Quando a escrita devolve o nome

A força de “A Menina Sem Identidade”, de Patrícia Calheiros

A menina sem identidade
A menina sem identidade

Esta é uma obra rara: escrita como desabafo, mas publicada como gesto de coragem, não somente do desejo de contar uma história, mas da necessidade profunda de existir em voz alta.

O livro traz uma narrativa autobiográfica marcada por silêncios impostos, abusos emocionais e perdas profundas, experiências que atravessaram décadas da vida da autora.

Patricia Calheiros
Patrícia Calheiros

Ainda assim, longe de ser apenas um relato de dor, a obra se constrói como um processo de reconstrução, em que a palavra se torna ferramenta de sobrevivência, consciência e libertação.

Patrícia escreve sobre o que viveu desde muito cedo, quando sua identidade foi retirada antes mesmo de ser plenamente formada.

Ao longo dos anos, enfrentou consequências que não escolheu, verdades ocultadas e responsabilidades que não lhe pertenciam.

No entanto, é na maturidade, e com acompanhamento terapêutico, que a autora encontra espaço para reorganizar sua história e dar sentido ao que antes era apenas caos.

A Menina Sem Identidade não busca chocar.

Seu impacto vem da honestidade.

Cada capítulo revela não só feridas, mas também cicatrizes, aquelas que mostram que houve dor, sim, mas também cura em andamento.

É um livro que convida o leitor à empatia, à reflexão e, sobretudo, ao reconhecimento de quantas histórias semelhantes permanecem abafadas dentro de famílias e estruturas sociais.

Mais do que denunciar, Patrícia propõe um rompimento: com padrões, com heranças emocionais destrutivas e com o silêncio que adoece.

Sua escrita é firme, direta e humana, e carrega uma mensagem clara: é possível se reconstruir, mesmo quando tudo parece ter sido tirado.

Esta não é uma obra feita para entretenimento rápido.

É um livro para quem acredita que a literatura também pode ser um espaço de acolhimento, consciência e transformação.

Ao dar nome ao que viveu, Patrícia Calheiros não apenas recupera sua identidade, ela abre caminho para que outras vozes também encontrem coragem para existir.

REDE SOCIAL DA AUTORA

A MENINA SEM IDENTIDADE

SINOPSE

Existe um silêncio capaz de destruir uma vida inteira.

E existe uma mulher capaz de renascer depois dele.

“A Menina Sem Identidade” é mais do que um livro — é uma revelação.

Uma história real, intensa e profundamente humana, onde cada capítulo é uma ferida aberta… e uma cicatriz conquistada.

Aos 13 anos, ela teve sua identidade arrancada.

Aos 18, já carregava dívidas que não fez.

Aos 30, tentava sobreviver ao caos que herdou.

Aos 40, descobriu a verdade que ninguém teve coragem de contar.

E quando tentou pedir ajuda… disseram para ela silenciar.

Mas ela não silenciou.

Nesta obra impactante, Patrícia Calheiros expõe décadas de manipulação, abandono e injustiça e também a força brutal necessária para romper com uma maldição hereditária que aprisionou gerações.

Você vai entrar no labirinto psicológico que ela enfrentou.

Vai sentir o peso das correntes que carregou.

E vai testemunhar o momento exato em que ela decide quebrar tudo — e se reconstruir.

Prepare-se:

Nada aqui é decorado.

Nada é suavizado.

Nada é inventado.

Este é o tipo de história que faz você fechar o livro, olhar para o próprio passado e perguntar:

“Quantas verdades ainda estão escondidas na minha família?”

Um livro que não foi escrito para entreter.

Foi escrito para libertar.

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

A menina sem identidade
A menina sem identidade

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Todas as Helenas

Um romance sobre maternidade precoce, solidão e a urgência de apoio

Helena feita de aço e amor
Helena feita de aço e amor

Existem histórias que não pedem licença.

Elas chegam, ocupam espaço e exigem do leitor mais do que empatia, exigem reflexão.

O livro de estreia de Juliane Silvestri Beltrame é assim: um romance de camadas profundas, narrativa dura e emocionalmente potente, que ecoa a vida de muitas mulheres reais.

A protagonista, Helena, que dá nome à obra, representa tantas meninas que engravidaram cedo demais e precisaram amadurecer rápido demais.

Sozinhas, sem apoio suficiente, assumem a responsabilidade de criar um filho enquanto ainda tentam compreender a própria vida.

A força de Helena não está romantizada: ela é construída no cansaço, na renúncia e na resistência diária.

O livro fala, sobretudo, da maternidade solo imposta, daquela que não nasce de uma escolha idealizada, mas da ausência, de parceiros, de políticas públicas, de uma rede que sustente.

Mostra mulheres fortes, sim, mas também mulheres exaustas. Porque nenhuma força deveria ser sinônimo de abandono.

Ao longo da narrativa, fica evidente que todas as “Helenas” precisam mais do que coragem.

Precisam de leis que amparem, de rede de apoio, de espaço para descansar, estudar e trabalhar.

Juliane Silvestre
Juliane Silvestre

O romance não grita slogans, mas constrói essa denúncia com sensibilidade e verdade, deixando que a dor fale por si.

Curiosamente, a história não nasceu com essa intenção.

Juliane, advogada especializada em Direito de Família, natural de Campo Erê (SC), conta que a ideia inicial era escrever um conto leve, quase um mistério: um grupo de amigos, um enigma em uma pousada, um passeio por pontos turísticos de Salvador, tudo culminando em uma campanha de turismo.

Mas a escrita seguiu outro caminho.

As personagens ganharam voz própria, e a autora teve a coragem de escutá-las.

Esse deslocamento criativo talvez explique a potência do livro.

Ele não parece planejado para agradar; parece necessário.

A narrativa se impõe, conduzindo o leitor por temas como maternidade precoce, responsabilidade solitária, desigualdade e resistência feminina.

Sendo sua primeira obra publicada, o romance já nasce maduro, intenso e desconfortável, no melhor sentido.

Não é uma leitura fácil, mas é uma leitura importante.

Um livro que não suaviza a realidade e não oferece soluções mágicas, mas convida à consciência.

Porque Helena é personagem.

Mas as Helenas existem.

E seguem precisando ser vistas, amparadas e respeitadas.

REDE SOCIAL DA AUTORA

Helena feita de aço e amor

SINOPSE

Com uma narrativa emocionante e dados impactantes, Helena: feita de aço e amor revela a trajetória de uma menina-mulher que, ao invés de sonhar com a valsa aos 15 anos, carregou a dor do abandono dos pais e experimentou cedo o sacrifício da vida.

Foi mãe solo, que transformou dor em resistência e solidão, sem rede de apoio.

Acompanhamos sua luta contra o abandono paterno, a pobreza e a invisibilidade, batalhas que ecoam nos 11,6 milhões de lares brasileiros chefiados por mulheres como ela.

Entre números que escancaram a injustiça e momentos de pura poesia cotidiana, esta obra é um retrato sem filtros da maternidade solo no Brasil e da realidade de milhões de mulheres que precisam conhecer cedo a dor da rejeição e do abandono.

Mas é também um tributo à força que nasce do amor.

Das sete mulheres que se tornaram sua família improvisada aos projetos sociais que hoje replicam seu modelo de sobrevivência, Helena nos ensina: nenhuma mãe é realmente solo quando outras mulheres estendem as mãos.

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

Helena feita de aço e amor
Helena feita de aço e amor

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Traíra

Quando o terror encontra questões urgentes do nosso tempo

Traíra de Mário Augusto Poll
Traíra

Gaúcho de Rio Grande e radicado em Porto Alegre, Mario Augusto Pires Pool construiu, ao longo da última década, uma trajetória sólida e diversa na literatura brasileira.

Doutor em Educação, o autor iniciou sua carreira em 2015, publicando em coletâneas da editora Metamorfose, e desde então não parou mais: são 24 publicações, entre livros próprios, participações em coletâneas e obras acadêmicas.

Mário Augusto Pool

Seu primeiro lançamento solo veio em 2017, com a novela No Nevoeiro, que ganhou versão em inglês (In the Fog) publicada nos Estados Unidos em 2019.

De lá para cá, Pool transitou com segurança por diferentes gêneros e públicos, assinando romances como O Antiquário (finalista do Prêmio ABERST 2022), O Estampador e Cartas aos Originários, este último indicado ao Prêmio da Academia Rio-grandense de Letras em 2024 como melhor romance juvenil.

Entre os leitores mais jovens, destacou-se ainda com obras como Parada 90, Enigmas na Ilha do Presídio, Bomani e as Torres Malditas e O Vizinho Alemão, indicado ao Prêmio Jabuti em 2021 e vencedor do Prêmio Açorianos 2023 na categoria romance juvenil.

É nesse percurso de experimentação e amadurecimento literário que nasce Traíra, novela que surge a partir de um conto de terror escrito durante uma atividade coletiva entre onze autores do gênero, em uma madrugada intensa de criação dentro de uma casa de cultura.

O desafio era simples e instigante: criar uma criatura.

O resultado, porém, foi além do esperado.

O impacto da história entre os colegas escritores motivou Pool a expandir o conto e transformá-lo em uma narrativa mais profunda, que ultrapassa o terror e dialoga com temas urgentes como racismo, gênero, superação e responsabilidade ambiental.

A criatura que habita o lago não é apenas fruto da imaginação, mas uma consequência direta do descaso humano e da poluição, trazendo à trama uma lógica ambiental que amplia o alcance simbólico da obra.

Escrevendo majoritariamente para o público juvenil e adulto jovem, mas sem se limitar a rótulos, Mario Pool explora desde a ficção científica até thrillers, aventuras, mistérios e narrativas do cotidiano.

Em Traíra, segundo o próprio autor, pode estar um divisor de águas, um livro que aponta para o caminho literário que deseja seguir daqui para frente.

REDES SOCIAIS DO AUTOR

TRAÍRA

SINOPSE

A criatura que emerge das águas não é apenas monstro, é vítima.

Forjada por veneno e negligência, torna-se símbolo de tudo o que a sociedade preferiu esquecer.

E diante dela, Omar precisa decidir se o enfrentamento é uma questão de ciência, justiça ou sobrevivência íntima.
Traíra é um romance que combina o vigor do thriller ecológico à profundidade de uma denúncia social.

O autor constrói uma narrativa marcada por lirismo e revolta, onde o terror do lago dialoga com a violência invisível do racismo e da corrupção.

Uma história inquietante, poética e necessária, que convida o leitor a mergulhar não apenas nas águas turvas da ficção, mas também nas sombras persistentes de nossa própria realidade.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DO AUTOR

No nevoeiro
No nevoeiro

O conto dos homens
O conto dos homens

O antiquário
O antiquário

O estampador
O estampador

Carta aos originários
Carta aos originários

Parada 90
Parada 90

Enigma da ilha do presídio
Enigma da ilha do presídio

Bomani e as torres malditas
Bomani e as torres malditas

Contando nossas histórias
Contando nossas histórias

O vizinho alemão
O vizinho alemão

Desafios educacionais criativos
Desafios Educacionais Criativos

Traíra
Traíra

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Ouro da Floresta

O chamado da floresta: quando a arte se torna voz da Terra

Ouro da Floresta
Ouro da Floresta

Algumas histórias nascem do silêncio e outras, de um grito.

Foi assim que a escritora Niara Su, natural de São Bernardo do Campo (SP), encontrou sua voz.

Depois de uma trajetória pessoal marcada por desafios e superação, ela transformou sua sensibilidade em um instrumento de denúncia e esperança.

Niara Su
Niara Su

O resultado é Ouro da Floresta, seu primeiro livro, um grito de alerta em forma de arte.

Formada em Direito, Niara sempre foi movida por um olhar crítico e empático sobre o mundo.

Ao se deparar com reportagens sobre o avanço do garimpo ilegal na Amazônia, a violência contra povos indígenas e o colapso ambiental provocado pela exploração desenfreada, sentiu nascer o impulso de escrever.

Unindo o raciocínio jurídico à sensibilidade artística, ela encontrou um caminho para traduzir a dor da floresta em palavras.


“Percebi que poderia unir meu olhar jurídico à escrita criativa para chamar a atenção do público sobre o que acontece na Amazônia”
Niara Su


Inicialmente concebido como um roteiro de longa-metragem, Ouro da Floresta chegou às quartas de final do prestigiado BlueCat Screenplay Competition, nos Estados Unidos, antes de se transformar em livro.

A mudança de formato, porém, ampliou seu alcance e deu nova força à mensagem, uma fusão entre ficção, denúncia e espiritualidade, onde os próprios espíritos da floresta parecem sussurrar suas dores e sabedorias.

Na obra, Niara aborda a engrenagem humana por trás da destruição ambiental, revelando a complexa rede que sustenta o garimpo ilegal, dos pilotos que sobrevoam pistas clandestinas ao impacto devastador sobre comunidades tradicionais e povos originários.

Tudo isso sem abrir mão da beleza poética que envolve a narrativa.

Mais do que um livro, Ouro da Floresta é um chamado à consciência.

É a lembrança de que o ouro que brilha nos mercados pode custar o silêncio das árvores, o envenenamento dos rios e o desaparecimento de culturas inteiras.

Hoje, Niara entende que seu caminho de transformação social se faz pela arte.

E é exatamente isso que ela entrega em cada página: um manifesto literário pela vida, da floresta, das pessoas e do planeta.

REDES SOCIAIS DA AUTORA

OURO DA FLORESTA

SINOPSE

Jonas é um piloto ambicioso que se envolve em um perigoso esquema de garimpo ilegal na Bacia do Tapajós, no Pará.

Seduzido pela promessa de riqueza fácil, ele intercepta informações privilegiadas sobre a maior jazida de ouro do país, localizada em território indígena.

Tais informações eram destinadas a Rocha, um temido líder do crime organizado na região, que fará de tudo para recuperar o que lhe foi subtraído.

Consumido pela própria ganância, Jonas verá suas escolhas causarem efeitos devastadores sobre a floresta e os povos que nela habitam.

Para se libertar, precisará enfrentar as consequências e responder a um chamado interior de redenção.

Sua jornada o conduzirá a uma missão sagrada ao lado de Kayãn, Ayana, Niara, do Pajé e de toda a comunidade indígena: transmitir ao mundo uma mensagem vital dos espíritos da floresta.

Mas antes que essa aliança se forme, eles pagarão um alto preço pelas decisões imprudentes do piloto.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

Ouro da Floresta
Ouro da Floresta

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Roberto Denser

O escritor paraibano que transforma realidades em palavras

Roberto Denser
Roberto Denser

Roberto Denser nasceu em 1985, em Bayeux, Paraíba, mas foi em Tibiri II, Santa Rita — bairro operário, pulsante e cheio de histórias — que moldou sua essência.

Foi ali, entre as ruas de chão batido e os sonhos difíceis de dobrar, que o menino sonhador descobriu a força das palavras.

Hoje, Roberto é escritor — mas também já foi açougueiro, vendedor ambulante, professor, livreiro… Profissões que, mais do que sustento, lhe deram o olhar atento sobre o mundo e a matéria-prima para criar.

Desde criança, carregou no peito o desejo quase teimoso de ser escritor.

E, mesmo quando a vida tomou caminhos tortuosos, o sonho nunca o abandonou. Pelo contrário, foi ele quem deu sentido a tudo.

Sua trajetória literária é marcada por ousadia e versatilidade: dos contos sobre a solidão aos mistérios policiais, dos Beatles ao fim do mundo.

Sua estreia no universo dos livros veio com A Orquestra dos Corações Solitários, um conjunto de contos sensíveis e melancólicos, inspirados nas canções da banda britânica que embalou gerações.

Depois, surpreendeu ao lançar Para Elisa, uma novela policial narrada como se fosse um documentário — ousada na forma, intensa no conteúdo.

E agora, com Colapso, Roberto retorna ao gênero onde tudo começou: o horror.

Colapso é uma distopia pós-apocalíptica que chegou quase como quem não quer nada, mas acabou tomando forma com força e urgência.

Não foi um plano inicial, mas um chamado inevitável.

É nesse cenário desolado que Denser explora os medos mais profundos do ser humano, sem abandonar o lirismo e a crítica social que sempre marcaram sua escrita.

É terror com consciência, imaginação com propósito, na sua mais pura e crua concepção: a sobrevivência.

Apesar de ter diversos contos publicados, sua obra em livro ainda é pequena — e exatamente por isso, tão lapidada, tão intensa.

Cada lançamento é um convite à reflexão, ao mergulho, ao desconforto criativo que só a boa literatura oferece.

Roberto Denser é, antes de tudo, um contador de histórias que nasceu da luta, cresceu entre livros e batalhas, e hoje transforma tudo o que viveu — e vive — em narrativas que emocionam, provocam e ecoam.

Seu caminho não foi fácil, mas é justamente isso que torna sua voz tão autêntica.

E com um longo caminho ainda apercorrer, já sabemos que vem novidades por aí!

Seus leitores fiéis agradecem!

Uma voz que vem do bairro, da resistência, da esperança — e que agora encontra seu espaço nas prateleiras do mundo.

REDE SOCIAL DO AUTOR

OBRAS DO AUTOR

A ORQUESTRA DOS CORAÇÕES SOLITÁRIOS

SINOPSE

Você já imaginou uma história que envolve um ex-suicida com os tendões atrofiados, um jovem casal que se conheceu pela internet, um vendedor ambulante de sandálias magnéticas cuja noiva o abandonou para fugir com um palhaço, uma garota maníaco-depressiva que sonha em se transformar em poesia, um velho escritor no divã e uma bailarina que nasceu com uma doença rara?

Esses e outros personagens fascinantes são o foco de “A Orquestra dos Corações Solitários”, um livro que fala sobre a dolorosa solidão que muitas pessoas enfrentam e como elas lutam para sobreviver em um mundo que nem sempre é gentil com elas.

Inspirado nas músicas dos Beatles, Roberto Denser nos leva em uma jornada através de encontros e desencontros que se desenrolam em um cenário realista e ao mesmo tempo absurdo.

Cada personagem é uma obra-prima de complexidade e emoção, e o autor os conecta em uma história única que deixará uma marca em seu coração.

Como disse a escritora gaúcha Luisa Geisler, este é um “primeiro álbum de best-hits” que você não pode perder.

Comentários de outros escritores são unânimes em elogiar o livro, descrevendo-o como “genial” e “um grande romance de estreia”.

Esta nova edição comemorativa inclui um posfácio do autor e um conto inédito sobre um dos personagens da obra.

Então, junte-se à Orquestra dos Corações Solitários e prepare-se para uma jornada emocionante através da dor e da alegria da vida.

PARA ELISA

SINOPSE

Elisa era uma poeta brilhante e estava no auge da carreira quando foi vítima de uma tragédia que chocou o país.

Em seu novo livro, Roberto Denser coleta os depoimentos dos amigos e parentes de Elisa, bem como das principais testemunhas envolvidas no caso, e reconstrói, como num mosaico, sua controversa trajetória.

COLAPSO

SINOPSE

Existe um limite para o horror?

Até onde nossos olhos, corações e mentes estão dispostos a ir?

Em um mundo onde a civilização desmoronou e a humanidade retornou às profundezas da selvageria, Colapso, o romance de estreia de Roberto Denser, publicado pela DarkSide® Books, nos transporta para um cenário pós-apocalíptico onde a sobrevivência é a única tarefa a ser cumprida, um mundo em tons de vermelho no qual a lei do mais forte é a única lei a ser seguida.

No rescaldo de um desastre global, pequenos grupos de sobreviventes enfrentam uma luta desesperada pela vida nesse ambiente estéril e hostil que se tornou nosso planeta.

As cidades vívidas e imponentes são agora ruínas vazias, fantasmas de concreto onde a busca por comida ― por carne humana ― se transformou em uma batalha de sobrevivência diária.

Neste romance, a visão do filósofo Thomas Hobbes de que “o homem é o lobo do homem” torna-se uma dolorosa realidade.

Tudo e todos estão em colapso, vísceras aparentes de uma moralidade perdida, a confiança se torna uma moeda rara, e a empatia um sentimento distante de quando o céu ainda era azul.

Os personagens criados por Roberto Denser em seu romance de estreia são carnais, reais, donos de dilemas, dores e esperanças, seres humanos forçados a confrontar os limites de suas próprias naturezas enquanto enfrentam o pior e o melhor do que restou da sociedade.

Na medida em que o caos se torna o único sussurro dos ventos, o mundo se torna um campo de batalha desolado.

Colapso é uma exploração implacável da fragilidade da civilização e da selvageria latente que reside em todos nós.

Prepare-se para uma narrativa incomparável, com exuberância cinematográfica e que encontrará nas trevas da civilização uma última esperança para a alma humana.

Um mergulho profundo e sem ar em nós mesmos, uma falência múltipla da moralidade, lama sobre lama.

Para ler Colapso , o leitor precisa respirar fundo e estar disposto a ir além de tudo que nos tornamos até aqui.

A Orquestra dos corações solitários
A Orquestra dos corações solitários

Para Elisa
Para Elisa

Colapso
Colapso

ONDE ENCONTRAR

OU


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




O castigo de sua existência

Trajetória e obra da haitiana Stephanie Desir

Foto de Stephanie Desir
Stephanie Desir

Stephanie Desir é haitiana, tem 28 anos e reside no Brasil há cinco anos.

Atualmente, é estudante de Agronomia na Universidade Federal da Fronteira Sul.

Desde os 14 anos, ela alimenta o sonho de se tornar escritora, pois a escrita é sua paixão, forma como expressa sua alma e dá vida às suas ideias.

Sua trajetória literária começou com poemas para declamar, momento em que encontrou sua voz como autora.

Mais tarde, deu início à escrita do livro Schismaïda, que atualmente leva o título O Castigo de Sua Existência.

Esta obra reflete anos de inspiração, esforço e determinação.

Apesar de ter enfrentado um período difícil que a afastou da escrita, em 2021 ela tomou a decisão de retornar e dar continuidade ao seu sonho.

Resgatou as ideias que tivera na adolescência, reformulou-as e acrescentou uma narrativa mais madura e emocionante.

Cada palavra escrita por ela é um pedaço de si mesma, e acredita que a história que escreveu tem o poder de inspirar outras pessoas a nunca desistirem de seus sonhos, mesmo diante dos maiores desafios.

Ela se inspirou no que viu, viveu, ouviu, imaginou e pesquisou.

REDE SOCIAL DA ESCRITORA

RESENHA

Este é um relato poderoso sobre a vida de uma garota que, ao longo de sua trajetória, enfrentou inúmeros abusos e adversidades.

Em meio ao sofrimento, ela se viu diversas vezes à beira de desistir, mas a história é também um testemunho de resiliência e superação.

O enredo destaca, com sensibilidade, a importância fundamental da família, dos amigos e, especialmente, do amor-próprio, que se tornam pilares essenciais na busca pela recuperação e pela reconstrução de sua vida.

Um livro impactante e profundo, que toca o coração do leitor e nos lembra da força que podemos encontrar mesmo nas situações mais sombrias.

SINOPSE

É a história da vida de uma jovem desde o nascimento até os 27anos.

Esta jovem se chama Schismaïda Nierrelus, ela sofreu muito ao longo de sua vida.

O maior culpado por sua dor é sua família e seus próximos.

Schismaïda sofreu abuso sexual, solidão, abuso verbal, físico, ataque espiritual, não teve uma vida
saudável e até a tentação da morte.

Ela possuía uma natureza profundamente generosa, embora essa faceta de sua personalidade permanecesse oculta aos olhos de todos.

Schismaïda experimentava a carência de amor em sua vida, uma ausência que a deixava desprovida de entendimento sobre o que significava ser amada, visto que jamais havia experimentado tal sentimento.

Essa carência afetiva a levou a estabelecer diversos relacionamentos, porém, nenhum deles prosperou.

Nesse contexto, a vida de Schismaïda parecia presa em um ciclo de repetição, no qual ela se encontrava incapaz de discernir uma saída.

Não obstante todas as adversidades, Schismaïda manteve-se resiliente e perseverante, nutrindo a esperança de que um dia conseguiria superar seu passado e almejar uma vida feliz e serena.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

A OBRA

Capa do livro "O castigo de sua existência"
Capa do livro O castigo de sua existência, de Stephanie Desir

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




‘Êh, Lena!’, de Ricardo Costa Deotti

Resenha do livro ‘Êh, Lena!’, de Ricardo Costa Deotti, pela Editora Uiclap

Êh, Lena!, de Ricardo Costa Deottu
Êh, Lena!

RESENHA

Helena viveu uma jornada única e surpreendente, marcada por uma condição rara e pouco conhecida: a Síndrome Guevedoce.

Esta síndrome fez com que, aos 12 anos, Helena passasse por uma transformação extraordinária, que a fez assumir características masculinas, algo que é raro, mas não impossível.

No entanto, a história de Helena não é uma simples reinterpretação de uma condição médica, mas sim uma trama repleta de surpresas, desafios e descobertas profundas.

Com uma narrativa envolvente, a história de Helena nos leva a questionar o que realmente define a identidade de uma pessoa.

Acompanhar a trajetória de Helena é, acima de tudo, testemunhar o poder da adaptação e da superação diante das circunstâncias que a vida impõe.

Cada reviravolta em sua história nos surpreende e nos faz refletir sobre as complexidades da vida e da identidade humana.

Imperdível para quem busca uma leitura tocante e cheia de revelações sobre a luta pessoal e a transformação.

A história de Helena vai muito além de sua condição; ela é, na verdade, um poderoso retrato da resiliência humana.

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Helena era um guevedoce.

Guevedoce são pessoas que têm uma síndrome real muito rara, comum na região de Las Salinas, na República Dominicana, onde ocorre em 1 a cada 90 meninos.

Os meninos portadores nascem meninas, perfeitas interna e externamente, e seu sexo é revertido definitivamente aos 10 a 12 anos, no início da adolescência.

Daí para a frente serão meninos normais, como todos os outros.

Esta síndrome surpreendente é o pano de fundo desta trama saborosa, inusitada, escrita tanto para entreter quanto para provocar profundas e fecundas reflexões sobre a vida, sobre a realidade e a sexualidade.

Mais que um romance, apresenta uma concepção inteiramente nova da vida enquanto privilégio a ser usufruído a cada instante, sob a égide soberana da liberdade.

Helena tinha um limite bem definido por seu corpo, e este era seu maior segredo, só compartilhado com sua mãe.

Não imaginava que logo haveria um segundo e inaudito segredo.

Esta narrativa é um presente para quem quiser saborear uma bem temperada conjugação de entretenimento, conhecimento e emoção, tudo em generosas doses.

SOBRE A OBRA

O autor, que nunca havia se aventurado no mundo da ficção antes, decidiu realizar um experimento literário ao criar sua primeira obra de romance.

Seu objetivo não era apenas entreter, mas também difundir suas hipóteses e proposições sobre a realidade humana, sempre a partir de uma perspectiva isenta de amarras doutrinárias ou religiosas.

Pensador inveterado, ele se dedica a discutir os complexos aspectos do dia a dia, com uma postura pragmática e um profundo respeito pelo poder das ciências como motoras do desenvolvimento das civilizações.

Para ele, o conhecimento científico é o caminho para o progresso, sem deixar de lado a eterna curiosidade humana.

A protagonista de sua obra, Helena, é uma jovem que vive com a rara síndrome de Guevedoce, uma condição biológica encontrada na região de Las Salinas, na República Dominicana.

Compreendida por apenas 1 a cada 90 meninos nascidos ali, a síndrome causa uma reversão de sexo entre os 10 e 12 anos de idade.

Meninas nascem com a aparência e a anatomia feminina, mas com o início da puberdade, seus corpos passam por uma transformação que as leva a se tornarem meninos.

A história de Helena não se resume à sua condição biológica, mas se desdobrará em uma trama fascinante que mistura elementos de entretenimento com profundas reflexões sobre a vida, a identidade e a sexualidade.

Mais do que um simples romance, a obra propõe uma nova visão sobre a existência humana, entendida como um privilégio a ser vivenciado a cada instante, sob a égide da liberdade.

Em sua jornada, Helena tem consciência de que seu corpo impõe limites, sendo este o maior segredo que ela compartilha apenas com sua mãe.

No entanto, à medida que a história avança, ela descobrirá que há um segundo segredo, ainda mais surpreendente e inaudito, esperando para ser revelado.

A obra, portanto, oferece uma leitura rica e envolvente, ideal para aqueles que buscam uma narrativa que mistura entretenimento, conhecimento e emoção de forma profunda e provocadora.

‘Êh, Lena!’ convida os leitores a refletirem sobre questões existenciais e a explorarem os limites da identidade humana em sua mais ampla acepção.

SOBRE O AUTOR

Nascido em Juiz de Fora (MG) há 66 anos, o autor é formado em Engenharia Agronômica e possui uma carreira de sucesso voltada para diversas áreas do conhecimento.

Ricardo Costa Deotti
Ricardo Costa Deotti

Divorciado, é pai de duas filhas (de 37 e 34 anos) e avô de cinco netos, com idades que variam de 4 a 14 anos.

Com uma trajetória literária consolidada, ele já publicou sete livros, disponíveis nas livrarias da Amazon e Uiclap, além de um de seus títulos, Mater Nostra, estar também presente na Viseu.

Seus livros anteriores são ensaios que abordam uma variedade de temas, desde filosofia e física até questões ambientais, comportamentais e religiosas, sempre com uma abordagem reflexiva e analítica.

Sua escrita transita por esses campos do saber, oferecendo uma visão crítica e profunda sobre os mais diversos aspectos da vida e do conhecimento humano.

Agora, o autor se aventura em seu primeiro ensaio de ficção e romance, uma nova fase de sua carreira literária que promete surpreender seus leitores.

Com sua vasta experiência como pensador, ele traz à ficção as mesmas características que marcaram seus ensaios: uma exploração cuidadosa e reflexiva das questões que permeiam a existência humana.

Esta obra promete ser uma fusão entre o rigor intelectual e a liberdade criativa da narrativa ficcional.

OBRA DO AUTOR

Êh, Lena!, de Ricardo Costa Deottu
Êh, Lena!

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira