Lina VeiraImagem do Canva, com texto por Lina Veira
Até aqui eu quis ter muitas certezas Sem exigir nada, eu quis ter muitas certezas. Até aqui entre as danças e guerras da vida, Eu queria parar no teu olhar e sorriso, Na cor de cada dia do céu do teu dia.
Denunciar cada gesto coberto Desarrumado como as estrelas, Na insana lucidez de estar. Até aqui eu quis viver cada gesto e abraço que nunca tive. Como um globo girando e acolhendo a todos, Até parar no teu olhar e sorriso E seguir meu caminho entre a liberdade e a solidão.
No escuro, guardei as memorias e rascunhos que precisei E como num jogo de xadrez preservei a rainha e o rei. Enquanto escrevia em todos esses anos, desenhei um Universo que sempre quis para gente: Ele é lindo! Roubei um pouco do seu tempo E cheguei com tempo para ganhar um abraço nele Abracei tão grande que não me contive em esmagar os espaços vazios Teria sido a escolha mais linda até aqui – teria sido.
Entre muitos labirintos que cruzei, enfrentei-os ouvindo sua voz entre a liberdade e a solidão Depois entendi que não existia mais caminho para voltar Nem eco, ou som algum.
Eu não pude evitar minha evolução, algumas curas. Foi necessário. Confesso que algumas vezes eu quis voltar talvez para ter alguém na memória no fim da vida E no mar de tantas fúrias e tormentas, sua voz deixou de ser calmaria e conforto Para ser gratidão. O tempo passou. E nem sempre o melhor que temos é o que podemos dar e ser para alguém.
É absurdo no atual mundo contemporâneo, em uma sociedade que busca o equilíbrio entre o desenvolvimento e a sustentabilidade, a mulher que não trabalha fora ser tão desrespeitada, como se o respeito humano e a dignidade estivessem condicionados a uma remuneração financeira. Todo trabalho doméstico e o cuidado com o lar são essenciais, exigem real esforço, organização da rotina, limpeza, educação dos filhos e apoio emocional. Esse reconhecimento de respeito é o pilar essencial do lar.
Apesar de ter uma origem antiga, o pensamento ‘machista’ ganhou força no século XX com estudos feministas. E ainda hoje é uma ideologia forte contra a mulher, (que trabalha em casa, seja em regime de home office ou fora de casa) manifestado por um comportamento violento e de desvalor das tarefas domésticas e de seus prazeres .
50% das mulheres denunciam o desrespeito dentro e fora de casa todos os dias. É o que mostra a 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, o maior levantamento do país sobre o tema, realizado pelo DataSenado e pela Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado. Agência Brasil, 2025. Logo, não é só a rua que se apresenta o perigo e desrespeito, com as mulheres, conforme demonstram nossos altos índices de feminicídio atual.
Reitero aqui que, num ambiente familiar, o respeito em casa baseia-se na valorização mútua das atividades, não do salário. A mulher que cuida da casa, dos filhos e da rotina familiar exerce uma profissão diária que merece respeito, não humilhações. A rotina de limpar o banheiro, por exemplo, exige cuidados e educação de higiene, que relatam aspectos negativos no comportamento cultural e, às vezes, psicológicos do casal em ação. Incômodos com a higiene e limpezas das mãos e o não uso da descarga são frequentes nas sessões de terapia familiar.
Rotina, que seja qual for, precisa ser saudável, existir tolerâncias e abranger atitudes organizadas, com horários e tarefas, gerando conexão entre pais e filhos, inclusive nas atividades físicas e momentos de lazer.
Resgatar nesta geração a rotina familiar é desafiante, pois nem todos estão decididos a definir prioridades e transformar seus sonhos em objetivos organizados.
Contudo, creio, que somente uma rotina familiar pode reduzir a ansiedade de crianças e adolescentes. Desenvolver o respeito, autonomia e responsabilidade na vida, diminuindo a procrastinação e melhorando a conexão entre todos.
Não aceitar isso , é não aceitar contribui com sua função na estruturação de uma sociedade mais equilibrada.
Um marido que não valoriza sua esposa, frequentemente demostra o descaso emocional, ignora as necessidades básicas dela, dos filhos e do lar. As críticas serão constantes, com uso de palavras ásperas, e piadas ofensivas e irônicas que menospreza a opinião da esposa.
