Sandra AlbuquerqueGerado com IA ∙ 21 de setembro de 2024 às 8:34 AM
É manhã Ainda sonhando com a noite enluarada E o céu estrelado Sinto os primeiros raios solares Refletindo em meus lençóis. E ouço os cânticos singelos dos pássaros E o ciciar das cigarras. Espreguiço-me lentamente Enquanto da cama me levanto. E sobre a camisola branca Coloco o meu roupão de seda Vou até a sacada. Caminho até a varanda Sento-me na espreguiçadeira. Olho o céu azul, E as ondas que batem nas pedras indefesas misturando-se à areia suave e límpida. A brisa que leve soa Traz o aroma das flores De todas as cores Dos jardins dali: Margaridas, girassóis Sempre-vivas, rosas, acácias e camélias Papoulas e ipês. Que paisagem encantadora! As folhas aplaudem Os beija-flores Enfeitam o ambiente Em um tom primaveril .
Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque Rio de Janeiro,19 de setembro de 2024
Soldado Wandalika Imagem criada por IA do Bing – 1 de agosto de 2024 às 11:20 AM
Desfecho uma paragem Comendo as madrugadas dos meus sonhos Pela manhã do meu esforço matabixo Parece batota contar as entranhas dos golos Na barriga do estômago
Ir e ir a manhã me espera Reservada de metal Os dias crescem E a maldade diminui Mais uma roda de metal
O mambo aqui é duro para valer Bumbamos pela fé Vezes confundidos com delinquentes Acalmamos o espírito e seguimos mais uma jornada
Ânimo para cima Reviramos o clima Firmes na placa Entramos nesta pista Que alimenta o biva
Soldado Wandalika
Glossário
Matabixo. Almoço Batota. Mentira Golos. Acertar o alvo Mambo. No poema, situação, assunto Bumbamos. Trabalhamos Biva. Casa
Ceiça Rocha Cruz“E à tardinha, pela vidraça entreaberta do ocaso, descortina-se a paradisíaca cidade-princesa,” Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer da plataforma DALL-E3
Amanhece… O sol brilha! E a terra bronzeada pelo tempo, ao sabor do vento, no debruçar da manhã, desperta sorridente.
O rio, eterno cantor em seus murmúrios canta a cidade das rochas vestida de sonhos, poesias, e canções.
Na montanha rochosa, e da janela aberta do horizonte o Sol espreita inundado de poente e pelas cortinas douradas, sorri.
E à tardinha, pela vidraça entreaberta do ocaso, descortina-se a paradisíaca cidade-princesa, às margens do rio Velho Chico, no silêncio do entardecer.
Na quietude sorrateira do suave arrebol, um gemido sombrio: “só a ti hei de amar, minha Penedo, princesa do rio!”
Sergio DinizUma praça, com muitas pessoas em trânsito Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer
Estou no centro da praça central de minha cidade. Manhã fresca de setembro. Céu de Brigadeiro.
E ali parado, sou um mero e curioso observador. Algumas pessoas cruzam por mim como que desenhando um ‘Jogo da Velha’ em direção a seus afazeres. Outras, prestam atenção à pregação de um evangélico. Outras fazem uma roda, em torno de um artista de rua. Algumas, sentadas nos bancos, simplesmente parecem tão somente descansar ou ‘jogar conversa fora’.
A praça central de minha cidade, naquele momento, me faz recordar de outra, que decantei em versos nos anos 80, quando estive na cidade de Santos, a trabalho.
Era a praça ‘Ruy Barbosa’. E inspirado nela, também como um mero e curioso observador, o papel deu à luz ao poema ‘Impressões da Praça’:
Velha praça de imortal nome!/ Encruzilhada de destinos/ Que correm paralelos/ Ou se entrecruzam/ Em eventuais encontros./ Velha praça de imortal nome! Onde os pássaros sufocam gorjeios/ Ao alarido de veículos céleres;/ Onde o trágico e o cômico se revezam/ Aos olhos transfixos dos transeuntes./ Velha praça,/ De novas emoções! Em seu solo vicejam/ Plantas e flores,/ Pegadas e frases/ Que Éolo mistura/ Em algaravias/ Que somente a brisa entende./ Os homens se esbarram,/ Mas não se tocam;/ Trocam ideias/ Ou falam a si mesmos./ As árvores cumprem seus destinos:/ Sombreiam, farfalham,/ Tingem a paisagem cinza citadina/ Com cores vivas;/ Mantêm colóquios misteriosos entre si;/ Brincam com anciões/ Recostados em alvos brancos,/ Derramando-lhes folhas soltas./ Velha praça de imortal nome!/ Ao dia, é vida e burburinho;/ À noite, é escura e melancólica;/ É abrigo de aves gárrulas;/ É repasto de pombos…/ E de sonhadores!
Volto o pensamento à praça de minha cidade. Observo seus frequentadores e aqueles que por ela apenas transitam de passagem. E sinto que tanto ela quanto a de todas as cidades de todos os lugares deste planeta têm uma espécie de ‘alma’. Uma alma em comum. E essa alma representa um emblema, um símbolo: o símbolo da alma humana. No seu ir e vir, de um lado a outro, pelos caminhos da vida, em busca de algo.