Desastres naturais

Lina Veira

‘Desastres naturais: será possível reduzi-los?’

Lina Veira
Lina Veira
Imagem criada pela IA do Gemini - https://gemini.google.com/app/e0c906cbae5099a4?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/e0c906cbae5099a4?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

A natureza não existe para a conveniência do homem.

E os “desastres sempre voltam quando os esquecemos”, escreveu Torahiko Terada

No Brasil, os desastres naturais têm sido tratados de forma segmentada entre diversos setores e realidades da região e sociedade. Nas últimas décadas, o número de registros  de desastres naturais  em várias partes do mundo  vem aumentando consideravelmente. E isso se deve principalmente, ao aumento  da população e da ocupação desordenada com intenso processo de urbanização e industrialização sem cuidados com os conceitos e ações que envolvem gestão ambiental, saneamento básico e  vida útil de obras. Claro que a dinâmica atmosférica e  seus sistemas produtores do tempo interferem sempre , e neste ponto eu chamo atenção para a relação entre o homem e a natureza, porque desastres naturais também resultam das tentativas humanas de dominar a natureza sem aplicação  de medidas para redução dos efeitos dos destorastes, aumentando sua intensidade e prejuízos.

Os desastres são súbitos e inesperados, logo todo monitoramento na previsão em tempo real é importante para diminuir sua  vulnerabilidade e ter uma ação mais segura que  gere prevenção e mitigação, ou seja , uma redução máxima  possível dos danos e prejuízos causados,  principalmente de vítimas fatais.

Não temos como controlar e dominar fenômenos naturais pois estão relacionados com a dinâmica interna e externa da terra. Porém, algumas observações precisamos questionar: A área  ocupada e seus detalhes sobre eventos extremos, como a população se comporta  diante das medidas  de alerta,  e sua consciência de entender que aspectos socioeconômicos da região contribuem para uma geração de desastres, logo uma politica voltada para o saneamento e gestão ambiental é necessária e urgente hoje.  E tudo isso tem a ver com as ações antrópicas do homem, o agente mais agravante dos destrates  nas últimas décadas. Fenômenos  El niño e La niña que geram mudanças climáticas globais que precisam serem observadas com pontualidade , pois aquecimentos das águas geram chuvas intensas  causando inundações catastróficas; e águas frias intensificação de ventos, tempestades.

O futuro climático do Brasil, deixa em foco especial Santa Catarina, por considerar  ser uma área  em que o modelo  prevê maior intensidade de tempestades. Lembrando o primeiro furacão que atingiu do Atlantico Sul , o furacão Catarina nos dias 27 e 28 de março de 2004. Estudos acreditam que o aquecimento global possa favorecer a formação de furacões   e a implantação da infraestrutura necessária as atividades humanas devem ser orientadas com o mapa e zoneamento ambiental de risco.

Algumas medidas são importantes para conviver em ambiente com maiores riscos:

– Cobrar a fiscalização e denunciar a áreas de ocupação

– Manter limpo calhas e ralos, bueiros e rios

– Fechar entrada de água

– Verificar onde ficam os abrigos para melhor acesso

– Manter a calma para organizar a casa em caso de inundações e documentos

– Tenha sempre um rádio de pilha em funcionamento na sua rotina de casa e lanternas.

Acredite , o pior desastre natural começa sendo registrado nas escolhas  políticas sem gestão ambiental, planejamento urbano, a negligência estrutural e o descaso governamental  às adversidades climáticas, que transformam regiões em eventos naturais de tragédias humanitárias. Por melhores gestores e medidas preventivas de melhorias e mais  conscientes com ações mitigadoras para reduções  de todo agravante dos desastres.

Lina Veira

Voltar

Facebook