A Jornada de Kaíke Nanne

O olhar de quem reporta e a alma de quem sente

Como dançar com os mortos
Como dançar com os mortos

Antes de nos levar para dançar com o invisível, Kaíke Nanne já dominava a arte de traduzir o mundo visível. Jornalista de fôlego e editor de trajetória impecável, sua assinatura passou pelas redações de algumas das revistas mais influentes do Brasil, como Veja, Época e Vip.

Nelas, Kaíke lapidou um olhar aguçado, capaz de enxergar a notícia onde outros viam apenas o cotidiano, consolidando-se como um profissional excepcional que entende o peso e a responsabilidade da palavra.

No entanto, sua escrita não é fruto apenas de redações fervilhantes. Kaíke é filho de Olinda, um território onde a poesia brota do chão e a história respira pelas ladeiras.

Nascido em um berço de poetas e escritores fundamentais da nossa cultura, ele carrega em seu DNA a naturalidade de quem convive com o texto como se fosse extensão do próprio corpo.

É essa fusão entre o rigor do jornalismo investigativo e a sensibilidade do herdeiro das letras que o permite transitar por temas complexos com uma fluidez rara.

A Expedição Antropológica da Alma

É com toda essa bagagem que ele nos entrega sua obra mais recente e provocativa: “Como Dançar com os Mortos” (Editora Maquinaria).

Kaike Nanne
Kaíke Nanne

No livro, o Kaíke repórter cede lugar ao Kaíke explorador.

Ele atravessa cinco continentes e mergulha em onze culturas distintas para investigar uma questão que o Ocidente moderno tenta, a todo custo, silenciar: a nossa relação com a morte.

Mais do que um relato de viagens, a obra é uma investigação sobre a vida.

Ao visitar povos como os Toraja na Indonésia ou os oráculos dos Dogon na África, o autor nos mostra que a morte pode ser integrada à existência com uma naturalidade espantosa.

Nanne não faz proselitismo; ele testemunha.

Ele nos mostra como a consciência da finitude pode ser, na verdade, um catalisador para uma vida mais plena e vibrante.

Ao ler “Como Dançar com os Mortos”, percebemos que a técnica do jornalista excepcional serviu de base para que o poeta pudesse, enfim, nos guiar em uma valsa com o mistério. É um convite à humildade e à expansão da consciência, escrito por alguém que aprendeu a ler o mundo antes mesmo de decidir contá-lo.

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COMO DANÇAR COM OS MORTOS

SINOPSE

Um convite à escuta cuidadosa de vozes antigas, e ainda vivas, que nos ensinam outras formas de existir, celebrar e partir.

Neste livro, o autor cruza desertos e cordilheiras, glaciares e vales vulcânicos para encontrar povos que nunca romperam o vínculo com as forças invisíveis.

Testemunha um encontro místico Sámi na noite sem fim do Ártico.

Acompanha a peregrinação de um feiticeiro Dogon em busca do oráculo sagrado.

Participa de rituais com os Toraja, que convivem com os mortos dentro de casa.

Aprende lições da floresta com os Akuntsú e os Pemon, da Amazônia, e com os Batwa de Uganda e conta o que viu, o que ouviu, o que pressentiu.

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Como dançar com os mortos
Como dançar com os mortos

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O Canto de Resistência de Paulo Faber

A Insubmissão Diante do Esquecimento

Desafiando o Alzheimer. Minha história.
Desafiando o Alzheimar. Minha história.

Há diagnósticos que chegam como sentenças, mas há homens que os recebem como desafios.

Aos 68 anos, o niteroiense Paulo Faber encontrou-se em uma encruzilhada que testaria a fibra de qualquer ser humano.

Paulo Faber
Paulo Faber

Após enfrentar uma batalha severa contra a COVID-19 em 2020, o destino lhe apresentou um novo e implacável adversário: o Alzheimer precoce, em sua forma mais agressiva e veloz.

Poderia ser o início de um silêncio.

Mas, no caso de Paulo, foi o despertar de uma insubmissão luminosa.

Com a clareza de quem ainda detém as rédeas da própria consciência, Paulo não se rendeu à passividade do consultório.

Movido por um afeto profundo pela jornada que ainda tinha a percorrer, ele saiu em busca de respostas.

Mergulhou em centenas de estudos, conectou-se com pesquisadores e descobriu que o cérebro, esse labirinto de mistérios, guarda caminhos de fortalecimento e prevenção através de novos estilos de vida.

Hoje, no quinto ano de convivência com os sintomas, Paulo não traz apenas dados, traz vitórias.

Ele observou melhoras reais, provando que a ciência e a vontade podem caminhar de mãos dadas.

Sua primeira experiência literária nasce desse desejo de compartilhar o que descobriu, encorajando outros a dialogarem com seus médicos sobre novas possibilidades.

A Força do Guerreiro: De I-Juca Pirama à Vida Real

A alma deste livro bebe na fonte de um dos maiores clássicos da nossa literatura: I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias.

Paulo Faber encontrou no herói tupi, “aquele que há de ser morto”, o espelho de sua própria coragem.

Assim como o guerreiro que, diante da morte inevitável, entoa seu canto para reafirmar sua linhagem e sua dignidade, Paulo usa a palavra como um escudo moral.

Ele nos ensina que ser “invicto” não significa não ter dores ou doenças, mas sim manter a essência do ser intocada, mesmo diante do inevitável.

Sua trajetória é um convite amoroso para que nunca permitamos que um diagnóstico apague quem nós somos.

Paulo Faber está escrevendo muito mais que um livro; ele está nos ensinando a chegar ao fim de nossa jornada no planeta com a cabeça erguida e o coração pleno.

É uma literatura de resistência, de afeto e, acima de tudo, de uma humanidade que se recusa a ser esquecida.

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DESAFIANDO O ALZHEIMER. MINHA HISTÓRIA

SINOPSE

“Desafiando o Alzheimer: Minha História” é o relato real e profundamente humano de um homem que se recusou a aceitar o destino imposto por um diagnóstico devastador.

Após enfrentar complicações graves da Covid-19 e, mais tarde, receber a confirmação da Doença de Alzheimer, Paulo Faber viu sua vida ser atravessada por medo, incerteza e a dolorosa sensação de perder a si mesmo.

Mas, em vez de sucumbir, decidiu lutar. Neste livro, Paulo compartilha, com honestidade, coragem e sensibilidade, a jornada que o levou da escuridão à esperança.

Ele narra como mergulhou em estudos, pesquisas e práticas que transformaram sua saúde física, mental e emocional.

Exercícios intensos, jejum intermitente, dieta cetogênica, suplementação, treinamento cerebral, manejo do sono, meditação, respiração, aromaterapia, exposição ao frio, microbiota, epigenética… cada capítulo revela uma descoberta, um passo, uma luz no túnel.

Mais do que um conjunto de estratégias, esta é a história de uma insubmissão: a recusa em aceitar que a doença define o futuro.

Paulo mostra como pequenas escolhas diárias podem reacender a vitalidade, restaurar a clareza mental e devolver o sentido da vida.

Ele descreve, com emoção, o momento em que voltou a sentir o olfato, a alegria de recuperar o equilíbrio, a confiança de dirigir novamente, a sensação de renascer.

Este livro não é um manual médico, é um testemunho.

Um convite à coragem.

Um abraço silencioso a quem recebeu um diagnóstico semelhante e às famílias.

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Desafiando o Alzheimer. Minha história.
Desafiando o Alzheimer. Minha história

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Alexandre Cardoso

O intelecto multifacetado que dá vida à cadeira 19 da Academia de Letras de Indaiatuba

Alexandre Cardoso
Alexandre Cardoso

Na intersecção entre o rigor administrativo, a docência e a explosão criativa, encontramos Alexandre Cardoso.

Servidor Público Federal (INSS) e membro efetivo da Academia de Letras de Indaiatuba (ALI), Alexandre ocupa com distinção a cadeira n.º 19, sob o patronato de José de Alencar.

Sua presença na Academia não é apenas um título, mas o reflexo de uma mente que não aceita gavetas e transita, com naturalidade, entre as artes e as ciências humanas.

Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, Alexandre possui uma formação que impressiona pela diversidade e profundidade.

Com MBA em Administração Pública, ele é especialista em áreas tão distintas quanto Design de Interfaces, Teologia Comparada e História em Quadrinhos.

Suas extensões universitárias que vão da Ilustração de Livros Infantis até a Investigação e Inteligência Privada, revelam o DNA de um pesquisador nato e um observador atento do comportamento humano.

Do Traço à Palavra: O Nascimento de “LUQ” e “Nina e Jolie”

A produção literária de Alexandre Cardoso é indissociável de sua visão artística visual.

Seu livro “LUQ” é o exemplo perfeito dessa metamorfose: concebido inicialmente como uma história em quadrinhos, o projeto evoluiu para o formato literário, carregando as vivências e as respostas que Alexandre, um pensador inquieto desde a infância, foi colhendo pelo caminho.

Já em “Nina e Jolie” (Editora UICLAP), o autor nos prova que a realidade é, muitas vezes, mais encantadora que a ficção.

As personagens são reais e as situações narradas aconteceram de fato.

Com sensibilidade, Alexandre usou a escrita para registrar um “amor incomum”, criando apenas o necessário para emoldurar o que a vida já havia desenhado de forma extraordinária.

Para ele, o mundo está repleto de grandes histórias; o papel do autor é apenas ter a coragem de contá-las.

Um Artista Pleno

Além da literatura e da docência, Alexandre é um artista de múltiplos suportes.

Ilustrador, cartunista, músico e compositor, ele imprime em tudo o que faz uma cadência única.

Essa versatilidade também pode ser conferida em sua participação na coletânea “A Magia do Natal em Contos, Versos e Lembranças” (Editora Scienza).

Ao acompanharmos a obra de Alexandre Cardoso, percebemos que a cadeira n.o 19 da ALI está ocupada por um autor que, assim como seu patrono Alencar, busca entender as nuances da alma e do cotidiano.

Ele transforma o “viver” em um constante e belo exercício de registrar o extraordinário.

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LUQ

SINOPSE

LUQ conta a história de um garoto sonhador que possui uma capacidade incomum para sua idade, perceber o real sentimento das pessoas e que gosta de filosofar, refletir sobre a vida.

Passa por um momento decisivo de autoconhecimento.

LUQ é o nosso lado puro e sincero, que se permite sonhar.

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NINA E JOLIE

SINOPSE

Nina e Jolie é sobre a amizade, cumplicidade e amor entre duas espécies com diferentes características, que terão que aprender a conviver e a se respeitar para superarem juntas os desafios do dia a dia.

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LUQ
LUQ

Nina e Jolie
Nina e Jole

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De Moçambique para o Mundo

A Literatura de Superação e o Impacto Social de Satar Henriques

Satar Henriques
Satar Henriques

A literatura, muitas vezes, nasce do desejo de dar voz ao que está guardado no silêncio.

Para o jovem escritor, poeta e empreendedor Satar Henriques, escrever é mais do que uma arte; é uma ferramenta de transformação social e cura emocional.

Nascido na província de Manica, em Moçambique, e residente em Almada, Portugal, Satar traz na bagagem uma visão de mundo pautada na empatia e na resiliência.

Aos 23 anos, o autor já acumula experiências que vão muito além da escrita.

Formado pelo Instituto de Formação de Professores da Beira, com especialização em Necessidades Educativas Especiais, Satar dedica-se também à liderança juvenil como Diretor da FEPJ (Fundo de Experiência Profissional Jovem), onde trabalha para abrir portas meritocráticas para as novas gerações.

O Aroma das Lições de Vida

Sua obra recente, “Amor com Aroma Amargo”, é o resultado de uma partilha profunda de vivências.

Nascido de um desabafo entre amigos que enfrentavam as dores de relacionamentos passados, o livro foi construído a quatro mãos com a narradora Domingas Thomais.

A obra explora o conceito de que o amor, mesmo quando doce, pode deixar um travo agridoce.

“É para nos lembrar que nem tudo são flores”, reflete o autor.

Mas, para além da dor, a mensagem central é a redenção: o poder do perdão, independentemente de quão amargo tenha sido o aroma da experiência vivida.

Uma Literatura Comprometida com o Próximo

O processo criativo de Satar Henriques é guiado pela escuta.

Ao ouvir histórias alheias, ele mentaliza capas e conteúdos, lapidando páginas até que se tornem “obras de arte” que ressoam com o público.

Atualmente, o autor busca apoio para um projeto ainda mais denso e necessário: “A menina que sobreviveu além da dor”.

A obra trata da superação de traumas profundos relacionados ao abuso infantil, trazendo à luz o conflito interno entre o medo e a busca pelos próprios sonhos.

É uma literatura que não foge dos temas difíceis, mas que procura, em cada página, oferecer uma nova perspectiva sobre o mundo.

Empreendedorismo e Cultura

Além das letras, Satar manifesta sua criatividade através da moda com a marca BGA, reafirmando sua crença de que a juventude é o motor fundamental da transformação.

Seja através de um verso, de uma peça de vestuário ou de uma oportunidade de trabalho, Satar Henriques mostra que a sensibilidade literária pode, sim, andar de mãos dadas com a liderança ativa.

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AMOR COM AROMA AMARGO

SINOPSE

Após meses de um amor intenso, Rita descobre uma mensagem de “Leny” no celular de Marcos, seu namorado.

Palavras que queimam como brasas que revelam um segredo capaz de acabar com tudo.

Dividida entre perdoar ou partir, Rita enfrenta uma jornada de autodescoberta, confrontando a traição e o poder do perdão.

Amor com Aroma Amargo explora os labirintos do amor, onde a confiança pode ser destruída num instante, desafiando-nos a refletir sobre o que realmente significa amar.

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OBRA DO AUTOR

Amor com sabor amargo
Amor com sabor amargo

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“Carta de um Anarquista”

Neste livro Vc Daud apresenta as nuances do pensamento libertário

Carta para um anarquista
Carta para um anarquista

O que acontece quando o rigor da Engenharia Civil encontra a fluidez da comunicação?

Para o paulistano Vc Daud essa união resultou em uma trajetória literária marcada pela busca por clareza e pelo desejo de desmistificar ideologias complexas.

Nascido em 1987, Daud trilhou um caminho diversificado antes de se dedicar integralmente à escrita e ao ensino.

Vc Daud
Vc Daud

Com passagens pelo Jornalismo e uma sólida formação em Engenharia pela UNESP Bauru, além de especialização em finanças, o autor traz para sua obra uma bagagem que mistura a lógica matemática com a paixão pela comunicação.

O Nascimento de uma Obra Introdutória

A obra “Carta de um Anarquista” não surgiu por acaso.

É o fruto de quase uma década de estudos iniciados em 2017.

O que começou como uma curiosidade despertada pelo ambiente digital transformou-se em uma pesquisa profunda em obras clássicas e contemporâneas sobre o libertarianismo e o anarquismo.

Segundo o autor, o livro é uma síntese de suas próprias reflexões lapidadas para o público geral.


“A combinação dessas leituras com minhas próprias reflexões geraram o conteúdo que compõe a obra”

Vc Daud


Fluidez e Diálogo

O grande diferencial de “Carta de um Anarquista” reside em sua forma.

Ao escolher o formato de epístola (carta), Victor Daud foge do tecnicismo acadêmico que muitas vezes afasta o leitor leigo desses temas.

O objetivo é claro: ser uma obra introdutória, fluida e atrativa, sem perder a profundidade intelectual que o assunto exige.

Para Victor, que hoje divide seu tempo entre as artes, a escrita e as aulas de matemática, a literatura é uma ferramenta de ensino e de provocação.

Ao publicar este texto, ele convida o leitor a olhar para além dos rótulos, explorando as bases de uma filosofia que preza pela liberdade individual.

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CARTA DE UM ANARQUISTA

SINOPSE

Quais os limites da liberdade?

O que é o Estado?

Imposto é roubo?

No que consiste uma sociedade capitalista?

De onde vem a desigualdade?

Neste livro em forma de carta, um anarcocapitalista conversa com o leitor, tanto do ponto de vista filosófico como do ponto de vista prático, sobre questões que atravessam a vida de qualquer cidadão.

A proposta é clara: tirar a poeira das ideias prontas que nos ensinaram desde sempre e repensar conceitos como Estado, democracia, propriedade, valor, mercado e liberdade.

Sem jargões complicados nem pretensão de ser um tratado acadêmico, o autor propõe uma jornada crítica e instigante pelos fundamentos do anarcocapitalismo, uma teoria que pode chocar à primeira vista, mas que se sustenta sobre princípios éticos e econômicos sólidos.

Concordando ou discordando, uma coisa é certa: você não sairá o mesmo desta leitura.

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OBRAS DO AUTOR

Mediocridade e outros contos reflexivos.
Mediocridade

Carta de um anarquista
Carta de um anarquista

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Edu e a Batata Batuta: uma amizade sem igual

A versatilidade do autor piracicabano de Luan Aversa

Edu e a Batata Batuta, uma amizade sen igual
Edu e a Batata Batuta, uma amizade sem fim

O que pode nascer de uma ida à feira e uma pitada generosa de imaginação?

Para o escritor piracicabano Luan Cristiano Aversa, ou simplesmente “Lulis” para os amigos, o resultado é uma amizade inusitada que promete encantar os pequenos leitores.

Unindo-se ao talento da ilustradora Elisa Bezerra, Luan lança o livro infantil “Edu e a Batata Batuta: Uma amizade sem igual!”.

Uma Inspiração que Brotou da Infância

Luan Cristiano Aversa
Luan Aversa

A história do pequeno Edu não surgiu do nada.

Luan buscou em suas próprias lembranças o “protótipo” de sua criação: uma batata de verdade, com braços e pernas de palitos de sorvete, que observava os alunos do alto do armário das tias Lila e Lú, em seu jardim de infância.

Essa “Batata Batuta” real, que um dia habitou o imaginário de uma criança em Piracicaba, ganha agora vida eterna nas páginas da literatura, transformando-se no símbolo do bem mais precioso que cultivamos na infância: a capacidade de fazer amigos onde menos se espera.

Do Poeta ao Autor Infantil

Luan, que já havia explorado as vivências da juventude e as paisagens de sua terra natal na antologia poética “Tapete de Capim no Asfalto” (2012/2013), agora faz sua estreia no universo infantil.

Aos 28 anos, o autor demonstra versatilidade ao transitar da densidade poética para a leveza de um enredo que celebra a simplicidade.

O Enredo: Mais que uma Ida à Feira

Na obra, acompanhamos Edu, um menino que ama o ritual de ir à feira com a mãe.

No entanto, uma edição especial desse passeio reserva um encontro inesperado.

A sinopse nos instiga: “Edu, de onde brotou essa amizade?!”.

A resposta reside na beleza do olhar infantil, que enxerga valor e companheirismo onde os adultos veem apenas o cotidiano.

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EDU E A BATATA BATUTA: UMA AMIZADE SEM IGUAL

SINOPSE

Edu, de onde brotou essa amizade?!

Edu é um menino que se encanta em ir à feira com sua mãe.

Quando chega o dia, ele mal pode esperar para irem logo.

O que Edu não contava é que, nessa ida à feira, em especial, faria uma amizade, sem igual, que marcaria sua infância da melhor forma possível.

Edu trouxe consigo o bem mais valioso que aprendemos a cultivar em nossa tenra idade: a amizade.

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Tapete de Capim no Asfalto
Tapete de Ca0im no Asfalto

Edu e a Batata Batuta: uma amizade sem igual
Edu e a Batata Batuta…

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Israel Pinheiro

A Poética das Fronteiras Invisíveis em “Todo o Resto é Poesia”

Israel Pinheiro
Israel Pinheiro

Existem livros que não apenas se leem, mas que se sentem com aquele “quentinho no coração”.

É assim que descrevo minha experiência com “Todo o Resto é Poesia” (Editora LiteraluX), o novo livro do pernambucano Israel Pinheiro da Silva.

Todo Resto é Poesia
Todo Resto é poesia

Aos 41 anos e em seu quarto livro, Israel nos presenteia com uma obra que é, ao mesmo tempo, um diário de viagem e um manifesto de descoberta mútua.

Inspirado por suas andanças pela Argentina, Israel divide a obra em duas partes fundamentais: Ida e Volta.

É um movimento pendular que celebra a fortuna de descobrir um novo país e, no processo, permitir-se ser descoberto por ele.

O autor utiliza o cotidiano de Buenos Aires como tela para versos que buscam o essencial.

O que mais impressiona em Israel é sua escolha pelo minimalismo.

Em tempos de excessos, ele opta pela economia: versos curtos, precisos, onde o silêncio entre as palavras carrega tanto significado quanto o que está escrito.

Outro recurso estilístico brilhante é o uso do portunhol. Longe de ser um erro, aqui ele surge como uma “língua de ponte”, um território comum construído para que leitores brasileiros e argentinos se encontrem em um abraço literário que ignora as fronteiras geográficas.

Como destaquei em minha resenha em vídeo para o canal @o.que.li, “Todo o Resto é Poesia” é um livro que te faz sorrir do início ao fim.

Ele escancara um amor sublime pela vida, pelas descobertas e pelo “outro”.

É uma leitura obrigatória para quem busca reconexão, consigo mesmo e com a beleza das pequenas coisas.

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TODO RESTO É POESIA

SINOPSE

Todo o resto é poesia, de Israel Pinheiro, é um livro que transforma a experiência amorosa em travessia geográfica, linguística e existencial.

Dividida em Ida e Volta, a obra acompanha um vínculo entre Brasil e Argentina que se constrói entre encontros, distâncias e retornos.

Os poemas exploram o portunhol como território afetivo, onde o erro de tradução vira intimidade.

O amor surge como força que atravessa fronteiras culturais, políticas e emocionais.

Há lirismo no cotidiano, nas pequenas cenas, nos gestos e nos desencontros.

A escrita alterna leveza, humor e densidade, revelando um eu lírico em constante deslocamento.

Temas como identidade, pertencimento e memória se entrelaçam com crítica social e histórica.

A linguagem é direta, mas carregada de imagens sensíveis e invenções expressivas.

O livro constrói uma cartografia afetiva da América Latina.

No fim, afirma a poesia como aquilo que resta e que sustenta tudo o mais.

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Um Deus que não passei sobre as águas
Um Deus que não passei sobre as águas

3 Natais Recifenses
3 Natais Recifenses

As Histórias que Contei
As Histórias que Contei

Todo Resto é Poesia
Todo o Resto é Poesia

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