Estudos demostram, que as principais causas que mantem a violência doméstica é a dependência emocional e econômica – E que fatores que dificultam a saída da vítima é o financeiro e a ilusão da esperança de mudança do parceiro.
Não mantenham relações com perfis controladores e abusivos, modelos de um psicológico violento, caracterizado por baixa tolerância à frustração, necessidade de controle e falta de empatia. Entenda: O tempo entre as pessoas não é homogêneo, olhar para você e ter certeza que a vida está seguindo do jeito que gostaria que fosse é refrigério. Não ignore a desigualdade intelectual nem a diferença cultural entre vocês – são chaves que precisam ser postas sobre a mesa sem cópias.
Lina VeiraImagem gerada pela IA do Canva, com prompt de Lina Veira
Estamos diante de uma sociedade onde, na maioria das vezes, responder e concordar é positivo, mas reagir ou mostrar o contrário é negativo. Onde, no geral, damos mais atenção às coisas negativas que nos acontecem do que às positivas.
Mas venho lembrar: a vida é um conjunto de experiências positivas e negativas. E os pensamentos são nossa maneira de registrar e processar tudo nela.
Quantas vezes reclamamos de algo negativo que aconteceu no dia? Um atraso no encontro marcado, o trânsito parado, o mal atendimento de um funcionário, o que esquecemos de realizar…
Sem perceber, nossa mente se acostuma com a negativa de palavras e predominância de pensamentos negativos todos os dias. E é claro que pensamentos e falas negativas levam a acontecimentos negativos. Então, por que não pensamos e falamos positivamente? Por que estamos sempre interferindo na nossa alegria de viver?
E eu repondo: Porque nos educaram com ideias negativas que se acomodam dentro de nós, e que nem sempre são nossas, mas despejadas em nós pelas pessoas com as quais convivemos.
Vamos pensar juntos! Se a vida é um reflexo do que pensamos, é preciso educar o pensamento, criar novas ideias, escolher saudáveis atitudes e imaginar o melhor sempre, porque tudo passa e a gente precisa estar mais forte e confiante com o momento presente e futuro que virá.
Que se torne simples gerar pensamentos positivos e ser sinal de alegria no mundo.
Lembro quando meus filhos eram crianças, eu costumava levá-los para brincar na praia e ver o mar. Lá sempre foi uma extensão da nossa sala de estar.
Eles adoravam, e eu aproveitava para estimular brincadeiras de bola e de corrida na areia, aprimorar os elogios e mergulhar no mundo deles. Eu tive esse privilégio, e eles também.
Tobias, o caçula, parecia ser o mais sintonizado com ambiente, com o irmão e com seu amor à família, um coração saudoso e amigo tem até hoje. O mais velho, sempre ativo e criativo, gostava de receber os amigos na sala de estar, de passar mais tempo no seu quarto e jogar bola com eles na beira do mar.
Mas o que tem a ver ‘nosso lar’ com esse assunto? A praia em muitas circunstâncias, foi minha sala de estar com meus filhos, nosso momento de mais risadas e conversas, porque o verbo da vida em família precisa ser ESTAR. E “ A verdadeira beleza é com certeza a do interior” do nosso interior. Aquela que dura muito tempo e passa diretamente pelo coração imprimindo o caráter de um ser humano. Reconhecendo o território doméstico. Construindo um lar emocionalmente seguro em um mundo inseguro. Estar junto em família , foi um dos momentos mais sublimes enquanto eles cresciam, e DEVERIA ser a resposta da pergunta: O que temos para todos os dias?
O lar precisa ser um refúgio , na qual os filhos voltassem repetidas vezes, por se sentirem mais seguros e protegidos. E essa expectativa positiva comunicasse com seguridade que existe uma família.
Uma família, duas famílias… Um lugar em que as crianças aprendessem o significado de ser responsável e de se importar com o outro, onde o coração e o tempo de todos moram em paz.
– Vamos para o quintal de casa, saiam dos bastidores. O verbo de uma família precisa ser ESTAR.
Compreenda a singularidade de cada filho, eles são ricas descobertas silenciosas da vida. Dê a eles uma memória e cultive seu caráter em vez de garantir que eles pareçam bons diante dos outros. Que fantástico ler isso!
E lembre-se , a sala de estar precisa ser um lugar espontâneo e lembrado para toda vida.
E seu lar, um lugar onde vocês possam assistir a um filme juntos, lavar o carro num dia quente, ter uma refeição surpresa toda semana, jogar jogos de tabuleiro e ser feliz.
