Loid PortugalImagem gerada pela IA do Grok – https://grok.com/imagine/post/14ebdeed-9adf-49e8-893c-ec6d3183cb7a
Linda Bela Maravilhosa Preta Esbelta De todos os nomes lindos, Nenhum supera O de uma mulher sorrindo Cantando Pulando Gritando É. Mulher é tudo isto Um misto De caos Loucura Alegria Pureza Dor leveza, É mistura De bom Mau Lento Frio Rápido E morno, É compostura Um livro mal Lido Atirado E flor no Jardim bem cultivado
Logo da seção Logo da seção O Leitor ParticipaImagem gerada por IA do ChatGPT – 08 de março de 2026, às 10:15
Somos atacadas porque somos mulheres? A sentença já nasce no ventre?
Por sermos mulheres pagamos antes mesmo de existir?
Pela roupa. Pelo corpo. Pela liberdade que insistem em dizer que não podemos ter.
Dizem que foi a roupa. Dizem que foi o horário. Dizem que foi o comportamento. Mas nunca dizem que foi a violência.
Então responda — com coragem e sinceridade:
Qual das mulheres que você ama você entregaria à dor, ao medo, ao sangue?
Qual delas aceitaria ver espancada, violentada, assassinada… e ainda assim procuraria uma justificativa para torná-la culpada?
Porque toda vez que se culpa uma mulher apenas por ser mulher — por viver, errar, existir como qualquer ser humano — a violência encontra abrigo.
Justificar agressões é participar do silêncio. É normalizar o horror.
É permitir que matem uma mulher antes mesmo de tirarem sua vida.
Porque a violência contra uma mulher começa no julgamento.
Culpada porque é mulher. Culpada porque terminou. Culpada pela roupa curta. Culpada porque falou. Culpada porque existiu.
Culpada. Culpada. Culpada.
E o veredito final: apagar quem somos, silenciar o que amamos.
Até quando?
Karla Dornelas
Karla Dornelas
Karla Dornelas, natural de Caratinga (MG), é escritora e poetisa. Membro da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA e da Academia Brasileira de História e Literatura -ABHL, com projetos literários em desenvolvimento, incluindo a reedição de seu primeiro livro de poesias, ‘Simplesmente Você’.
Ao longo de sua trajetória, foi contemplada com menções honrosas por sua dedicação à arte e à literatura.
Sua escrita nasce do olhar sensível sobre o cotidiano, transformando o mundo em experiências poéticas e afetivas.
Com linguagem marcada pela delicadeza, musicalidade e criação de vocabulário próprio, busca dar voz ao invisível e valorizar o que é essencialmente humano, dedicando-se à construção de uma trajetória literária voltada à arte de tocar e transformar o leitor por meio da palavra.
Sandra Albuquerque: ‘Mulher, ser difícil de decifrar’
Sandra AlbuquerqueImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69a581e7-1a98-832f-bfff-d732c7dbe447
Mulher, ah, mulher! Difícil de se entender! Tem de todos os tipos e as mesmas com diversas fases.
Se formos viajar no tempo, encontraremos inúmeras diferenças e contradições. Basta um olhar observador e estudioso para delinear das mulheres indígenas até as mulheres de nossos dias.
Segundo os historiadores, na Pré-historia as mulheres também participavam da caça e da produção da arte. Na Antiguidade sobressaiu o Patriarcado e, com isto, a submissão das mulheres aos seu esposos era crucial e elas cuidavam dos afazeres domésticos . Na idade média, as mulheres eram vistas, apenas, como reprodutoras e cuidadoras. Porém, foi nos séculos XlX e XX, com a Revolução Industrial, que impulsionou a entrada das mulheres no mercado de trabalho e outros direitos também.
Mas, na luta por melhores condições de vida, a equiparação salarial sempre foi uma luta constante, e é até nos nossos dias. O primeiro país a dar direito ao voto feminino foi a Nova Zelândia, em 1893. E a luta continuou, e no Brasil, a mulher teve um avanço com o direito à educação básica, à faculdade, ao voto feminino. Com a criação do Estatuto da mulher casada em 1962, a mulher podia trabalhar e viajar sem a permissão do marido e, após a aprovação da lei do divórcio, em 1977, somente em 1988 a Constituição estabeleceu igualdade plena entre homens e mulheres .
Na realidade, sabemos que não é bem assim que funciona. A mulher não é um ser frágil, e sim, um ser forte. Ela busca e corre atrás de suas conquistas. As mulheres são seres indecifráveis. Por mais que os homens queiram afirmar que são superiores a elas, estão enganados. Ainda restam muitas questões a serem definidas para que o termo ‘plenos direitos iguais’ seja alcançado. As mulheres, hoje, ocupam espaços que antes eram permitidos somente aos homens e isto já é um grande começo, mas na realidade é, apenas, o puxar da linha de um novelo de lã.
Por isto é que concluo esta crônica, afirmando que a mulher é um ser indecifrável, pois nunca se sabe qual será o próximo passo.
Ella DominiciImagem gerada por IA no Bing – 06 de março de 2025, às 19:32 PM
Ela não escreve apenas com palavras. Escreve com a alma, com a pele, com o olhar que atravessa as certezas e vê o mundo em camadas. A mulher que mantém o espírito vivificado não se contenta com verdades prontas. Ela busca, questiona, relê a existência em cada amanhecer.
Ama a literatura porque sabe que nela pulsa a essência humana — frágil, contraditória, mas sempre em busca de sentido. Para ela, o conhecimento não é um fardo, mas um farol. Não é um luxo, mas uma necessidade. Na sua escrita, a poesia não é enfeite, mas força, um gesto de resistência contra o cinismo e o dogmatismo.
Ela não invalida o saber acadêmico nem se curva à frieza dos fatos. Pelo contrário, sua inteligência é ponte, sua sensibilidade é bússola. Quer iluminar caminhos, tocar os céticos com a beleza do verbo, suavizar a rigidez dos pragmáticos com a sutileza da metáfora. Sabe que o autoritarismo teme a poesia porque a poesia ensina a pensar. E quem pensa, liberta-se.
No íntimo, carrega um rio divino, uma força que transborda em gestos, em palavras, em atos de humanidade. Tem amor-próprio sem ser vaidosa, coragem sem ser impositiva. Sabe que a verdadeira revolução não se faz no grito, mas na palavra que cala fundo e transforma.
Ela é visionária não porque prevê o futuro, mas porque o constrói. Sua missão é conciliar, sem abrir mão do essencial. Inspirar, sem perder a firmeza. Tocar o coração do mundo sem deixar de lado a razão. Escrever, porque sabe que a palavra é semente e, um dia, floresce.