O amor e a vida
Dorilda Almeida: Poema ‘O amor e a vida’


Quando nascem
As flores
A vida
Fica mais colorida
Quando crescem
Os medos
A vida
Fica menos saborosa
Quando surge
O amor
A vida
É vida
De se viver.


Quando nascem
As flores
A vida
Fica mais colorida
Quando crescem
Os medos
A vida
Fica menos saborosa
Quando surge
O amor
A vida
É vida
De se viver.


Quando o amor existe
Fazemos qualquer coisa
Para estar perto
Da pessoa amada
Podem existir brigas
Desavenças
Falta de união familiar
Ao continuar juntos
Tudo se acalma
A função do amor
É assumir
E gritar para o mundo
Eu estou aqui
O amor existe
Entre nós
Nada mais importa
A paz retorna
O amor supera
E a vida segue.


A alegria e o sofrimento
Mexem com o poder da criação
O processo criativo
Surge
Da sensibilidade
E da subjetividade
Do ser humano
Para sair deste mundo
Por uns instantes
E liberar uma nova visão
Ampliar os horizontes
Escrever, sonhar e criar
Com coragem e liberdade
Como fizeram Mário de Andrade,
Tarsila do Amaral e tantos outros não aceitos, mas permaneceram.
A arte ela nasce, cresce
E aparece para o mundo
O mundo das formas
Da escrita, da gramática
E da matemática
Ela é pura
É tão misturada, enrolada, agraciada
Não tem cor
Não tem sexo
Só tem forma de amor e de amar
É simplesmente arte!


O sol nascente na primavera
Contente!
Pássaros cantando
Animais saindo dos seus esconderijos
Jardins floridos e sorrindo em cores reais
Brisa boa
Amor à vista
Saúde, alegria
Vida feliz!
Calma, silêncio
É o que se quer
Amar, amar, amar…
Ser feliz!
Nos jardins
Vínculo concreto com a natureza
Com a vida – morte – vida
É uma doação
Uma retirada
Fertilidade
Viver.


Ah! Como é bom
Ter um pai
Os pulmões enchem de ar
O peito quer se arrebentar
Só de pensar em meu pai.
Meu coração enche de paz!
Meu pai
Não deu brinquedos do mundo
Mas deu colo e amor profundo
Liberdade me ensinou a conquistar
Amoroso ele era
Feliz com a vida e com a família
Amor era o que mais sentia
Por isso tudo fazia na vida
Era só alegria
Como é bom ter um pai
Para ensinar a andar
A falar e a amar!