Acolhimento

José Antonio Torres: Crônica ‘Acolhimento’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem de um pôster em papel de tom amarelado, com o título em letras grandes e escuras: "Sempre que for possível, doe ou doe-se". Logo abaixo, a frase menor "A generosity campaign" (Uma campanha de generosidade). Abaixo das frases, duas mãos se aproximam para segurar juntas um coração vermelho e tridimensional.
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owned&utm_campaign=base_all

Em algum momento da vida, você já parou para refletir e se perguntou se, e o quanto, ajudou alguém?

Ao fazer essa reflexão, talvez se surpreenda ao perceber que a sua vida está sendo inútil nesse quesito tão importante.
Faça uma retrospectiva e tente lembrar de quantas oportunidades teve para ser útil, para amparar ou socorrer alguém ou alguma instituição em dificuldades, e se omitiu.

Não estou falando apenas de ajuda financeira, pois entendo as dificuldades e as despesas que a vida nos impõe. Considere-se um privilegiado se tem condições de quitar e resolver essas dificuldades próprias. Muitos se acham em situação desesperadora e não conseguem.

Diante dessa incapacidade, é como se um buraco no chão se abrisse, fosse se alargando e engolindo quem se encontra nessas condições.

Talvez o nosso primeiro pensamento seja o de julgar que a pessoa ou a instituição cavou o seu próprio buraco. Algumas vezes é verdade, mas, em outras, elas foram empurradas para esse buraco devido a inúmeros fatores.

Sempre que for possível, seja, com o mínimo que puder dispor financeiramente ou através do seu tempo livre, voluntário em alguma causa – sempre há quem precise – doe ou doe-se! Posso garantir que isso te fará sentir muito bem e renovado como ser humano.

É muito fácil criticar quando alguém erra ou encontra-se em dificuldades, mesmo sem sabermos o que levou àquela situação.
Nessas horas, deveríamos abrir mais os braços do que a boca.

O mundo precisa mais de quem acolha do que de quem critique.

José Antonio Torres

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O rascunho

José Antonio Torres: ‘O rascunho’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA do Bing, em 09 de julho, às 11h53

Em minha vida, nunca tracei metas ou objetivos.
Sempre fui trilhando, da melhor forma possível, os caminhos que a vida ia me apresentando.
E assim, ainda prossigo.
Parar ou me prostrar diante das dificuldades não é uma opção.

Sou uma obra inacabada.
Estou em permanente construção, reparando as imperfeições que existem em mim.
Há muito ainda por fazer.
Não vim a este mundo para desfrutar de benesses.
Vim aprender, corrigir equívocos e aprimorar o meu espírito.

A verdadeira felicidade está em outro plano,
muito mais sutil e etéreo, não neste.
Se meu corpo padece de deficiências e certa imobilidade,
minha mente decola e absorve conhecimentos,
me descortinando novos horizontes.

Quando achei que estava pronto,
que nada mais poderia realizar,
me reinventei e surpreendi a mim mesmo.
Sinto que meus sentimentos florescem em beleza e sensibilidade,
descortinando, a cada dia, a sensação da mais maravilhosa liberdade,
banhada de intensa alegria.

Diante disso, vou procurando perfumar meus caminhos,
para que os que comigo caminham possam inalar essa essência ao meu lado.
Não, não estou pronto.
Quando penso que a obra em mim está terminada,
olho de fora para dentro do meu ser e percebo que ainda sou, apenas,
um rascunho de mim mesmo.

José Antonio Torres

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Cataratas do amor

José Antonio Torres: Poema ‘Cataratas do amor’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/cd228ad8e8d0b804?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

A energia das águas
De tão nobres Cataratas,
Lavam tristezas e mágoas
Que ao coração maltrata.

Sua beleza sem par
Como o sabor do cupuaçu,
Não há como esquecer
As Cataratas do Iguaçu.

Vibra n’alma a alegria
De um simples forasteiro,
Que ao coração inebria
A beleza dos aguaceiro.

Quedas d’água e floresta,
Suas belezas e cores,
Trazem o coração em festa,
Celebrando os amores.

O som das águas em queda,
É como uma doce canção.
A tristeza de mim arreda
E acalenta o coração.

Minhas lindas Cataratas,
Beleza que Deus imprimiu
Com cores lindas e exatas,
No meu querido Brasil

José Antonio Torres

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Cataratas: esplendor do Iguaçu

José Antonio Torres

Crônica ‘Cataratas: esplendor do Iguaçu’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Cataratas do Iguaçu
-Gerada em 11 de junho de 2026, às 08:06h.

E Deus criou o mundo!
Embora tenha espalhado beleza e harmonia por todo o nosso lindo Planeta azul, parece que Ele quis agraciar, particularmente, a terra do Cruzeiro do Sul. Aí, então, pintou magnífica tela, embelezada por lindas matas ricas em fauna e flora. Nelas se destacam as Cataratas do lguaçu.

Certamente que há belezas em inúmeras outras regiões, mas nenhuma se compara a esta, que as Cataratas do Iguaçu nos proporcionam. Ao contemplá-las, nosso coração conecta-se de imediato à energia emanada de suas quedas d’água. 0 som por elas emitido, acalenta o nosso coração de tal forma, que nos encontramos plenamente irmanados com a magnificência de sua beleza. Nos sentimos como que envolvidos por uma aura de magia e encantamento sem par e contagiados por essa pujante demonstração da portentosa Natureza, que nos mostra a importância de preservá-la e com ela aprender.

Suas impressionantes 275 quedas d’água, brincando e bailando com o Rio Iguaçu, causam um deslumbramento tal, que ficará para sempre marcado, de forma indelével, nos corações, espíritos e lembranças de todos que as contemplarem.

Em épocas de estiagem – poucas chuvas – suas águas caem em filetes, como se a chorar por não poderem demonstrar sua força e sua nobre beleza. Mas basta que o céu, pesaroso pela tristeza da gigante, deixe cair seu pranto em forma de chuva, que as Cataratas do Iguaçu retomam o seu viço e desfraldam o seu véu prateado sobre o abismo, encantando, até mesmo, aqueles de coração endurecido.

Sua vista é tão majestosa, que Deus deve ter pensado ser injusto que elas fizessem parte apenas de um país. Assim sendo, resolveu que seriam compartilhadas entre dois povos irmãos. E assim, Brasil e Argentina, então, deram-se as mãos.

Aos que vão visitá-las, não há como não se emocionarem. Ao se aproximarem e o cantar de suas águas escutarem, logo o coração dispara e um sorriso se vê aflorar. Nem o mais duro de coração fica imune à sua esplendorosa beleza.

Pelo lado brasileiro, temos o Parque Nacional do Iguaçu e, pelo lado argentino, temos o Parque Nacional Iguazú.
A área compreendida entre os dois parques possui impressionante extensão. São 600 mil hectares de uma beleza deslumbrante!

Se em qualquer lugar, após uma chuva, quando o sol abre as cortinas de nuvens e lança seus raios dourados sobre a terra, lindo arco-íris se descortina aos nossos olhos, nas Cataratas do Iguaçu esse presente nos é concedido a qualquer hora do dia e uma beleza indescritível se forma diante de nós.

Há quem diga que a prateada lua cheia, em namoro com as gotículas das quedas d’água, um arco-íris formou, e a Natureza, assim, nos abençoou. 0 arco-íris se torna a moldura perfeita para a tela mais linda por nenhum pintor jamais criada.

As Cataratas do Iguaçu nos mostram, com sua imensa força e poder, o quanto somos frágeis e o quanto ainda temos que aprender para apreciá-las e interagir com a energia mística que ali reside, e poder sentir o pulsar do coração das águas que ali estão margeadas por verdes matas. Um lugar único, onde se realiza a plena comunhão do homem com a Natureza.

Em lugar tão especial, não poderia faltar uma lenda. E ela existe. A lenda dos índios Caigangues fala do amor de Tarobá e Naipi, linda filha do cacique. Naipi seria consagrada a um deus chamado Mboi. Acontece que Naipi e Tarobá fugiram em uma piroga pelo rio, no dia marcado para a cerimônia de consagração ao deus, que tinha a forma de uma serpente. Enfurecido pela ofensa, ele se entranhou na terra e, revirando seu corpo em fúria, abriu uma gigantesca fenda que deu origem às Cataratas. Suas águas, então, envolveram a Piroga de Tarobá e Naipi, atirando-a do precipício.

Diz ainda a lenda que uma das rochas centrais das Cataratas seria a representação de Naipi, e que uma palmeira, debruçada à beira do abismo, sobre a garganta do rio, seria representação de Tarobá. Embora seja uma lenda, a história inunda de magia e encantamento o exuberante lugar.

A história do jovem casal de índios que se amavam e perderam a vida, mas não abriram mão do amor que possuíam. Quem sabe as quedas d’água das Cataratas do Iguaçu não signifìquem o choro de Tarobá e Naipi por não terem conseguido vivenciar seu grande amor? Ou, talvez, representem a abundância desse amor que, mesmo tendo sido interrompido, jorra através de suas águas, derramando-se pelo rio, para inundar o coração de outros jovens apaixonados…

As Cataratas do Iguaçu exalam e inspiram amor. Elas nos mostram magia e vigor. Transmitem o amor da natureza por nós e nos encantam com a sua inigualável beleza.

José Antonio Torres

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A janela

José Antonio Torres: ‘A janela’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA da Meta.
28 de maio de 2026 às 11:28h

Sempre que por aqui caminho, te vejo na janela. Ela significa um portal que nos separa, em vez de nos conectar.
Me frustro, pois você não percebe a minha presença.
Meu coração grita por ti.
Sou completamente ignorado.
Enquanto te admiro, encantado por tua beleza, você sequer percebe a minha sombra.
Sigo o meu caminho, triste e desolado. Tudo eu faria por um simples olhar.
O mundo eu daria por um sorriso teu.
Mas nada, nada acontece.
Apenas a atmosfera gélida do vazio da tua frieza.
Estou ausente do teu horizonte.
Não entendo por que a imensidão do meu amor não consegue chamar a tua atenção.
Olhe para mim! Me perceba! Eu imploro! Silêncio e abstração são o que recebo em resposta.
Sigo na esperança de, um dia, o teu olhar se desviar e me encontrar.
E assim, extasiado, ver um sorriso teu dirigido a mim.
Nesse dia, sentirei todo o esplendor da vida me envolver.
Só então, exatamente nesse momento,
me sentirei vivo e a vida fará sentido.

José Antonio Torres

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União dos povos

José Antonio Torres: Poema ‘União dos povos’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA em 13 de maio de 2026, às 8h50

Por quatro continentes o idioma se espalhou.
Povos diferentes e culturas tão diversas.
A língua portuguesa que os uniu e abraçou,
Trouxe harmonia a situações controversas.

A lusofonia uniu países e culturas distintas
Através da beleza da língua melodiosa.
As diferenças pelo idioma ficaram extintas,
No Brasil, é exclamado em verso e prosa.

Corações irmanados pela beleza de gala,
De entoar e se expressar cheio de ardor.
Diante daquele que o português fala,
Impossível viver sem alegria e amor.

Quantas tradições de música e dança,
Esperam em harmonia o raiar da aurora.
Trazem na alma a alegria e a esperança,
Amores e a história do povo de outrora

José Antonio Torres

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Idioma e poesia

José Antonio Torres: Poema ‘Idioma e poesia’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA da Meta.
Gerada em 29 de abril, às 08:16h

Ah, linguagem melodiosa do acalanto! 
Idioma de Camões e Fernando Pessoa. 
Quem ouve te adora, entoando o canto.
Sua beleza na força da alma ressoa.

Idioma de Castro Alves, quem nunca leu e amou?
Espalhou-se por continentes, levado por Caravela.
Faz-me flutuar, pois que a tristeza da alma arrancou,
Desbravadores valentes falando uma linguagem tão bela.

Derivou-se do latim e aprimorou-se em nobreza.
Sílabas de um jardim que encantam a Natureza.
Portugal, pátria de origem da língua portuguesa,
Onde os poetas criam poemas de grande beleza.

Ao raiar no horizonte um dia de esplendor, 
O idioma inspira o olor da maresia.
A língua portuguesa de som encantador, 
Mostra a beleza da terra e inspira poesia.

José Antonio Torres

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