mente apaixonada… Como se anseia, por momentos, aqueles amores que não se puderam nem tocar. Quem reparara um coração partido quando o espelho da realidade o reflete? A dúvida é: será uma lembrança própria ou compartilhada? E se for do meu coração apenas… como se cura?, como se remenda um coração que anseia um oásis, talvez da imaginação ou de vazios emocionais? Mas, e se for mútuo? Eis a grande dúvida: dois corações batendo num passado perdido na história do cosmo. Beijos dados com a alma sem roçar lábios. Carícias dadas com amor sem sentir um corpo. E uma dor, além do compreensível, que nos faz suspirar e com um lenço descartável secar a pele. Onde andarás, amor do meu ontem? Onde eu só me apaixonei e conto a nossa história.
Ella Dominicihttps://gemini.google.com/app/1843d02fc71fb7fd?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Sozinha com os princípios, eu descubro: a palavra não é um abrigo. É um laboratório.
Entropia.
Digo baixo, como quem nomeia um animal que vive no escuro.
A entropia não consola. Não catequiza. Não faz promessas com voz de altar. Ela apenas registra a tendência: o universo gosta de se desfazer. E eu também.
Num sistema termicamente isolado, a entropia aumenta. E o tempo — esse operário invisível — vai desmontando a mobília do mundo. Até que a ordem se torne uma espécie de saudade.
Chamar isso de decadência é um vício moral.
A ciência não tem pecado: observa.
O que é decadência senão a tradução exata do que é vivo? Tudo o que respira se desorganiza para continuar respirando. Tudo o que ama se desarruma.
E então eu pergunto, com lucidez: qual o grau da desordem do teu nome no meu sistema?
Teu nome não é palavra. Teu nome é física íntima: vibração, colisão, deslocamento. Teu nome é uma partícula que insiste.
No meu quarto há objetos. E eu os olho como quem olha uma teoria. Quantas formas de dispor o mesmo copo? Quantas versões de uma cadeira? Quantas possibilidades de um livro que nunca fecha?
Quanto maior meu íntimo, mais combinações. E quanto mais combinações, mais improvável a paz. É simples. É cruel. É belo.
Os sentimentos não se organizam como biblioteca. Organizam-se como tempestade num copo. Um copo: pequeno. Uma tempestade: infinita.
Se eu te entregasse minhas moléculas, tu não preverias. Não por falta de inteligência, mas por excesso de vida.
Porque o sistema combinado produz o inumerável: átomos, encontros, desvios, acidentes, memórias — o acaso com sua assinatura de Deus.
Sim: Deus. Esse nome que alguns evitam, mas que eu reconheço no improvável.
No fim, a entropia não me entristece. Ela me purifica. Porque na desordem — na efemeridade — eu não tenho tempo de mentir.
Eu amo com urgência.
compreendo com humildade,
perdoo com grandeza. E cada gesto, por menor que seja, torna-se um milagre em miniatura.
Há dignidade escondida no caos. E talvez seja essa a forma mais alta de liberdade: não um direito proclamado, mas um instante íntimo em que eu me permito ser desordem — sem culpa.
Mario Antonio Rosahttps://gemini.google.com/app/73456a82871148a4?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
La piel toca, los labios huyen en un día ecuatorial de cicatrices solitarias y una hoguera continua se deslumbra en los ojos en la gran cosecha de calor y árboles quietos
pienso lento
siento dolor, a veces lejanía, campo largo, extraño la tierra de la lluvia, las cimas grises que imitan la escala del espejo, voy sanando dormido con ese amor que aprieta, ese amor de perfiles que supura la gran noche de su aliento
alta mar y ganas de llorar
no, cerraste los ojos en mi espalda huiste, luego volver resucitado, echar el corazón, remar odios, somnolencia, vértigo y luego felicidad así las cosas en este desierto que cava el cielo tantas, tantas cosas con su escama de miedo pero me volveré a desnudar bajo tu sueño, tu imperio corto, ese abecedario donde las gentes se cobijan
intento estar recién nacido
de pronto he escrito esto en forma de abanico, pronto es mediodía, todo desaparece, incluso tus huellas, livianas como arena joven, en corriente ciega, invadiendo contra nadie, de estrellas bajas, soledad,
una extraña quietud, de esas que abraza cuando todo se ha perdido.