Fevereiro amoroso
Denise Canova: Poema ‘Fevereiro amoroso’


Fevereiro amoroso
Dias de paixão
Vamos celebrar
Vivendo o nosso amor
Fevereiro amoroso


Fevereiro amoroso
Dias de paixão
Vamos celebrar
Vivendo o nosso amor
Fevereiro amoroso


Vida segue duas vias paralelas:
imposição,
paciência, compromissos
reais e leais imprescindíveis
outra avança no mais profundo:
Ser livre sensorial ridente
às palavras irredutíveis
Sabes, deixas tuas mãos viajarem,
se puderes
desliga-te do tempo esmagador,
não sabemos que somos
todos marinheiros?
como o porto é amargo
quando todos os barcos
partindo, partiram?
Reconcilias o diplomata
homem alma aflita,
Sabes, as casas se irritam
com moradores rasos
povoas dignamente bem-te-vis
nos teus cantos e espaços


No Brasil, a história dos Institutos Históricos e Geográficos (IHGs) começa com a criação desta instituição em 1838. Esta ocorre por iniciativa de membros da elite intelectual e política, incluindo figuras imperiais, a fim de construir uma identidade nacional, preservar a memória e consolidar a identidade brasileira pós-independência. Teve como modelo uma instituição francesa muito semelhante, criada em 1834. D. Pedro II foi um grande incentivador, cujo resultado foi a formação de uma rede de institutos estaduais e municipais. Hoje, estes atuam na preservação da cultura e história locais. O mais antigo é o fundado no Rio de Janeiro em 21 de outubro de 1838, por iniciativa dos maçons: marechal Raimundo José da Cunha Matos e cônego Januário da Cunha Barbosa. Estes redigiram a proposta de criação desta instituição. A justificativa da criação foi seu caráter pedagógico que beneficiaria a administração pública e traria “esclarecimento” a todos os brasileiros. Destacaram ainda as dificuldades as quais estavam sujeitas as investigações acerca da história da pátria devido à carência desta instituição, a fim de centralizar os documentos que se encontravam espalhados pelas províncias do Império.
2. O IHGB e a Construção da Nação:
3. A Rede de Institutos:
4. Legado e Função Atual:
Curiosidades
Artur Cláudio da Costa Moreira (educação: Artes Cênicas, Expressão Corporal, Técnicas Comerciais, Administração, Economia e Matemática. Formação: Ciências Econômicas, especialização em Recursos Humanos e Matemática. Liderança e Gestão: Direção de entidades culturais e atuação estratégica no IHG São João del-Rei, coordenando projetos editoriais, documentais e de preservação histórica. Artes e Comunicação: Experiência em direção teatral e locução radiofônica, unindo técnica cênica à divulgação doutrinária espírita com foco em impacto social e cultural. Pesquisa e Formação: Especialista dedicado ao resgate histórico e acadêmico, com sólida competência em redação oficial, administrativa e análise crítica de acervos): “O Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei (IHG-SJDR) consolida-se como uma das mais prestigiadas instituições culturais de Minas Gerais. Atuando como o legítimo “guardião da memória” de uma cidade central para o ciclo do ouro e para a identidade mineira, o Instituto é o elo entre o passado colonial e o compromisso com as futuras gerações.
Fundação e Contexto Histórico
Fundado em 1º de março de 1970, o IHG-SJDR nasceu da mobilização de intelectuais, historiadores e cidadãos são-joanenses. Um dos catalisadores de sua criação foi a tentativa desesperada (embora sem sucesso) de impedir a demolição da Secular Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, à época pretendida pelo Padre Jacinto Lovatto. Apesar da perda do templo, o episódio reforçou a necessidade urgente de um órgão dedicado ao estudo e à salvaguarda sistemática do patrimônio barroco e das tradições centenárias da região.
Natureza Jurídica e Administrativa
Legalmente constituído como pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, o Instituto é uma associação de duração ilimitada, inscrita no CNPJ sob o nº 18.994.319/0001-45. Com sede e foro em São João del-Rei, é regido por estatuto próprio, registrado em cartório, e funciona como uma entidade civil mantida pela dedicação de seus sócios efetivos, correspondentes e honorários.
Natureza Jurídica e Administrativa
Legalmente constituído como pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, o Instituto é uma associação de duração ilimitada, inscrita no CNPJ sob o nº 18.994.319/0001-45. Com sede e foro em São João del-Rei, é regido por estatuto próprio, registrado em cartório, e funciona como uma entidade civil mantida pela dedicação de seus sócios efetivos, correspondentes e honorários”.
Dilercy Aragão Adler (psicóloga, doutora em Ciências Pedagógicas, mestre em Educação e Associada Efetiva do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), tendo exercido a Presidência da instituição no quadriênio 2021–2025): “O IHGM, Casa de Antônio Lopes, foi fundado em 20 de novembro de 1925, nos moldes do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Seu diferencial reside no fato de ter sido criado intencionalmente por iniciativa de Antônio Lopes, no ano do centenário de nascimento de Dom Pedro II, grande mecenas da cultura, da ciência e das artes no Brasil.
Treze anos e cinco meses após a fundação do IHGB, Dom Pedro II recebeu oficialmente o patronato da instituição, sendo reconhecido como seu Patrono e Protetor. Em 2025, iniciaram-se as comemorações do Centenário do IHGM e do Bicentenário de nascimento de Dom Pedro II.Em 2007, Dilercy Aragão Adler recebeu o honroso convite da então presidente, Profa. Eneida Vieira da Silva Ostria de Canedo, para ingressar no IHGM, ocupando a Cadeira nº 1, patronada por Claude d’Abbeville. Trata-se de um frade capuchinho autor da obra Histoire de la mission des Pères Capucins en l’Isle de Maragnan et terres circonvoisines (1614), reconhecida como o primeiro livro a descrever detalhadamente a região do Maranhão.
Em 2012, apresentou o projeto “Mil Poemas para Gonçalves Dias”, desenvolvido em São Luís, Caxias e Guimarães, com ampla participação de escritores do Brasil e do exterior. O projeto compreendeu duas antologias, uma de poemas e outra de estudos e pesquisas sobre Gonçalves Dias, além de extensa programação nas três cidades. Na programação de São Luís, teve como marco a fundação da Academia Ludovicense de Letras, a Academia da cidade de São Luís, fato considerado histórico diante do intervalo de 401 anos entre a fundação da cidade e a criação de sua Academia de Letras”.
Paulo Roberto de Sousa Lima (sociólogo, pela FAFICH/UFMG (1968); Professor universitário (Faculdade de Educação – UFMG: 1969 a 1988); Professor/Pesquisador e Consultor em Gestão Pública (FJP – 1981-1985); Professor em Gestão em Saúde Pública (ESMIG/FUNED: 1986/2004); Militante social em gestão comunitária (Instituto Macunaíma – Casa de Cultura/Escola de Cidadania – Belo Horizonte e Biblioteca da Comunidade – Tiradentes-MG: 2004-2015); Historiador, membro do IHG-SJDR (desde 2015, titular da Cadeira Perpétua nº 02, cujo patrono é o emboaba José Mattol); Presidente do IHG-SJDR (2018-2023); Membro da Academia de Ciências e Letras da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira e da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PM-MG): “Um olhar sobre o estado da arte dos atuais Institutos Históricos e Geográficos brasileiros, com os quais tenho interagido, nos permite reconhecê-los como legítimos herdeiros, desde o século XIX, da tradição europeia de estudos, via pesquisa em campos específicos de conhecimentos, já que antecederam a criação, no início do século XX, de Universidades no Brasil. Isto os torna credores do reconhecimento como entidades cuidadoras e geradoras de conhecimentos históricos, socioeconômicos e ambientais que foram significativos para a cultura nacional”.
Tereza Cristina Cerqueira da Graça (doutora em educação, vice-presidente do Instituto e editora-gerente da sua revista): “O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, fundado em 1912, é a instituição de guarda da memória mais antiga do Estado. Desde então, tem reunido os mais expressivos intelectuais de Sergipe e estimulado a produção de estudos sobre nossa terra. Inclusive publicando trabalhos de pesquisa sobre a história, a geografia e a cultura sergipana na sua revista também centenária, uma vez que teve sua 1a edição em 1913 e até hoje está ainda em circulação. Publicou a última edição agora em dezembro de 2025 e, recentemente, recebeu a classificação A na avaliação da Capes/Qualis. Também abrigamos um dos maiores acervos de documentos, jornais e livros antigos do Estado, servindo aos pesquisadores e á comunidade em geral”.


conchas esmagadas em sofrido aperto
contritas consternadas pelo vento
constantes sopros desmesurados
neste amor que une graciosas pérolas
rochas com a sedimentação dos tempos
águas colam enquanto passam argolas
adentrando os montes pelas grutas
choro nas paredes lágrimas nos tetos
nas lástimas me inundo em lago interno
dentro vigora azul profundo água-estéril
pinga-pinga de arbustos-folhas-sacras
ondas desiguais do mar na praia
estrondos violência em sons espetaculares
como o mar se comporta mediante
Impassibilidade das rochas
recontam o amor louco e estupendo
em tuas rochas abres fenda e adentro
enquanto mar no ímpeto
‘Mentes conscientes, vidas saudáveis: a neuroeducação como caminho para a saúde mental’


Na história da humanidade, jamais se viveu um período de tamanha desconexão. Embora o universo digital conecte seres humanos de um país a outro em questão de segundos, o vazio existencial que assola a humanidade na atualidade revela-se avassalador.
As pessoas buscam freneticamente saciar o âmago de seus seres por meio de experiências efêmeras e, muitas vezes, funestas, que conduzem a mente a um estado profundamente fragilizado no que tange ao equilíbrio dos sentimentos e das emoções. Torna-se, portanto, imprescindível uma tomada de consciência para a conquista de uma vida saudável, pois toda e qualquer mudança nasce do princípio de escolhas assertivas, iniciadas desde o primeiro pensamento ao despertar e conduzidas, sucessivamente, ao longo do dia.
Infelizmente, diante do excesso de informações disponibilizadas em velocidade vertiginosa, a mente humana acaba apenas absorvendo dados, sem transformá-los em conhecimento e sabedoria. Isso ocorre pela dificuldade de filtrar, analisar e aprofundar-se naquilo que, de fato, convém ser investigado em uma dimensão mais ampla de entendimento e de realidade.
A Neuroeducação apresenta-se, assim, como um caminho para aqueles que buscam o ponto de equilíbrio entre a saúde física e mental. Por meio de uma pesquisa derivacional, conduzimos o indivíduo a compreender os princípios causais de sua dor e, a partir desse entendimento, ressignificamos sua história de vida. Esse processo o retira de um estado limitador e o conduz a um patamar amplamente possibilitador, permitindo-lhe reconhecer quem verdadeiramente é neste planeta.
Compreender a si mesmo, desenvolver a capacidade de enxergar a própria existência sob a luz de uma consciência expandida e alinhada à verdade do ser é o alicerce de uma vida equilibrada e feliz. Uma vida permeada por sonhos reais, e não por promessas infaustas que levam o indivíduo a se desconectar de sua própria realidade e, em seguida, a frustrar-se por tentar viver expectativas idealizadas por outros.
Por isso, é tão essencial conhecer a verdade sobre si mesmo: identificar aquilo que o move com paixão genuína, reconhecer o verdadeiro propósito de sua trajetória existencial e, a partir disso, alcançar a plenitude em todas as dimensões que compõem a mente, a consciência e o corpo físico.
Ter uma mente saudável também é uma decisão!
É a decisão de não aceitar tudo como uma verdade absoluta, de não permitir que regras externas ditem sua realidade sem análise e discernimento. O acesso ao seu reino interior está sob o seu controle. Portanto, não permita que sua saúde mental seja abalada por não exercer a liderança plena sobre sua mente consciente.


I
He calculado el rumbo de los pájaros
lágrimas azules rocían el plumaje
son restos de un diluvio que jamás ha pasado
he mirado mis manos vacías y mis hombros
doliendo de alas truncas
supe de lo finito en las fosas de los días,
en el temblor de una joven después de la golpiza,
abrazando su orfandad en su niño aún no nacido
sé de que se trata esta esta larga pesadilla,
este infierno aún más duro que el mítico y dantesco
de azufre y la bestia dominando su centro
por que este lo hicimos con perversa cordura
con el frío talento que da el miedo
con el fantasma corporal de nuestra muerte
y estamos en el límite
en la zona de clivaje de la esfera
en el punto final de nuestra furia
camuflada en hábitos,desdén o parsimonia
ya no hay ángeles pacíficos.
sobre cada templo se erige el cristo de la furia
el cristo visceral que agobiado del cáliz
tan amargo del mundo
abdicó en un sueño de cruz y sacrificio
ll
Y Aquí en este territorio al sur del mundo “Isla de cristos solos”
descansa el genocida en su atlántica mansión
con treinta mil fantasmas que que mira de soslayo
aquí donde condenan a un hombre moribundo
negándole la visa a la esperanza
aquí donde golpean a los débiles
degustando el contraste
animal fuerza impune
aseverando la mentira en la cúspide
del gran mito imperial del dios plutócrata.
III
En qué punto del espacio queda el cielo
o al menos la metáfora del cielo,
ciertamente muy lejos del esplendor soñado
y más lejos aún del acaecido.
He calculado el rumbo de los pájaros
… es el punto de fuga de lo que no retorna.