Minhas Vertentes é uma fusão sensível entre realidade e ficção, celebrando nosso chão, nossa história e nossa essência
Card do pré-lançamento do livro Minhas Vertentes
No dia 23 de dezembro de 2025, às 19h, aguardo você, que tem acompanhado minha carreira literária, para a laive de pré-lançamento do livro Minhas Vertentes, pelo Instagram @poetisa.veronicamoreira.
Minhas Vertentes foi aprovado no Edital PNAB Municipal 2025 – Lei Aldir Blanc e reúne poesias que atravessam meus sonhos, anseios, inseguranças, experiências, quedas e recomeços.
Nesta obra, dou voz à mulher mineira — mãe, dona de casa, trabalhadora, sonhadora, romântica e apaixonada pela vida. Mulheres que seguem autênticas, mesmo em meio a tantos julgamentos.
É uma fusão sensível entre realidade e ficção, celebrando nosso chão, nossa história e nossa essência.
✨ Um livro indicado ao público adulto apreciador de poesia, com uma narrativa reflexiva, intensa e repleta de romantismo.
📖 O livro será lançado em formato físico e e-book, com venda pela plataforma Amazon.
🎤 Em breve, acontecerá também o lançamento presencial em Caratinga (MG).
Documentário ‘Raízes 2 – Religiosidade’ estreia no YouTube e valoriza música sacra e patrimônio histórico de Caratinga
Documentário ‘Raízes 2 – Religiosidade’, de Nathan Vieira
Nesta segunda-feira (15), às 20h, o YouTube recebe a estreia do documentário ‘Raízes 2 – Religiosidade‘, idealizado e dirigido pelo músico e jornalista Nathan Vieira. A produção apresenta o registro exclusivo da gravação ao vivo do projeto homônimo, realizado na Igrejinha Histórica de São João Batista, um dos espaços mais simbólicos do patrimônio cultural de Caratinga (MG).
O documentário conduz o público por uma experiência sensível e intimista, onde música sacra, espiritualidade e memória se entrelaçam. A noite registrada marcou um encontro singular entre arte e fé, valorizando compositores caratinguenses em um cenário carregado de significado histórico e afetivo para o município.
Além das performances musicais, a obra reúne entrevistas enriquecedoras que contextualizam a importância histórica, religiosa e cultural do templo, destacando seu papel na formação da identidade local e na preservação da memória coletiva.
Viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc, o projeto reafirma o compromisso com a valorização da cultura, da música autoral e dos espaços históricos, fortalecendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
O documentário estará disponível gratuitamente no YouTube. O público é convidado a se inscrever no canal e ativar as notificações para acompanhar mais conteúdos culturais como este.
Verônica MoreiraConto infantil ‘O Natal iluminado da Vekinha’
Era uma vez, na amada Rua do Sapo — cercada por cafezais, mangueirais e um perfume doce de terra molhada — que a pequena Vekinha aguardava ansiosa pela noite de Natal.
Ela sabia que aquela data celebrava o nascimento do Menino Jesus, e seu coração se enchia de ternura cada vez que ouvia a história da estrela que guiou os três reis magos até a manjedoura. Para Vekinha, o Natal era mais do que presentes: era o momento mágico em que a família se aproximava um pouco mais, depois de um ano inteiro de muito trabalho.
Quando dezembro chegava, tios, primos, avós e vizinhos passavam a andar mais devagar, como se o espírito natalino soprado pelo vento lembrasse a todos que nascer — assim como Jesus nasceu — é sempre motivo para comemorar.
E Vekinha amava comemorar. Amava ainda mais fazer as pessoas sorrirem.
Por isso, naquela tarde serena, ela escreveu uma carta para o Papai Noel. Acreditava, do fundo do coração, que o bom velhinho era uma forma carinhosa do Papai do Céu visitar as crianças. E por isso fez seus pedidos com toda a pureza do mundo.
A carta de Vekinha
“Querido Papai Noel,
Nesta véspera de Natal, eu gostaria de pedir um presente especial. Mas não quero escolher — quero surpresa! Um presente que me faça muito feliz.
Não tenho lista… Na verdade, só preciso que o senhor traga minha família inteira para alegrar o meu Natal. Que meus tios, priminhos e meus irmãos estejam todos comigo.
Queria que a vovó Cirene trouxesse doce de leite, cocada e pé de moleque. Que a tia Tonha trouxesse rapadura e fizesse puxa-puxa para todos nós.
Queria também que a mamãe preparasse quibe cru, porque nunca pode faltar, já que não temos dinheiro para comprar peru.
Ah, e eu queria tanto tomar Guaraná Antarctica… o senhor sabe o quanto eu amo Guaraná. Acho que pedi tudo. Mas, se eu tiver esquecido de alguma coisa, sei que o senhor conhece meu coração. Ah, Papai Noel, preciso lhe contar uma coisa incrível…
Este ano nossa cidade recebeu um presente especial! Nosso prefeito, Dr. Giovanni, buscou recursos e, com a ajuda dos artistas e moradores, deixou a cidade inteira iluminada. A mamãe e o papai prometeram nos levar para conhecer sua casinha de Noel.
Dizem que o coreto tem um trenó enorme e que o senhor está lá, esperando o momento certo de espalhar presentes e amor por toda a cidade!
Meu tio Jadir comprou alguns presentes para nós, e sei que será algo muito especial. Ele sempre acerta. Termino pedindo que todas as crianças da nossa cidade — e do mundo — sejam muito amadas. Até o Natal, espero tirar uma foto no seu trenó.
Abraço da Vekinha.”
Ao terminar a carta, Vekinha correu para a sala, radiante. Já imaginava como seria a praça iluminada. Mal podia esperar para ver tudo de perto!
— Mamãe, vamos agora? Eu tô tão ansiosa! — disse, quase pulando.
A mãe sorriu e perguntou:
— Filha, o que você gostaria de ganhar neste Natal?
— Ah, mamãe… é segredo! Já contei tudo para o Papai Noel. Deixei a carta no meu sapatinho, na janela, como o papai ensinou.
Dona Conceição ficou curiosa, mas respeitou o mistério, sabendo que o papai também esperava o momento certo para espiar aquela cartinha cheia de amor.
Naquela noite, a família inteira saiu para ver a cidade iluminada. A praça estava mágica, brilhante como nunca antes. Havia renas, bonecos de neve, carinhas simpáticas, um balão para fotos e o grande presépio, onde Vekinha fez uma pequena oração ao ver José, Maria e o Menino Jesus na manjedoura.
O trenó no coreto parecia ter vindo diretamente do Polo Norte. Fotógrafos ajudavam as famílias a registrarem a magia para sempre. Caratinga estava tão linda que até turistas vieram de longe para ver o brilho daquele Natal.
Depois de caminhar encantada, a família tomou um lanche no Bob’s e voltou para casa, com o coração feliz e a alma leve.
A véspera encantada
Todos colocaram seus sapatinhos com cartinhas na janela. E, quando dormiram, Papai Noel — silencioso como o vento — leu cada pedido com carinho.
Na manhã seguinte, as cartas haviam sumido. Os sapatinhos continuavam lá, mas agora a magia tinha começado. Faltavam apenas algumas horas para o presente chegar.
À noite, a casa se encheu: tio Jadir, vovó com seus doces, vovô com sua bengala de martelo, tia Tonha com o puxa-puxa e tantos outros amigos. O Natal brilhou em cada sorriso.
Depois da ceia, todos foram dormir ansiosos.
Vekinha adormeceu abraçada à boneca Papinha que ganhou do tio Jadir. Sonhou com estrelas, trenós e risadas suaves de anjos.
Até que…
O galo cantou. Quatro horas da manhã.
Vekinha saltou da cama, correu à janela e lá estavam: seus presentes e os dos irmãos, todos no lugar dos sapatinhos.
Ela abriu o dela e encontrou uma boneca igualzinha a ela — até o nome era Vekinha! Feita com tanto carinho que parecia ter sido moldada pelo próprio espírito do Natal.
Vekinha cantou feliz:
“Deixei meu sapatinho na janela do quintal… Papai Noel deixou meu presente de Natal…”
Os irmãos acordaram com o canto e correram para ver os próprios presentes. Cada um recebeu exatamente o que havia pedido.
E assim, entre abraços, risos e cantorias, nasceu o Natal mais iluminado da vida de Vekinha.
Verônica Moreira: ‘Vekinha em… Aprendendo a ser ninja’
Verônica MoreiraVekinha em… Aprendendo a ser ninja. Imagem criada por IA
Era sempre ao anoitecer que ele começava a aprontar, e Vekinha já conhecia bem as travessuras do pequeno ninja Mizinho, como todos o chamavam. Jamir, o Mizinho, adorava assustar as pessoas à sua volta, e era ao cair da noite que ele armava as mais inusitadas ‘armadilhas ninja’, como ele chamava suas travessuras.
Certa vez, enquanto Vekinha brincava no quintal, fazendo cabaninhas com suas amiguinhas, Mizinho subiu no grande pé de ameixas que ficava perto da varanda da cozinha de dona Conceição. Margarida, a tia de Mizinho e Vekinha, estava cozinhando feijão no fogão a lenha. Quando, de repente, “cabrummm!” O telhado da varanda cedeu com um estrondo. Tia Margarida veio correndo, assustada, gritando: — Menino maluco, quer matar todo mundo de susto! O que você tá fazendo em cima desse telhado?
Mizinho, pendurado nas vigas, quase caindo em cima da panela de pressão, foi salvo por tia Margarida, que o puxou pelas pernas. Assim que desceu, como se nada tivesse acontecido, ele começou a escalar a parede do quintal de novo.
— Mizinho, posso brincar com você? — perguntou Vekinha, com os olhinhos brilhando de curiosidade.
— Não, Vekinha. Isso é muito perigoso, coisa pra ninja. E você não é ninja — respondeu ele, sem pensar duas vezes.
Mas naquela noite, algo mudou. Mizinho olhou para a irmã mais nova e percebeu o quanto ela queria estar com ele, não só para brincar, mas para aprender e partilhar daquele mundo misterioso e emocionante dos ninjas que ele tanto gostava de inventar.
— Sabe, Vekinha, ser ninja não é só subir em telhados ou fazer travessuras — disse Mizinho, sentando-se ao lado dela. — Um verdadeiro ninja protege as pessoas que ama e não faz coisas que possam machucar os outros… ou a si mesmo.
Vekinha olhou para ele, surpresa com as palavras do irmão.
— Eu posso te ensinar a ser uma ninja também, mas tem que prometer que nunca vai fazer nada perigoso, como subir no telhado sem a supervisão de um adulto. Ser ninja é ser esperta, cuidadosa e responsável.
Vekinha sorriu, concordando com um aceno de cabeça.
Nas semanas seguintes, Mizinho ensinou a Vekinha alguns truques de “ninja”, como ser ágil, pensar rápido e como usar a imaginação para criar jogos divertidos, sem colocar ninguém em perigo. Eles brincavam de atravessar o quintal sem serem vistos, saltando por entre as árvores, construindo “fortalezas secretas”, e inventando códigos secretos. A pequena Vekinha sentia-se parte de algo especial, e Mizinho, por sua vez, ficou feliz em perceber que cuidar da irmã era mais importante do que qualquer travessura.
E assim, em vez de subir no telhado ou pregar sustos, Mizinho e Vekinha aprenderam juntos que o verdadeiro espírito de um ninja não está em aventuras perigosas, mas em usar a inteligência, o respeito e o cuidado com os outros.
No fim, Mizinho virou para Vekinha e disse:
— Agora você é uma ninja, mas sempre lembre: o maior poder de um ninja é saber quando não arriscar.
Vekinha sorriu, entendendo a lição. E a partir daquele dia, as brincadeiras dos dois se tornaram ainda mais divertidas — e muito mais seguras.
Verônica MoreiraCapa do livro ‘Vekinha em… Abraão e os Esquilos’, de Verônica Moreira
Abraão era um menino pequenino que morava no sítio da vovó Cida. Ele adorava passar o dia na varanda da cozinha, ouvindo o canto dos pássaros e observando o lago cheio de peixinhos coloridos. Bem ao lado do lago, havia uma árvore enorme que parecia tocar o céu, e naquela árvore moravam dois esquilos muito curiosos.
Abraão tinha uma amiga inseparável chamada Vekinha. Eles brincavam juntos o dia todo, inventando histórias, pulando e correndo pela roça. Um dia, enquanto brincavam na varanda, as risadas dos dois chamaram a atenção dos esquilos, que estavam espiando tudo lá do alto da árvore.
Os esquilos, fascinados pela alegria de Abraão e Vekinha, queriam participar da brincadeira. Então, subiram no topo de um coqueiro próximo e começaram a jogar folhinhas no lugar onde as crianças brincavam. Folha após folha, os dois pequenos tentavam chamar a atenção de Abraão e Vekinha.
Abraão olhou para cima e pediu: — Ei, vocês podem parar com isso? Estamos tentando brincar aqui embaixo!
Os esquilos, tristes por acharem que estavam atrapalhando, desceram rapidamente da árvore e desapareceram entre os galhos. Vekinha, que sempre pensava em todos, disse: — Abraão, acho que eles só queriam brincar com a gente. Vamos dar uma chance para eles!
Abraão concordou e chamou os esquilos novamente, mas eles já haviam corrido para longe. As crianças ficaram desanimadas, até que Vekinha teve uma ideia brilhante: — Abraão, e se fizermos algo especial para mostrar que queremos brincar com eles?
— O quê? — perguntou Abraão, curioso.
— Vamos construir um brinquedo para eles!
Os dois começaram a trabalhar juntos. Usaram gravetos, folhas de coqueiro, pedaços de barbante e algumas nozes que tinham guardado para criar uma “ponte de brincadeiras”. O brinquedo tinha balanços feitos de folhas e pequenos esconderijos cheios de nozes. Eles penduraram tudo nos galhos da grande árvore perto do lago.
Enquanto trabalhavam, as risadas de Abraão e Vekinha ecoavam pela varanda, e os esquilos, curiosos, começaram a espiar de longe. Quando tudo ficou pronto, Abraão gritou: — Ei, esquilos! Voltem! Fizemos um brinquedo só para vocês!
Demorou um pouco, mas os esquilos, ainda desconfiados, desceram devagarinho. Quando viram o brinquedo, seus olhos brilharam de alegria. Eles começaram a pular de um galho para outro, balançando-se e brincando animados.
Abraão e Vekinha aplaudiram e riram, vendo como os esquilos estavam felizes. Então, Vekinha teve outra ideia: — Abraão, vamos jogar nozes para eles pegarem no ar!
Os esquilos entenderam rápido a brincadeira e começaram a correr e pular atrás das nozes que as crianças jogavam. A cada salto bem-sucedido, todos riam e comemoravam.
Quando o sol começou a se esconder, todos estavam cansados, mas muito felizes. Para surpresa de Abraão e Vekinha, os esquilos desceram até a varanda, sentaram-se ao lado deles e compartilharam as nozes que haviam guardado.
Abraão e Vekinha deram risada e disseram: — Vocês são incríveis! Vamos brincar assim todos os dias!
Os esquilos, que agora tinham até nomes — Pipoca e Nózinho —, balançaram as cabeças, como se concordassem.
Desde então, todas as tardes no sítio da vovó Cihda eram repletas de brincadeiras, risadas e a companhia alegre de Pipoca e Nózinho.