Já vi e vivi na pele tal dor, É um contentamento só de dor… Diz Camões num poema de amor. É dor a alegria de um professor!
num piscar de olhos se acaba o amor… Ingressar ao Ministério é flor! ser professor parece um sonho, Para o de um camponês ser um docente.
Tal sonho, uma vez ser realidade, se esvai com ele a alegria e a vaidade Antes de ingressar, até é um sonho,
Mas já dentro, tudo é um pesadelo. Tem de procurar um outro emprego, para na vida encontrar um sossego.
Milton Gaspar Domingos
Milton GasparDomingos
Milton Gaspar Domingos (Decano), natural da província de Malanje (Angola) e residente no município do Quéssua, é professor de Língua Portuguesa e de Literatura), no Liceu nº 314 – 4 de Janeiro.
Mestrando em Educação pela Universidade Europeia do Atlântico (UNEATLÂNTICO) e Licenciado em Língua e Literaturas em Língua Portuguesa pela Faculdade de Humanidades da Universidade António Agostinho Neto (FHUAN).
Autor de artigos disponíveis na internet e investigador na área de Língua, Literatura.
Um manifesto poético de Jacob Kapingala sobre a beleza de aceitar nossas fraquezas, recolher os pedaços do coração e ter a coragem de continuar caminhando
Se der pra segurar a lágrima, segure. Mas se não der, então chore. Se der pra fugir de ti, então fuja. Mas se não der, se proteja.
Se der pra remendar teu coração, remende. Mas se não der, se reinvente e ande. Se der pra cortar um pouco de ti, corte. Mas se não der, não se importe.
Se der pra agarrar na tristeza e jogá-la fora, agarre. Mas se não der, não tem problema. Viver é como escalar uma torre. Se der pra sorrir, então sorria. Mas se não der, não force a alegria.
Se der pra seres tu, seja. Mas se não der, então finja. Se der pra abraçar a vida, abrace. Mas se não der, não se estresse.
Jacob Kapingala
Jacob Kapingala
Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.
É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.
Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.
É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos
Aqui eu nasci! Onde o verde do bosque se confude com a esperança dos kotas Onde o capim desafia o brilho do sol Onde o Sol não beija o mar, mas ao capim ele abraça
Lugar dos gloriosos Onde a semente do mal só dá frutos secos Onde a terra se nega do mar agitado e dá boas vindas às árvores da razão
Aqui eu nasci! Nessa terra que mana justiça silenciosa Que das estrelas exige esperança Na terra de vivas memórias Onde as feridas perpetuam o ensino Onde a caneta exige respeito E o papel cobra elegância
Njinga Nbandi e Ngola Kiluanji são daqui. Onde a cultura e a chão se amassam em beijos. Onde se inspira a majestosidade E se esvão toda a vaidade
Je suis né ici!* Onde a veia da tradição faz escoar a ambição Onde pedra se transforma em carne Onde se domina quem vem, e se liberta quem quer ir Onde a gindica do povo abafa o som das águas turbulentas
Eu nasci aqui! Onde escrever é brincar, ler é viver tradicionar é uma poesiar! Onde já se nasce com a quarta classe! Eu nasci aqui!
* Eu nasci aqui
Milton Gaspar Domingos
Milton Gaspar Domingos
Milton Gaspar Domingos (Decano), natural da província de Malanje (Angola) e residente no município do Quéssua, é professor de Língua Portuguesa e de Literatura), no Liceu nº 314 – 4 de Janeiro.
Mestrando em Educação pela Universidade Europeia do Atlântico (UNEATLÂNTICO) e Licenciado em Língua e Literaturas em Língua Portuguesa pela Faculdade de Humanidades da Universidade António Agostinho Neto (FHUAN).
Autor de artigos disponíveis na internet e investigador na área de Língua, Literatura.
Entre reconstruções e restauros, renascimentos ocorrem (II)
Jadson Porto
Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos
‘Entre reconstruções e restauros, renascimentos ocorrem (II)
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As transformações pelas quais Gotland iria passar, como resultado da missão dos três arqueiros que expuseram as mudanças que o Império dos Godos de Oriente estava por enfrentar, foram ampliados após aos impactos não programados e ocasionados pela tempestade. Cidades e infraestruturas logísticas foram destruídas; plantações foram afetadas; registros de 10.000 óbitos e cinco mil desaparecidos; ampliação de doenças ocasionadas pelo uso da água de inundação (que ali permaneceu por dois meses até o seu completo escoamento); registros de 500 casos de ataques de animais peçonhentos, que adentravam às casas na inundação; dentre outras manifestações.
A Casa dos Lordes estava muito movimentada. Tudo era prioridade para a recuperação da reino. O General Elson de Gotland e sua equipe eram constantemente convocados para atualizarem os relatórios à Casa Real. Gradativamente foram se retomando as vidas em Gotland, mesmo que precariamente. À medida que as reconstruções da infraestrutura de logística foram se consolidando, retomavam-se as economias do reino e ampliavam-se suas dinâmicas sociais. Quando se restauravam os procedimentos públicos institucionais, o faziam com a modernização exigida pelos novos tempos que a Casa Real adotara como diretriz. Quanto ao renascimento, esta se materializava pelas novas gerações sobreviventes aos novos tempos.
O relatório entregue pelo General Elson, em seu terceiro volume, na página 350, referente ao capítulo de Cenários em construção, assim conclui: Após os investimentos efetuados pelo Erário Real; que contou com a participação da nobreza que doou 3 toneladas de ouro e prata de seus cofres; e dos comerciantes de Gotland, que concederam alimentos, roupas e equipamentos para aqueles que atuaram na reconstrução da cidade e da infraestrutura urbana afetadas pela tempestade em Gotland, vem retomando gradativamente a sua vida social, dinâmica econômica e atuação nos cenários regional e internacional. Entre reconstruções e restauros, o renascimento de Gotland ocorre mais forte, sólido, moderno e inserido com mais intensidade em seu protagonismo internacional.
A participação da Universidade Nacional de Ostrog foi de fundamental importância neste contexto. Pois seus docentes e cavaleiros aprendizes, que ali se preparam para o futuro da Casa Real. Foram cerca de 120 trabalhos de conclusões de curso de graduação cavalaresca, bem como de suas especialidades, em todas as áreas do conhecimento ali atuantes, enfatizando-se a área técnica sob a diretriz do Engenheiro italiano Labenini. S. A. R. I. Severino Teodoro, a partir da experiência germânica, que fora afetada por uma intensa tempestade há 60 anos, criou uma semana cultural por ano, que haveria eventos culturais de diversos modelos e estímulos ao entretenimento para gerar fundos financeiros à reconstrução de seu território caso houvesse outra possível tempestade intensa como ocorrera outrora: A Semana Medieval de Gotland, na cidade de Visby, em agosto de cada ano.
Para atrair investimentos culturais, o Cavaleiro Fabric de Gotland, filho do General Elson, sugere a criação do Prêmio Águia de Dourada de Gotland. Hoje, o prêmio é referência mundial de excelência cultural, notadamente no meio literário.
Jadson Porto
Jadson Porto
Duque Dom Jadson Porto Eurico Rodrigo I é geógrafo graduado em Bacharelado e Licenciatura em Geografia (UFPa, 1990, 1993); Mestre em Geografia (UFSC,1998); Doutor em Ciência Econômica (Unicamp, 2002); pós-doutorado em Desenvolvimento Regional (FURB, 2014); pós-doutorado em Geografia, pela Universidade de Coimbra (Portugal) (2015); pós-doutorado em Estudos Sociais, pela Universidad Nacional de la Patagonia Austral – Unidade Río Gallegos (UNPA/UARG), Argentina (2017); pós-doutorado em Desenvolvimento (UFT, 2020); pós-doutorado em Planejamento Territorial (Idega/Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, 2025). Coordenador do Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nesur/Unifap).
Professor Titular da Universidade Federal do Amapá. Professor do Mestrado em Desenvolvimento Regional da Unifap. Integrante efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba, PR), cadeira de n. 3, patrono Alberto Oliveira (2022). Integrante efetivo da Academia Amapaense de Letras (Macapá, AP), cadeira 17, patrono Joaquim Caetano da Silva (2022). Tem se destacado em pesquisas sobre a Amazônia Setentrional brasileira e a Região das Guianas. Professor doutor doutor honoris causa multiplex. 5
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Sadness soared high, turned into the sky. Nothing feels like sorrow now.
After a protracted silence, some ancient reminiscence echoes in the emptiness. It is yours; you are in it.
“Are you my shackle or my freedom?” it asks and slowly merges with the sky.
M. B. Ahmad Vali
Original (Telugu): Ahmad Vali Translation: Elanaaga
Onda de Tristeza
A tristeza alçou voo, elevou-se ao céu.
Nada se compara à tristeza agora.
Após um longo silêncio, alguma reminiscência ancestral ecoou no vazio.
É sua; você está nela.
“Você é meu grilhão ou minha liberdade?” perguntou, e lentamente se fundiu com o céu.
M. B. Ahmad Vali
Original (Telugu): Ahmad Vali Tradução: Elanaaga
Ahmad Vali
M. B. Ahmad Vali is a 57 year-old poet from Narsipatnam village, Andhra Pradesh State, India. He runs a small business. His writings keep appearing in the local Telugu periodicals as well as social media such as Facebook on and off.
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Dispo as lágrimas que me vestem, Sem medo nem vergonha de ninguém. Não temo que vejam a nudez do meu rosto, Que sempre esteve no lado oposto.
Rumarei em busca de um novo traje, Numa grande velocidade como quem foge, Da tempestade iminente, E da dor persistente.
Dispo as lágrimas que me vestem, E visto-me de alegria que só faz bem. Pego no sorriso que há muito se foi, E dou-lhe um abraço com esta alma que ainda dói.
E se no meu caminhar, A alegria não encontrar, Vou preferir a nudez do meu rosto, A viver com lágrimas que só trazem desgosto.
Jacob Kapingala
Jacob Kapingala
Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.
É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.
Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.
É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos
Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos:
‘Um objetivo, um tiro!
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Jadson Porto
Jadson Porto
Jadson Porto: Possui graduação em Bacharelado e Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal do Pará (1993), mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998), doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (2002); Pós-Doutorado em Desenvolvimento Regional, pela Universidade Regional de Blumenau (2014): Pós-Doutorado em Geografia, pela Universidade de Coimbra (Portugal) (2015); Pós-Doutorado em Estudos Sociais, pela Universidad Nacional de la Patagonia Austral – Unidade Rio Gallegos (UNPA/UARG), Argentina (2017); Pós-Doutorado em Desenvolvimento Regional, pela UniversidadeFederal de Tocantins (2020); Pós-Doutorado em Planejamento Territorial, pela Universidade de Santiago de Compostela, Espanha (2025).
Pesquisador-Visitante do Instituto de Estudos e Desenvolvimento de Galícia, Universidade de Santiago de Compostela (Idega/USC).
Comenda Mérito Científico Galileu Galilei (Febacla, 2025).
Possui 8 títulos Doutor Honoris Causa (Febacla, 2026; Northern International University, 2026; CDMM/UG, 2026; CSAEFH, 2026; IINTAD, 2026). Comenda Grã-Cruz (SBEI, 2026).
Membro Titular da Academia de Letras José de Alencar, Cadeira 03 (Curitiba, Paraná, Brasil). Membro Titular da Academia Amapaense de Letras, Cadeira 17 (Macapá, Amapá, Brasil).
Coordenador do Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nesur/Unifap).
Atualmente é professor Titular da Universidade Federal do Amapá. Professor do Mestrado em Desenvolvimento Regional da Unifap.