo Lugonés por citar algunos de ellos.
Seguidamente con el romanticismo latinoamericano, por ejemplo, la novela María de Jorge Issacs, luego el naturalismo y realismo con otras obras, hasta que se consolidó el Realismo Mágico base previa para el Boom Pero si fue durante el Boom el que le concedió un foco mediático a la literatura Latinoamericana.
¿Qué es el Boom?
El Boom Latinoamericano fue un fenómeno literario que surgió en la década de 1960 y se consolidó en los años 70 y se extendió en sus postrimerías hasta entrada la década del 2000 con sus últimos autores. Se caracterizó por la difusión internacional de la narrativa latinoamericana. Se trató de un movimiento editorial y cultural que permitió que escritores de la región alcanzaran reconocimiento mundial, transformando la percepción de la literatura en español.
El Boom se originó por varios factores:
La modernización editorial en Europa y América, que facilitó la publicación y traducción de obras.
El interés creciente en realidades políticas y sociales de América Latina, en un contexto de dictaduras, revoluciones y tensiones de la Guerra Fría.
La aparición de nuevas técnicas narrativas influenciadas por el modernismo europeo y el realismo mágico.
Los autores del Boom están plenamente identificados pero el Boom fue un fenómeno editorial, una brillante idea de editores en España que ayudaron a consolidar una literatura muy diversa e importante que se venía produciendo en el lado Oeste del Atlántico. Sin la labor de Carmen Balcells y editores como Carlos Barral, la narrativa latinoamericana difícilmente habría alcanzado la proyección mundial que logró en los años 60 y 70.
Surgió como respuesta y evolución del Boom, principalmente se dio a partir de los años 90s. y algunos de ellos permanecen hasta nuestros días. Estos movimientos se caracterizaron por diversificar las voces, simplificar las estructuras narrativas y abrir espacio a temas antes marginales. Los temas y motivaciones han variado.
Algunos de esos movimientos del Post boom son: Macondo, narrativa histórica, literatura de migraciones, sexualidad y marginalidad, experimental, narcotráfico y novela negra latinoamericana.
Autores hay muchos, pero por citar a algunos autores sobresalientes en diferentes épocas algunos con actualidad previa a la llegada del siglo XXI y otros que permanecen hasta nuestros días se puede citar a Roberto Bolaño, Cesar Ayra, Isabel Allende, Laura Esquivel Álvaro Mutis, Jorge Bucay, Fernando Vallejo, Mario Bellatin, Jorge Volpi, Daniel Sada, Cristina Rivera Garza y Juan Villoro.
No obstante, si en esencia la literatura latinoamericana continuaba con su intensidad de conflictos, su maestría a contar historias, su rigor literario y su vocación de mantener una narrativa-cosmovisión latinoamericanista ¿Por qué decayó su atención?
Evidentemente después del año 2000 al concatenarse también con el fallecimiento paulatino de las figuras del Boom, no es posible otorgar a una única razón la desaparición del foco mediático mundial sobre la literatura latinoamericana.
Particularmente el autor de esta pequeña reflexión se atreverá a señalar varias razones para esa desaparición del foco mediático sobre la literatura interamericana:
a) Fallecimiento de las figuras del Boom. Evidentemente si un movimiento se centró en algunos de esos autores, una de las razones es su desaparición paulatina. Los nuevos autores no han superado; o, no han logrado cautivar a los lectores lo suficiente, tal como lo hicieron los autores del Boom.
b) Los movimientos del Post boom han sido más localistas, menos coordinados en el tiempo y generaron menor uniformidad en cuanto a estilo y tramas. Los autores tendieron a aislarse, y esos movimientos no tuvieron homogeneidad en cuanto a sus orígenes, postulados literarios y fechas.
c) La tecnología modificó las formas de acercarse a la lectura. Evidentemente la incursión de leer libros en línea con formatos como e-pub, pdf. El uso de tables y la incursión del libro electrónicos o audio libros, generó en ciertas generaciones alejamiento de la lectura al no comprender el uso de esos dispositivos y tipos de archivos. En tanto tampoco para las generaciones de Y o Z, tales dispositivos no derivaron en un aumento masivo de la lectura
d) El ciudadano posmoderno es más “light” en cuanto a sus gustos y preferencias: Tal como lo esbozó Zygmunt Bauman en su libro de la modernidad líquida o posmodernidad. Como lo dijo luego Vargas Llosa en su ensayo de la Civilización del Espectáculo, pasamos a un tipo de ciudadano del mundo, menos consciente, individualista y conformista con una literatura más light; o una ausencia total de la lectura. El ciudadano posmoderno estudiado tiende a ser más tecnócrata y enfocado más en su campo directo de trabajo, privándose del resto de lo que ocurre a su alrededor
e) Algunas propuestas fueron pensadas más para un ciudadano más light y no lograron universalizarse, tal como en el caso de la novela de narcotráfico que al pensarse para guiones de película o telenovelas latinoamericanas no derivó en universalización.
Conclusión
La literatura latinoamericana cuenta actualmente con una identidad consolidada, cuenta con una propuesta conocida, con una reinvención en curso; no significa que al no tener el foco mediático no sea una literatura exitosa. Actualmente la literatura hispanoamericana se debate entre un crecimiento propio, acorde a su historia previa de rigor, estética, principios y valores como lo fue otrora a lo largo de sus distintas épocas y conocimientos.
O, por una propuesta más inmediata que responda más al tipo de ciudadano promedio de la posmodernidad, el cual busca textos más inmediatos, ojalá algunos de ellos se puedan entender desde el teatro, el cine o la televisión.
Ella Dominicihttps://gemini.google.com/app/1843d02fc71fb7fd?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Sozinha com os princípios, eu descubro: a palavra não é um abrigo. É um laboratório.
Entropia.
Digo baixo, como quem nomeia um animal que vive no escuro.
A entropia não consola. Não catequiza. Não faz promessas com voz de altar. Ela apenas registra a tendência: o universo gosta de se desfazer. E eu também.
Num sistema termicamente isolado, a entropia aumenta. E o tempo — esse operário invisível — vai desmontando a mobília do mundo. Até que a ordem se torne uma espécie de saudade.
Chamar isso de decadência é um vício moral.
A ciência não tem pecado: observa.
O que é decadência senão a tradução exata do que é vivo? Tudo o que respira se desorganiza para continuar respirando. Tudo o que ama se desarruma.
E então eu pergunto, com lucidez: qual o grau da desordem do teu nome no meu sistema?
Teu nome não é palavra. Teu nome é física íntima: vibração, colisão, deslocamento. Teu nome é uma partícula que insiste.
No meu quarto há objetos. E eu os olho como quem olha uma teoria. Quantas formas de dispor o mesmo copo? Quantas versões de uma cadeira? Quantas possibilidades de um livro que nunca fecha?
Quanto maior meu íntimo, mais combinações. E quanto mais combinações, mais improvável a paz. É simples. É cruel. É belo.
Os sentimentos não se organizam como biblioteca. Organizam-se como tempestade num copo. Um copo: pequeno. Uma tempestade: infinita.
Se eu te entregasse minhas moléculas, tu não preverias. Não por falta de inteligência, mas por excesso de vida.
Porque o sistema combinado produz o inumerável: átomos, encontros, desvios, acidentes, memórias — o acaso com sua assinatura de Deus.
Sim: Deus. Esse nome que alguns evitam, mas que eu reconheço no improvável.
No fim, a entropia não me entristece. Ela me purifica. Porque na desordem — na efemeridade — eu não tenho tempo de mentir.
Eu amo com urgência.
compreendo com humildade,
perdoo com grandeza. E cada gesto, por menor que seja, torna-se um milagre em miniatura.
Há dignidade escondida no caos. E talvez seja essa a forma mais alta de liberdade: não um direito proclamado, mas um instante íntimo em que eu me permito ser desordem — sem culpa.
Eduardo Cesario-MartínezImagem criada por IA do Gemini https://gemini.google.com/share/4859c3568526?skid=de55f151-3bb1-4e86-a3ed-01e903a4d91c4
Apesar de não me sentir tão velho, a maioria das pessoas costuma colocar um senhor logo antes do meu nome. E não pense você que possuo posição social de destaque. É verdade que também não preciso contar os vinténs no final do mês, isto é, desde que não surja algum imprevisto ou, porventura, eu resolva extrapolar o orçamento por conta de certas extravagâncias. Por sorte, gente da minha idade geralmente as usufruiu quase todas há tempos.
Como deve ter percebido, já passei dos 60. Para ser preciso, completei 67 no último julho. Devo confessar que, há muito, abomino meus aniversários. Não por conta do avançar da idade, mas porque todos, invariavelmente, acontecem no mesmo dia do mês mais frio do ano por aqui onde moro. Minhas carnes, antes firmes, agora não suportam mais os rigorosos invernos que cismam em chegar praticamente na mesma época.
Além do clima, outro desconforto me tomou nos últimos dias. Não sei se essa é a palavra adequada, mesmo porque, até aquele exato momento, havia suportado, certamente a contragosto, todos os invernos, por mais rigorosos que fossem. Todavia, desde então, algo tem me tirado o sono e me enchido de pesadelos. É que tive meu primeiro encontro com a morte.
Calma, que explico antes que você se aborreça e me deixe aqui falando sozinho. Isso é até compreensível, já que não seria o primeiro a fazê-lo. Entretanto, peço-lhe um pouco de paciência com este velho. Prometo ser breve, como breves foram os anos que passaram diante dos meus olhos. Como deveria tê-los aproveitado melhor!
Fui ao médico no início da semana. Exames de rotina, nada mais. Faço-os quase anualmente. Não porque seja tão preocupado com a saúde, que, é certo, me fez companhia durante décadas. Eu, que pensava que tínhamos uma relação harmoniosa, fui pego de surpresa quando o cardiologista me abriu os olhos para um problema em uma das válvulas do coração. Mitral. Pois é esse o nome da dita cuja, que, a essa altura da vida, resolveu me trair. E eu, ingênuo até aquele momento, nunca havia desconfiado. Ela agiu sorrateiramente.
— Doutor, é grave?
— Não muito, mas requer cirurgia o mais breve possível.
— É arriscado?
— Não se preocupe com isso. Já operei diversos casos até piores do que o seu.
— Então, posso ficar tranquilo?
— Certamente, mas, como diz aquele ditado, o seguro morreu de velho. Melhor apressar o testamento.
Que todos vamos morrer um dia, sempre soube. No entanto, quando a morte se aproxima de maneira tão sutil, nos pega desprevenidos. Seja como for, já decidi que não farei testamento. Que os herdeiros se engalfinhem pelas migalhas!