As luzes da cidade

Laskiaf Amortegui: uma viagem poética pelas luzes, sons e mistérios da cidade!

Laskiaf Amortegui
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Ilustração de uma mulher observando o pôr do sol sobre uma cidade vista do alto, cercada por flores, pedras e sombras de saxofonistas nos prédios.
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As luzes da cidade encandeiam minha alma
​A cidade desperta entre reflexos carmesim;
as luzes se despodem — será que estão descansando?
Apenas a estrela mais brilhante ilumina o dia.
O lampião observa em silêncio enquanto o saxofone se desvanece.
Quando a tarde se rende, elas despertam silenciosamente,
iluminando ruas velhas e novas para seus moradores.
Os vaga-lumes se misturam ao brilho das árvores;
e embriagados de esplendor, os lampiões parecem belos.
Esse entardecer se dissipa em direção a um infinito perdido,
entre fagulhas sem fim sobre a rodovia
onde o céu as beija ao longe.
As luzes são testemunhas e cúmplices da noite:
Os amantes afundam-se em uma dança de línguas
e cascatas salinas sob o feitiço do néon,
enquanto outros seres se perdem em caminhadas eternas
ao ritmo das sonatas de um velho saxofone.
Eu as observo em êxtase do mirante,
o vento agita meu cabelo no ar,
e ao amanecer, meu olhar resiste com um suspiro.
As luzes não vão embora… elas apenas dormem.

Laskiaf Amortegui

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Caminho

Em novos versos reflexivos, Laskiaf Amortegui apresenta uma poderosa análise sobre as escolhas, o destino e as rotas da vida

Laskiaf Amortegui
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lustração do poema Caminho mostrando uma estrada sinuosa cercada por flores e pedras sob uma luz suave e enevoada.
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há caminhos aos quais nunca chegaremos
Há caminhos que não foram percorridos
Há outros saturados
Há caminhos que repetimos adormecidos
Outros com medo
Outros com ilusões
Há outros caminhos que vamos esquivando
Mas há outras rotas que são esquivas
Há caminhos para refletir
Outros para chorar
Caminhos para amar em paragens desconhecidas sob a luz da cumplicidade
Há caminhos com abrolhos
Outros com rochas e muitas flores que destroçam ao caminhar, mas outras as destroçamos nós
Outros caminhos me levam a mim, e outros a nada e a ninguém.

Laskiaf Amortegui

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Lembranças

Laskiaf Amortegui: Poema ‘Lembranças’

Laskiaf Amortegui
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​mente apaixonada…
​Como se anseia, por momentos,
aqueles amores que não se puderam nem tocar.
Quem reparara um coração partido
quando o espelho da realidade o reflete?
​A dúvida é: será uma lembrança própria ou compartilhada?
E se for do meu coração apenas…
como se cura?, como se remenda
um coração que anseia um oásis, talvez da imaginação ou de vazios emocionais?
​Mas, e se for mútuo?
Eis a grande dúvida:
dois corações batendo num passado perdido na história do cosmo.
Beijos dados com a alma sem roçar lábios.
Carícias dadas com amor sem sentir um corpo.
E uma dor, além do compreensível, que nos faz suspirar
e com um lenço descartável secar a pele.
​Onde andarás, amor do meu ontem?
Onde eu só me apaixonei e conto a nossa história.

Laskiaf Amortegui

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A guerra

Laskiaf Amortegui: Crônica ‘A guerra’

Laskiaf Amortegui
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Broto de planta verde nascendo em solo rachado e destruído pela guerra, com silhuetas sombrias ao fundo e raios de sol dourados rompendo as nuvens escuras.
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​“É um tumor a ser extirpado.”

​A guerra é culpada ou inocente?

Quem provoca a guerra?

​Dizem que a maldade nasce em um ato de amor ou paixão.

Ela nasce, sorri e se amamenta com leite; depois engatinha, aprende a caminhar e, quando cresce, saca o que há de pior em seu coração, psique ou mente.

São os ambiciosos, aqueles que perderam o sentido de humanidade e compaixão.

​Muitos inocentes são treinados para a guerra e, para os seus sedutores, não importa gerar a dor e o choro de suas mães ao nascer e muito menos ao morrer.

Não lhes dói mandar os mais desvalidos a derramar seu sangue, enquanto eles contam o dinheiro em seus cofres.
​A guerra destrói, danifica e contamina.

Às vezes, os desalmados abusam de crianças em nome da guerra, mas são suas baixezas internas escudando-se nela…

​A guerra empobrece a terra, os estados e o universo.

Até quando tomaremos consciência? O que mais devemos esperar!

Acaso devemos aguardar que os deuses venham e acabem conosco?

Será que nos é grande demais, como espécie, respeitar e viver em paz?

Laskiaf Amortegui

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Voar

Laskiaf Amortegui: Poema ‘voar’

Laskiaf Amortegui
Laskiaf Amortegui
Imagem criada pela IA do Gemini, em 07 de julho de 2026, às 10h19
Imagem criada pela IA do Gemini, em 07/07/2026, às 10h19

VOAR

para voar ou morro para voar…

​Voar acima dos meus preceitos, às vezes, torna-me uma pessoa melhor.

Voar acima dos meus sonhos: isso faz-me infeliz.

Voar sem deixar rasto, isso entristece a minha alma.

Voar sacudindo as nuvens: isso gera uma chuva de esperanças.

Voar para além do tempo glorifica-me.

Voar sem bater as minhas asas escraviza-me.

Voar, sempre voar e dançar entre quimeras de cores efémeras.

Voar e voar, devo voar, ainda que seja com o pensamento.

Laskiaf Amortegui

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Arquitetura

Laskiaf Amortegui: Poema ‘Arquitetura’

Laskiaf Amortegui
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​às vezes somos inexperientes na arquitetura e no amor.
​A arquitetura do teu corpo me deixa louca,
traçou desenhos que paralisam a minha pele.
Quem inspirou o designer que recriou o teu esboço?
Teus ângulos são perfeitos.
Teus olhos são ilegíveis,
anelo interpretar o teu código.
Quero me arrastar em cada passo do teu corpo,
e me perder na curva da tua cintura.
Encontrar o perímetro total,
contando os meus beijos na tua pele.
Minhas mãos querem modificar a tua tela apaixonada,
e não apagar nunca essa luz orgástica,
que ilumina toda a tua criação.
Sucumbo à sensação que soletra o sagrado,
entre nós dois,
quando me arranhas as costas.
Como vou parar,
se teus ecos retumbam
e em cada centímetro a tua figura me domina,
e teu cruzamento sagrado
me submerge em seu vórtice.

Laskiaf Amortegui

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As flores do campo

Laskiaf Amortegui: Poema ‘As flores do campo’

Laskiaf Amortegui
Laskiaf Amortegui
Imagem criada pela IA do Gemini

As flores do campo
essas, as nossas, jamais voltarão.
​As flores do campo não são as mesmas de ontem…
onde a tua pele com a minha se amaram uma vez.
¡Essas flores do campo, as minhas,
jamais voltarão!
​Uma chuva de lembranças chega à minha mente:
os seus aromas, as suas cores, até os seus sabores;
mas elas já não estão, ¡igual a ti!
​Suave fragilidade onde eu dormia…
Elas amaram-me, e tu?
Os meus lábios provaram o seu néctar,
as pétalas abrigaram a minha pele.
¡As minhas flores já não estão!
Elas morreram… e vos?
​Seguirás no presente de uma lembrança passada.
Momento nostálgico:
o meu belo campo, flores amadas,
horizonte longínquo, viagem sem retorno…
Lágrimas de cristal, sem direito a voltar.
​¡As flores do campo não são as mesmas de ontem!

Laskiaf Amortegui

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