Não cedam à coisas que destroem as relações familiares.
Lina VeiraImagem criada por IA do Grok – 09 de fevereiro de 2026, às 17:10 PM – https://grok.com/imagine/post/62672479-366d-40a4-aafe-68ab94ea5c29
Entre tantos sabores e amores, e digam-se lá, também traições.
Quem nunca se decepcionou com um beijo?
Mas o que é o beijo, a não ser tantas emoções e sensações juntas?
O beijo nos lembra de quem amamos, de amigos que escolhemos para estar ao nosso lado, de quem nos faz bem. Também recordamos da história de Jesus, traído por Judas com um beijo. Um beijo de amigo, de quem dizia amá-lo e escolheu para estar ao seu lado. Um beijo traidor. Mas por que Jesus se permitiu ser capturado por um beijo?
Judas não entendeu a mensagem de Jesus, o seu chamado, o significado da palavra amigo. Judas não aproveitou o seu amor e a oportunidade de estar ao lado do mestre, amigo e filho de Deus que lhe amava tanto. Quantos Judas conhecemos? Com quantos JUDAS convivemos?
Assim como Judas, muitas não sabem aproveitar nosso amor, nossa dedicação e escolha. São absolutas demais para entenderem o significado de um sentimento, de uma amizade, para aprenderem a amar ou acolher a história de alguém. Desprezam oportunidades, conduzem ao fim da relação, ao esquecimento, ao fim… São pessoas movidas pelos seus próprios umbigos vazios, pelas suas próprias vontades materiais, meios e vantagens, deixando de enxergar o essencial que precisam.
Assim era Judas, um moço EGOÍSTA, que não via Jesus como seu grande amigo e Salvador. E talvez isso tenha facilitado sua traição. Não sei. Quando percebeu que tinha traído e realmente ele era seu melhor amigo, ele não se achou digno do perdão e, envergonhado, se matou… E tudo por um beijo.
O beijo de Judas representa muito bem a traição suprema disfarçada de amizade ou afeto. Simboliza a hipocrisia, falsidade, infidelidade e o ato de prejudicar alguém íntimo, sendo frequentemente usado para descrever traições políticas, de amizade ou lealdade no cotidiano.
A traição de Cristo. Representa a dissimulação entre nós (fingir sentimentos), a falsidade e a perfídia.
Beijar alguém é uma profunda demonstração de bem querer.
O beijo de Judas nos demonstra que, mesmo no convívio direto com Jesus, um ambiente ‘perfeito’ não garante bem querer, conversão interna e boas ações.
Judas se afundou na escuridão que ele escolheu para nos alertar que mesmo o melhor exemplo, a evidência mais convincente, ou os melhores ensinamentos – não podem, em si e por si mesmos, mudar o coração humano.
Alívio – Um substantivo que facilita a vida, que traduz a remoção de uma dor, a liberdade de uma angústia ou opressão – as vezes através de lágrimas. Ali, onde um poeta se descobriu sem máscara, sem vestimenta, sem loucura, impalpável a definições. Gestos automáticos.
Os falsos anjos se corrompem com as descrenças, misérias e falta de asas. Carecem do êxtase, de tudo que é pecado e santo.
Quisera uma caixa de chocolates finos e o livro de Caio Fernando Abreu, Morangos Mofados. O alívio, já me acaricia só de esperar essa obra pelo correio à tarde.
Mas vamos as últimas notícias: Café: alívio tarifário não reduz pressão sobre cotações
Estoques baixos sustentam preços do café no curto prazo
O mercado global de café passa por um período de ajuste após a suspensão das tarifas adicionais de 40% sobre os grãos brasileiros — exceto o café solúvel — anunciada em 20 de novembro.
Para a analista da Hedgepoint, Laleska Moda, “esse comportamento reforça a percepção de que, mesmo com o alívio tarifário, a oferta disponível para exportação continua limitada”.
Agrolink – Seane Lennon Publicado em 03/12/2025 às 13:37h.
A noite calorenta arranca suores indevidos de uma vida cheia de artifícios e sonhos, tem gente que parece incendio sem alívio. Como meu pai dizia: rapadura é doce, mas não é mole não.
O outono, já se foi, mas ainda é preciso se ver nu como as árvores sem folhas no inverno, primavera e verão.
A vida é uma confissão breve de crônicas, tenho escrito. Abrindo mão de augúrios ou previsões do futuro, como presságios ou vaticínios, que podem ser interpretados de diversas formas. A fragilidade dos argumentos se revela e o acaso pode ser um alívio desmembrando o talvez.
Já estava quase acostumada ao silêncio – de dentro, quando o telefone tocou e ouvi um “eu te amo” diferente. Chega estancou o barulho.
Nunca comeu rapadura para ser tão doce, nunca foi ao nordeste, nunca dançou forró.
Tanta gente bonita aqui no Sul vivendo dentro de suas casas sem vidas. O quintal não tinha alegria, nem flores merecidas. A casa de alvenaria era uma prisão de depoimentos frustrados. Um homem distanciado do universo feminino de sua mulher, sem alívios, gozos ou cheiros.
– O que fizemos para merecer isso?
– Escolhas.
Entenda: A paixão é um instante. E não precisamos torná-la compromisso ou construção.
O outro é um bom lugar para depositar nossos desejos carnais e solidão, completou se agachando no chão do quintal enquanto desenhava um girassol.
Algumas pessoas nem percebem que já morreram, outras tem sua existência inventada, algumas merecem conhecer a pessoa certa. Abandonei a linguagem sinuosa do amor. Escolhi o alívio do suicídio, dos fantasmas sem lucidez e do desanimo, às vezes. Sempre tive medo do amor, dos retratos antes das rugas, antes que o brio da vida se consuma. Depois esperança. A vida é uma contante escolha sem alívio de ser ou não ser, entre a vida e a morte. Uma eternidade urgente de duas horas no fim de tarde inquieta, na beira da praia apreciando o por do sol, ou de uma saudade dos lindos anos 80!
Eu sonhava vestida do impossível, corria e via poema nas paredes da vida, nas metáforas, e no vento. O alívio era poder ser criança. Comer as frutas do pé de fruta de casa, regar as folhas e flores do jardim, tomar banho de chuva nas bicas das calçadas, correr na rua sem medo de crimes ou guerras, ou desistências.
Depois de um tempo, a paixão arrefece, diminuímos o olhar doce sobre a vida, ora alívio , ora tortura.
Ainda lembro do BUQUÊ de rosas vermelhas que segurei entrando na igreja. Que alívio feminino tiveram as mulheres da família! Miseráveis verdades são ditas por mulheres para convencer o instante. Miseráveis verdades são sempre ditas em todas as fases, apenas isso.
Lina VeiraFoto tirada pela autora com a própria câmara
Saint-Exupéry, escreveu: “A verdadeira vida é intermitente”. Logo, nossas emoções e relacionamentos também são. Sim, pois quando amamos uma pessoa, não amamos o tempo todo, do mesmo modo desde o início, da mesma forma interrupta. Isso é impossível. E é exatamente neste movimento intermitente da vida, dos fluxos e refluxos de nossa existência, dos sentimentos e sensações que relações estão se perdendo e afundando na beira do mar. Tudo na vida tem fluxo e refluxo, um voltar a atrás, “um por que não?”
Jesus perdoou a tantos para recomeçarem.
Como a maré a vida tem cheias e vazantes. Nada é constante o tempo todo.
Tem coisa mais linda que as ondas do mar quebrando na areia da praia tentando alcançar algo? Retornando confiante com a mesma força, num vai e volta contínuo.
Confiamos tão pouco no fluxo e refluxo de tudo em nossa vida, seja no sentimento de um amor, de uma amizade, de nós mesmos. Quantas vezes foi preciso retornar, responder, ficar um pouco mais?
Quantas vezes tivemos medo de voltar?
Assim como o mar, vivemos ciclos: temos medo da vazante, da expectativa do silêncio, do vazio deixado entre uma onda e outra, das pausas, do barulho, do devolver e recomeçar. Decidimos nos apoderar do outro reassumindo sinônimos de posse, exigências e enganos, na busca do conforto que desejamos. Mas só existe conforto e segurança no movimento do fluxo e refluxo da vida, se você enfrentar seu mar, suas ondas…Se você avançar e retornar quando for preciso, se você entender e respeitar suas vazantes e cheias, seus limites e ondas intermitentes, cristalinas e secretas, se você ouvir e responder, acolher e devolver como um presente do mar…
Que 2026 nos traga muitas possibilidades!
Você pode reviver sim!
Retornar.
Viver o start de uma nova história, o começo de tudo.
Continuar..
Você pode reviver sim!
Retornar.
Viver o start de uma nova história, o começo de tudo.