Dizem que a maldade nasce em um ato de amor ou paixão.
Ela nasce, sorri e se amamenta com leite; depois engatinha, aprende a caminhar e, quando cresce, saca o que há de pior em seu coração, psique ou mente.
São os ambiciosos, aqueles que perderam o sentido de humanidade e compaixão.
Muitos inocentes são treinados para a guerra e, para os seus sedutores, não importa gerar a dor e o choro de suas mães ao nascer e muito menos ao morrer.
Não lhes dói mandar os mais desvalidos a derramar seu sangue, enquanto eles contam o dinheiro em seus cofres. A guerra destrói, danifica e contamina.
Às vezes, os desalmados abusam de crianças em nome da guerra, mas são suas baixezas internas escudando-se nela…
A guerra empobrece a terra, os estados e o universo.
Até quando tomaremos consciência? O que mais devemos esperar!
Acaso devemos aguardar que os deuses venham e acabem conosco?
Será que nos é grande demais, como espécie, respeitar e viver em paz?
Dia desses um sujeito me abordou na rua, e eu não o reconheci de imediato. Digo até que estranhei o modo que ele me chamou.
— Ei, Eduardo!
Se o meu nome é esse? Sim, mas praticamente ninguém me chama assim. Meus amigos costumam me chamar de Edu e, por conta do meu blog, de Dudu. Alguns até de Du e, creio que apenas o escritor J. Emiliano Cruz (Jota), de Ed. Ah, o meu amigo Marco Antônio também me chamava de Ed, mas não sei por quê.
Pensando bem, creio que, no caso do Jota, seja por causa do personagem Ed Mort, do Luis Fernando Verissimo. É, provavelmente seja por isso mesmo. Dia desses vou questioná-lo a respeito. Quanto ao Marco Antônio, há tempos que não nos vemos e, pelo menos por enquanto, terei que conviver com essa incógnita.
Mas lá estava aquele tipo me gritando na rua. Aliás, do outro lado da calçada, as mãos erguidas, como se fosse um náufrago em uma ilha isolada.
— Ei, Eduardo! É você mesmo, cara?
Confesso que, naquele instante, a dúvida se instalou bem ao lado da quase certeza. É que talvez ele tenha me confundido com um amigo homônimo. Afinal, são tantos Eduardos, que daria para lotar vários Maracanãs. E não estou falando do Maracanã de agora, mas do tempo das arquibancadas e geral. Acredite ou não, somos mais de 650 mil só no Brasil.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, eis que o homem se arriscou entre os automóveis e, milagrosamente sem nem mesmo um arranhão, atravessou a rua. Pior, o cara carregava aquele sorriso que me deixou ainda mais ressabiado, pois, por mais que eu tentasse, não conseguia me lembrar de onde eu o conhecia. E, antes que eu pudesse colocar tudo a perder, eis que o meu querido desconhecido, esbaforido por conta da carreira, estendeu a mão e se revelou:
— Puxa, sou seu maior fã! Já li o seu livro duas vezes. Você é o melhor!
Que falta faz um cinegrafista do Canal 100 nessas horas. Já pensou? E com aquela música de abertura, a voz do Cid Moreira narrando todo aquele espetáculo, a galera atenta a cada lance, o sujeito com o radinho de pilha grudado na orelha… De repente, surgem as pernas do Garrincha sambando pra cá, sambando pra lá, os marcadores no chão, lá vai o rei dos dribles em direção ao gol… Acorda, Eduardo! Literatura não é futebol!
— Oh, meu amigo, muito obrigado!
Costumo falar que escritores não são astros do rock. Podemos sair tranquilamente, ir à padaria tomar um café, jogar conversa fora na esquina, passear com o cachorro, andar de mãos dadas com a namorada… Nós não sabemos o que são paparazzi na prática. Mesmo assim, lá estava eu diante de um fã. Pois é, meu amigo, um fã! Que isso chegue ligeiro aos ouvidos do meu grande amigo e escritor Daniel Marchi, o Dan, que, por acaso, só me chama de Edu. Fico aqui imaginando a sua reação.
— Sério, Edu?
— Pois é, Dan. Pra você ver. A coisa está de um jeito, que mal posso colocar os pés na rua.
— Que loucura!
— Sim. Uma loucura! Mas é a vida, meu amigo. Não dá pra fugir do meu destino, que é brilhar, brilhar, brilhar…
O meu fã, talvez o único no quarteirão inteiro, me arranca do devaneio.
— Eduardo, posso tirar uma foto com você?
Obviamente que disse sim e tratei de mostrar o meu melhor ângulo, caso ele realmente exista. Não queria que a captação daquele momento, que espero ficar para a posteridade, tenha me pegado de olhos fechados, boca torta ou… feio. Será? Quanta bobagem! O que importa mesmo é o texto que fica. Essa é a vantagem de ser escritor. Ninguém liga se você não tenha o rosto do Alain Delon ou do Tarcísio Meira.
Ser lido é muito bom! E digo mais, meu amigo, é especial. Veja bem, ninguém aumenta o volume quando está lendo. É íntimo, quase sempre solitário, escondido, no máximo bem lá no fundo do metrô ou do ônibus, correndo os olhos, sentimentos guardados no peito, folheando as páginas discretamente.
Virei ouvinte do meu leitor, cujas palavras me pareceram muito maiores do que as que o meu coração está acostumado. Coisa linda demais. Será que a minha esposa vai acreditar? O que as minhas filhas vão dizer? E o Dan? A vida tem dessas coisas, meu amigo. Se a gente não está preparado, melhor nem pisar na rua.
A palavra avaliação, como qualquer outra palavra em Língua Portuguesa, é uma que se permite à atribuição de muitos significados, a depender do contexto em que estiver a ser utilizada. Na educação, área na qual nos propomos a discutir, avaliar pressupõe verificar tendo em vista um fim específico.
Como talvez se perceba, a noção de avaliação requer, para a sua eficiência e efetiva realização, que haja:
Um agente avaliador;
Recursos para a avaliação;
Agentes a serem avaliados e
Embora muitas vezes negligenciado, é imperativo a existência de um
4. Propósito de avaliação.
Pelo que, quem avalia, sempre avalia alguém, em algo, com um fim determinado. A ausência de um dos quatro (4) elementos, citados acima, compromete significativamente o processo avaliativo, levando-a a inviabilidades, como a sua não realização ou a sua má realização.
Do exposto acima, é possível perceber que o ato de avaliar não é, ou não pode ser, um fim em si mesmo. Ela não começa e termina nela mesma. Antes, quando realizada, ela se presta a concretização de metas específicas, previamente pensadas.
Pensar em avaliação, não é pensar num processo horizonte-linear como em uma linha reta, não! A avaliação é um processo circular-contínuo que começa com um planejamento, aplicação, leitura ou análise dos resultados, assim como a elaboração e aplicação de um plano de respostas aos resultados descobertos, e neste ponto, o ciclo se repete.
José Ngola Carlos, Msc.
Malanje, 26 de julho de 2026
Como citar este artigo: Carlos, J. N. (2026:7). Avaliação Educativa: Um Processo Circular-Contínuo. Brasil: Jornal Cultural ROL.
Hai chiesto al sole di portarmi un raggio lui si è presentato con il sole intero gradisco il gesto ed è solo un assaggio per dimostrare il tuo amore sincero.
Biglietto scritto: ” nulla è più un miraggio” quel che sarà contenuto nel pensiero d’ora in poi consideralo a tuo retaggio quando un dì sarò da te sul mio destriero.
Prima che primavera la tua anima in ogni sua piega abbia infiorato piantando sul tuo viso semi di felicità
annullando traccia di tristezza o lacrima giunge da lontano fino a te lui, l’amato i sogni ha trasformati in gioiosa realtà.
قصائد من ايطاليا – للشاعرة : إليسا ماسيا .. ترجمة : كريم عبدالله – العراق
دعِ السعادةَ تأتي طلبت من الشمسِ أن تهديني شعاعًا، فجاءتني بالشمسِ كلِّها، لا بشعاعٍ واحد. أُحبُّ هذا الكرم، وما هو إلا بدايةٌ لتُعلنَ بها صدقَ حبِّكَ ونقاءَه. وكتبتَ في رسالتكَ: “لم يَعُدْ شيءٌ مجرَّدَ سراب.” فكلُّ ما سيحمله الفكرُ منذ هذه اللحظة، اعتبريه إرثًا لكِ، إلى أن يأتي اليوم الذي أصلُ فيه إليكِ ممتطيًا جوادي. وقبل أن يُزهرَ الربيعُ كلَّ ثنيةٍ في روحكِ، ويغرسَ على وجهكِ بذورَ السعادة، ويمحو آخرَ أثرٍ لحزنٍ أو دمعة، سيأتيكِ من أقاصي البعد حبيبُكِ، وقد حوَّل الأحلامَ إلى حقيقةٍ مفعمةٍ بالفرح.
Bahtiyar Hidayet traz ao ROL as letras do Azerbaijão, Berço do Fogo Eterno, da colina Yanar Dag, do Templo de Ateshgah, da Rota da Seda e dos Tapetes Azeris que contam histórias!
Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov)
Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov), 52, é natural do vilarejo de Yukhari Askipara, no distrito de Gazakh, Azerbaijão.
Amante das letras, escreve poesia desde os tempos de escola.
Formou-se pela Universidade do Azerbaijão e trabalha como professor de História.
É autor de quatro livros de poesia: The Hem of Sorrow (2003), White Darkness (2012), Tecnislər (2025) e The Nearest Star (2025). Seus poemas foram traduzidos para diversos idiomas e publicados em revistas literárias internacionais e periódicos online.
Inaugurando sua colaboração no ROL, Bahtiyar Hidayet apresenta o poema Turn Off the Nation’s Lights (Apague as luzes da nação), uma contundente crítica sociopolitica em formato de sárita e elegia.
Turn off the nation
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Turn Off the Nation’s Lights Anyway, you supply electricity with interruptions. Teach us to live with interruptions as well. Turn off the nation’s lights.
Happiness, like a moth, may fly toward the light. Turn off the nation’s lights.
Anyway, our road is not toward the side where the light comes from. Our road is in the direction of barking dogs. Turn off the nation’s lights.
While the graves of our great ancestors are burning after seeing our sorrow, turn off the nation’s lights.
You love the nation very much. That is why you have plunged everywhere into darkness. The nation is searching for the water of eternal life in the darkness. Thank you. You have raised the nation to the level of Alexander the Great. We have conquered the world. We are at the top of international blacklists. Turn off the nation’s lights.
Every day of our lives passes in tears. After so much rain, the light of lightning is enough for us. Turn off the nation’s lights.
Apaguem as luzes da nação De qualquer forma, vocês fornecem eletricidade com interrupções. Ensinem-nos a conviver com interrupções também. Apaguem as luzes da nação.
A felicidade, como uma mariposa, pode voar em direção à luz. Apaguem as luzes da nação.
De qualquer forma, nosso caminho não é para o lado de onde vem a luz. Nosso caminho é na direção dos cães que latem. Apaguem as luzes da nação.
Enquanto os túmulos de nossos grandes ancestrais ardem após verem nossa tristeza, apaguem as luzes da nação.
Vocês amam muito a nação. É por isso que mergulharam tudo na escuridão. A nação busca a água da vida eterna na escuridão. Obrigado. Vocês elevaram a nação ao nível de Alexandre, o Grande. Conquistamos o mundo. Estamos no topo das listas negras internacionais. Apaguem as luzes da nação.
Cada dia de nossas vidas passa em lágrimas. Depois de tanta chuva, a luz dos relâmpagos nos basta. Apaguem as luzes da nação.
‘María Elcy Ramírez y el encanto colorido de su obra‘
Logo da seção Entrevistas ROLianasTítulo: Sevilla, 1938. Técnica : Óleo sobre lienzo. Dimensiones: 87 x 264 cm. Año: 2023. Autora: María Elcy Ramirez Cuartas. Cortesía.
Queridos amigos planetarios:
Hoy tengo el privilegio de presentarles a una excelente artista, una mujer a quien admiro profundamente, no solo por su trayectoria, sino por la humanidad que habita en ella. Me refiero a la artista plástica María Elcy Ramírez Cuartas, nacida el 24 de julio de 1954 en el municipio de Sevilla, Valle del Cauca, Colombia.
Ella recuerda sus orígenes y el ambiente en que creció: “Mis padres fueron Miguel Antonio Ramírez Guarín, labriego de sueños montañeros y caficultor de profesión, y mi madre, Estefanía Cuartas Gallego, modista de oficio; mientras trabajaba cantaba y escribía versos. Fue allí donde nació mi inspiración: en un ambiente cálido, tranquilo y amoroso donde manos dignas y juiciosas me enseñaron el valor del trabajo honesto. Sevilla, mi solar nativo, me permitió vivir la adolescencia entre lo barrial y lo veredal, en San Antonio”.
Título: Entre la vida y la muerte. Técnica: Óleo sobre lienzo. Dimensiones: 86 x 85 cm. Año: 2024. Técnia: María Elcy Ramirez Cuartas. Cortesía.
Crecer y vivir en lo rural siempre será un ambiente inspirador, y aún más para quienes se dedican al arte. Nuestra entrevistada añade: “Crecer entre paisajes cafeteros, atardeceres y amaneceres que solo Sevilla posee; disfrutar de las costumbres y la cotidianidad de mi gente campesina forjó mi alma y mi proyecto artístico. Mi obra le canta a la naturaleza para agradecer a Dios el regalo de la creación, y a mi descendencia, que represento en cinco pajaritos danzantes en medio de los paisajes. Esta conexión tan profunda y espiritual con el paisaje se vuelve melodía, alabanza, oración: un acto de amor y gratitud que es el mejor regalo para los sentidos. Lo tomo como fondo de la escena principal de mis obras, enfocadas en rendir homenaje a los oficios del pasado que se niegan a desaparecer. Oficios que hicieron historia, civilización e idiosincrasia; maneras de ser y de pensar con una carga de arte y tradición que constituían las raíces más profundas de los pueblos y su identidad”.
El estilo artístico de Elcy es costumbrista y figurativo, y aborda temáticas diversas, destacando asuntos sociales y la madre naturaleza. Desde estas líneas aprovecho para extenderle mis sinceras felicitaciones a la señora María Elcy, por su valioso trabajo los invito a conocer más de esta artista sudamericana, cuya obra artística es, sin duda, brillante, es un verdadero honor poder compartirles con ustedes amigos lectores esta entrevista. En esta amena charla hablamos de sus influencias y de los temas que aborda, además al final comparte una reflexión y un mensaje dirigido a los jóvenes que aspiran a ser artistas plásticos.
María Elcy Ramírez Cuartas, artista plástica colombiana, en una esquina de su taller posa, entre sus pinturas y pinceles con una sonrisa colorida. Foto/Cortesía.
Entrevista:
¿Qué recuerdos constantes guarda de su tierra natal Sevilla en el Departamento del Valle del Cauca?
Es imposible olvidar aquellos lugares donde amamos tanto la vida. Allí estaba la familia unida: mi padre, Miguel Antonio, campesino, labriego de sueños, que cuidaba la tierrita para darnos el sustento.
A mi madre la recuerdo amorosa y responsable, apoyando a mi padre y cuidando la casa mientras ejercía su oficio de modista. En ese ambiente familiar, sencillo y tranquilo, se respiraba la frescura del clima sevillano: la niebla acariciando las montañas cafeteras, el verdor de los cultivos florecidos, la música y los nobles campesinos en sus labores.
¿Cuántos años tenía cuando descubrió su vocación por las artes plásticas?
No sé cómo ni cuándo comenzó mi vocación por pintar… sólo puedo decir que siempre me acompañó una sensibilidad profunda por la belleza del color, su armonía en la naturaleza y el goce que me producía palpar tan de cerca, en la finca de mi padre, el canto de los pájaros, el olor de la guayaba madura, el aroma del café recién tostado y mi gente campesina cuidando con tanto amor la tierra. Esos sentimientos tan puros se convirtieron en un deseo interior, una chispa de emociones que de alguna manera tenía que expresar; desde muy joven empecé a pintar.
¿De qué manera influyó en su obra haber crecido entre paisajes coloridos y naturales como los de su pueblo?
Con orgullo puedo decir que Sevilla fue declarada por la UNESCO “Paisaje Cultural Cafetero Patrimonio de la Humanidad” en junio de 2011. Sevilla también es la “Capital Cafetera de Colombia”.
Siento que esa relación con la tierra, su generosa biodiversidad, el aire puro, la temperatura promedio de 20 grados centígrados, la vida sencilla, la dignidad y sabiduría de mis campesinos y tanta belleza natural hicieron que el paisaje fuera recurrente en mi obra y luz soñadora para mis sentidos. Regresar a la sencillez de la naturaleza y a su armonía es lo que más me inspira.
Su madre era apasionada por la música y la poesía. ¿Qué opinaba ella de sus primeros trabajos artísticos?
Se emocionaba muchísimo. Ella también fue modista, un ser humano lleno de nobleza y ternura, con una sensibilidad tan genuina que, sin darse cuenta, fue la inspiración de sus hijos. Su amor incondicional, su paciencia y sabiduría fortalecieron nuestras ilusiones, y así fue como cada uno de sus cuatro hijos fue logrando sus metas. Mi hermano mayor, de joven, incursionó en el teatro. Mi hermana Amanda es melómana. Aldemar es poeta, con énfasis en poesía zen; además, es un destacado gestor cultural.
¿En qué consiste su proyecto artístico “Homenaje a los oficios del pasado que se niegan a desaparecer”?
Mi proyecto artístico es poético, sencillo y humano, donde los protagonistas son artesanos: personas que trabajan con sus manos, mente y corazón para regalarnos piezas de arte únicas.
De nuestros campesinos exalto su resiliencia para mantener viva la biodiversidad, cuidar el medio ambiente y no dejar morir saberes ancestrales en la cultura alimentaria, el cuidado del agua y técnicas sencillas de siembra, forjando el futuro alimentario en cada semilla y en cada árbol que plantan.
En general, hace un homenaje a oficios tradicionales del pasado que hoy persisten con dificultad, resistiendo la automatización de la vida moderna. Oficios que hicieron historia, identidad y espíritu de lucha, formando parte de nuestra memoria colectiva; son los hilos que tejieron la estructura social de nuestros pueblos.
Recordemos al alfarero: sus manos de seda no sólo moldeaban objetos, sino también la tierra misma.
El cantero, con su amorosa fuerza, domó la piedra y es hoy testimonio de la arquitectura antigua.
Y así tantos otros oficios: el zapatero, el carpintero, la modista… fiel ejemplo de ingenio, paciencia y fortaleza.
En sus obras el color verde aparece con frecuencia. ¿A qué se debe esta elección cromática?
Amo el color en toda su expresión; en realidad es quien organiza mis ideas. El color verde, en especial, por ser el más vibrante y símbolo de vida pura en la naturaleza, transmite equilibrio, frescura, calma y serenidad. También lo concibo como un acto de resistencia, con la ilusión y añoranza de tener nuevos frutos de la tierra.
Siento una conexión espiritual muy fuerte con la naturaleza; observarla en silencio me permite sentir la presencia de Dios en tanta belleza y la paz profunda que me transmite: ver un amanecer, el sol saliendo por el oriente, el ocaso de un atardecer, una florecita brotando en mi jardín, el canto de los pájaros.
Así, los paisajes en mi obra se vuelven melodía y oración, una alabanza a Dios, nuestro Padre, como acto de amor y gratitud por la belleza de la creación, que es el mejor regalo para nuestros sentidos.
En estos paisajes también represento a mi descendencia con cinco pajaritos.
¿Cuáles son las principales temáticas que aborda en su obra?
Mi obra expresa recuerdos y vivencias que tocaron mi sensibilidad desde muy niña; trato de abordar sentimientos de gratitud y admiración hacia los campesinos y hacia todos los que realizan un oficio con sus manos.
También abordo temas ecológicos, haciendo un llamado urgente al cuidado del medio ambiente y aprovechando la estética del arte como herramienta para sensibilizarnos sobre los efectos del calentamiento global, que altera el equilibrio de nuestra madre tierra: hogar, refugio humano y albergue de ecosistemas y especies fundamentales para el desarrollo de la vida. El agua es un recurso vital de la existencia.
Tampoco he sido ajena a la deshumanización de la guerra, los desplazamientos forzados y el sufrimiento de madres y niños víctimas del conflicto armado en Colombia y en el mundo; dejo un registro para la memoria como un grito de solidaridad, resistencia y denuncia, cuestionando el silencio social y lo absurdo de la guerra.
¿Como artista empírica ha enfrentado rechazo por parte de otros artistas?
Personalmente no he sentido rechazo alguno. Pero sí es bueno recordar el rechazo que sufrió la mujer a lo largo de la historia y las luchas silenciosas de mujeres valientes que salieron a las calles a reclamar justicia, cuando ni siquiera podían ir a la universidad, mucho menos participar en política, ejercer cargos públicos o expresarse sin miedo como artistas.
Aquí en Colombia, después de muchas luchas, la mujer ejerció su derecho al voto en 1957. Durante siglos muchas mujeres artistas fueron invisibilizadas en la historia del arte por irreverentes y audaces; muchos años —incluso siglos— después podemos hablar de ellas para reescribir la historia.
No muy lejos tenemos a la colombiana Débora Arango (1907–2005), pionera del expresionismo, reconocida por retratar la marginación social de su época; pintó desnudos, prostitutas y acontecimientos de la violencia colombiana que le tocó vivir. Por eso su obra tiene tanto peso: mostró de manera cruda y descarnada esa realidad política. Incomodó tanto que muchas veces retiraron sus obras de exposiciones en Colombia y en Madrid. Su reconocimiento llegó tardío; hoy se consolida como la pintora más importante de la historia del arte colombiano, símbolo de rebeldía y talento crítico.
¿Qué artistas considera que han influido en su trabajo?
Ricardo Gómez Campuzano (1891–1981), bogotano, reconocido como el cantor del paisaje colombiano. Se educó en España y fue influenciado por Sorolla y Dalí, desarrollando su obra entre la vanguardia impresionista y el paisajismo tradicional.
Jean-François Millet (1814–1875), pintor realista del siglo XIX, hijo de campesinos; su pintura realista con toques socialistas, que retrataba la inocencia del hombre campesino, inspiró a grandes artistas. También admiro mucho a Vincent van Gogh y Claude Monet.
¿Qué significado tiene para usted exponer su obra en espacios públicos y en distintas ciudades?
Durante muchos años pinté por disfrute y no me inquietaba la idea de exponer, pero mis amigos me animaban constantemente. De un momento a otro surgieron muchas invitaciones, nacionales e internacionales, y de manera virtual he recibido valiosos reconocimientos que me han permitido medir cómo reaccionan distintas culturas y críticos de arte en cada espacio.
En mis exposiciones presenciales me encanta ver ese diálogo silencioso entre la obra colgada en la pared y la mirada del público, sus gestos de asombro y reflexión. Me emociona sentirlo como un premio a mi trabajo; eso es lo que retroalimenta al artista para seguir con el entusiasmo y la pasión que lo caracterizan.
¿Qué mensaje desea compartir con los jóvenes que están comenzando su camino en las artes plásticas?
Les diría que el arte es una especie de catarsis y expresión personal: que pinten lo que les emociona, lo que les haga felices o lo que les duela. Que pinten con libertad y, sobre todo, con honestidad. Que la pasión y el amor son nuestro motor más importante, acompañados de la observación constante y la pérdida del miedo a equivocarnos.
También les diría que la belleza de nuestros paisajes y la naturaleza es la maestra más completa que tenemos y está a nuestro alcance permanentemente. Observándola aprendemos sobre composición, armonía del color, texturas, luz y sombra. Y de paso le damos gracias a Dios por el regalo de la creación.
Diamantino BártoloImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/5801d8c7eb76aaa9?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
«A infelicidade é uma experiência humana comum, embora frequentemente seja vista como algo a evitar a qualquer custo. Muitas pessoas acreditam que a felicidade depende apenas de circunstâncias externas, como dinheiro, sucesso profissional ou reconhecimento social. No entanto, diversos estudos e observações da vida cotidiana mostram que as razões da infelicidade são mais complexas e, muitas vezes, estão relacionadas à forma como pensamos, nos relacionamos e interpretamos a realidade.
Uma das principais causas da infelicidade é a comparação constante com os outros. As redes sociais ampliaram esse fenómeno ao exporem versões idealizadas da vida alheia. Quando alguém mede o seu valor pelos resultados, aparência ou conquistas de outras pessoas, tende a sentir-se insuficiente, mesmo quando possui motivos concretos para estar satisfeito.
Outra razão importante é a busca incessante pela perfeição. O perfeccionismo cria expectativas difíceis de alcançar e transforma pequenos erros em grandes fracassos. Em vez de valorizar o progresso, a pessoa concentra-se nas falhas, alimentando sentimentos de frustração e desânimo.
A falta de propósito também contribui para a infelicidade. Ter objetivos claros e sentir que as ações diárias possuem significado ajuda a enfrentar desafios e momentos difíceis. Quando a vida parece vazia ou sem direção, é comum surgir uma sensação persistente de insatisfação.
Os relacionamentos problemáticos constituem igualmente uma fonte frequente de sofrimento. Conflitos familiares, amizades tóxicas, isolamento social ou dificuldades de comunicação podem afetar profundamente o bem-estar emocional. Os seres humanos são naturalmente sociais e necessitam de vínculos saudáveis para se sentirem apoiados e compreendidos.
Além disso, a incapacidade de aceitar as dificuldades da vida pode aumentar a infelicidade. Muitas pessoas acreditam que uma vida feliz significa ausência de problemas. Contudo, perdas, fracassos e mudanças fazem parte da experiência humana. Quando se tenta evitar ou negar essas situações, o sofrimento tende a intensificar-se.
Por fim, a negligência com a saúde física e mental também desempenha um papel relevante. Sono insuficiente, sedentarismo, stress excessivo e falta de momentos de descanso afetam diretamente o humor e a capacidade de lidar com os desafios do dia-a-dia.
Compreender as causas da infelicidade não significa eliminá-las completamente, mas permite desenvolver uma relação mais equilibrada com a própria vida. Ao cultivar autoconhecimento, relações saudáveis, objetivos significativos e aceitação das imperfeições, torna-se possível construir uma existência mais satisfatória e resiliente.»
BIBLIOGRAFIA: Resenha de vários psicólogos
Venade/Caminha – Portugal, 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal