Palavras clínicas

Loide Afonso: Poema ‘Palavras clínicas’

Loid Portugal
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Imagem criada por IA da Meta - 21 de janeiro de 2026,  às 08:17 PM
Imagem criada por IA da Meta – 21 de janeiro de 2026,
às 08:17 PM

Ainda não sei
O que dizer
Pra o mundo
Quando de ti
Perguntarem

Não faço a mínima ideia
Do que dizer
Pra mim
Na hora de dormir

Minha boca
Meus olhos
Minha pele
Não sei o que
Responder
Pra todos eles

Poxa! Penso em me calar.
De ti
Nunca mais falar
Olhar
Ou pensar

Mas o meu mundo mal sabe
O que eu sentia
Todas as vezes que me dizias, sou teu.

Loid Portugal

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Primeira tentativa

Loide Afonso: Poema ‘Primeira tentativa’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem criada por IA da Meta

Não vou fugir
Desta vez , não
Não vou correr
Pra me esconder

Se vais cavar
Minha cova
Que seja
Com honra

Ou queres cremar?
Seja lá como quiseres
Eu vou
Sem medo
Ou dor

Já me magoei
Por ti
Por nós
Por todo esse sentimento

Estou fora agora
E olha pra tua vida
Está fria
Crua
E feia

Se eu fosse tu, nem suicídio cometeria.

Loid Portugal

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Choro silencioso

Loide Afonso: Poema ‘Choro silencioso’

Loid Portugal
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Imagem criada por IA do Grok – 9/1/2026
às 11:45 PM (https://grok.com/imagine/post/6f1b4569-f155-4311-94eb-846080ab9425)

O meu rosto está seco
Morno
E fechado

Eu queria morrer de chorar
Deixar toda água
Do meu corpo
Jorrar

Correr até seu corpo e me desfazer
Como lama

Eu chorei, você ouviu?

Ah, claro que não ouviu
Nem sentiu

Não é sua culpa
É do sistema
Precisa melhorar
O circulatório

Eu não quero
Que me perdoes
Nem me faças chorar

Nem que me obrigues a ir à
Igreja te venerar

Eu quero é que
Morras, lentamente
Como tens me matado.

Loid Portugal

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Grito silencioso

Loide Afonso: Poema ‘Grito silencioso’

Loid Portugal
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Imagem criada por IA da Meta - 12 de dezembro de 2025, às 08:14 PM
Imagem criada por IA da Meta – 12 de dezembro de 2025,
às 08:14 PM

O sol, sempre brilha

Pra os grandes e pequenos

Pretos

E brancos

Amarelos e vermelhos

Putos e kotas

Altos e baixos

Frescos e secos

Aqui, o brilho é o mesmo

O céu sempre sereno

Os raios, oh! Os raios… Os raios aqui não se

partem e nem se deixam partir, porque lhes foi

dito que aqui é pra prosseguir, seguir, com os

olhos vendados, mas sempre em frente e na frente, e na

frente, com os combatentes, não os

angolanos, africanas,, Guiné, Ghana, Botswana, ou Nigéria?

Viajei através de

Memórias do subsolo

Pra procurar um sentido da vida, paz, luz,

E encontrei a escuridão, que por muitos é temida,

esquecida, dorida

Em vez de ser explorada, da melhor forma e

polida..| o que sentes quando o sol brilha?

Loid Portugal

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Dia feio

Loide Afonso: Poema ‘Dia feio’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem criada por IA da Meta

Foram passos largos
E rápidos
Batimentos cardíacos
Sem velocidade definida

Corpo suando
Adrenalina a mil
Olhos embaçados
Musica alta do vinil

Maldito é o dia em que te conheci!
Maldito
Gritava alto dentro de mim, pra mim, com olhos cheios de lágrimas, lábios roxos, dedos trémulos

Depois de ter passado mil litros de água no rosto, voltei
Com o mesmo olhar que trocamos, o último
Firme e carinhoso

A realidade encarei levantei a cabeça
Meus olhos a ele fitei
Quis gritar mais calei, menos rápido andei e comecei a chorar, praguejei aquele dia, aquela hora, aquele lugar
Que outrora era o nosso favorito. Esperei nossos olhares cruzarem e por dentro gritei: por que trouxeste outra pessoa na nossa casa?

Loid Portugal




Morte antes da vida

Loide Afonso: Poema ‘Morte antes da vida’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem criada por IA do Grok

Com quantos paus se constrói uma canoa, afinal?

Os tais faróis
Da cidade
Quase não brilham
Piscam

Cima
Baixo afinal
Eles não são obrigados
A nos eluminar

Os fios corridos
De cores variadas
São a prova
De que a vida
Também tem sua
Vida

Eu não fico calada
Por querer falar pouco
Aprendi a gostar
Da voz do silêncio

Quem falou que a vida termina quando alguém morre?

Loid Portugal

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Vazia

Loide Afonso: Poema ‘Vazia’

Loid Portugal
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Imagem criada por IA da Meta
Imagem criada por IA da Meta

A dor era tudo que
Eu sentia
Mesmo tentando fugir dela
Ela doía

Eu não quero ser o tipo de ser humano
Que chora
Sem uma pedra nas mãos

Não quero estar vazia
Não
Quero que as pedras se multipliquem
Minhas mãos se encham

Mais sem peso
Sem sentir raiva
Ou vontade de chorar
Só de mãos cheias

Não quero correr com
As mãos cheias
Quero caminhar tranquilamente

Como se nada tivesse nas minhas mãos
Quero voar também
Sentir o vento batendo forte

Não quero correr vazia
Nem sentindo peso
Quero estar em paz!

Loid Portugal

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