Mario Antonio Rosahttps://gemini.google.com/app/73456a82871148a4?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
La piel toca, los labios huyen en un día ecuatorial de cicatrices solitarias y una hoguera continua se deslumbra en los ojos en la gran cosecha de calor y árboles quietos
pienso lento
siento dolor, a veces lejanía, campo largo, extraño la tierra de la lluvia, las cimas grises que imitan la escala del espejo, voy sanando dormido con ese amor que aprieta, ese amor de perfiles que supura la gran noche de su aliento
alta mar y ganas de llorar
no, cerraste los ojos en mi espalda huiste, luego volver resucitado, echar el corazón, remar odios, somnolencia, vértigo y luego felicidad así las cosas en este desierto que cava el cielo tantas, tantas cosas con su escama de miedo pero me volveré a desnudar bajo tu sueño, tu imperio corto, ese abecedario donde las gentes se cobijan
intento estar recién nacido
de pronto he escrito esto en forma de abanico, pronto es mediodía, todo desaparece, incluso tus huellas, livianas como arena joven, en corriente ciega, invadiendo contra nadie, de estrellas bajas, soledad,
una extraña quietud, de esas que abraza cuando todo se ha perdido.
Aconteceu na década de oitenta, do século passado, o gosto pela escrita, pela observação direta, com a minha própria envolvência, pela investigação científica e, naturalmente pelo trabalho, quatro pilares fundamentais para, de alguma forma, ter um pouco de proveito e, simultaneamente, ser útil à sociedade da qual faço parte.
Decorridas mais de quatro décadas, após a minha iniciação na escrita e no trabalho, consegui, ainda, colaborar com a comunidade em que estou inserido, cumprir com os meus deveres militares, incluindo uma comissão de serviço, no então “Ultramar”, o tão desejado “Império” que alguém queria construir, através de uma colonização, de triste memória. Segui uma carreira profissional numa das áreas de intervenção da Marinha Portuguesa.
Realizei um pouco do que então julgava ser minha obrigação, participei em várias comissões locais, fui e ainda sou, membro de algumas associações com interesse público-cultural, no contexto das ciências Sociais e Humanas. Tenho-me debruçado persistentemente na divulgação da língua portuguesa.
Claro que talvez pudesse ter sido mais útil ao meu país, e à minha terra, mas a vida nem sempre nos é favorável como todos nós desejamos, contudo, ainda assim, não me posso queixar, porque pelo menos realizei alguns dos meus sonhos: escrever um livro, (mas já lá vão dezanove) plantar uma árvore, casar, ser pai de duas filhas e agora, avô de cinco netos.
As fotos que escolhi, para justificar uma ínfima parte do que fiz na vida, têm exatamente essa finalidade. Qualquer outra interpretação, considerá-la-ei descontextualizada. Esta breve reflexão não é uma despedida, talvez um abrandar o ritmo das publicações.
Aproveito a oportunidade, apesar da antecedência, para desejar a todas as pessoas que me têm acompanhado ao longo destas décadas, lendo o que eu vou publicando, dando-me bons conselhos, ensinando-me a fazer melhor. Que dois mil e vinte e seis nos faculte muitas prosperidades.
Venade/Caminha – Portugal, 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal