A Anatomia da Dúvida em ‘O Decano de Lúcifer’

Como o médico Almir Miguel Jr. transforma a prática clínica em horror psicológico

Almir Miguel Jr.
Almir Miguel Jr.

O que separa a realidade que tocamos da ilusão que a mente constrói?

Para o médico e escritor Almir José Miguel Junior, essa resposta não está apenas nos livros de medicina, mas nas brechas sutis da percepção humana.

Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com bagagem pela Engenharia Elétrica e pela Física.

Já tendo planos de ingressar em Teologia pela UCP de Lisboa, Almir carrega uma inquietação analítica que atravessa sua trajetória.

Professor desde os 15 anos de matemática, inglês e física.

Desde então o autor aprendeu a arte de traduzir o complexo em algo acessível, habilidade que hoje imprime com maestria em sua ficção.

Atuando como clínico geral em dois pequenos municípios da região das Missões (RS), Almir enfrenta a rotina dos plantões hospitalares.

Alem disso, divide o tempo entre a profissão, a família, ao lado da esposa Márcia e dos filhos Isabel e Gabriel, a pesca, a guitarra e a bateria (com direito a um passado nos anos 90 em uma banda cover do Pearl Jam).

Mas foram os seus 20 anos de vivência no universo médico que alimentaram sua maior reflexão literária: a distância quase invisível entre o que um paciente sente e o que os exames conseguem provar.

O Sonho de um Livro Inexistente

A gênese de O Decano de Lúcifer carrega um ar místico.

Numa madrugada, Almir acordou com a certeza absoluta de ter lido uma obra que não existia em catálogo algum.

Em vez de descartar a sensação, fez o que qualquer bom narrador faria: começou a anotar.

Somando essa intuição à observação clínica de como uma pessoa pode ser convencida, com toda a doçura, de que nunca viu o que presenciou, o autor estruturou um romance de horror psicológico denso e fascinante.

Com influências que passam por mestres como Shirley Jackson, Ira Levin e C.S. Lewis, a obra nasce da sutil manipulação da sanidade, abordando como as certezas humanas podem ser desmanteladas sem alarde.

A Tensão de ‘O Decano de Lúcifer: Episódio 1 – A Luz’

Já disponível na Amazon em formato episódico, a história apresenta Tomás, um médico do interior que há 21 anos segue à risca a regra de ouro do consultório: separar a queixa do achado, o relato subjetivo do paciente daquilo que a ciência comprova.

A vida metódica de Tomás passa por uma ruptura perturbadora quando ele desperta com a lembrança de um livro fantasma e, dias depois, descobre em seu próprio computador um capítulo inédito que nunca escreveu, antecipando o significado profundo de um evento futuro.

A partir desse momento, a narrativa mergulha em uma espiral de paranoia e observação:

• A paranoia do invisível: Tomás passa a medir os milímetros da própria casa — a cadeira três centímetros fora do lugar, a luz levemente alterada, o tom de voz com que seu nome é pronunciado.

• O registro contra o esquecimento: Cada pequena alteração é anotada e datada, funcionando como uma defesa preventiva contra o dia em que tentarão convencê-lo de que a realidade sempre foi daquela forma.

• O documento paralelo: Intercalando os capítulos, surge um texto perturbador: um manual sereno sobre como despojar um homem de suas verdades sem precisar alterar um único fato concreto.

Almir Junior entrega uma obra brilhante, onde o rigor técnico e a sensibilidade humana se fundem para questionar as bases da nossa própria memória.

Uma leitura indispensável para quem busca um suspense inteligente, atmosférico e profundamente transformador. Super recomendo!

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O DECANO DE LÚCIFER

SINOPSE

Toda luz pode ser rebaixada, desde que o homem seja convencido de que nunca a viu acesa.”

Tomás acordou às 3h41 com a certeza de ter lido um livro que não existe.

Procurou por onze dias , catálogos, bibliotecas, sebos, alertas. Nada.

Ele é médico: há quinze anos separa o que o paciente sente do que o exame mostra.

Então fez o que sabe fazer. Decidiu escrever o livro que sonhou.

Na sexta-feira seguinte, encontrou no computador um capítulo que não escreveu.

Criado às 3h41. Descrevendo um jantar que ainda não aconteceu.

Enquanto isso, a casa. A cadeira amanhece três centímetros fora da marca.

A luz da sala parece mais baixa e o aplicativo que mede não confirma.

O nome dele, na boca da mulher, soa meio tom errado. “Sempre foi assim”, ela diz.

E há o cheiro de gás que só ele sente.

Nenhum desses fatos prova nada.

É esse o problema. Tomás mede tudo, anota tudo, guarda a verdade em caixas de fósforos, um fato por palito, a frase mais curta que ainda seja verdadeira.

Mas quanto vale uma testemunha que já não confia no próprio ouvido, no próprio nariz, na própria memória?

E, entre os capítulos, as páginas de um manual muito antigo ensinam, com a serenidade de uma aula, a arte de fazer um homem abandonar o próprio testemunho.

Episódio 1 de O Decano de Lúcifer, romance seriado de horror psicológico. Cada episódio se lê inteiro por si.

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OBRA DO AUTOR

O decano de Lúcifer
O decano de Lúficer

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Da mente inquieta ao apocalipse no papel

Adalberto Neto e a Arte de Dar Vida ao Caos em Red Stone City

Adalberto Neto

Há quem acredite que a imaginação tem prazo de validade ou que a literatura exige diplomas para acontecer.

O escritor paulistano Adalberto Pereira de Lima Neto, de 59 anos, provou o contrário: a verdadeira literatura nasce do olhar curioso sobre o mundo e da coragem de transformar visões em palavras.

Hoje aposentado e residente em Belford Roxo (RJ), Adalberto decidiu que nunca é tarde para dar voz à sua mente inquieta, presenteando os amantes de distopias com um dos universos mais instigantes e viscerais da ficção contemporânea.

A paixão por criar mundos não surgiu da noite para o dia.

Desde a infância, Adalberto já exercitava o dom de narrar.

Ao olhar para os aviões que cruzavam o céu, ele não via apenas máquinas, mas centenas de vidas fictícias: inventava de onde vinham, para onde iam e quais segredos carregavam.

Alimentado por influências de peso como Stephen King, André Vianco, Alexandre Callari e Manel Loureiro (autor da Trilogia Apocalipse Z), o autor desenvolveu uma escrita marcante, capaz de transmitir sentimentos reais e cruéis em meio a cenários de extrema tensão.

Uma Cidade como Organismo Vivo: O Nascimento de uma Saga

O ponto de virada para a criação do seu universo literário veio de um estalo poético e perturbador: e se uma cidade não fosse apenas tijolos e concreto, mas um organismo vivo que pulsa, reage e sangra?

Foi a partir dessa premissa que nasceu a atmosfera sufocante e magnética da série Red Stone City, uma jornada épica composta por quatro obras que se complementam e arrastam o leitor para o centro do colapso:

• ‘Sangue e Poeira’: O pontapé inicial que estabelece o ritmo ágil e impiedoso da narrativa, apresentando quatro histórias que se entrelaçam dentro de um organismo urbano doente onde ninguém está realmente seguro.

• ‘Sangue e Dor’: Uma imersão profunda, sombria e psicológica no sofrimento humano, onde cada conto é um mergulho em um pesadelo particular: do erro que não pode ser desfeito ao horror que espreita em cada esquina.

• ‘O Diário’: A obra que funciona como um vislumbre intimista e doloroso do caos, resgatando os registros desesperados de uma mãe tentando proteger sua família no auge do colapso da cidade.

• ‘Sangue e Ruínas’: O ápice épico e avassalador que encerra a saga (será?), amarrando os destinos com maestria, poeira, desespero e a eterna busca pela redenção.

Sentimentos Reais em Situações Extremas

O grande trunfo de Adalberto Neto não está apenas no suspense de dar “frio na barriga” ou nas reviravoltas de tirar o fôlego, mas na humanidade que ele injeta em cada página.

Seus personagens não são heróis inabaláveis; são seres humanos falhos, assustados e movidos pelo amor, pelo medo e pela busca incansável pela sobrevivência.

Adalberto prova que a imaginação guardada por tantos anos não estragou com o tempo, pelo contrário, maturou como um bom vinho.

Ao transformar uma cidade em um personagem vivo, o autor não construiu apenas uma distopia marcante; construiu uma ponte direta com o coração de leitores que buscam emoções brutais e verdadeiras.

Uma saga imperdível para quem ama ficção científica, suspense e o poder transformador da boa literatura nacional.

Super recomendo!

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SANGUE E DOR

SINOPSE

Em Red Stone, algumas estradas não aparecem nos mapas.

No meio de noites frias, rodovias desertas e cidades esquecidas, pessoas comuns começam a cruzar caminhos com algo impossível de explicar.

Um médico cansado tentando voltar para casa. Um homem fugindo da própria culpa. Viajantes que entram em postos abandonados, estradas silenciosas e construções que parecem existir fora do tempo.

Todos chegam a Red Stone carregando dores, arrependimentos e segredos que nunca conseguiram deixar para trás.

Mas a cidade percebe.

Entre desaparecimentos misteriosos, vozes na escuridão e lugares que desafiam a realidade, Red Stone revela um horror que vai muito além do sobrenatural: o confronto inevitável com aquilo que cada pessoa tenta esconder dentro de si.

Sombrio, atmosférico e perturbador, Red Stone é uma coletânea de terror psicológico onde cada conto se conecta por estradas que parecem vivas — e que sempre levam exatamente onde dói.

SANGUE E POEIRA

SINOPSE

Bem-vindo a uma cidade que respira, observa… e tem fome.

Por trás da fachada perfeita de Red Stone City, com seus desfiles patrióticos e famílias poderosas, esconde-se uma verdade brutal: cada sorriso esconde uma sombra, e as histórias bonitas são feitas de mentiras de sangue.

Neste primeiro volume da antologia de terror urbano e mitologia sombria, você caminhará por ruas onde ninguém está realmente sozinho. Prepare-se para encontrar:

Verdades Perigosas: Jornalistas obstinados que ousam cavar os segredos mais profundos da cidade e pagam o preço por isso.

O Vazio: Pessoas comuns que, de repente, despertam em mundos completamente desertos e aterrorizantes.

Predadores da Noite: Criaturas elegantes que caçam sob o manto da escuridão, seguindo seus próprios códigos de honra e uma sede insaciável de sangue.

Aqui, o perigo não está no que você vê.

Está no que está olhando para você enquanto você caminha sozinho à noite.

Entre neste universo.

Descubra os segredos de Red Stone City.

Se tiver coragem.

O DIÁRIO

SINOPSE

Ela começou a escrever para registrar a infância do filho.

Os primeiros passos. Os aniversários. As pequenas alegrias de uma vida simples ao lado da família que amava.

Então vieram os rumores.

Uma doença misteriosa.

Notícias contraditórias.

Medo.

E, aos poucos, o mundo começou a mudar.

O Diário acompanha os últimos registros de uma mãe comum diante do colapso da sociedade. Enquanto as ruas se tornam cada vez mais perigosas e a esperança desaparece, ela luta para proteger o marido e o pequeno Lucas de uma ameaça que ninguém compreende completamente.

Narrado em forma de diário, este é um relato íntimo sobre amor, perda, medo e sobrevivência. Uma história que não fala sobre heróis, soldados ou grandes líderes.

Fala sobre pessoas comuns.

Pessoas que tinham sonhos.

Pessoas que tinham famílias.

Pessoas que foram deixadas para trás.

Ambientado no universo R.S.C. — Red Stone City, este livro revela os acontecimentos que antecederam a queda do mundo conhecido e os eventos que dariam origem ao livro Sangue e Ruínas.

Abra estas páginas por sua conta e risco.

Pois em Red Stone, não garantimos finais felizes.

SANGUE E RUINAS

SINOPSE

Quando o apocalipse zumbi transforma a cidade em um território dominado pelos mortos-vivos, João se vê preso em um dos prédios do condomínio onde sempre viveu.

Cercado por ameaças do lado de fora e com recursos cada vez mais escassos, ele faz o possível para manter a si mesmo e sua mãe em segurança.

No entanto, sua maior preocupação não são os zumbis. Sua mãe sofre de Alzheimer e, embora ainda o reconheça, a doença avança de forma imprevisível.

A cada dia, João convive com o medo de que chegue o momento em que ela olhe para ele e não veja mais o filho que sempre amou.

Enquanto luta para protegê-la de um mundo em ruínas, ele também tenta preservar as lembranças que ainda os mantêm unidos.

Entre a ameaça constante dos mortos-vivos e a cruel progressão da doença, João enfrenta uma batalha silenciosa e dolorosa: salvar sua mãe de um perigo que pode ser combatido é difícil, mas impedir que ela o esqueça pode ser impossível.

Em um mundo onde a humanidade está desaparecendo, seu maior desafio é não perder o último vínculo que dá sentido à sua sobrevivência.

OBRAS DO AUTOR

Sangue e poeira
Sangue e Poeira

Sangue e Dor
Sangue e Dor

O Diário
O Diário

Sangue e Ruínas
Sangue e Ruinas

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Da tecnologia à literatura infantil

Autora sorocabana lança livro inspirado em memórias na Austrália

Um dia em Tallangatta
Um dia em Tallangatta

Após mais de duas décadas no setor corporativo, Fernanda Melchior estreia no universo literário com uma história afetiva sobre infância, natureza e o valor das coisas simples.

SOROCABA – O hábito de ler chegou à vida de Fernanda de Almeida Marques Melchior já na vida adulta, mas o desejo de transformar essa paixão em incentivo para as novas gerações nasceu de uma virada de chave.

Após 21 anos trabalhando, a sorocabana de 51 anos decidiu trilhar novos caminhos.

Apenas um ano e meio após deixar o mundo corporativo, a inspiração bateu à porta e deu origem ao seu primeiro livro infantil.

Fernanda Melchior
Fernanda Melchior

A obra nasce de uma experiência vivida pela própria autora em Tallangatta, uma acolhedora cidade no interior da Austrália.

É nesse cenário que os leitores conhecem Léo, um garoto de 8 anos que vive momentos inesquecíveis ao lado de seus avós.

Mais do que uma simples narrativa infantil, o livro é um convite para desacelerar.

Na trama, o pequeno protagonista aprende com o avô a beleza contida no cotidiano e nas coisas simples: o aroma das flores e das folhas, o calor do sol na pele, os passeios de bicicleta, o café da manhã em família e os jantares à beira da fogueira ao som de música e sob o céu estrelado.

Experiências que tocam o coração de Léo tão profundamente que o levam a um genuíno sentimento de gratidão.


“O livro surgiu a partir de uma memória e de uma experiência muito especial que vivi na Austrália.

Quis expressar meu amor pela natureza e por esses momentos simples que nos marcam para sempre, especialmente quando são compartilhados com quem amamos”

Fernanda Melchior


Incentivo à Leitura e Paixão pelas Artes

Apreciadora de esportes, com destaque para a natação, seu momento de refúgio e relaxamento, Fernanda carrega uma relação íntima com a arte em suas mais diversas formas, de fotografias e esculturas a quadros e poesias.

Leitora assídua de nomes como Carlos Ruiz Zafón e Fernando Pessoa, ela cultiva uma pequena biblioteca em casa e hoje coloca como missão pessoal o estímulo à leitura na infância.

“Toda criança que eu puder incentivar a ler, eu farei”, afirma Fernanda, que já prepara o lançamento de seu segundo livro infantil para breve.

A obra de estreia de Fernanda Melchior é um sopro de sensibilidade para pais e filhos, lembrando que as memórias mais valiosas da vida são construídas no afeto, na presença e no olhar atento ao mundo ao nosso redor.

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UM DIA EM TALLANGATTA

SINOPSE

A história se passa em Tallangatta, uma cidadezinha no interior do estado de Vitória, na Austrália.

Leo tem 8 anos e aprende com o seu avô a admirar as coisas simples da vida.

O livro estimula a imaginação e desperta a curiosidade, especialmente sobre animais e plantas.

Aborda a beleza da natureza e os momentos felizes que passamos ao lado dos nossos avós.

Um convite perfeito para os pequenos leitores expandirem a criatividade por meio do conhecimento.

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OBRA DA AUTORA

Um dia em Tallangatta
Um dia em Tallaggata

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A Dama de Negro do Chiado

Mônica Henriques encanta com a escrita acolhedora de “A Dama de Negro do Chiado e Outros Contos”

Capa do livro "A dama de negro do Chiado e outros contos" de Mônica Henriques. A imagem ilustra uma cena de rua noturna em Lisboa, com a silhueta de uma mulher em um longo vestido preto e uma criança à frente, caminhando em direção a uma igreja histórica.
Capa do livro A dama de negro do Chiado. de Mônica Henriques

Sabe aqueles livros que parecem nos convidar para sentar com uma boa xícara de café e passar horas a fio ouvindo histórias fascinantes de um amigo?

É exatamente esta a deliciosa sensação ao folhear as páginas de “A dama de negro do Chiado e outros contos”, o mais recente lançamento da talentosa escritora e advogada carioca Mônica Henriques, publicado pela Editora Patuá.

Com uma trajetória literária já consolidada, que inclui um thriller sobrenatural “O Julgamento” (Caravana, 2022) e diversas premiações em contos e crônicas, Mônica nos presenteia agora com uma coletânea vibrante, fruto de gestação afetiva e muita observação do cotidiano.

Escrever estes contos, segundo a própria autora, foi um refúgio, um remédio e uma opção de sanidade durante dias incertos da pandemia, além do resultado de suas imersões em cursos de escrita e inspirações que surgiram no piscar de olhos do dia a dia.

Uma jornada eclética por mundos, tempos e emoções

O grande charme de Mônica Henriques está na sua capacidade de brincar com o tempo.

Em “A dama de negro do Chiado”, passado, presente e futuro se entrelaçam com maestria em dez contos que transitam com elegância pela ficção científica, pelo suspense, pelo realismo mágico, pela fantasia e pela ficção histórica.

A inspiração da autora nasce dos detalhes mais poéticos da vida real: a ideia para o conto “O Senhor do Tempo”, por exemplo, surgiu quando seu marido lhe mostrou uma fotografia com o número do fotógrafo carimbado no verso.

Em um estalo criativo, a autora transformou o achado doméstico em literatura pura, antes que a ideia se evaporasse e se juntasse às nuvens no céu.

O ecletismo do livro reflete a alma da própria autora, que ama ler e escrever sobre de tudo um pouco.

Misterioso e instigante: Em “Assassinato no sarau” (finalista do V Prêmio ABERST), viajamos a 1914 para desvendar um crime, enquanto o conto que dá título ao livro nos envolve numa atmosfera enigmática e inesquecível.

Humano e reflexivo: Contos como “O manuscrito”, “O legislador” e “Rebeca – A nova geração” abordam questões humanísticas profundas e atuais, incluindo discussões sobre inteligência artificial.

Imersivo e lírico: Em “A Livraria Mágica da Rua do Ouvidor”, somos transportados para outras culturas, enquanto “O morcego da biblioteca de Coimbra” nos apresenta um morcego erudito em busca de seu descanso eterno.

Rico em pesquisa histórica: O denso e emocionante “Últimos dias de Tomás no Brasil”, nos leva ao cárcere da Ilha das Cobras em 1789. Para construir uma narrativa verossímil sobre a Inconfidência Mineira, a autora mergulhou na leitura do Autos da devassa e documentos de época.

Um convite irrecusável à arte e à imaginação

Como leitora, foi impossível não me apaixonar pela escrita envolvente, fluida e profundamente acolhedora de Mônica.

Suas histórias nos levam como em um redemoinho em espiral, provocando nostalgia, inquietação e encanto a cada virada de página.

Mais do que uma simples coletânea de contos, a obra é um lembrete poético de que, ao abrirmos a mente e o coração para o imponderável e permitirmos a arte em nossas vidas, conseguimos resistir como humanos através do tempo.

Um livro plural, fascinante, feito com carinho que transborda em cada linha. Super recomendo!

Venha você também se encantar com o universo único de Mônica Henriques.

Redes sociais da autora

A DAMA DE NEGRO DO CHIADO

RESENHA

Esse livro irá nos levar, como em um redemoinho em espiral infinita e reversa, através dos tempos, em contos que vão da fantasia à ficção científica, passando pela ficção histórica e o realismo mágico.

Nos deixará inquietos ao tratar questões humanísticas em “O manuscrito”, “O legislador” e “Rebeca – a nova geração”.

Nos envolverá em nostalgia em “O Senhor do Tempo” e “O Orbe Encantado”.

Seremos convidados a uma experiência imersiva em outros mundos e culturas ao adentrarmos “A livraria mágica da Rua do Ouvidor”.

Nos levará a desvendar um crime cometido em 1914, em “Assassinato no sarau”, e nos deixará intrigados com o mistério que move “A dama de negro do Chiado”.

Conheceremos um morcego erudito que anseia pelo descanso eterno no conto “O morcego da biblioteca de Coimbra”.

Depois, espiaremos um cárcere na Ilha das Cobras, em 1789, onde versos parnasianos foram escritos em suas paredes, e sofreremos junto ao condenado no decorrer de “Os últimos dias de Tomás no Brasil”. 

 A autora, nessa dinâmica que instiga passado, presente e futuro, nos convida a abrir a mente e o coração para o imponderável, fazendo-nos perceber que, ao permitirmos a arte em nossas vidas, resistiremos como humanos através do tempo.

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OBRAS DA AUTORA

O julgamento
O julgamento

A dama de negro do Chiado
A dama de negro do Chiado

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A mente brilhante por trás do multiverso

B.W. Paladino e a Ciência dos Sonhos

Brenda Wyni Paladino
Brenda Wyni Paladino

O cenário da literatura fantástica nacional ganha um brilho especial com a força e a autenticidade de Brenda Wyni Paladino, ou simplesmente B.W. Paladino.

Aos 31 anos, a escritora paulistana, que traz na bagagem a vivência de quem já morou em Minas Gerais e a doçura de ter sido adotada e criada por sua avó paterna desde os três meses de idade, transforma suas paixões de infância em uma das jornadas mais eletrizantes da ficção científica atual.

A conexão de Brenda com as letras começou cedo, aos 10 anos.

Naquela época, cadernos escolares já ganhavam vida com roteiros de teatro e histórias de vampiros.

Como acontece em muitas trajetórias humanas, os desafios da vida adulta silenciaram sua escrita por um tempo.

No entanto, o nascimento de sua filha, batizada carinhosamente de Safira, em homenagem à icônica dragão fêmea da obra Eragon, trouxe de volta a chama da criação.

Decidida a realizar o sonho de menina e a viver do que ama, Brenda finalmente arriscou e colocou seu talento no papel.

O grande diferencial de sua escrita está na matéria-prima de sua inspiração: os sonhos lúcidos.

Todas as noites, a autora vivencia aventuras extraordinárias em sua mente e, ao acordar, transporta essa vivência visceral para a ficção.

É essa entrega sem filtros que confere tanta verdade e conexão às suas obras.

Apaixonada por cultura pop, que envolve desde jogos e quadrinhos até os universos Marvel e DC, Brenda costura essas referências de forma sutil em uma estrutura narrativa grandiosa.

Seus livros, “O 11º Plano – Fragmentos do Caos” e a eletrizante continuação “O 11º Plano – A Anomalia”, são verdadeiros fenômenos de ritmo.

São obras incríveis, transbordando ação, humor e uma dose cavalar de emoção que não deixa o leitor largar a página até o ponto final.

Como legítima defensora da ficção científica nacional, a autora usa a literatura para desafiar a mente.

A trama da trilogia mergulha fundo em duas das teses mais complexas da física contemporânea: a Teoria dos Muitos Mundos (o multiverso) e a Teoria das Supercordas.

Com pitadas de física quântica e uma imaginação transbordante, Brenda desmistifica esses conceitos científicos que fazem os físicos quebrarem a cabeça, tornando-os orgânicos e fascinantes para o público.

Para coroar esse universo rico, a escritora faz questão de fincar os pés em suas raízes: suas histórias celebram a cultura brasileira, retratando o nosso país com toda a sua diversidade, beleza e nuances reais.

Brenda Wyni Paladino não constrói apenas tramas sobre portais e dimensões; ela coloca sua própria essência em cada linha.

O resultado é uma literatura de entretenimento inteligente, poderosa e com o DNA do Brasil.

Uma autora que merece todo o nosso respeito e que, com certeza, veio para marcar a história da nossa ficção científica.

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O 11º Plano – Fragmentos do Caos

SINOPSE

O que você seria capaz de fazer pelas pessoas que ama?

Emma nunca se sentiu comum com todos os sonhos fantásticos de suas noites agitadas, mas jamais imaginou que isso poderia ter ligação com duas teorias ainda não comprovadas: A Teoria das Super cordas e a Interpretação de muitos mundos.

Toda sua vida é questionada ao ser atropelada na agitada capital São Paulo e em um simples piscar de olhos sua mente fica entrelaçada entre realidades.

O problema é que uma dessas histórias parece ser o fim de tudo.

À medida que as realidades se fundem, a consciência de Emanuelli é esticada até o limite, e o Décimo Primeiro Plano exige um sacrifício final.

Em um rastro de energia roxa e destruição, a linha entre o sonho e a vigília desaparece.

O mundo que ela conhece está prestes a ser apagado por uma versão de si mesma que cansou de sofrer.

Se o universo é apenas uma sinfonia de cordas, Emanuelli está prestes a tocar a nota final.

E, desta vez, pode não haver despertar.

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O 11º PLANO – A ANAOMALIA

SINOPSE

O destino não perdoa quem tenta controlar tudo.

Enquanto Anit tenta se fortalecer contra a ameaça iminente, Emma tem que lidar com sua própria realidade.

Tudo e todos estão contra o orfanato e agora a ameaça se torna externa e interna.

Não há mais para onde fugir.

Duas realidades distintas, unidas por um único elo: o desespero de proteger aqueles que amam.

Forçada pelas circunstâncias a confiar em uma aliança interdimensional perigosa, Anit toma uma decisão que mudará o rumo de sua história.

Ela só não contava que o medo da morte pode corromper a alma mais pura, e que a verdadeira ameaça pode não estar vestida de metal, mas sim escondida atrás de um olhar desesperado.

Em um jogo de sobrevivência onde cada escolha reverbera pelo multiverso, o portal se abrirá mais uma vez.

Mas, do outro lado, o preço da salvação será pago com sangue, traição e uma perda devastadora.

Até onde você iria para salvar os seus?

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OBRAS DA AUTORA

O 11º Plano- Fragmentos do Caos
O 11º Plano- Fragmentos do Caos

O 11º Plano- A Anomalia
O 11º- A Anomalia

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Palavras que curam ou adoecem

A Estreia Literária de Edelweiss Assis

Palavras que curam ou adoecem
Palavras que curam ou adoecem

O panorama literário nacional ganha um capítulo luminoso com a chegada da escritora Edelweiss Nascimento Assis Ribeiro de Souza.

Em sua estreia no universo dos livros, a autora traz uma bagagem que une a sensibilidade das memórias de infância à profundidade de uma sólida trajetória acadêmica.

Edelweiss Assis
Edelweiss Assis

Nascida no Rio de Janeiro, Edelweiss construiu seu amor pelas palavras nos almoços de domingo na casa dos avós maternos, o comendador Denizard’Leon e Magnólia.

Ali, entre música e conversas sobre ciência e o invisível, ela descobriu que a palavra é afeto e presença.

Na outra ponta de suas raízes, na fazenda mineira dos avós paternos, Vicente e Judith, ela aprendeu o valor do silêncio e o encanto dos causos ao pé do fogão.

Essa união entre a mente curiosa e a sabedoria da terra moldou uma profissional plural: formada em Comunicação Social, especialista em Arteterapia, Naturopatia e Psicanálise, mestre em Hipnose pela Espanha e doutoranda em Psicologia na Argentina.

Toda essa dedicação busca responder a uma pergunta que a acompanha desde menina: “Para onde vão as palavras?”.

Hoje, a autora compreende que o destino final de cada letra é o corpo, o nosso e o do outro.

Após anos dedicados à escrita acadêmica, Edelweiss faz sua transição para a literatura trazendo uma escrita acolhedora, humana e profundamente profissional.

Seu fazer literário é, como ela mesma define, um modo delicado de continuar tocando o piano invisível que ressoava nos domingos de sua infância, transformando palavras em pontes vivas de cura e conexão.

REDES SOCIAIS DA AUTORA

PALAVRAS QUE CURAM OU ADOECEM

SINOPSE

Mais do que sons ou traços no papel, as palavras são sementes.

Algumas florescem como acolhimento, pertencimento e cuidado; outras, silenciosas e invisíveis, conseguem se fixar como dores emocionais persistentes, influenciando pensamentos, sentimentos, vínculos e a forma como cada pessoa se relaciona consigo e com o mundo.

A partir de uma trajetória que integra comunicação, psicanálise, arteterapia, naturopatia, hipnose e psicologia, a autora tece reflexões sobre o poder construtivo ou feridor da linguagem que habita cada sujeito.

Revela como falas aparentemente inofensivas acabam porcristalizar crenças limitantes e favorecer sofrimentos emocionais, ao mesmo tempo em que a ressignificação das palavras permite converter dor emocional em potência, silêncio em escuta e ruptura em reconexão.

Este livro é um convite delicado e corajoso para revisitar as palavras recebidas, repetidas e internalizadas ao longo da vida e para reconhecer que, muitas vezes, o cuidado emocional começa no verbo.

OBRA DA AUTORA

Palavras que curam ou adoecem
Palavras que curam ou adoecem

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Além do espelho: Como Deus nos vê!

A jornada de fé e escuta que deu origem ao novo livro do pastor e psicanalista Cleiton Santos

Além do espelho: Como Deus nos vê. 
Cleiton Santos
Além do Espelho: Como Deus nos vê!

Unindo teologia, psicanálise e uma experiência pessoal marcante em sala de aula, o autor lança obra focada na cura interior e na transformação de relacionamentos.

Olhar-se no espelho e não gostar do que vê é uma experiência humana universal.

Muitas vezes, esse reflexo insatisfatório não está no vidro, mas no interior, uma coleção de falhas, erros e cobranças que carregamos ao longo da vida.

Cleiton Santos
Cleiton Santos

É justamente nesse ponto sensível que o pastor, psicanalista e escritor Cleiton Santos, de 55 anos, ancora sua nova obra literária: “Além do espelho: Como Deus nos vê”.

Casado, pai de dois filhos e servidor público aposentado, Cleiton construiu uma trajetória inteiramente dedicada ao cuidado com o próximo.

Unindo sua formação teológica à escuta sensível da psicanálise, ele atua há anos no aconselhamento de indivíduos e casais, ajudando-os a restaurar vínculos e a encontrar equilíbrio emocional e espiritual.

Agora, essa rica bagagem prática ganha as páginas de um livreto que promete ser um bálsamo para os dias atuais.

O choro em sala de aula e o nascimento de um propósito

A história por trás da obra, no entanto, não começou agora.

Ela teve início há mais de duas décadas, em 2002, durante uma manhã de sábado que o autor lembra com precisão.

Na época, cursando o segundo ano de Teologia, Cleiton viveu um momento de profunda crise pessoal.

“Eu me desmanchava em choro sobre a minha mesa dizendo para mim mesmo que iria ‘desistir’”, relembra o autor

Foi naquele instante de extrema vulnerabilidade que ele relata ter recebido uma direção espiritual que mudaria seu destino.

O tema do livro nasceu ali, como uma resposta imediata à sua dor.

“Comecei a escrever algumas palavras e, quando me dei conta, já tinha várias linhas e páginas escritas. Este livreto nasceu primeiro no coração de Deus para hoje abençoar outras vidas”, pontua.

Um convite para enxergar a essência, não o erro

Em um mundo hiper conectado, ditado por padrões estéticos e cobranças implacáveis de redes sociais, “Além do espelho: Como Deus nos vê!” surge como um contraponto necessário.

Segundo o autor, a sociedade contemporânea nos treina para acreditar que Deus nos enxerga com a mesma distância e decepção com que muitas vezes olhamos para nós mesmos.

O livro desconstrói essa visão.

Com uma linguagem simples, acolhedora e livre de julgamentos ou termos técnicos complexos, Cleiton propõe um diálogo direto com o leitor.

A obra não ignora as falhas humanas, mas convida a entender que o olhar divino não começa no erro, mas sim na essência de cada indivíduo.

Para o autor, o impacto dessa mudança de perspectiva é prático e profundo: “A forma como você acredita que Deus te vê muda completamente a forma como você vive”.

Mais do que uma leitura rápida, “Além do espelho: Como Deus nos vê” se apresenta como um convite delicado para o leitor silenciar as próprias acusações e se reconciliar com a própria identidade.

Uma leitura essencial para quem busca cura interior, crescimento emocional e um reencontro com a fé.

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ALÉM DO ESPELHO: COMO DEUS NOS VÊ!

SINOPSE

Além do Espelho: Como Deus nos vê

Em um mundo onde somos constantemente pressionados a corresponder a padrões externos, Além do Espelho: Como Deus nos vê, de Cleiton Santos, surge como um convite profundo à reflexão e à cura interior.

O livreto conduz o leitor por uma jornada de autoconhecimento à luz da fé, confrontando as distorções que muitas vezes carregamos sobre nossa própria identidade.

Através de uma linguagem simples, direta e sensível, o autor revela uma verdade poderosa: não somos definidos pelas nossas falhas, traumas ou pela forma como nos vemos no espelho, mas sim pela maneira como Deus nos enxerga.

Com base em princípios bíblicos, a obra traz conforto, restauração e esperança, ajudando o leitor a compreender seu verdadeiro valor e propósito.

Cada página é um lembrete de que há graça, amor e uma nova perspectiva disponível para aqueles que estão dispostos a olhar além das aparências.

Mais do que uma leitura, este livreto é uma experiência espiritual, um chamado para abandonar velhas crenças e abraçar uma identidade firmada no olhar de Deus.

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OBRA DO AUTOR

Além do espelho- Como Deus nos vê!
Além do esoelho: Como Deus nos vê!!

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