A fenomenologia do polegar em queda

Pietro Costa: ‘A fenomenologia do polegar em queda’

Pietro Costa
Pietro Costa
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Olhos fixados no luminoso oráculo.
O polegar desliza, rito automático.
Teu filho andou pela primeira vez:
A vivência que não entrou no feed.

Sarcasmos prontos, cinismos em série,
piadas leves como a consciência.
Gritos e choros em silêncio digital:
não viraliza a falta de audiência.

Compra-se para esquecer o dia,
acumula-se o que não preenche.
Em casa, aquece-se o urgente,
congela-se o sentir: ego e agonia.

Executa-se a cretinice em escala industrial:
Se vota diferente, é inimigo visceral.
Se critica meu ídolo, é herege, insano.
Se crê fora do meu templo, não é humano.

A ampulheta implode, vazio profundo.
O tempo não passa, acumula feridas.
Preconceitos marcam a pele do mundo:
rugas precoces — civilização exaurida.

Merleau-Ponty já advertia a humanidade:
o corpo é campo sensível, não secundário.
Há um logos inscrito na carne,
uma gramática do sentir antes do discurso, do vernáculo.

Essência e existência soletram-se no cotidiano:
nos afetos negados, nos encontros adiados,
nos mitos que repetimos, em autoengano.

Cada vida é texto em curso:
ou ponte, ou abismo.
E o sentido, hoje,
exige menos conexão
e mais coragem de sentir.

Pietro Costa

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A seiva verdadeira

Pietro Costa: Poema ‘A seiva verdadeira’*

Pietro Costa
Pietro Costa
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Imagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69cb1414-d2c4-83e9-be4b-9c076a87eb45

No peito humano, arde a chama inquieta,
As beligerâncias são relâmpagos tardios,
Mas a paz, conforme nascente pura e reta,
Há de eclodir em silêncio sobre pátios frios.

Erguem-se muros alicerçados na vaidade,
Estrugem mísseis como trovões sem lume;
Porém, a paz, com sua alvinitente claridade,
Tece límpidos horizontes no tear do costume.

É a ponte que transpassa os vendavais,
O cântico que o desamor não alcança,
O fruto que amadurece lá nos quintais
da esperança, na qual o futuro balança.

Ó venturosa aurora, eterna e sem fronteira,
flor plácida e impoluta, acima da destruição,
seja nesse mundo insosso a seiva verdadeira,
raízes rijas e porfiosas na alma e no coração.

* 2º lugar no Concurso Maria Firmina dos Reis 2025, tema ‘A Paz’,
pelo Institut Cultive Suisse Brésil
.

Pietro Costa

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Poetizo, logo vivo – XXXVIII

Pietro Costa: Poetizo, logo vivo – Pensamento XXXVIII

Pietro Costa
Pietro Costa
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O dogmatismo obsta a evolução do conhecimento.

Pietro Costa

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Poetizo, logo vivo – XXXVII

Pietro Costa: Pensamento XXXVII

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem criada por IA do Grok
Imagem criada por IA do Grok

O autoritarismo levanta a voz contra a liberdade individual.

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Poetizo, logo vivo – XXXIV a XXXVI

Pietro Costa

Poetizo, logo vivo – Pensamentos XXXIV a XXXVI

Pietro Costa
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A poesia abriga todos os mundos possíveis, e os ainda passíveis de serem imaginados.

O sexismo tolhe o potencial da metade da população.

O racismo macula a história com a tinta da intolerância.

Pietro Costa

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Incendiar o instante

Pietro Costa: Poema ‘Incendiar o instante’

Pietro Costa
Pietro Costa
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Incendiar o instante, a premissa
para uma existência insubmissa:
que resgate o rumor das pedras!

Colher o silêncio cultivado pelo pó,
nestas rotas sinuosas de criatividade;
varrer ruínas com ventos de liberdade
e desatar a infância contida em cada nó.

Pietro Costa

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Jardins de esperança

Pietro Costa: Poema ‘Jardins de esperança’

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem criaada por IA do Grok

O corpo é jardim, cada célula uma flor,
cultivar o cuidado para semear o amor.

O toque é linguagem que salva em silêncio,
ouvir a pele, eis um ato de pertencimento.

Nessa aurora rosa, a esperança floresce,
prevenir traduz um gesto que fortalece.

O peito é morada do sopro vital,
cuidar-se é plantar futuro no quintal.

A vida requer ternura no gesto mais simples,
um exame em tempo é ponte que nos redime.

Outubro ventila candente luz em cada janela,
a consciência é chama, uma oficiosa sentinela.

Pietro Costa

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